PT em PE: chapa própria vista como meio de salvar bancada
Foto: Sabrina Oliveira

Blog da Folha
Maiores lideranças do PT no Estado, o senador Humberto Costa (PT) e o ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), seguem atribuindo à direção nacional do PT a decisão sobre os rumos eleitorais da sigla no Estado. Começa a ganhar eco, no entanto, a tese de que uma candidatura própria seria o caminho ideal para assegurar a formação de uma bancada petista pernambucana na Câmara Federal.
Nos bastidores, crescem avaliações de que, caso o PT resolva voltar à Frente Popular, correrá o risco de servir apenas de cauda para outros candidatos. Nestas eleições, cada coligação terá que atingir no mínimo 170 mil votos para conquistar uma cadeira. Em 2014, o PT fez cerca de 380 mil votos, mas não elegeu nenhum deputado federal porque se coligou com o PTB e só fez doar votos.
Pré-candidata a governadora pelo PT, a vereadora Marília Arraes defende a importância de uma candidatura majoritária própria para que o partido resgate o protagonismo nos legislativos estadual e federal. “Temos que ter em mente que uma gestão do Executivo não consegue avançar sem uma bancada forte e coesa. Com certeza, uma candidatura própria dá a legitimidade necessária para a busca do voto do eleitor que não compactua com os retrocessos que estão ocorrendo no Estado e no País” opina a petista, que cumpriu agenda pelo Sertão pernambucano desde a quinta-feira.
Na manhã do último sábado, Marília esteve ao lado do prefeito Luciano Duque (PT), e de diversas lideranças políticas em visita à feira de Serra Talhada. “Hoje, passamos mais de duas horas conversando com os feirantes, com os consumidores, assim como Arraes fazia antigamente”, pontuou o prefeito. Depois, em evento na cidade, a petista lançou seu nome à corrida pelo Executivo Estadual e não poupou críticas à gestão socialista.
Embora admita que a candidatura da vereadora ao Governo do Estado mobiliza o partido e a militância, João Paulo pontua que a prioridade da legenda é a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, as candidaturas regionais vão passar pelo crivo da Nacional. “A candidatura de Marília é a decisão do PT. Tem diversas posições no partido. No meu entendimento, a prioridade número um é a eleição de Lula e cada Estado vai adequar a essa estratégia nacional”, disse o ex-gestor.
Na mesma linha, o senador Humberto Costa, tido como um dos que são favoráveis a uma aliança com o PSB, disse que vai acompanhar a decisão que a Executiva Nacional definir. Ele justifica que não poderia comentar o peso da candidatura de Marília na conjuntura local porque viajou a São Paulo e não participou do evento dela. O ato de lançamento da postulação de Marília não contou com nenhuma das graduadas lideranças da cúpula petista.
Em reserva, um parlamentar oposicionista avalia que se o PT quiser recompor a bancada federal a melhor estratégia é ter candidatura própria. “O PT tem que começar tudo de novo. Marília, pelo fato de ser mulher e neta de Arraes, terá, no mínimo, 600 mil votos. Se lançar ela, o PT faz três deputados federais e seis estaduais”, calcula.
Para ele, a condenação de Lula no Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) mudou o cenário, minando uma possível coligação com o PSB. “Se for pro chapão, é chuva. Não elege ninguém. Só se o marqueteiro for feiticeiro”, acrescentou. Afastado da vida pública nos últimos anos, o ex-deputado federal Fernando Ferro (PT) anunciou, inclusive, que resolveu se candidatar a deputado federal em função da candidatura de Marília Arraes.




A Prefeitura de Itapetim informa em nota que mantem em ritmo acelerado a construção de cinco escolas modelo, todas de acordo com o padrão de qualidade exigido pelo Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (FNDE).
A unidade também atenderá aos alunos dos sítios Lagoa de Dentro, Gameleira e Cacimba de Roça e contará com seis salas de aula, sala de informática, sala de leitura, diretoria, secretaria, almoxarifado, sala de professores, pátio, cozinha, dispensa e área de serviço.

Quem vai sobrar para apagar a luz ?
O Presidente da Câmara de Serra Talhada, Agenor Melo fez o que pôde para dar tempo a Carlos Evandro, na tentativa de reverter na casa a rejeição das contas de 2007 pelo TCE. Isso incluiu adiar votação, acatar proposta de aliados de Carlos em cima da hora e protelar o debate, tirar a votação da sessão seguinte e, por fim, impedir a transmissão por uma emissora da cidade, ato grave de atentado à liberdade de expressão. O que estava ao alcance dele, foi feito. Esforço em vão, dado o resultado da votação.
A diplomação do vereador Cancão (Psol) em Afogados teve seu grau de importância para a executiva estadual do partido que luta para emplacar mais mandatos pelo estado depois de fazer Edilson Silva Estadual. Tanto que mandou a Afogados o Diretor do Partido, Lucas Van der Ploeg, que acompanhou com o presidente do Diretório local, Fernando Morais. Um dia antes, os três tiveram uma reunião sobre as diretrizes da legenda e do mandato .
Até aí doutor?
O listão de apelidos dos políticos que recebiam propina ou caixa 2 era hilário e mostra a visão e tratamento geralmente dispensado a corruptíveis pela própria Odebrecht: Agripino Maia era o ″Gripado″, Romero Jucá, o ″Cajú″, Eduardo Cunha, o ″Caranguejo″, José Carlos Aleluia, tinha apelido de ″Missa″.
O jornalista Magno Martins espera um eito de sertanejos presentes à solenidade que irá lhe conferir o título de Cidadão Recifense, na próxima sexta-feira, às 17h. A autoria foi do vereador Edmar de Oliveira, com aprovação por unanimidade. Magno até ensaiou quando mais jovem ingressar na política partidária. Chegou a ser cotado para disputar a prefeitura de Afogados. Mas o amor pelo jornalismo venceu. Deixou a política, herança do pai Gastão, para o irmão Augusto e a esposa Aline.
Frases da semana: Dessa vez, a coluna elegeu duas: O TCE fez alerta para não usar esse recurso, porque distribuir esse dinheiro sem critérios ?” De Anchieta Patriota, sobre a polêmica dos precatórios que foi parar na Justiça. “O dinheiro será depositado no meu governo. Porque não posso usar?” De Zé Mário, dizendo que não aceita a posição do ex-aliado.












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