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Procuradora pede cautelar contra doação de área no Parque Memorial Arcoverde

Por André Luis

Terreno está avaliado em R$ 16 milhões, segundo procuradora

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE) protocolou pedido de medida cautelar, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), para suspender temporariamente a doação de parte do terreno do Parque Memorial Arcoverde, usado pelo Museu Espaço Ciência, para duas empresas privadas instalarem um datacenter com uso de cabo submarino para velocidade da Internet. 

A representação, protocolada nesta terça-feira (29), foi assinada pela procuradora Germana Laureano, do MPC-PE. A procuradora apresenta vários argumentos, de ordem legal e cultural, para suspender a doação até que o TCE possa fazer uma análise mais ampla da matéria, em processo de auditoria especial. 

A procuradora questiona os motivos que levaram o Governo do Estado a beneficiar as duas empresas privadas com a doação do terreno, avaliado em R$ 16 milhões, segundo o MPC-PE. 

Outro ponto questionado pelo MPC-PE é o interesse histórico, cultural e paisagístico do terreno, que tem projeto de Burle Marx e está na área de influência do Sítio Histórico de Olinda, patrimônio mundial da UNESCO. 

Também questiona sobre o argumento do atual Governo do Estado, em nota oficial, de que o terreno do Museu é “o único” no Estado capaz de atender a instalação do datacenter e do cabo submarino para Internet. 

O MPC-PE apurou que, em 2021, o Governo do Estado tinha indicado outro terreno para o mesmo empreendimento.

A equipe de transição da governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB) também questionou a atual gestão, do governador Paulo Câmara (PSB), sobre a doação do terreno. 

A vice-governadora eleita, Priscila Krause (Cidadania), coordenadora da equipe de transição, assinou um ofício solicitando detalhes ao governo estadual sobre a doação de parte do Espaço Ciência, em Olinda, à iniciativa privada. 

O MPC-PE quer uma medida cautelar, com urgência, para “determinar à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco que se abstenha de autorizar, determinar ou permitir a desocupação do Museu Espaço Ciência, a retirada de equipamentos e o uso daquela por quaisquer empresas e órgãos até o pronunciamento definitivo dessa Corte de Contas acerca dos fatos ora narrados”. A decisão caberá ao TCE, por um dos seus conselheiros. Leia aqui todos os questionamentos da procuradora.

Outras Notícias

PSB aciona STF contra MP que suspende prazo de repasse de recursos para aquisição de tablets e internet 

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar artigos da Medida Provisória nº 1.060/21, que cancelam o prazo para o repasse de recursos da Lei Conectividade, 14.172/2021. Esta prevê a compra de tablets e internet para alunos e professores da rede pública básica […]

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar artigos da Medida Provisória nº 1.060/21, que cancelam o prazo para o repasse de recursos da Lei Conectividade, 14.172/2021. Esta prevê a compra de tablets e internet para alunos e professores da rede pública básica de ensino. 

Um dos autores da lei aprovada pelo Congresso, o líder do PSB na Câmara, deputado Danilo Cabral, afirmou que além de atacar a educação ao não garantir os investimentos para o acesso igualitário ao ensino na pandemia, o governo federal desrespeita o Congresso Nacional com a edição da MP. 

“A medida provisória não atende os princípios que fundamentam sua edição. O que o governo pretende, na prática, é burlar uma decisão do Congresso que aprovou e promulgou a lei neste ano, com ampla participação da sociedade”, argumentou o socialista. 

A Lei nº 14.172/21 foi vetada pelo presidente Bolsonaro. O Congresso derrubou o veto e o governo entrou na justiça para tentar barrar a lei que prevê o repasse, no prazo de 30 dias a partir de sua publicação, de cerca de R$ 3,5 bilhões pela União a estados, Distrito Federal e municípios, para aplicação das ações previstas. Não satisfeito, o governo edita a MP na tentativa de “burlar a negativa ao veto presidencial proferida pelo Congresso Nacional”, como afirma o PSB no texto da ADI. 

O documento apresentado pelo PSB no STF justifica ainda que, ao editar a medida provisória para excluir o prazo de realização dos repasses, o presidente Bolsonaro promoveu modificação substancial no texto aprovado, desrespeitando a vontade e a deliberação do Poder Legislativo. 

“A MP contraria, portanto, o princípio da separação de poderes, a previsão de derrubada do veto presidencial e a vedação à edição de medidas provisórias sobre matéria já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso.” 

Pela MP, a obrigação de transferir os recursos foi adiada indefinidamente. De acordo com a ADI, esse adiamento compromete decisivamente a promoção do direito à educação, devendo ser declarada a sua inconstitucionalidade com a suspensão imediata dos efeitos da medida.

“Nossa prioridade absoluta é a reeleição de Lula”, diz João Campos após agradecer pelos 2.360.469 de votos obtidos

Após a confirmação da vitória de Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) conversou com a imprensa, agradeceu os 2.360.469 votos recebidos nas urnas e afirmou que, encerrada a eleição estadual, vai concentrar sua atuação política na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo […]

Após a confirmação da vitória de Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco, João Campos (PSB) conversou com a imprensa, agradeceu os 2.360.469 votos recebidos nas urnas e afirmou que, encerrada a eleição estadual, vai concentrar sua atuação política na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

Com 100% das urnas apuradas, João terminou a disputa com 44,82% dos votos válidos. Raquel foi reeleita no primeiro turno com 2.805.438 votos, o equivalente a 53,27%.

“Quero agradecer pelos mais de 2,2 milhões de votos”, afirmou João ao comentar o resultado.

O presidente nacional do PSB também fez uma avaliação da campanha e disse manter a convicção sobre a decisão de ter disputado o Governo de Pernambuco.

“Da minha parte, vocês não vão me ver de cabeça baixa, triste, reclamando. Eu não nasci para reclamar. Fiz uma campanha de 180 dias sem parar. Ninguém andou mais do que a nossa candidatura e fiz tudo com convicção. Estou feliz de ter enfrentado essa eleição e certo de que fizemos a escolha certa em ser candidato ao Governo de Pernambuco. A semente nós plantamos”, declarou.

João também destacou os resultados obtidos por aliados nas demais disputas no Estado. Humberto Costa (PT) foi reeleito para o Senado, enquanto Marília Arraes (PDT) conquistou a segunda vaga pernambucana.

Ao falar sobre a campanha estadual, o socialista afirmou que procurou concentrar a disputa na apresentação de propostas.

“Fizemos uma campanha limpa, propositiva, apontando para o futuro. Ninguém apresentou mais propostas do que o nosso conjunto. Tivemos a confiança de muita gente que caminhou conosco de ponta a ponta de Pernambuco”, disse.

Com a eleição estadual definida, João afirmou que a disputa presidencial passa a ser sua prioridade política. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e voltam às urnas no dia 25 de outubro.

“A nossa prioridade absoluta é a reeleição do presidente Lula. Todo o nosso esforço, da senadora Teresa, do senador Humberto, da senadora Marília, é para construir essa vitória. Tenho convicção de que Pernambuco vai ser decisivo”, afirmou.

Segundo João, ele pretende ir a Brasília nesta semana para conversar com a coordenação da campanha presidencial e discutir sua participação nas atividades do segundo turno.

Esta foi a quarta campanha eleitoral de João Campos. Ele foi eleito deputado federal por Pernambuco em 2018, venceu a disputa pela Prefeitura do Recife em 2020 e foi reeleito prefeito em 2024, antes de concorrer ao Governo do Estado em 2026.

Foto: Edson Holanda e Marlon Diego

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Começa hoje a rodada de debates do segundo turno

Na noite desta terça acontece na Rede Bandeirantes de Televisão, o primeiro embate deste segundo turno entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O debate iniciará as 22h15, e será dividido em cinco blocos. A mediação será feita pela jornalista Marcelo Boechat, e não haverá espaço para perguntas de outros jornalistas. Ainda […]

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Na noite desta terça acontece na Rede Bandeirantes de Televisão, o primeiro embate deste segundo turno entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). O debate iniciará as 22h15, e será dividido em cinco blocos.

A mediação será feita pela jornalista Marcelo Boechat, e não haverá espaço para perguntas de outros jornalistas.

Ainda estão marcados mais três debates até o dia da votação. Nesta quinta (16) o encontro será no SBT. No domingo (19) será a vez da Rede Record, e por fim na antevéspera da eleição na Rede Globo.

MPE pede impugnação de Delson Lustosa, José Vanderlei, Adelmo Moura e Chico de Dudu 

Por André Luis EXCLUSIVO O Ministério Público Eleitoral, representado pela Promotora Eleitoral, Luciana Carneiro Castelo Branco, ajuizou junto ao Juiz da 99ª Zona Eleitoral, quatro pedidos de impugnação de candidaturas no Sertão do Pajeú. Entre elas, o MPE pede a impugnação do candidato a Prefeitura de Santa Terezinha, Delson Lustosa (PODE); do candidato a prefeito […]

Por André Luis

EXCLUSIVO

O Ministério Público Eleitoral, representado pela Promotora Eleitoral, Luciana Carneiro Castelo Branco, ajuizou junto ao Juiz da 99ª Zona Eleitoral, quatro pedidos de impugnação de candidaturas no Sertão do Pajeú.

Entre elas, o MPE pede a impugnação do candidato a Prefeitura de Santa Terezinha, Delson Lustosa (PODE); do candidato a prefeito de Brejinho, José Vanderlei da Silva (PSB), e do candidato a vereador, também de Brejinho, Francisco de Sales Rodrigues da Costa, o Chico Dudu (PSB) e  ainda a impugnação da candidatura do atual prefeito de Itapetim e candidato a reeleição, Adelmo Moura (PSB).

No caso de Delson Lustosa e José Vanderlei, a promotora explica que após promover pesquisa aprofundada “sobre o preenchimento das condições de elegibilidade (próprias e impróprias), a ausência de causa de inelegibilidade e as condições de procedibilidade do registro (registrabilidade) em relação a todos os pré-candidatos ao cargo de Prefeito Constitucional do Município de Santa Terezinha e Brejinho. Foram produzidos relatórios com as principais irregularidades verificadas e os seus potenciais efeitos eleitorais. Especificamente em relação ao promovido. Leia aqui a íntegra do pedido de impugnação de Delson Lustosa e aqui o de José Vanderlei.

Já no caso de Adelmo Moura, a promotora explica que ele pleiteou, perante a Justiça Eleitoral, perante a Justiça Eleitoral, registro de candidatura ao cargo de Prefeito de Itapetim/PE pelo partido PSB, após regular escolha em convenção partidária, conforme edital publicado.

“No entanto, requerido encontra-se inelegível, haja vista que foi condenado à suspensão de seus direitos políticos, em decisão (colegiada ou transitada em julgado) proferida por ato doloso de improbidade administrativa que importou em lesão ao patrimônio público e/ou enriquecimento ilícito (próprio ou de terceiro), nos termos do art. 14, § 9º, da Constituição Federal c/c o art. 1º, inciso I, alínea “l”, da LC nº 64/1990”. Leia aqui a íntegra do pedido de impugnação de Adelmo Moura.

No caso do candidato a vereador de Brejinho, Chico Dudu, a promotora destaca, que “resta impossível o deferimento do registro de candidatura do impugnado, tendo em vista que ele se enquadra na hipótese prevista no art. 1º, I, g, da Lei Complementar n. 64/90, com redação dada pela Lei Complementar nº 135/2010, segundo o qual são inelegíveis ‘os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição’”. Leia aqui a íntegra do pedido de impugnação.

Zeca Cavalcanti: “Partida de Eduardo deixa política órfã”

Pernambuco perdeu um dos seus ilustres filhos, uma revelação na política, um político forjado nas lutas e que a seu modo soube construir um caminho novo em nosso estado. Como prefeito, tive a oportunidade de trabalharmos juntos, em diversas parcerias importantes para nossa terra, entre os anos de 2007 e 2012. Como político, tivemos nossas […]

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Pernambuco perdeu um dos seus ilustres filhos, uma revelação na política, um político forjado nas lutas e que a seu modo soube construir um caminho novo em nosso estado.

Como prefeito, tive a oportunidade de trabalharmos juntos, em diversas parcerias importantes para nossa terra, entre os anos de 2007 e 2012. Como político, tivemos nossas divergências, mas sempre o respeito e a admiração pelas posições tomadas.

A partida de Eduardo Campos, jovem da mesma geração que faço parte, deixa a política pernambucana e brasileira órfã de um homem que começava a construir um futuro na política nacional. A despeito das diferenças partidárias e políticas, ele tinha a firmeza e a determinação na defesa de suas ideias e ideais.

Pernambuco ficou mais triste. Nossos sentimentos a todos os seus familiares e aos familiares dos amigos e assessores que também foram vitimados por essa tragédia.

Zeca Cavalcanti – ex-Prefeito de Arcoverde