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Presença de Maestro Forró promete esquentar Baile Municipal

Por Nill Júnior

Baile 2015 - CARTAZ

A expectativa é de que aconteça neste sábado o melhor Baile Municipal desde que foi idealizado. É defendida pelo Secretário Municipal de Cultura e Esportes, Alessandro Palmeira. Em primeiro lugar pela atração principal, o Maestro Forró e sua Orquestra Popular da Bomba do Hemetério. *“Maestro Forró é hoje um dos principais nomes da música pernambucana. Ao lado do Maestro Spock, é o principal responsável pelo sopro renovador que tomou conta do Frevo Pernambucano. Suas performances no palco são contagiantes,” avalia Alessandro.

Outro fator que alimenta a expectativa de sucesso do baile é o crescente público que tem participado das últimas edições. “Nossa organização tem sido o ponto alto para que, a cada ano, o baile tenha um público maior. Estamos com tudo pronto para receber bem os foliões que forem prestigiar o nosso 10º baile municipal,” destacou o Secretário de Cultura de Afogados da Ingazeira.

O 10º Baile Municipal de Afogados da Ingazeira acontece neste sábado (31), a partir das 22 horas, no Império Show. Além do Maestro Forró, a festa também contará com a apresentação da já tradicional Orquestra Show de Frevo, que há anos anima o carnaval Afogadense.

O desfile de fantasias será dividido nas seguintes categorias: grupo, cosplay estilizado e originalidade cultural. Os três primeiros lugares de cada categoria receberão, respectivamente, premiações de R$ 300,00; R$ 200,00 e R$ 100,00.

Ingressos individuais custam R$ 15,00 e poderão ser adquiridos na bilheteria do clube. As mesas estão esgotadas.

Outras Notícias

Maioria dos vereadores de Porto Alegre se recusa a repudiar atos golpistas de 8 de janeiro

Embora moção proposta por Aldacir Oliboni (foto) tenha sido aprovada por 13 votos, 22 vereadores votaram contra ou não votaram No dia em que completou um mês dos atos antidemocráticos contra os Três Poderes em Brasília, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por 13 votos a 12, moção de repúdio aos atos golpistas e […]

Embora moção proposta por Aldacir Oliboni (foto) tenha sido aprovada por 13 votos, 22 vereadores votaram contra ou não votaram

No dia em que completou um mês dos atos antidemocráticos contra os Três Poderes em Brasília, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, por 13 votos a 12, moção de repúdio aos atos golpistas e de apoio às investigações em curso e à responsabilização dos criminosos.

No entanto, somados os vereadores que votaram contra e aqueles que não votaram, eles são maioria absoluta: 22 contra 13.

De autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT), a moção será encaminhada à Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal.

Um debate acalorado marcou a discussão da proposta. Em sua fala, o vereador Pedro Ruas (PSOL) observou que apesar de “ingênua” a moção serviria para evidenciar algo que, nas palavras dele, “precisa aparecer”. “Acho que não vamos aprová-la, mas essa realidade precisa aparecer numa votação nominal”, disse. “Há esse apoio [aos atos golpistas] de setores importantes representados na Casa. É péssimo, mas há”. “Ela nos revela, nos mostra, diz quem somos”, destacou Ruas.

Tiago Albrecht (Novo) não gostou das declarações de Ruas. “O senhor insinuou que nessa Casa tem gente que apoia e não deu os nomes, isso é covardia”. Para ele, o uso da palavra “terrorismo” para se referir aos atos é equivocada, uma “politização” de algo sério – e seria o principal motivador para votar contra a proposta.

Oliboni é também autor do Projeto de Lei que transforma 8 de janeiro em Dia em Defesa da Democracia em Porto Alegre. Segundo o vereador, “a fracassada intentona golpista não pode e não deve ser esquecida por ninguém que defenda a democracia e atos que atentem contra os poderes democráticos e o voto popular devem ser combatidos por toda a sociedade”. As informações são do Brasil de Fato

Parlamentares pernambucanos ficam no topo da lista dos gastos

Diário de Pernambuco Um levantamento realizado com dados dos portais de transparência da Câmara e do Senado Federal mostrou quais os parlamentares pernambucanos que mais utilizaram a verba pública durante o ano de 2019. O ranking apontou o senador Humberto Costa (PT) como o parlamentar entre todos do Congresso, independentemente da naturalidade, com o maior […]

Foto: Roque de Sá /Agência Senado

Diário de Pernambuco

Um levantamento realizado com dados dos portais de transparência da Câmara e do Senado Federal mostrou quais os parlamentares pernambucanos que mais utilizaram a verba pública durante o ano de 2019.

O ranking apontou o senador Humberto Costa (PT) como o parlamentar entre todos do Congresso, independentemente da naturalidade, com o maior gasto do Congresso. O líder do PT no Senado utilizou R$ 607.404,64 no ano passado.

Entre os senadores pernambucanos, Humberto é o que possui o maior gabinete, com 15 pessoas. O parlamentar também conta com um escritório de apoio com mais 17 funcionários. Apesar disso, o que mais pesou na conta do político foi a locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, somando o valor de R$ 151.263,65.

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) ocupou o 10º lugar no ranking nacional, usando R$ 487.795,91 em cotas e “gastos não inclusos”. Nessa lista ficam as despesas com a emissão de passagens ou Correios, por exemplo. A maior despesa do senador foi com passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais. Bezerra Coelho gastou R$ 153.472,85 nessa área.

O detalhamento dos recursos utilizados pelos senadores apontou uma curiosidade: R$ 233.677,90 foram gastos apenas com os Correios. Humberto Costa (PT) destinou R$ 134.874,12 a essa área, enquanto as despesas de Fernando Bezerra Coelho (MDB) e Jarbas Vasconcelos (MDB) foram de R$ 86.835,37 e R.968,41, respectivamente.

Na Câmara, o deputado pernambucano que fez o maior uso da verba pública foi Augusto Coutinho (Solidariedade). Os R$ 464.874,31 gastos pelo político também o colocaram na 5ª posição nacional. A área em que o deputado utilizou mais dinheiro foi a manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar, com uma despesa de R$ 152.128,86.

Os deputados federais têm direito à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) para bancar as despesas do mandato, como passagens aéreas e contas telefônicas. Em Pernambuco, cada um pode usar até R$ 41.676,80 mensalmente e, caso o montante não seja gasto naquele mês, fica acumulado para que seja utilizado ao longo do ano.

Em conjunto, a maior despesa dos deputados pernambucanos foi com a emissão de bilhetes aéreos, o gasto de R$ 2,3 milhões, chegando a 27,24% do total. A segunda maior conta foi com a locação ou fretamento de veículos: uma despesa de R$ 1,7 milhão.

Os gastos com divulgação e manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar, consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos, combustíveis e lubrificantes também entram para a soma do que foi utilizado com as cotas parlamentares. Ao todo, os deputados pernambucanos gastaram R$ 8,7 milhões nessa área.

Já as despesas com verba de gabinete dos deputados pernambucanos atingiram o valor de R$ 26,2 milhões. Cada um tem direito a contratar até 25 secretários parlamentares, que recebem salários entre R$ 1.025,12 e R$ 15.698,32. Os gabinetes podem usar até R$ 111.675,59 mensalmente.

Os encargos trabalhistas não entram na conta. O pernambucano Daniel Coelho (Cidadania) foi o deputado federal que fez o maior uso da verba de gabinete, gastando R$ 1,3 milhão, com pagamentos dos seus 43 funcionários.

Armando apresenta novas peças nas ruas do Recife e RMR

Após retirar cavaletes e bandeiras com bases fixas das principais vias do Recife e Região Metropolitana, o movimento Campanha Limpa, da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, chega a mais uma fase, segundo nota. Desde essa sexta-feira (25), nos principais cruzamentos dos corredores viários do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, a população recebe adesivos com […]

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Após retirar cavaletes e bandeiras com bases fixas das principais vias do Recife e Região Metropolitana, o movimento Campanha Limpa, da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, chega a mais uma fase, segundo nota.

Desde essa sexta-feira (25), nos principais cruzamentos dos corredores viários do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, a população recebe adesivos com propostas e ideias dos candidatos a governador Armando Monteiro (PTB), a vice, Paulo Rubem Santiago (PDT), e ao Senado, João Paulo (PT). A alegação da coligação é  minimizar a poluição visual e sonora.

Através desse novo formato de se fazer campanha, a população também tem tido acesso a propostas dos candidatos majoritários por meio de banners expostos em formato pirulito.

As peças em formato “pirulito” da chapa majoritária são afixadas em mochilas, permitindo mais mobilidade aos cidadãos e oferecendo maior conforto aos militantes, segundo o texto. Nos próximos dias, novas peças publicitárias chegarão às ruas do Recife e Região Metropolitana.

Luciano Torres tem primeira reunião com secretariado

O prefeito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB) teve a reunião com o seu secretariado, para planejamento do primeiro semestre de sua gestão. A reunião foi avaliada como positiva. Torres formou uma equipe com 50% de mulheres. São elas Maria Elizandra Veras de Sousa (Educação), Maria José Morais Bezerra (Saúde), Gabriela Thereza Torres Mendes (Finanças), Fabiana Torres Martins (Administração), Maria Iara […]

O prefeito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB) teve a reunião com o seu secretariado, para planejamento do primeiro semestre de sua gestão.

A reunião foi avaliada como positiva. Torres formou uma equipe com 50% de mulheres.

São elas Maria Elizandra Veras de Sousa (Educação), Maria José Morais Bezerra (Saúde), Gabriela Thereza Torres Mendes (Finanças), Fabiana Torres Martins (Administração), Maria Iara Pires de Lima (Assistência Social) e Dione Nunes de Lucena (Cultura).

Completam a equipe o ex-prefeito Lino Morais e Itan Fernandez (Assessores de Gabinete), Antonio Carlos Cavalcanti (Agricultura), Arquimedes Pereira (Obras), Antonio de Pádua (Procurador), Vinicius Machado (Controle Interno), Rivanildo Cavalcanti (Transportes) e Reinaldo Severino (Fundo de Previdência).

Segundo a Coluna do Domingão, o nome de Luciano Torres ganhou força para o novo ciclo de gestão do Cimpajeú.  O gestor chegou a assumir a presidência da Amupe.

Imagem justa e veríssima do Congresso

Por Muniz Sodré/Folha de S.Paulo* Cada deputado, um Justo Veríssimo de Chico Anysio, embolsa por mês R$ 341.297, e ao pobre eleitor é dado salário mínimo de R$ 1.518 Muito já se escreveu sobre humor, mas nada sobre seu poder antecipatório. Quando Freud diz que se trata de “um dom precioso e raro” (em “O Chiste […]

Por Muniz Sodré/Folha de S.Paulo*

Cada deputado, um Justo Veríssimo de Chico Anysio, embolsa por mês R$ 341.297, e ao pobre eleitor é dado salário mínimo de R$ 1.518

Muito já se escreveu sobre humor, mas nada sobre seu poder antecipatório. Quando Freud diz que se trata de “um dom precioso e raro” (em “O Chiste e suas Relações com o Inconsciente”), adianta que pode ser também álibi para uma verdade que não podia ser expressa. No psiquismo, o inconsciente abre caminho pelo riso, sem o sofrimento dos sintomas, para uma realidade recalcada. Mas antecipar é virtude desconhecida ou deixada de lado.

Oportuno, assim, evocar Justo Veríssimo, personagem do saudoso Chico Anysio nos anos 90, prefiguração hilária de um deputado que abominava desprovidos da sorte, trabalhadores, o povo em geral. “Eu quero que o pobre se exploda!”, seu bordão. A criação televisiva ia ao encontro de uma ácida denominação, recorrente na coluna de Stanislaw Ponte Preta (pseudônimo de Sérgio Porto), década de 60: “Depufede”.

Isso existia ainda em grau concebível de indecência quando Lula em 1993 resumiu sua experiência parlamentar numa frase lapidar sobre a composição do Congresso: “Uma maioria de 300 picaretas cuidando apenas de seus próprios interesses. E não caíram de paraquedas, foram eleitos”. Havia, portanto, bases político-sociais para que o humorismo antecipasse o choque de hoje ante um Congresso, necessário à República, mas por inteiro alienado da representação popular. Representação definida apenas pelo conceito numérico da votação é uma falácia, avessa à real delegação de classe social.

Focado na centralização presidencial, o eleitorado é letárgico frente ao Legislativo. Mas agora o chorume moral do “depufede” chega às narinas populares. E assim surge a Frente Povo sem Medo, que prega a taxação dos bilionários, junto com a redução dos salários de deputados e senadores. Cada Justo Veríssimo embolsa por mês um total de R$ 341.297 (R$ 47.700 de salário, R$ 94.300 de verba de gabinete, R$ 53.400 de auxílio paletó, R$ 5 mil de combustível, R$ 22 mil de auxílio moradia, R$ 59 mil de passagens aéreas, R$ 17.997 de auxílio saúde, R$ 12.100 de auxílio educação, R$ 16.400 de auxílio restaurante, R$ 13.400 de auxílio cultural). Para o eleitor pobre, um salário mínimo de R$ 1.518. Logo, que se exploda.

Mas a questão não se contém nesse mensalão obsceno. A derrama das emendas é tanto rombo orçamentário descontrolado quanto sintoma de surda conspiração contra a governabilidade executiva. Decorre das circunstâncias eleitorais, que seriam em princípio pretexto de reorganização da ordem do Estado. Eleições parlamentares, entretanto, passaram a favorecer a desorganização da ordem liberal, a saber, obstrução da participação democrática a partir da ideia de representação. Assim como os partidos (exceto talvez os pequenos) não espelham fração de classe nenhuma, a eleição de deputados e senadores não constitui forma de democracia direta pelo voto. É autonomia patrimonialista da atividade política.

Deste modo, o poder de legislar, moldado cada vez mais pelo princípio do vazio social, abre-se ao pleno dos interesses pessoais. Emendas sem transparência são mecanismos de reeleição e manutenção de feudos regionais, assim como instrumentos de chantagem contra um Executivo acuado. Nada menos que uma modulação do golpismo permanente, modernizado em 2016. Para Justo Veríssimo se atualizar, só lhe faltam um punhal verde e amarelo nos porões, boné de Trump nos palanques e pitadas de inglês para conspirar lá fora contra o país dos pobres.

*Sociólogo, professor emérito da UFRJ, autor, entre outras obras, de “Pensar Nagô” e “Fascismo da Cor”