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Prefeitura de Itapetim divulga programação oficial do São Pedro 2015

Por Nill Júnior

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A Prefeitura de Itapetim, através da Secretaria de Cultura, confirmou, na tarde deste sábado (17/06), a programação oficial da festa do padroeiro São
Pedro 2015.

Este ano, a festividade será menor em virtude da crise econômica e da forte estiagem que assola o município. Segundo o prefeito Arquimedes Machado, no
momento a prioridade são as ações de convivência e combate à seca. “Mesmo assim estamos mantendo a tradição do nosso São Pedro”, frisou.

Assim como nas edições anteriores, os artistas locais terão espaço assegurado no evento e se apresentam entre os dias 20 e 26. O festival de poetas repentistas profissionais também está mantido e acontece no dia 26, assim como o Itarrasta que percorrerá as principais ruas e avenidas da cidade no dia 24. A novidade deste ano é o Boteco da Poesia, que será realizado na tarde do dia 28.

No palco principal, os shows acontecem nos dias 27 e 28. Na primeira noite se apresentam Bonde das Tandinhas, Flávio Leandro e Brucelose. Já no segundo dia, sobem ao palco Pinga Fogo, Nordestinos do Forró e Expresso Pau de Arara.

Programação completa:

Sábado (20/06)

Quadrilha da Juventude

Quadrilha da Escola Municipal Paulino Amaro Cordeiro

Quadrilha da Escola Municipal Professor Vicente Dias

Quadrilha do Grupo Escolar Herminegildo Teixeira de Lima

Recital com Isabela Ferreira e Dayane lopes

Trio Irapuã

Domingo (21/06)

Quadrilha do ECC

Louvor com o ministério da JMV de Serra Talhada

Louvor com o ministério da RCC de Serra Talhada

Segunda-feira (22/06)

Quadrilha da Escola Municipal Walfredo Siqueira

Quadrilha do Colégio Evolução

Grupo de Balé

Apresentação de repentistas

Alexandre e Durval

Pedro Seresteiro

Amigos do Forró

Terça-feira (23/06)

Quadrilha da Escola Municipal Santo Antônio

Quadrilha do Grupo Escolar Manoel Joaquim Alves

Quadrilha do Grupo de Dança dos Idosos

Apresentação religiosa com Padre Adhemar, Baeta e Fabinho

Quarta-feira (24/06)

Itarrasta com Beba do Acordeom e Baixos do Forró

Forrozão pra Estourar

Jandelson e Forró Sertão

Gila do Acordeom

Quinta-feira (25/06)

Forrozão Sagitário

Aldinho do Acordeon e Forró Kceteiros

Pegada Digital

Sexta-feira (26/06)

Congresso de Poetas Repentistas

Forró Superação

Negão do Forró

Sábado (27/06)

Quadrilha do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

Quadrilha da Escola Municipal Antônio Piancó Sobrinho

Bonde das Tandinhas

Flávio Leandro

Brucelose

Domingo (28/06)

Boteco da Poesia com declamadores, Forró Novo e Forró Sereno

Pinga Fogo

Nordestinos do Forró

Expresso Pau de Arara

Outras Notícias

Raquel Lyra anuncia licitação para conclusão das obras da Barragem Panelas II

Durante a plenária do processo de escuta popular Ouvir para Mudar realizada neste sábado (16) na Zona da Mata Sul do Estado, a governadora Raquel Lyra fez anúncios importantes para a contenção de cheias na região. A chefe do Executivo autorizou a abertura da licitação para conclusão da Barragem Panelas II – obra que teve […]

Durante a plenária do processo de escuta popular Ouvir para Mudar realizada neste sábado (16) na Zona da Mata Sul do Estado, a governadora Raquel Lyra fez anúncios importantes para a contenção de cheias na região.

A chefe do Executivo autorizou a abertura da licitação para conclusão da Barragem Panelas II – obra que teve início em gestões passadas, mas estava paralisada desde 2014. O investimento será de R$ 92,8 milhões e tem o objetivo de evitar cheias nas cidades da localidade.

Além disso, a gestora disse que as obras para conclusão da Barragem Gatos também devem ser licitadas nos próximos meses. A vice-governadora Priscila Krause acompanhou a agenda.

“Essa barragem deveria estar pronta há 10 anos. Essas estruturas têm mais de uma finalidade, contêm água e matam a sede de quem precisa. Na segunda-feira a licitação será publicada no Diário Oficial. Viemos aqui para nos comprometer com a população de que tudo que a gente for fazer vai estar ligado com aquilo que ela estabelece como prioridade”, disse a governadora Raquel Lyra.

A obra para conclusão de Panelas II vai custar R$ 92 milhões. Deste total, R$ 59 milhões são de obras civis e supervisão, enquanto R$ 33 milhões serão destinados à compensação ambiental e segurança de barragens. O início das obras está previsto para dezembro deste ano.

O equipamento, que fica em Cupira, no Agreste, faz parte do Sistema de Contenção de Enchentes da Região da Mata Sul, criado após as cheias de 2010 e que previa a construção de cinco barragens – onde apenas a de Serro Azul, em Palmares, foi finalizada em 2017.

“Iremos ver agora, com a retomada das obras da Barragem Panelas II, uma redução ainda maior dos impactos socioeconômicos incalculáveis que as populações destas cidades enfrentam a cada novo inverno. Esta é só uma de um conjunto de muitas outras importantes obras hídricas já anunciadas para o Estado e que devem ter início também em breve”, disse o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo.

“Com a governadora Raquel Lyra a gente vai, aos poucos, mudar a nossa cidade. Entregamos as demandas de Palmares e da Mata Sul e tenho certeza que mesmo com nove meses de mandato, todas as demandas vão ser atendidas”, declarou o prefeito de Palmares, Júnior de Beto.

A etapa de escuta da população vai percorrer cada região de desenvolvimento de Pernambuco para colher as propostas que irão nortear a criação de políticas públicas desenvolvidas dentro dos próximos anos. A população teve a oportunidade de participar do evento em salas temáticas divididas pelos temas: Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia; Segurança e Cidadania; Saúde e Qualidade de Vida; Agricultura e Meio Ambiente; Água e Habitação; e Infraestrutura e Dinamismo Econômico.

As agendas do Ouvir para Mudar já foram realizadas em Petrolina (São Francisco), Ouricuri (Araripe), Salgueiro (Central), Floresta (Itaparica) e Serra Talhada (Pajeú). Quem desejar, ainda pode contribuir enviando sugestões através do site www.ouvirparamudar.pe.gov.br.

Além do corpo de secretários do Estado, participaram do evento os deputados federais Lula da Fonte, Coronel Meira e Fernando Rodolfo; os deputados estaduais France Hacker, Henrique Queiroz Filho, Joaquim Lira e Simone Santana; e os prefeitos Dona Graça (Catende), Fátima Borba (Cortês), Carlinhos da Pedreira (Barreiros), Camila Machado (Sirinhaém), Peu Lajes (São José da Coroa Grande), Isabel Hacker (Rio Formoso), Mary Gouveia (Escada), Charles Batista (Joaquim Nabuco) e Thiago de Miel (Xexéu).

Francys Maya tem infarto e é internado em Clínica de Serra Talhada

Apesar dos susto, quadro é estável e profissional está consciente O radialista Francys Maya, atualmente na Líder FM, mas com passagem por emissoras como Transertaneja FM, Pajeú AM e A Voz do Sertão sofreu um infarto e foi internado no Hospital Agamenon Magalhães (Hospam), da rede pública de Serra Talhada. Diabético e hipertenso, Maya sentiu dores […]

Maya. em visita ao blog na ExpoSerra: susto, mas com quadro etável
Maya. em visita ao blog na ExpoSerra: susto, mas com quadro etável

Apesar dos susto, quadro é estável e profissional está consciente

O radialista Francys Maya, atualmente na Líder FM, mas com passagem por emissoras como Transertaneja FM, Pajeú AM e A Voz do Sertão sofreu um infarto e foi internado no Hospital Agamenon Magalhães (Hospam), da rede pública de Serra Talhada.

Diabético e hipertenso, Maya sentiu dores no peito na tarde de ontem e foi encaminhado ao Hospital, onde foi atendido pelo médico Carlos Evandro. Depois de avaliado por um cardiologista, foi diagnosticado um infarto esta manhã. Maya aguarda vaga em uma UTI na Casa de Saúde São Vicente. Coincidentemente, hoje nasceu a quinta filha do radialista, em outra clínica da cidade. Apesar do susto, seu quadro é estável e ele está consciente.

Francisco das Chagas Maya de Lucena tem 41 anos e é natural de São José do Egito. Com história de garoto pobre do Sertão, passou na década de 90 em um teste para radialista na Transertaneja FM. Curioso que dias depois do teste passou na rádio para pegar um certificado de que tinha sido aprovado.  “Dizia em São José e não acreditavam”, comenta.

À época, trabalhava no Hotel Central fazendo pequenos serviços e aproveitava horas vagas para demonstrar suas habilidades. O nome Francys Maya foi batizado por este blogueiro, aproveitando o nome de registro.

Depois de passagem pelo rádio de Afogados, foi para Serra Talhada. É tido como nome importante para consolidação do rádio notícia na Capital do Xaxado. Saúde ao Maya!

Águas Belas: Dr. Elton tem 43% e Maurício de Josué, 37%, diz Múltipla

O candidato da oposição,  Dr. Elton Martins,  do Republicanos, segue liderando as intenções de voto na disputa à prefeitura de Águas Belas. É o que diz levantamento do Instituto Múltipla, divulgado pelo blog a poucos dias do início da campanha eleitoral. Na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o eleitorado,  ele tem […]

O candidato da oposição,  Dr. Elton Martins,  do Republicanos, segue liderando as intenções de voto na disputa à prefeitura de Águas Belas.

É o que diz levantamento do Instituto Múltipla, divulgado pelo blog a poucos dias do início da campanha eleitoral.

Na pesquisa estimulada, em que são oferecidas as opções para o eleitorado,  ele tem 43%, contra 37% do candidato governista Maurício de Josué,  do PT.

Nesse cenário,  brancos e nulos somam 4%. Indecisos,  não sabem ou não responderam, 16%.

Na pesquisa anterior, Elton tinha 42,3%, contra 34% do candidato governista. O quadro sugere estabilidade,  com pequena movimentação dentro da margem de erro.

Em votos válidos,  Dr. Elton Martins tem 54% contra 46% de Mauricio de Josué.

Na pesquisa espontânea,  em que não são oferecidas opções para o eleitor,

Elton Martins tem 36% contra 33% do petista Maurício de Josué.  Brancos e nulos somaram 2% e 29% citaram outros, estão indecisos ou não opinaram.

Rejeição

Quando a pergunta é sobre quem o eleitor de Águas Belas rejeita, 31% dizem não votar de jeito nenhum em Maurício de Josué e 21% afirmam não votar em Dr. Elton Martins.

Dizem rejeitar todos 3% e não rejeitam nenhum 38%. Não opinaram 7%.

A pesquisa foi registrada sob o número  de identificação PE – 08076/2024.

Contrada pelo blog, a pesquisa foi realizada da pesquisa dia 6 de setembro de 2024. Foram 300 entrevistas, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro para mais ou menos de 5,7%. Fonte pública para realização da pesquisa:  Censo 2010/2022 e TSE (Julho/24).

Quatro cidades do Pajeú não cumprem o que exigem portais da transparência

Segundo o Ministério Público, quatro cidades na região ainda não operacionalizam como deveriam os portais da transparência. São as cidades de São José do Egito, Tabira, Solidão e Santa Terezinha. O promotor Aurenilton Leão advertiu que o MP deve começar a acionar os prefeitos, depois de dar prazo para adequação. Os portais estão lá, mas […]

Portal de Solidão é um dos que tem pendências, diz MP
Portal de Solidão é um dos que tem pendências, diz MP

Segundo o Ministério Público, quatro cidades na região ainda não operacionalizam como deveriam os portais da transparência. São as cidades de São José do Egito, Tabira, Solidão e Santa Terezinha.

O promotor Aurenilton Leão advertiu que o MP deve começar a acionar os prefeitos, depois de dar prazo para adequação. Os portais estão lá, mas não são municiados de informações obrigatórias sobre convênios, recebimento de recursos federais e estaduais, dentre outros itens.

A boa notícia é que todas as cidades da 3ª circunscrição já contam com seus portais. Muitas, aliás a maioria, estão atendendo as normas da legislação federal depois da pressão do MP ou iniciativa dos gestores.

Opinião: o fim da era dos grupos de mídia nacionais

Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político. Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente […]

Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN

Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político.

Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente para o ambiente digital — que já representava 60% da receita publicitária total no Brasil em 2024, com projeção de chegar a 70% em 2029 —, enquanto o consumo de notícias se fragmentou e o engajamento com TV, impresso e sites jornalísticos tradicionais segue em queda. No Brasil, a confiança nas notícias medida pelo Reuters Institute ficou em 42% em 2025, num patamar estabilizado, mas longe da autoridade quase sacerdotal que os grandes grupos exerceram por décadas.

Democracias precisam de uma imprensa forte. O problema brasileiro foi outro: a formação de um sistema altamente concentrado, cartelizado, familiar, patrimonialista e politicamente orgânico às classes dominantes do momento, apesar de a própria Constituição de 1988 vedar monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social.

Sempre me intrigou o fato da mídia jamais ter se proposto a ser a voz de novos grupos que surgiam no país, como resultado de mudanças econômicas e sociais.

Sempre minimizou a era das grandes indústrias, deixou de lado os movimentos de apoio às pequenas e médias empresas, ignorou por muito tempo a própria revolução agrícola.

Conspirou contra o segundo governo Vargas e denunciou diuturnamente o governo JK, usando para ambos denúncias de corrupção — que se revelaram totalmente falsas.

Ora, ambos os governos estavam lançando as bases de uma nova elite empresarial e social. Havia uma demanda por otimismo excepcional. O papel de qualquer mídia inteligente seria captar esses movimentos e se tornar seu porta voz. No curto período em que entendeu essa dinâmica, na campanha das diretas, a Folha de S.Paulo tornou-se o jornal mais influente do país.

Mas se a fórmula funcionou, porque em todos os demais momentos históricos, a mídia preferiu apostar no velho e matar o novo?

Em vários momentos da história, colocou-se contra qualquer projeto de soberania nacional ou de inclusão social.

A razão é simples. O imediatismo e a falta de visão estratégica da imprensa, a impede de apostar no novo. Ela aposta no poder imediato. E o poder imediato sempre é o poder de ontem, até que seja desbancado pelo novo. Ela só adere ao novo, depois que este se torna poder.

Desse modo, ela atua como estratificadora de todas as eras político-econômicas de um país. O novo sempre terá dificuldades, devido à resistência da mídia. Só depois que ele consegue se impor, apesar da mídia, ele passará a receber seu apoio.

Nos anos 1990, a mídia atingiu seu apogeu, não apenas econômico como político. Eram quatro grandes diários, no eixo Rio-São Paulo, que faziam a pauta nacional. O que diziam era reproduzido por agências de notícias, se espraiavam pelo noticiário de rádio e pela imprensa regional.

Cada tiro era uma bomba

Vivi esse período e percebi, no espaço de uma coluna que mantinha na Folha, o enorme poder transformador da mídia, desperdiçado, deixado de lado. Na minha coluna, ajudei a disseminar os programas de qualidade total, as políticas científico-tecnológicas, a importância da indústria cultural, da digitalização do Judiciário, da criação de uma indústria de defesa.

Ficava imaginando o que seria possível se, em vez de uma coluna, o jornal inteiro abraçasse uma visão modernizante para o país. Acelerariam em décadas o grande salto nacional.

Mas foi inútil. Até o Estadão, que em priscas eras representou uma elite conservadora culta, o jornal que trouxe a USP, perdeu totalmente seu clã modernizador.

A própria Constituição de 1988 vedava monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social. O texto constitucional também determina finalidades educativas, culturais, informativas e estímulo à produção independente e regional; o país, porém, jamais regulou de forma efetiva esse mandamento. O resultado foi um espaço público sequestrado por poucos conglomerados, capazes de confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa — e interesse público com interesse acionário.

Agora, com a vinda das redes sociais e das grandes plataformas, há o fim de uma era e a entrada de uma nova era, com todos os vícios da anterior: concentração da propriedade, direcionamento do discurso, falta de controle social.

Tem-se um país sem rumo e com a bússola, em vez de organizar o trajeto, montando armadilhas para jogar o navio em direção ao iceberg.

Luís Nassif é jornalista, diretor e fundador do Jornal GGN.