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Política põe Luciano Duque e Sebastião Oliveira no mesmo palanque

Por Nill Júnior

Mais uma reviravolta na política de Serra Talhada a partir da reviravolta que o processo eleitoral está tomando este ano.

Hoje a tarde, a coletiva de anúncio do ingresso de Sebastião Oliveira (Avante) na chapa de Marília Arraes (SD) como candidato a vice-governador vai também ser marcada pelo alinhamento político entre dois adversários da história recente.

Adversários a alguns pleitos, o ex-prefeito Luciano Duque e o Deputado Federal estarão juntos no mesmo palanque. Duque já havia deixado o PT, contrário ao apoio da legenda a Danilo Cabral,  do PSB. Hoje, depois de muita conversa nos bastidores,  é Sebastião que aporta no palanque oposicionista.

Em 2012, eles chegaram a disputar a prefeitura de Serra Talhada.  Luciano Duque, então no PT, venceu o pleito com 53,93% dos votos contra 46,07% do então candidato do PR. Em 2016, Luciano Duque foi reeleito com 55,74% votos válidos. Victor Oliveira, do PR, apoiado por Sebastião,  ficou em segundo lugar, com 43,37%.

Em 2020, Duque apoiou Márcia Conrado e Sebastião Oliveira, Socorro Brito. Conrado teve 60,54% dos votos válidos, com Socorro Brito chegando a 22,27%.

Agora, estarão juntos no mesmo palanque depois de anos de troca de farpas.

Por outro lado, a movimentação mexe com o tabuleiro político para a eleição 2024 em Serra Talhada.  Apesar de ainda estarem unidos por um fio condutor, com Márcia apoiando Duque e espaços compartilhados na gestão,  não são poucos os que acreditam que essa movimentação vai dar mais liberdade para a condução política da gestora à sua reeleição.

Isso também passa pela eleição de Luciano Duque a Deputado Estadual.  Na bolsa de apostas, analistas acreditam que o candidato terá  um das cadeiras.

Outras Notícias

Frente discute desafios para facilitar o acesso aos remédios derivados da maconha

A defesa do papel das associações no acesso aos medicamentos derivados da maconha foi o foco da primeira mesa de debates da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e Cânhamo Industrial em Pernambuco. O encontro foi realizado nesta segunda-feira (18) e reuniu representantes de associações de todo o Estado.  Eles defenderam o avanço da regulamentação dos […]

A defesa do papel das associações no acesso aos medicamentos derivados da maconha foi o foco da primeira mesa de debates da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e Cânhamo Industrial em Pernambuco. O encontro foi realizado nesta segunda-feira (18) e reuniu representantes de associações de todo o Estado. 

Eles defenderam o avanço da regulamentação dos remédios produzidos a partir da planta para que possam ser fornecidos pelo SUS, mas temem que as regras atendam apenas aos interesses da indústria farmacêutica. É o que destaca Fabrina Santos, diretora da Associação Canábica Medicinal de Pernambuco, Cannape.

“A gente ensina a plantar cannabis, a gente ensina a cultivar cannabis, a gente corre atrás do jurídico, a gente faz extensões de projetos dentro da saúde,  dentro dos órgãos públicos de segurança, a gente faz todo esse trabalho educativo e a gente não pode ficar para trás. Assim como o paciente que depende do SUS hoje está para trás, porque a gente tem as leis estaduais mas que a União ainda não contempla, por falta de regulamentação.”  

As associações também esperam o apoio do Poder Público para trabalhar com mais segurança jurídica e para ampliar a atuação. Segundo a presidente da Associação Aliança Medicinal, Hélida Lacerda, o valor do óleo ainda é inatingível para muitos pacientes, mesmo o de produção local, que já é bem mais barato quando comparado às medicações de farmácia com importação autorizada pela Anvisa.

“Eu não sei dizer números, mas a parcela de pessoas que chegam todos os dias pedindo para fornecer gratuito é uma parcela bem considerável. Mas chega um ponto que a gente não consegue mais, e é aí que o SUS tem que entrar, é nessa hora que o Estado tem que ter esse olhar pra gente, a gente não pode sozinho.”

Coordenador da Frente Parlamentar, o deputado João Paulo, do PT, lamentou que o SUS precise recorrer aos remédios importados para cumprir decisões judiciais, em vez de usar a produção nacional. “E eu queria dizer a vocês: muito mais eficiente, com muito mais qualidade e com muito mais controle, porque a medicação que vem, chega aqui importada, toda já lacrada, não se tem um controle de averiguar se tem a mesma qualidade que a nossa.”

A próxima reunião do grupo está prevista para o dia 22 de abril, com participação da Anvisa e de parlamentares federais.

Advogado de Dinca diz que Nelly não pode ser sua vice

Um áudio do advogado de Dinca Brandino, César Pessoa, que circula pelas redes sociais possivelmente vazado de um grupo de WhattsApp levanta a impossibilidade de Nelly Sampaio ser candidata a vice na chapa oposicionista. Segundo ele, a resolução eleitoral 23.609/2019 no artigo 79 parágrafo terceiro diz que a renunciante até pode se candidatar desde que […]

Um áudio do advogado de Dinca Brandino, César Pessoa, que circula pelas redes sociais possivelmente vazado de um grupo de WhattsApp levanta a impossibilidade de Nelly Sampaio ser candidata a vice na chapa oposicionista.

Segundo ele, a resolução eleitoral 23.609/2019 no artigo 79 parágrafo terceiro diz que a renunciante até pode se candidatar desde que seja a outro cargo na mesma eleição.

Nelly era candidata a prefeita e agora pretende ser candidata a vice. Porém o artigo 72 parágrafo segundo diz que isso pode acontecer se for na mesma coligação.

“Ou seja: se Marcos Crente, do MDB renuncia, a preferência é do MDB ou dos partidos convencionados, no caso PR ou Democratas”, diz.

Como Nelly Sampaio é do PSC, mesmo renunciando à sua candidatura à prefeita e Marcos abrindo mão da vice não será permitido pela Justiça Eleitoral, pois há uma vedação já que ela não foi convencionada na Coligação de Dinca. “Nossos candidatos estão convencionados em três partidos: PR, MDB e Democratas”, disse.

“Infelizmente Dra Nelly na minha concepção com base na lei não poderá ser nossa candidata a vice”, sentenciou no áudio.  E agora? Ouça o áudio a que o blog teve acesso:

Coluna do Domingão

Raquel, tem que ser agora! Como o blog antecipou, a governadora Raquel Lyra estará em Floresta e Serra Talhada dentro da agenda do Ouvir para Mudar, programa de escuta da população para montagem do programa de governo. As cidades estão na agenda do programa na próxima quinta-feira, 14. O seminário tem uma dinâmica de divisão […]

Raquel, tem que ser agora!

Como o blog antecipou, a governadora Raquel Lyra estará em Floresta e Serra Talhada dentro da agenda do Ouvir para Mudar, programa de escuta da população para montagem do programa de governo.

As cidades estão na agenda do programa na próxima quinta-feira, 14.

O seminário tem uma dinâmica de divisão por salas temáticas. As pessoas são convidadas a apresentar demandas em áreas como infraestrutura, saúde, esportes e agricultura.

A vinda coincide com uma publicação da governadora nas redes. Ela usou por base uma entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura: “Estamos reequilibrando as contas do Estado para fazer os investimentos que vão transformar Pernambuco em um lugar melhor para se viver”.

Resumindo, na tradução dos aliados: com as recentes operações de crédito,  acredita-se que o governo Raquel está se ajustando para a grande virada, transformando o Estado em um grande canteiro de obras, que vai mudar radicalmente a percepção da gestão.

Dado o momento,  só essa certeza pode explicar como um governo com tamanha expectativa está tão cercado de ceticismo, em virtude da imagem de um estado com as mesmas mazelas que ajudaram a derrubar o PSB depois de 16 anos de poder.

A expectativa é do tamanho da esperança.  A eleição de Raquel pra muitos representou o início de um novo ciclo, mais independente dos erros e vícios que derrubaram o socialismo.  Ela tem ciência dessa responsabilidade.

Dito isso, a encruzilhada em que seu governo se coloca: nem é tarde para a alardeada reviravolta,  nem cedo para o que pode começar a mudar. Raquel tem uma única janela e oportunidade de nos convencer. E tem que ser agora.

Quando ela vem?

A quem se pergunta se Raquel prefere Serra Talhada a Afogados,  os fatos falam por si: pré-candidata,  ela esteve em Afogados da Ingazeira dia 4 de fevereiro de 2022. Em Serra Talhada,  esteve no mesmo período, depois no segundo turno e mais duas vezes depois de eleita. Volta quinta pra garantir a certeza.

Até quando?

Sem aguentar esperar mais pela continuidade das obras da Estrada de Ibitiranga, populares foram vistos fazendo reparos. A estrada não foi entregue como prometido pelo governo Paulo Câmara e ainda não foi retomada na gestão Raquel Lyra.

Cortina de fumaça

A idiotice da semana dos bolsonaristas foi querer estabelecer competição de quem junta mais no 7 de setembro. Isso nunca foi pauta. Cortina de fumaça pra esconder a delação premiada de Mauro Cid, responsável pelo desfile que pode levar Bolsonaro à Papuda…

Saia justa

O cerimonial e organização da ida de Raquel Lyra a Serra Talhada vai ter trabalho para organizar a mesa com os dois aliados de primeira ordem, Márcia Conrado e Luciano Duque,  neo adversários políticos na Capital do Xaxado. Nem por eles: imagine a guerra fria dos assessores,  chaleiras e afins. Vai ser cada rabissaca. Aff…

Até tu,  Jarbas?

Nem o quase unânime Jarbas,  assim como os políticos em geral,  sabia conviver com o contraditório.  Quando governador, questionado pelo jornalista Júlio César por críticas de Ângelo Ferreira, que botou faixa na cidade pra dizer que ele não havia apoiado a Expocose,  abandonou a entrevista.  No outro dia, um fax chegava à Sertânia FM, emissora de Júlio,  rompendo o contrato institucional com o Estado.

Falta o nome

Na entrevista a Juliana Lima, Waldemar Oliveira falou sobre o PSB em Serra Talhada. Disse que no acordo de aliança com João Campos,  o PSB se comprometeu em apoiar o Avante em Serra. Só que hoje, o partido está alinhado com Márcia Conrado.  O bloco teria Avante, Solidariedade e PSB. A dúvida é: vão concorrer com quem?

Arroxo

O prefeito de Triunfo, Luciano Bonfim, reuniu o vice-prefeito João Hermano, a equipe de secretários municipais e responsáveis por empresas prestadoras de serviços para alinhar quais as medidas serão adotadas para que os serviços ofertados não sejam interrompidos. Segundo dados da CNM há uma previsão de queda de 40% dos repasses neste mês de setembro.

Dois anos de saudade

Esse dia 10 de setembro marca dois anos da morte do comunicador Anchieta Santos. Sua morte se deu numa sexta-feira,  depois de uma luta contra um tumor cerebral muito agressivo.  Seu último Rádio Vivo foi apresentado dia 18 de junho de 2021, antes de iniciar o tratamento. Se despediu dizendo: “um abraço a todos e até amanhã, se houver amanhã”.

Frase da semana:

“É o abandono do esporte”.

Da ex-ministra Ana Moser, usada como moeda de troca e substituída pelo deputado federal André Fufuca (PP-MA), para atender ao Centrão,  em uma bola fora de Lula.

Tadeu Alencar reage a Bolsonaro: “Regente do ódio”

O Deputado Federal Tadeu Alencar enviou uma nota à imprensa criticando mais uma atitude do Presidente Jair Bolsonaro contra a Cultura. O Chefe do Executivo vetou nesta quinta-feira, de forma integral, a Lei Aldir Blanc 2, que sugere criar uma política nacional de Cultura no Brasil, com repasses de R$ 3 bilhões anuais para Estados […]

O Deputado Federal Tadeu Alencar enviou uma nota à imprensa criticando mais uma atitude do Presidente Jair Bolsonaro contra a Cultura. O Chefe do Executivo vetou nesta quinta-feira, de forma integral, a Lei Aldir Blanc 2, que sugere criar uma política nacional de Cultura no Brasil, com repasses de R$ 3 bilhões anuais para Estados e Municípios.

“Ele não gosta de música, gosta do barulho das armas, não gosta de arte, de cinema, de dança, de teatro, de circo, de literatura, de poetas, de pintores. É um regente macabro do ódio”.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 24 de fevereiro e no Senado Federal no dia 23 de março deste ano. A expectativa agora é que volte ao Congresso Nacional para que o veto seja apreciado.

Tadeu foi um dos proponentes da Lei Aldir Blanc 1, que ajudou os fazedores de cultura de forma emergencial em 2020 e foi relator da Lei Aldir Blanc 2 na Comissão de Cultura da Câmara. O projeto é de Jandira Feghali (PC do B-RJ) e de outros deputados do PCdoB.

Confira a nota completa:

O Presidente Bolsonaro não gosta da cultura, uma das maiores expressões de um povo. Vetou as três leis aprovadas pelo Congresso Nacional nos últimos 2 anos que criaram subsídios emergenciais para o setor e que instituíam um Sistema Nacional de Cultura. A LAB I, a LAB II e a Lei Paulo Gustavo.

Ele não gosta de música, gosta do barulho das armas, não gosta de arte, de cinema, de dança, de teatro, de circo, de literatura, de poetas, de pintores. É um regente macabro do ódio, da violência, da falta de humanidade e compaixão.

A sua risada histriônica diante dos mortos na pandemia e os seus valores primitivos que negam a civilização mostram a face sombria do seu caráter, que, aliás, não faz nenhuma questão de esconder. É também por isso que o povo brasileiro prepara uma resposta sinfônica, com a cara da nossa gente, colorida, gentil, diversa, cheia de esperança de ver o nosso País – de tantas potencialidades – poder voltar a crescer e a nos colocar na rota do futuro, o que não será possível sem um duro enfrentamento de nossas profundas desigualdades.

Como Relator da LAB II na Comissão de Cultura e como Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Cinema e do Audiovisual não medirei esforços para, junto com os meus colegas de parlamento e com os fazedores de cultura do Brasil inteiro, derrubarmos esses vetos e, depois, lição primeira, lição única, varrer Bolsonaro da Presidência e, em definitivo, virar essa “página infeliz da nossa história“. Que assim seja e que os anjos digam amém!

STF decide a favor de tese que pode anular condenações da Lava Jato

Felipe Amorim e Bernardo Barbosa / UOL Com placar de 7 a 4, o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou hoje tese que pode levar à anulação de condenações da Lava Jato, incluindo uma contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O último ministro a votar foi o presidente do tribunal que, conforme já […]

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Felipe Amorim e Bernardo Barbosa / UOL

Com placar de 7 a 4, o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou hoje tese que pode levar à anulação de condenações da Lava Jato, incluindo uma contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O último ministro a votar foi o presidente do tribunal que, conforme já tinha adiantado na semana passada, se colocou a favor do entendimento de que réus incriminados por delatores devem ter a última palavra no processo (como fizeram outros seis ministros na semana passada).