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Planalto reúne seis ministros para discutir crise hídrica no país

Por Nill Júnior

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Do Correio Braziliense

O governo já começa a preparar o discurso para um possível racionamento de energia. Na quinta-feira, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou que o país pode enfrentar “problemas graves” de abastecimento de energia elétrica se o nível dos reservatórios das usinas atingir um patamar de 10%. No Sudeste e no Centro-Oeste, as reservas já estão em apenas 17% da capacidade total, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reuniu os titulares de seis ministérios — da Integração Nacional, Gilberto Occhi; de Minas e Energia, Eduardo Braga; do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Agricultura, Kátia Abreu; do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias; e do Desenvolvimento Social, Tereza Campello — para tratar da questão hídrica. O objetivo da reunião foi colocar recursos disponíveis em parcerias e projetos que resolvam a crise hídrica brasileira.

Como 75% da energia do país são provenientes de fontes hidrelétricas, a situação crítica de abastecimento de água ameaça também a geração de energia, sobretudo porque a pior seca dos últimos 80 anos adentrou o período úmido. Em relatório divulgado ontem, o ONS reduziu a previsão do volume de chuvas em janeiro para todas as regiões do país. Agora a média histórica para o mês, que já estava baixa, em 44%, caiu para 43% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No ano passado, choveu 54% da média histórica em janeiro, mês considera o mais volumoso do período úmido.

Na avaliação do diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico — Ilumina, Roberto Pereira d’Araujo, o problema do país não é apenas climático. “Nós temos publicado, há mais de dois anos, que a tendência é de ficarmos com reservas menores em relação ao consumo. Era evidente, desde 2009, que os reservatórios do país estavam numa trajetória descendente”, ressaltou.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, quanto maior o problema, mais difícil sair dele. “O governo foi escondendo e continua, mesmo depois das eleições, com atitude muito imobilista. A única coisa que fez foi o tarifaço, que, na minha opinião, não vai ser suficiente”, disse. Segundo ele, dada a gravidade da crise, o governo deveria fazer como Fernando Henrique Cardoso, em 2001 — ano do racionamento —, e criar um comitê gestor de crise para buscar uma solução.

Outras Notícias

Presidente do Banco do Nordeste reafirma foco nos pequenos empreendedores em reunião na Febraban

Orçamento destinado a esse público cresceu 18% em relação ao de 2024 O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, reafirmou nesta quinta-feira (20), durante sua participação em reunião na Febraban, em São Paulo, o foco da instituição nos mini, micro, pequenos e pequenos-médios empreendedores. Para esse público, considerado prioritário, serão destinados R$ 29,32 […]

Orçamento destinado a esse público cresceu 18% em relação ao de 2024

O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, reafirmou nesta quinta-feira (20), durante sua participação em reunião na Febraban, em São Paulo, o foco da instituição nos mini, micro, pequenos e pequenos-médios empreendedores. Para esse público, considerado prioritário, serão destinados R$ 29,32 bilhões em 2025, o que representa 62% do total de R$ 47,3 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

O valor reservado para esses segmentos em 2025 é 18% superior ao orçamento do ano anterior. “O Banco do Nordeste tem um papel estratégico no desenvolvimento regional e, para isso, precisa estar ao lado dos empreendedores que fazem a economia girar. Nosso compromisso é ampliar o acesso ao crédito e fortalecer os negócios que mais geram ocupação e renda em nossa área de atuação, uma diretriz do presidente Lula”, destacou Paulo Câmara.

Ao longo de 2024, o Banco do Nordeste reforçou essa prioridade, ampliando em 44% o volume de financiamentos aos pequenos empreendedores. No programa de microcrédito urbano Crediamigo, foram contratados R$ 12,1 bilhões, um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Já no Agroamigo, voltado para microcrédito rural, o crescimento foi ainda mais significativo: 125%, com R$ 8,6 bilhões contratados. As micro e pequenas empresas (MPEs) também registraram um avanço de 29%, totalizando R$ 6,1 bilhões em crédito.

Outro destaque foi o programa Acredita no Primeiro Passo, do Governo Federal, que oferece microcrédito a juros reduzidos para integrantes do Cadastro Único (CadÚnico). Em 2024, foram 60,3 mil operações contratadas, somando R$ 550 milhões.

A apresentação do presidente do Banco do Nordeste contou com a presença da diretora de Administração da instituição, Ana Teresa Barbosa, e das superintendes de Desenvolvimento Humano, Bibiana Colares, do Jurídico, Karine Bessa, e de Marketing e Comunicação, Evineide Dias. Pela Febraban, participaram o diretor-executivo de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais, Adauto Duarte, o de Inovação, Produtos e Serviços Bancários, Ivo Mósca, e o de Comunicação, Mídias Sociais e Eventos, João Borges.

“O crédito produtivo e orientado é uma ferramenta poderosa para transformar vidas e fortalecer a economia. Estamos aumentando nossos investimentos para garantir que mais empreendedores tenham acesso a recursos que permitam expandir seus negócios e gerar mais oportunidades em nossa região”, finalizou Paulo Câmara.

Carlos Britto assume presidência do PL em Petrolina

Após assumir a presidência do Partido Liberal (PL) em Petrolina, o pré-candidato a deputado federal Carlos Britto já iniciou as ações à frente da legenda e realizou a primeira reunião oficial do novo diretório municipal. O encontro marcou o início de uma nova fase de organização, expansão e fortalecimento do partido no município e em […]

Após assumir a presidência do Partido Liberal (PL) em Petrolina, o pré-candidato a deputado federal Carlos Britto já iniciou as ações à frente da legenda e realizou a primeira reunião oficial do novo diretório municipal. O encontro marcou o início de uma nova fase de organização, expansão e fortalecimento do partido no município e em todo o Sertão pernambucano.

Foram convocados para a reunião os membros da nova diretoria: a vice-presidente Lara Cavalcanti, o tesoureiro Pedro Rolim, o secretário Messias do Gênesis e os vogais Patrick Vileneuve Alves Silva, José Lino da Silva Filho e Bruno Carvalho.

Durante o encontro, foram deliberadas estratégias para 2026, ano considerado decisivo no cenário eleitoral. Entre os principais pontos discutidos estão a ampliação do número de filiados, a busca ativa por novas lideranças, a criação de novos diretórios no Sertão e a organização estrutural do partido na região.

Segundo Britto, o momento é de mobilização e crescimento. “Assumimos o PL com a responsabilidade de fortalecer o partido em Petrolina e em todo o Sertão. Vamos trabalhar para ampliar nossas bases, dialogar com a população e construir um projeto político sólido para 2026, esse foi um pedido do nosso presidente estadual Anderson Ferreira, para que novas lideranças sejam identificadas e acolhidas em nosso partido.”

Agenda permanente

A vice-presidente Lara Cavalcanti destacou que a reunião simboliza o início de uma agenda permanente de organização. “Estamos estruturando o partido com planejamento e unidade. Nosso objetivo é crescer com responsabilidade, filiar novas pessoas e consolidar o PL como uma força ativa e presente na vida da população”, analisou. A nova direção reforçou que os próximos meses serão marcados por encontros, filiações e articulações estratégicas, consolidando o PL Petrolina como protagonista no cenário político regional.

Projeto Resgatando a Cidadania realiza mais de 3 mil atendimento em SJE

A Secretaria Municipal de Assistência Social divulgou o balanço final dos atendimentos realizados ao longo dos últimos dias 16 e 17, dentro do Projeto Resgatando a Cidadania, realizado em parceria com a Secretaria de Defesa Social do estado. Foram emitidas 255 certidões de casamento e nascimento, 200 pessoas tiveram acesso ao serviço de emissão de […]

A Secretaria Municipal de Assistência Social divulgou o balanço final dos atendimentos realizados ao longo dos últimos dias 16 e 17, dentro do Projeto Resgatando a Cidadania, realizado em parceria com a Secretaria de Defesa Social do estado.

Foram emitidas 255 certidões de casamento e nascimento, 200 pessoas tiveram acesso ao serviço de emissão de RG, foram emitidas segundas, terceiras, quartas e quintas vias.

O Setor do Bolsa Família atendeu 120 pessoas nos dois dias em que funcionou com atendimento especial. Foram mais de 300 atendimentos de manicure e corte de cabelo, também disponibilizados gratuitamente para população.

Na Barraca da Saúde 280 testes de glicemia, 1.100 atendimentos com testes rápidos para detecção de Sífiles, Hepatite B, Hepatite C e HIV, aconteceram. 540 pessoas aferiram sua pressão arterial e outras 270 realizaram classificação sanguínea. Ao todo 3.147 atendimentos foram realizados.

Também foi oferecido parque de diversões para as crianças e pipoca de graça, enquanto os pais eram atendidos a criançada se divertiu bastante.

“Lua de mel com o Congresso será curta”, diz colaborador de Bolsonaro

Congresso em Foco O novo governo não terá trégua para aprovar as medidas econômicas que julgar imprescindíveis para reequilibrar as contas públicas e retomar o crescimento econômico. Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e cientista político Paulo Kramer, as crises política e econômica reduziram significativamente a tradicional lua de mel que caracteriza a […]

Congresso em Foco

O novo governo não terá trégua para aprovar as medidas econômicas que julgar imprescindíveis para reequilibrar as contas públicas e retomar o crescimento econômico.

Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e cientista político Paulo Kramer, as crises política e econômica reduziram significativamente a tradicional lua de mel que caracteriza a relação inicial entre um governo iniciante e o Parlamento.

Integrante de um grupo de intelectuais de Brasília que colaboram para o candidato do PSL, Kramer avalia que um eventual governo Jair Bolsonaro enfrentará resistência no Congresso já em seus primeiros dias, a despeito de o partido ter emplacado a segundo maior bancada da Câmara, com 52 deputados.

“Vai ser uma lua de mel curta. Os 100 primeiros dias do Bolsonaro vão começar não a partir de 1º de janeiro, mas a partir do momento em que for declarado o resultado das urnas. A situação do país é muito grave. Ninguém vai ter paciência para esperar”, avalia o professor. Para ele, caso seja eleito, Bolsonaro vai priorizar a aprovação da reforma da Previdência, ainda que a proposta seja analisada pelos parlamentares de forma fatiada. “Se não aprovar no primeiro semestre, não aprova mais”, considera.

Segundo o cientista político, o grupo de Bolsonaro estima que a bancada eleita do PSL possa crescer e chegar a até 70 deputados, o que faria dele o maior partido da Câmara, superando o PT. Essa expectativa vem da aplicação da chamada cláusula de barreira, que deve restringir o repasse de dinheiro público e o funcionamento de 14 legendas que não atingiram a votação exigida por lei.

A cláusula pega desde o PCdoB, que apoia Fernando Haddad, à Rede, de Marina Silva, a siglas mais conservadoras do campo de Bolsonaro. Nesse caso, os parlamentares poderiam trocar de partido sem correr o risco de ter o mandato reivindicado na Justiça por causa da infidelidade partidária.

De acordo com Kramer, Bolsonaro trabalhará em duas frentes para conseguir votos necessários para aprovar suas principais medidas econômicas no Congresso: a adesão de grandes bancadas setoriais, como a ruralista e a evangélica, e a negociação direta com os presidentes dos partidos.

Os dirigentes partidários se tornaram mais fortes com o controle da distribuição do recém-criado fundo eleitoral, observa o professor. Cabe aos controladores das máquinas partidárias definir o rateio da verba do fundo público bilionário criado para financiar as campanhas eleitorais após a proibição das doações empresariais.

“Podemos pensar num cenário de negociação em que o próximo governo dialogaria com as cúpulas dos partidos, diminuindo o balcão pulverizado. Desse ponto de vista, pode ser algo que facilite a negociação e a construção das bases de apoio para as reformas. Negocia com os caciques nacionais e depois eles se entenderiam com suas bases partidárias”, justifica.

Leia mais: https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/lua-de-mel-com-o-congresso-sera-curta-diz-conselheiro-de-bolsonaro/

Vinte e dois parlamentares foram contrários ao fim da escala 6×1

Ao todo, 22 deputados federais votaram contra o fim da chamada escala 6×1 e contra a redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados. A proposta aprovada na Câmara busca reduzir a carga semanal de trabalho e rever o modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso. […]

Ao todo, 22 deputados federais votaram contra o fim da chamada escala 6×1 e contra a redução da jornada de trabalho na Câmara dos Deputados.

A proposta aprovada na Câmara busca reduzir a carga semanal de trabalho e rever o modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso. O tema ganhou força nos últimos meses, onde trabalhadores relatam desgaste físico e mental provocado pela jornada.

Na lista dos contrários,  aparecem parlamentares de partidos como PL, Novo, MDB, PSD, PP e União Brasil. Entre os nomes citados estão Kim Kataguiri, Ricardo Salles, Rosangela Moro e Lucas Redecker.

Os parlamentares votaram “não” às propostas relacionadas ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada. A mudança, que agora vai para análise no Senado,  melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, aumenta a produtividade e alinha o Brasil a modelos já adotados em outros países.

Confira os parlamentares contrários:

Adriana Ventura (Novo/SP)

Bibo Nunes (PL/RS)

Carlos Chiodini (MDB/SC)

Caroline de Toni (PL/SC)

Daniel Freitas (PL/SC)

Daniela Reinehr (PL/SC)

Fabio Schiochet (União/SC)

Fausto Pinato (União/SP)

Gilson Marques (Novo/SC)

Julia Zanatta (PL/SC)

Kim Kataguiri (Missão/SP)

Lucas Redecker (PSD/RS)

Marcel van Hattem (Novo/RS)

Mauricio Marcon (PL/RS)

Nicoletti (PL/RR)

Paulo Marinho Jr (PL/MA)

Pezenti (MDB/SC)

Ricardo Guidi (PL/SC)

Ricardo Salles (Novo/SP)

Rosangela Moro (PL/SP)

Sérgio Turra (PP/RS)

Zé Trovão (PL/SC)