Notícias

Planalto reconhece que demorou para perceber gravidade de movimento

Por Nill Júnior

Blog do Camarotti

De forma reservada, ministros próximos do presidente Michel Temer reconhecem que a demora na reação do governo para perceber a gravidade da insatisfação dos caminhoneiros e do setor de transportes tem um motivo especial: o governo estava com todo o foco na sobrevivência política diante das investigações da Lava Jato e o enfraquecimento cada vez maior junto ao Congresso Nacional.

“Já havia sinais dessa insatisfação dos caminhoneiros desde o final do ano passado. Mas o governo não deu a dimensão correta porque estava preocupado com a própria situação do presidente Temer”, reconheceu ao blog um auxiliar próximo do presidente.

A avaliação interna é que o avanço das investigações na Lava Jato contra Temer e a dificuldade para comandar a base aliada no Congresso tiraram do Planalto a energia necessária para cuidar de outros temas.

Por isso, admitem interlocutores do presidente, as queixas do setor foram minimizadas. Mesmo depois de iniciada a greve, o Palácio do Planalto subestimou o movimento num primeiro momento.

Na terça-feira (22), quando a paralisação da categoria já era intensa em todo o Brasil, o governo estava focado na agenda eleitoral com o pré-lançamento da candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto.

“Se o governo tivesse dimensionado o potencial da greve dos caminhoneiros teria adiado o evento do Meirelles. Mas o foco era outro”, observou essa fonte.

Tanto que o Planalto recebeu de forma positiva – no primeiro momento – a iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de zerar a Cide em troca da reoneração da folha de pagamento de vários setores da economia.

Nas palavras de um assessor, seria transformar um limão em uma limonada.

“Esse foi outro grande erro: achar que tão pouco solucionaria uma crise que já era muito maior. Quando o governo acordou, o movimento já tinha outra dimensão”, admitiu esse assessor palaciano, lembrando que os empresários do setor também agiram para mobilizar a paralisação dos caminhoneiros.

Outras Notícias

Lar Santa Elisabeth completa 60 anos

Entidade beneficente, sem fins lucrativos, funciona em Triunfo desde 1965 e comemora aniversário neste dia 5 de dezembro por Sebastião Araújo – Especial para o blog “Se não fosse o apoio do Lar Santa Elisabeth, não sei o que seria da vida da gente”. Com este depoimento, a dona de casa Cilene Batista dos Santos, […]

Entidade beneficente, sem fins lucrativos, funciona em Triunfo desde 1965 e comemora aniversário neste dia 5 de dezembro

por Sebastião Araújo – Especial para o blog

“Se não fosse o apoio do Lar Santa Elisabeth, não sei o que seria da vida da gente”. Com este depoimento, a dona de casa Cilene Batista dos Santos, 41 anos, resume bem toda a gratidão pela associação existente em Triunfo, no Sertão do Pajeú, e que completa, neste dia 5 de dezembro, 60 anos de fundação. As palavras de dona Cilene reverberam entre as outras 325 famílias em situação de vulnerabilidade social, assistidas pelo Lar. Atualmente, 35 menores, de 1 a 18 anos, recebem atendimento através de ações participativas, que vão da educação infantil, aos cursos de iniciação profissional, passando pelo apoio socioeducativo. 

Os educandos contam com acompanhamento pedagógico, atendimento odontológico, atividades esportivas e culturais, como aulas de dança, violão, estamparia e informática, entre outras. O Lar Santa Elisabeth é mantido pela Associação Maristella do Brasil (AFMB).

“Esta história dos 60 anos não é só do Lar, mas da comunidade triunfense. Nós, Irmãs Franciscanas de Maristella prestamos os serviços na gratuidade em prol dos mais necessitados”, destaca Irmã Elma Ferraz, diretora da entidade. Sem fins lucrativos, o Lar vive de doações de parceiros locais, nacionais e até internacionais, de campanhas e bazares.   

Cinquenta colaboradores prestam serviço à entidade. Além das ações socioculturais e esportivas, o Lar atua na área turística mantendo uma pousada com apartamentos confortáveis e preços bem convidativos. O apurado com as hospedagens é destinado às obras assistenciais da entidade. 

PROGRAMAÇÃO

Para festejar os 60 anos, foi elaborada uma vasta programação, que acontece no próprio dia do aniversário. 

10 horas 

Celebração eucarística no Convento São Boaventura. 

Descerramento da placa em homenagem aos 60 anos da associação.

Visita à galeria das ex-diretoras do Lar.

Lançamento da Cápsula do Tempo, que será aberta em 05/12/2035.

19 horas 

Desfile da Banda Irmã Rafaela Aberler, saindo do Lar Santa Elisabeth em direção à quadra de esportes Irmã Elisabeth Araújo.

Apresentações culturais.

DOAÇÕES

A associação franciscana fica na Avenida Frei Fernando, 175, no centro de Triunfo. Quem puder colaborar com as obras assistenciais pode fazer as doações pelo PIX 11.810.603.0004-18 em nome da Associação Franciscana Maristella do Brasil. Também pode acompanhar o dia a dia da entidade pelo Instagram @larsantaelisabeth.

Família de jovem executado em Jabitacá cobra condenação em júri popular

Familiares do jovem João Lucas Alves de Souza, morto com vários disparos de arma de fogo em julho de 2019 no Distrito de Jabitacá estão em frente ao Fórum de Afogados da Ingazeira cobrando justiça para três acusados por articular e executar sua morte. Ele era  sobrinho do ex-candidato a vereador Naé, de Sertânia. A […]

Familiares do jovem João Lucas Alves de Souza, morto com vários disparos de arma de fogo em julho de 2019 no Distrito de Jabitacá estão em frente ao Fórum de Afogados da Ingazeira cobrando justiça para três acusados por articular e executar sua morte.

Ele era  sobrinho do ex-candidato a vereador Naé, de Sertânia. A vítima morava no distrito e quando conversava com outros amigos na praça dos quiosques naquela localidade chegou um motoqueiro e desferiu contra ele vários tiros, atingindo e matando-o no local. “Queremos justiça, não vingança”, diz Jaqueline Alves, irmã da vítima.

O jovem vítima de homicídio morava em Jabitacá com sua mãe. Dezenas de pessoas pedem justiça. Segundo a investigação, João Lucas foi morto porque a mãe de uma jovem que se relacionava com ele, identificada como Irene Lopes, não aceitava o relacionamento.   João Lucas tinha  acabado de chegar de São Paulo e era tido como uma pessoa alegre e pacata.

Segundo o IC, a vítima apresentava pelo menos 10 perfurações no corpo e cabeça. Populares recolheram 15 cápsulas de calibre 380 e um projétil. Além da mãe, acusada de autora intelectual, um segundo indivíduo identificado por Luciano Ferreira é acusado de articular a ação e Robervânio de Lima Santos, pela execução. Um conhecido como Gilmar Bezerra, compadre de Irene, está foragido. Eles negam o crime.

Prefeitura de Iguaracy articula parcerias com o IPA para recuperação de estradas rurais

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, cumpriu agenda nesta segunda-feira (11) em Recife, acompanhado do chefe de gabinete da prefeitura, Carlinhos Valadares, e do presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Miguel Duque. O encontro teve como pauta a recuperação de estradas rurais e a implantação de equipamentos e serviços voltados à infraestrutura e ao […]

O prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, cumpriu agenda nesta segunda-feira (11) em Recife, acompanhado do chefe de gabinete da prefeitura, Carlinhos Valadares, e do presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Miguel Duque.

O encontro teve como pauta a recuperação de estradas rurais e a implantação de equipamentos e serviços voltados à infraestrutura e ao desenvolvimento local.

Segundo a assessoria, a reunião faz parte de um conjunto de articulações para firmar parcerias entre o município e o órgão estadual.

Pedro Alves afirmou que a gestão continuará buscando ampliar investimentos e atender às demandas da população. “Estamos buscando melhorias para a nossa Iguaracy; é compromisso da nossa gestão ampliar investimentos, obras e serviços que beneficiem a população”, declarou.

Abert ingressará na justiça contra portaria de Rádio Comunitária

O Ministério das Comunicações publicou em 21.09.2015, as Portarias 4.334 e 4.335 que, respectivamente, estabelecem nova regulamentação aos serviços de radiodifusão comunitária e educativa. A ABERT acredita que toda a regulamentação que se destine à desburocratização e simplificação do setor de radiodifusão é positiva. Infelizmente, é motivo de indignação que as rádios comerciais, que há […]

Daniel Slaviero, Presidente da Abert
Daniel Slaviero, Presidente da Abert

O Ministério das Comunicações publicou em 21.09.2015, as Portarias 4.334 e 4.335 que, respectivamente, estabelecem nova regulamentação aos serviços de radiodifusão comunitária e educativa.

A ABERT acredita que toda a regulamentação que se destine à desburocratização e simplificação do setor de radiodifusão é positiva.

Infelizmente, é motivo de indignação que as rádios comerciais, que há anos sofrem com a burocratização dos seus processos administrativos de outorga e de pós-outorga, bem como pela demora na fixação do preço público de migração do AM para o FM, estejam excluídas deste projeto normativo.

Ainda em maio deste ano, em conjunto com as associações estaduais e de seus associados, a ABERT apresentou ao Grupo de Trabalho de Desburocratização dos Processos de Outorga e Pós-Outorga de Serviços de Radiodifusão – GTDS, um amplo projeto de reforma normativa, no âmbito de competência do Ministério das Comunicações, com vistas a simplificar os processos das rádios comerciais. Nenhuma, até a presente data, prosperou.

Além disso, e novamente à revelia da legislação e do princípio constitucional da complementaridade do serviço de radiodifusão, referidas normas pretendem estabelecer novas fontes de receitas às rádios comunitárias, equiparando-as às emissoras comerciais.

Exemplo disto, é a redação do artigo 106 da Portaria 4.334/2015, que permite a veiculação de qualquer tipo de anúncio ou publicidade, desde que não contenha divulgação de preço ou condições de pagamento.

A ABERT informa que adotará medidas judiciais para resguardar os direitos de nossos associados e do setor de radiodifusão.

Policiais militares voltam ao trabalho hoje no Ceará

G1 Os policiais militares que seguiam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram por terminar o motim na noite deste domingo (1º). Os policiais aceitaram a proposta definida no mesmo dia pela comissão especial formada por membros dos três poderes no Ceará, assim como por representantes dos policiais. Um dos pontos do acordo é que […]

G1

Os policiais militares que seguiam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram por terminar o motim na noite deste domingo (1º).

Os policiais aceitaram a proposta definida no mesmo dia pela comissão especial formada por membros dos três poderes no Ceará, assim como por representantes dos policiais. Um dos pontos do acordo é que os policiais retornem aos postos de trabalho nesta segunda-feira (2).

Os policiais terão apoio de instituições que não pertencem ao Governo do Estado, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública, Ministério Público e Exército. Ainda direito a um processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e contraditório, e acompanhamento das instituições.

O Governo do Ceará não vai realizar transferências de policiais para trabalhar no interior do estado em um prazo de 60 dias contados a partir do fim do motim. Haverá revisão de todos os processos adotados contra policiais militares durante a paralisação.

Ainda garantia de investimento de R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022, desocupação de todos os batalhões onde havia policiais amotinados até 23h59 deste domingo e retorno aos postos de trabalho nesta segunda.

As propostas foram apresentadas pelo ex-deputado federal Cabo Sabino, líder dos policiais amotinados e que tem mandado de prisão em aberto por motim. “Vocês acabaram de assinar minha demissão”, afirmou Sabino, após a votação.

A principal reivindicação dos policiais para encerrar o motim, a anistia aos militares envolvidos na manifestação, não foi atendida pelo Governo do Estado.