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PGR defende inconstitucionalidade de norma que permite a prática de vaquejada

Por Nill Júnior

“Não é possível extrair da Constituição autorização para impor sofrimento intenso e para mutilar animais, com fundamento no exercício de direitos culturais e esportivos”, afirma a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (3). No entendimento da PGR, a Emenda Constitucional 96/2017, que autoriza as vaquejadas em território brasileiro, é inconstitucional. A manifestação foi enviada ao ministro Dias Toffoli, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5728) apresentada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, a emenda determina que práticas desportivas que utilizem animais não são consideradas cruéis, desde que sejam manifestações culturais. Para a PGR, no entanto trata-se de uma “ilogicidade insuperável” não definir como cruéis essa práticas. Raquel Dodge considera a vaquejada, ainda que seja histórica em algumas regiões do país, incompatível com os preceitos constitucionais que obrigam a República a preservar a fauna, a assegurar ambiente equilibrado e, sobretudo, a evitar desnecessário tratamento que causam dor e sofrimento aos animais.

Jurisprudência – O parecer da PGR apresenta vasta jurisprudência da Suprema Corte no sentido de garantir a proteção da fauna, assegurando como direito fundamental a preservação do meio ambiente ecologicamente equilibrado. A procuradora-geral recorda inclusive decisão do STF na ADI 4983, que considerou inconstitucional lei do Ceará que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural no estado. Para ela, a jurisprudência do STF é pacífica em que a preservação do ambiente deve prevalecer sobre práticas e esportes que subjuguem animais em situações indignas, violentas e cruéis.

Outras decisões do Supremo que julgaram inconstitucionais leis sobre brigas de galo e vaquejada foram citadas como precedentes importantes sobre o tema, já que foram consideradas pela Corte atividades violentas e cruéis com os animais. A PGR ressalta, ainda, a legitimidade do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal para pedir a suspensão da Emenda Constitucional.
O julgamento da ADI terá rito abreviado, que descarta prévia análise de liminar, em razão da relevância da matéria.

Maus tratos – O parecer relata com detalhes os maus tratos intensos a animais nas vaquejadas. Durante esses eventos, para derrubar o boi, o vaqueiro deve puxá-lo com força pela cauda, após torcê-la com a mão para maior firmeza. Isso provoca luxação das vértebras que a compõem, lesões musculares, ruptura de ligamentos e vasos sanguíneos e até rompimento da conexão entre a cauda e o tronco (a desinserção da cauda, evento não raro em vaquejadas), comprometendo a medula espinhal.

As quedas perseguidas no evento, além de evidente e intensa sensação dolorosa, podem causar traumatismos graves da coluna vertebral dos animais, causadores de patologias variadas, inclusive paralisia, e de outras partes do corpo, a exemplo de fraturas ósseas. “Não há possibilidade de realizar vaquejada sem maus-tratos e sofrimento profundo dos animais”, afirma a PGR. Para ela, não há dúvida de que animais envolvidos em vaquejadas são submetidos a condições degradantes e sistemáticas de lesões e maus-tratos, que caracterizam tratamento cruel.

Outras Notícias

Arcoverde: vereador denúncia condições de trabalho em Usina de asfalto

Segundo denúncia do vereador Luciano Pacheco (PSD), o governo municipal de Arcoverde passou quase dois anos para começar a operar a usina de asfalto e iniciou colocando em risco a saúde dos trabalhadores contratados para operá-la. De acordo com ele, os operários que atuaram no asfaltamento da rua que circunda a praça dos Subtenentes estavam […]

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Segundo denúncia do vereador Luciano Pacheco (PSD), o governo municipal de Arcoverde passou quase dois anos para começar a operar a usina de asfalto e iniciou colocando em risco a saúde dos trabalhadores contratados para operá-la. De acordo com ele, os operários que atuaram no asfaltamento da rua que circunda a praça dos Subtenentes estavam trabalhando sem nenhum equipamento de segurança, independente dos riscos à saúde pelo manuseio do asfalto, produto altamente químico.

O parlamentar disse que vai levar a denúncia ao Ministério do Trabalho para que sejam cobradas as devidas providências por parte da Prefeitura. Ele também denunciou que vários trabalhadores começaram a trabalhar sem nem ter assinado nenhum contrato com um vencimento dito de um salário mínimo.

A pavimentação asfáltica é composta por uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos, aromáticos, parafínicos, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e compostos que contém carbono e, quando o trabalhador está exposto durante a aplicação do asfalto, ele pode acabar ingerindo algumas substâncias, como o metano, monóxido de carbono e o dióxido de enxofre, todos são altamente tóxicos e possuem caráter cancerígeno, fazendo mal para a saúde dos trabalhadores. Essa é a base da denúncia de Luciano.

Novo Comandante do 23º BPM quer ação integrada com iniciativa privada para prevenir crimes contra patrimônio

O novo Comandante do 23º Batalhão, Coronel  Flávio Moraes foi o convidado do Debate das Dez da Rádio Pajeú. O novo comandante, que foi Ajudante de Ordem do então governador Eduardo Campos, disse  ter como referência a forma como o ex-governador atuava no enfrentamento dos problemas do Estado.  Ele também trabalhou por quatro anos o […]

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O novo Comandante do 23º Batalhão, Coronel  Flávio Moraes foi o convidado do Debate das Dez da Rádio Pajeú. O novo comandante, que foi Ajudante de Ordem do então governador Eduardo Campos, disse  ter como referência a forma como o ex-governador atuava no enfrentamento dos problemas do Estado.  Ele também trabalhou por quatro anos o Sertão do Araripe.

“Vamos desempenhar o trabalho da melhor forma possível, em parceria com entidades da sociedade civil, prefeitos , Ministério Público e Judiciário. Vamos  fazer visitas institucionais para nos integrar”, afirmou.

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O Coronel também falou de projetos que pretende implementar na região. Dentre eles, uma maior integração com a iniciativa privada para, por exemplo, prevenir e agir com mais agilidade nas ações no centro comercial de Afogados, usando as câmeras  vigilância disponíveis. Também pretende utilizar geomonitoramento de viaturas.

Outra proposta é fazer com que o 190 atenda à população desta área. Atualmente quem liga para o número de emergência é atendido por uma central em Arcoverde. “Conversamos com o comando da PM para que essas demandas possam atender à região”, afirmou.

Ele passou a informação de que de 8 crimes contra o patrimônio em Afogados da Ingazeira, cinco já tiveram resposta.

Frente Brasil Popular de Petrolina repudia agressões a acampamento

A Frente Brasil Popular de Petrolina que coordenou até sábado, 30, o Acampamento Popular pela Democracia, localizado na Praça Dom Malan, centro da cidade, sofreu uma tentativa de intimidação na noite da última sexta-feira, 29, penúltimo dia de programação. Durante a Plenária Popular Mulheres pela Democracia, desconhecidos passaram pelo local provocando os presentes com agressões […]

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A Frente Brasil Popular de Petrolina que coordenou até sábado, 30, o Acampamento Popular pela Democracia, localizado na Praça Dom Malan, centro da cidade, sofreu uma tentativa de intimidação na noite da última sexta-feira, 29, penúltimo dia de programação.

Durante a Plenária Popular Mulheres pela Democracia, desconhecidos passaram pelo local provocando os presentes com agressões verbais e tentativas de agressão física contra participantes do ato.

Em resposta a esse ato de intolerância política e tentativa de intimidação à liberdade e ao estado democrático de direito, a coordenação regional da Frente Brasil Popular envia a seguinte nota de repúdio:

Nós, organizações que compõem a Frente Brasil Popular de Petrolina, repudiamos veementemente o fato ocorrido na sexta-feira, 29 de abril, no Acampamento Popular pela Democracia, instalado no centro de Petrolina-PE, na Praça Dom Malan.

Durante a Plenária Mulheres pela Democracia, quatro homens em duas motos, invadiram o espaço da Praça em alto velocidade, com agressão verbal e tentativa de violência física.

E inconcebível que tal ação tenha ocorrido em um espaço amplo, democrático e pacífico como ocorreu durante os quatro dias do Acampamento Popular pela Democracia iniciado no dia 27 de abril.

Não há dúvida que a ação é mais um exemplo da intolerância que vêm sofrendo os grupos organizados de esquerda no Brasil, que com o objetivo de superar os desafios da atual conjuntura, qualificam o debate político no país.

A Frente Brasil Popular reafirma seu compromisso com a democracia e a luta dos povos. Não nos acovardaremos diante do ocorrido. Pelo contrário, reforçamos a nossa luta, nossa unidade e nosso dever com a construção do Projeto Popular.

Coordenação Regional – Frente Brasil Popular de Petrolina-PE

Atirador pediu aval para abater homem suspeito em abertura da Copa

Por muito pouco o jogo de estreia da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, não gerou manchetes também nas páginas policiais. Um erro de comunicação deixou por um fio a vida de um policial que circulava pela Arena Corinthians. Quando a bola já rolava, um atirador de elite, responsável pela segurança dos chefes de […]

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Por muito pouco o jogo de estreia da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, não gerou manchetes também nas páginas policiais. Um erro de comunicação deixou por um fio a vida de um policial que circulava pela Arena Corinthians.

Quando a bola já rolava, um atirador de elite, responsável pela segurança dos chefes de estado presentes ao evento, avistou um homem armado – o tal policial – próximo à tribuna de honra em que a presidenta Dilma e demais autoridades acompanhavam a partida, que terminou com vitória brasileira por 3 a 1 e muita festa.

Festa que poderia ter se convertido em pânico, porque o atirador de elite, de acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal Folha de São Paulo, teria pedido autorização a seus superiores para abater o suspeito, que ainda não havia sido como policial.

O tiro que tiraria a vida de um inocente e mancharia o Mundial do Brasil nunca saiu da pistola do atirador de elite. O episódio – que hoje vem a público – gerou, porém, uma crise entre as polícias civil e militar, que apresentaram versões diferentes para explicar a presença do agente no local.

O mal entendido está sendo investigado pela Secretaria de Segurança Pública e gerou um reforço dos protocolos de segurança para os jogos seguintes.

Além de Dilma Rousseff, estavam na tribuna o presidente da Fifa Joseph Blatter e o secretário das Nações Unidas, Ban Ki-moon, entre outras autoridades.

Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que, no episódio em questão, houve um erro de comunicação que foi rapidamente sanado, sem maiores consequências.

Sertão do Pajeú recebe banho de cultura com o Festival Chama Violeta

Por André Luis Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte […]

Por André Luis

Mais de 60 artistas, onze espetáculos de teatro, três espetáculos de dança, três intervenções, dois espetáculos de cultura popular, um boi com trinta integrantes pra brincar, três shows de música, duas rodas de conversa e quatro oficinas para as crianças. Assim será a segunda edição do Festival Chama Violeta, que faz parte do projeto No Meu Terreiro Tem Arte, tocado pela atriz, Odília Nunes na comunidade do Sítio Minadouro, Xique Xique no município de Ingazeira nos dias 01, 02 e 03 de novembro.

A atriz deu todos os detalhes sobre a programação durante o programa Manhã Total da Rádio Pajeú FM desta sexta-feira (25), que não poderia ficar de fora de apoiar uma iniciativa única pela sua organicidade, e formatação onde a arte impera e promove uma troca de culturas entre artistas e comunidade.

Entre alguns destaques do festival que atrai gente de todo o Estado e do país, Odília citou a primeira apresentação que acontecera na feira livre da cidade na próxima sexta-feira (01.11) que será “A Chegada de Godot” – um boneco manipulado pelo ator recifense, Luiz Manoel. O boneco distribui poesias e conversa com as pessoas.

Odília explicou que este ano o festival terá intervenções também na zona urbana da cidade devido a pessoa que dá nome a ele estar estudando na cidade. “Este ano o festival está saindo de lá da área rural, A gente faz questão de ocupar os espaços que a cidade tem, pra dar mais vida para esta cidade porque ela merece”.

Ainda no dia 01º de novembro, Odília destacou outra ação que acontecerá na zona urbana, que é o lançamento do livro infantil, escrito por uma criança “Margaridas e Rosas”, de Violeta Nunes. O livro será lançado na Biblioteca de Ingazeira às 10h.

A atriz também destacou a Palestra mais dança inclusiva “Não sou especial, só sou uma edição limitada”, que será apresentada por mãe e filho, Karol Cordeiro e Pedoca. “Eles estão vindo de Uberlândia-MG. Pedoca é portador de uma doença rara que acomete no mundo inteiro ele e mais 17 pessoas e esse menino vem pra ensinar muita coisa pra gente. Ele dança com a mãe na cadeira de rodas e é uma coisa linda” destacou.

Outro destaque que Odília adiantou, acontece no sábado dia 02, às 18h, é o Bolero de Ravel, só que este apresentado de maneira diferente por João Rafael Neto, de Salvador-BA. O artista faz a apresentação com uma bicicleta.  Odília destacou ainda a apresentação da Banda de Pífanos de Riacho do Meio, que se apresenta no domingo, dia 03, às 19h. Confira toda a programação clicando aqui.