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Pfizer diz que não aceita condições de Bolsonaro para vender vacina ao Brasil

Por André Luis

Foto: Justin Talis/AFP

Farmacêutica diz a parlamentares que, na América Latina, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não aceitaram as cláusulas de seu contrato

A Pfizer afirmou a senadores brasileiros nesta segunda-feira (22) que não aceita as exigências feitas pelo governo brasileiro até agora para vender sua vacina ao país. Na reunião estavam presentes o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A reportagem é de Mônica Bergamo/Folha de São Paulo.

A farmacêutica e o Ministério da Saúde chegaram a um impasse em torno das cláusulas dos contratos para a comercialização do imunizante: a Pfizer quer que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina, desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

A farmacêutica norte-americana pretende também que qualquer litígio com o governo brasileiro seja resolvido em uma Câmara Arbitral de Nova York. E pede que o governo renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

O presidente Jair Bolsonaro atacou as condições e as negociações com a multinacional empacaram. “Vamos supor que [num contrato sobre fornecimento de vacina] está escrito o seguinte: ‘[as empresas] nos desobrigamos de qualquer ressarcimento ou responsabilidade com possíveis efeitos colaterais imediatos e futuros’. E daí, vocês vão tomar essa vacina?”, disse o presidente há alguns meses a simpatizantes. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já classificou as cláusulas de “leoninas”.

A reunião com os parlamentares foi realizada para que eles tentem ajudar a contornar o problema, por meio do diálogo com o governo e também de iniciativas legislativas.

Segundo a Pfizer disse aos senadores, as cláusulas que ela apresenta não são exclusivas da empresa, mas de várias farmacêuticas. Seguem um padrão internacional e estão em vigor em contratos ao redor do mundo.

Na América Latina, apenas o Brasil, a Venezuela e a Argentina não teriam aceitado as regras.

O Chile, por exemplo, assinou contrato e recebeu, em dezembro, milhares de doses da Pfizer, que já estão sendo aplicadas em sua população.

No mundo, 69 países já compraram a vacina da farmacêutica norte-americana, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

Ela é uma das mais eficazes —é uma das onze mais avançadas na corrida por vacina contra a Covid-19. Em novembro, a empresa anunciou que o imunizante apresentou mais de 90% de eficácia na análise preliminar dos testes de fase 3.

Além disso, dois estudos divulgados neste mês indicaram que a vacina já tem eficácia após a aplicação da primeira dose e pode ser mantida em geladeiras (2 a 8 graus) por até cinco dias, ou ainda em congeladores (-25 a -15 graus) por duas semanas.

Do encontro virtual participaram também diretores da Johnson & Johnson, que pretende vender a sua vacina, a Janssen, ao Brasil.

O senador Randolfe Rodrigues já apresentou uma emenda à medida provisória (MP 1026/2021) que regulamenta a importação de vacinas prevendo que o governo brasileiro assuma a responsabilidade pelas demandas judiciais.

A União também poderia contratar um seguro privado para a cobertura de riscos. Um projeto de lei detalhando a entrada de vacinas no país deve ser apresentado nos próximos dias.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por sua vez, vai se reunir ainda nesta segunda (22) com o ministro Pazuello para conversar sobre as negociações entre o governo Bolsonaro e as farmacêuticas.

No domingo (21), o Ministério da Saúde informou que pediu orientação ao Palácio do Planalto sobre como proceder para solucionar o impasse, já que as negociações estariam empacadas “por falta de flexibilidade das empresas”.

Outras Notícias

João Veiga alerta que divisão da oposição pode favorecer reeleição de Sebastião Dias

Mesmo se destacando na administração do Prefeito Sebastião Dias, o Secretário Flávio Marques pode seguir o exemplo de Edgley Freitas que deixou as Secretarias de Obras e Cultura esta semana. Nas redes sociais o médico João Veiga citou a possível queimação de Flávio, a saída de Edgley e criticou a divisão nas oposições. “Essa bola […]

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Fotocharge: oposições buscam unidade em Tabira

Mesmo se destacando na administração do Prefeito Sebastião Dias, o Secretário Flávio Marques pode seguir o exemplo de Edgley Freitas que deixou as Secretarias de Obras e Cultura esta semana.

Nas redes sociais o médico João Veiga citou a possível queimação de Flávio, a saída de Edgley e criticou a divisão nas oposições.

“Essa bola eu já tinha cantado. Considerando que Bastião não é muito amante da verdade, vide declarações de Paulo Manú, ele quis queimar Edgley Freitas. O próximo a ser queimado é Flávio Marques”.

Para Veiga, Sebastião será reeleito, graças à fragmentação da oposição.

Tadeu Alencar,: “se o PSB não tiver candidato, vou defender apoio a Rodrigo Maia”

Nesta sexta-feira (06), o deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) recebeu o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) em um almoço com 20 deputados da bancada pernambucana, além de parlamentares do Ceará, do Piauí e da Paraíba, e três ministros pernambucanos: da Educação, Mendonça Filho; das Cidades, Bruno Araújo; e de Minas e Energia, Fernando Filho. […]

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Nesta sexta-feira (06), o deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) recebeu o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) em um almoço com 20 deputados da bancada pernambucana, além de parlamentares do Ceará, do Piauí e da Paraíba, e três ministros pernambucanos: da Educação, Mendonça Filho; das Cidades, Bruno Araújo; e de Minas e Energia, Fernando Filho.

“É um dever da tradição de Pernambuco receber bem os que nos visitam. Reconhecemos que Rodrigo Maia, na presidência, restaurou as boas maneiras na Casa, com respeito aos parlamentares, diálogo e autoridade política para conduzir os trabalhos”, comentou ele durante o encontro.

Ao ser questionado sobre a sua recondução à presidência da Casa, Rodrigo Maia afirmou que a candidatura é um processo em construção. “Estou tentando construir uma candidatura e creio que estamos caminhando bem, mas isso será definido até o final deste mês”, disse o democrata.

De acordo com Tadeu Alencar, a bancada do PSB ainda vai discutir a eleição para a presidência da Casa e o que a maioria decidir será implementado: “se o grupo entender que não deve ter candidato, vou defender o apoio Rodrigo Maia. Estou pronto para seguir, lealmente, a decisão do meu partido”.

O encontro ocorreu no empresarial JCPM, na Zona Sul do Recife, sob coordenação do líder em exercício do PSB Tadeu Alencar. A próxima visita de Rodrigo Maia será ao estado de Alagoas.

Itapetim reclama intervenções da Compesa e da Celpe para melhorar abastecimento de água

Por Anchieta Santos Mesmo com a Barragem de Caramucuqui apresentando bom volume de água a cidade de Itapetim está enfrentando dificuldades no abastecimento. A Compesa tem sido alvo de críticas da população de Itapetim pela falta de água nas torneiras. A bomba utilizada na barragem em rede monofásica apresenta vazão de apenas 10 litros por […]

Por Anchieta Santos

Mesmo com a Barragem de Caramucuqui apresentando bom volume de água a cidade de Itapetim está enfrentando dificuldades no abastecimento. A Compesa tem sido alvo de críticas da população de Itapetim pela falta de água nas torneiras.

A bomba utilizada na barragem em rede monofásica apresenta vazão de apenas 10 litros por segundo. Com isso alguns bairros da cidade estão passando até mais de 20 dias sem água.

De acordo com os técnicos locais da Compesa o ideal seria uma bomba trifásica para fornecer 20 litros por segundo. A Compesa solicitou junto a Celpe a alteração na corrente elétrica para trifásica.  A população cobra uma providencia urgente por parte de Celpe e Compesa.

Já  os moradores da cidade de Brejinho torcem pela chegada das chuvas pois a barragem de mãe D’água vive situação de colapso. Se não  chover eles terão que conviver com a lata d’água na cabeça nos próximos dias.

Diogo Moraes comemora suspensão da Lei Antidumping que geraria taxação do poliéster

Representando o Polo de Confecções do Agreste na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) comemorou, em suas redes sociais, a suspensão da aplicação da lei antidumping sobre o poliéster importado, que geraria impacto financeiro na produção do Polo de Confecções pernambucano. A decisão da suspensão do antidumping sobre fio de poliéster foi deliberada […]

Representando o Polo de Confecções do Agreste na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) comemorou, em suas redes sociais, a suspensão da aplicação da lei antidumping sobre o poliéster importado, que geraria impacto financeiro na produção do Polo de Confecções pernambucano.

A decisão da suspensão do antidumping sobre fio de poliéster foi deliberada na 237ª Reunião Ordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) e anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Em 2025, Diogo Moraes, junto com o então prefeito do Recife, João Campos, se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin e tratou sobre o assunto.

“Essa decisão é uma vitória para os confeccionistas do Agreste pernambucano. O nosso polo importa grande parte do poliéster que utiliza na produção, e uma taxação desse insumo representaria um grande impacto na competitividade dos nossos empresários e trabalhadores. Por isso, celebro a sensibilidade do Governo do Brasil em agir com responsabilidade econômica em defesa de quem produz e gera emprego no interior de Pernambuco”, destacou o deputado Diogo Moraes.

O deputado Diogo Moraes também ligou para o deputado federal Felipe Carreras para agradecer pessoalmente todo o empenho na articulação política que contribuiu para a conquista dessa suspensão, reconhecendo o papel decisivo do parlamentar na interlocução junto ao governo federal.

“Nossos projetos pessoais não podem estar acima do PT”, destaca Carlos Veras

Durante o 17º Congresso Estadual do PT de Pernambuco, neste domingo (24), o deputado federal Carlos Veras, empossado presidente estadual do partido, destacou a importância da coesão interna e da defesa do legado petista. Em discurso, ele afirmou que projetos pessoais não podem se sobrepor ao fortalecimento da legenda. “Não pode haver dirigente municipal, liderança […]

Durante o 17º Congresso Estadual do PT de Pernambuco, neste domingo (24), o deputado federal Carlos Veras, empossado presidente estadual do partido, destacou a importância da coesão interna e da defesa do legado petista. Em discurso, ele afirmou que projetos pessoais não podem se sobrepor ao fortalecimento da legenda.

“Não pode haver dirigente municipal, liderança ou parlamentar do PT que não esteja na defesa do partido. O PT nasceu da luta da classe trabalhadora e essa é a razão da nossa existência”, disse Veras.

O novo presidente estadual convocou militantes e dirigentes a lerem o manifesto de fundação do partido e defendeu que a legenda atue de forma unificada nas eleições de 2026, tanto para reeleger o presidente Lula quanto para manter a vaga no Senado com Humberto Costa. “A vaga do Senado é do PT. Não teremos aliança com fascistas ou bolsonaristas. Queremos estar no campo progressista, com quem defende Lula”, reforçou.

Veras também destacou a necessidade de o partido apresentar propostas para áreas como segurança, saúde, educação e infraestrutura ao negociar alianças no estado. Segundo ele, o PT pretende ampliar as bancadas estadual e federal e manter protagonismo político em Pernambuco.

Ao exaltar as políticas do governo Lula, o deputado citou avanços como a volta do Minha Casa, Minha Vida, o fortalecimento do SUS, o aumento do crédito para agricultura familiar e a queda do desemprego. “Esse é o partido que tirou o Brasil do mapa da fome, que colocou jovens da periferia e do campo na universidade. Não podemos ter medo de defender a estrela do PT, que transforma vidas”, declarou.

No encerramento, Veras disse que o partido precisa estar mobilizado contra a extrema-direita. “Em 2026 estaremos em um palanque forte para enfrentar os fascistas e a ultradireita. Vamos construir uma grande frente democrática, liderada pelo PT, para enterrar de vez a intolerância em Pernambuco”, concluiu. 

Veja um trecho do discurso abaixo: