Petrolina: saneamento da bacia do Dom Avelar é inaugurada
Por André Luis
O bairro Dom Avelar deixou para trás o tempo de esgoto acumulado nas ruas e, após uma grande obra estruturante, a comunidade passou a ter saneamento básico. A intervenção, que levou 11 meses e recebeu R$ 5,5 milhões em investimento, foi entregue de forma simbólica pelo prefeito Miguel Coelho nesta quarta (12).
O plano de saneamento do Dom Avelar tem mais de uma década. Tubulações foram construídas em 2006 para acabar com o problema crítico de esgoto acumulado nas ruas. Porém, a obra foi abandonada faltando menos de 20% para a conclusão e os moradores ficaram frustrados sem saber até quando viveriam em condições precárias de saneamento.
No ano passado, o prefeito remodelou o projeto inicial e ordenou a retomada da obra. Parte da estrutura enterrada foi recuperada e novas tubulações foram implantadas no Dom Avelar. Ao todo, foram estruturados 108 km de rede coletora de esgoto, beneficiando também a população do São Joaquim, Terras do Sul, Santa Luzia, Mandacaru, São Jorge e Vila Débora, equivalente a quase de 30 mil habitantes. O trabalho ainda alcançará o bairro Padre Cícero nos próximos meses, concluindo todo o esgotamento da bacia do Dom Avelar.
Para o prefeito Miguel Coelho, a obra é um marco que sinaliza para um conjunto de investimentos a serem feitos após a conclusão do processo de implantação da parceria público-privada em Petrolina para o saneamento.
“Lembro que a gente não conseguia nem andar aqui por conta do esgoto e da lama. Provamos que é possível tratar do saneamento com seriedade e resolver problemas tão graves. Agora, o Dom Avelar vive um novo tempo e em breve queremos celebrar mais obras de saneamento em outros cantos de nossa cidade”, destacou Miguel.
Diretor da unidade revelou que em quatro anos nunca viu tantos casos pediátricos como está ocorrendo agora. Por André Luis Em entrevista ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (23), o diretor do Hospital Regional Emília Câmara (HREC), Sebastião Duque informou que ao todo, vinte e […]
Diretor da unidade revelou que em quatro anos nunca viu tantos casos pediátricos como está ocorrendo agora.
Por André Luis
Em entrevista ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, nesta segunda-feira (23), o diretor do Hospital Regional Emília Câmara (HREC), Sebastião Duque informou que ao todo, vinte e duas pessoas deram entrada na unidade da última sexta-feira (20, até o domingo (22) por motivos de acidente – com automóveis, motocicletas, bicicletas e quedas.
“Eu acho um número muito alto, a gente vinha com um quadro onde havia registros de acidentes no final de semana, mas não numa quantidade dessas. Esse aumento de acidentes, não sei se há uma demanda de festas na região”, informou Duque,
O diretor da unidade hospitalar confessou ter a esperança de que as pessoas, depois da pandemia, teriam mais consciência. “E aí tem a pessoa que bebe e pega no volante e ela não coloca em risco somente a sua vida, mas também a daquela pessoa que não teve participação, que não estava bebendo e de repente tem a sua vida ceifada, tirada do meio de sua família”, disse Sebastião.
Ele ainda fez um apelo para que as pessoas não conduzam veículos após ingerir bebida alcoólica. “Se beber não dirija, entrega o carro a um amigo, entrega o carro a um conhecido, pega um táxi, não só pela sua vida, mas pela vida dos outros também que muitas vezes não tem nada a ver com uma brincadeira”.
Doutor Sebastião Duque também falou que está preocupante o aumento de entradas na pediatria do hospital de crianças com problemas respiratórios. “Inclusive eu e o Doutor Jair Flávio, que o diretor clínico da unidade estávamos tentando entender esse aumento”, informou.
Ainda segundo o diretor da unidade, é comum nesta época do ano o aumento de casos de pediatria, “mas nunca em quatro anos que eu estou aqui na unidade uma quantidade tão grande de crianças sendo internadas, temos mais de 100% de ocupação”, revelou.
Duque chama a atenção para o fato de que junho é um mês mais frio e ainda tem a ocorrência de fumaça no ar por conta das fogueiras juninas. “Então fica a preocupação ainda maior para o mês que vem” revelou o diretor.
Sebastião tranquilizou aos pais informando que a unidade conta com uma equipe completa de pediatria, laboratório, Raio X… mas alertou para o fato de que poderá ocorrer demora no atendimento de pacientes com a classificação verde, inclusive crianças.
O diretor clínico do HREC, doutor Jair Flávio, disse que acredita que estamos passando pela sazonalidade, que é o período que todo ano acontece de aumentar as doenças respiratórias, mas admitiu que foram pegos de surpresa com a grande quantidade de casos pediátricos.
“Essas razões foram antecipadas, ao que se deve, os infectologistas e epidemiologistas estão investigando. Porém de agora até a época das fogueiras, do São João e das festas juninas, a gente vê uma aglomeração maior nas escolas e em casa por conta do frio.
Para o diretor clínico essas aglomerações são propicias para aumentar o contágio entre as pessoas.
Sobre os casos de Covid-19 no HREC, Doutor Sebastião Duque informou estarem zerados. “Estamos com 50% da capacidade da UTI, que são cinco pacientes, mas nenhum com Covid positivo”, informou.
Duque aproveitou para pedir as pessoas que continuem com os cuidados e que completem o esquema vacinal. “Não é porque a gente não está tendo casos positivos aqui em Afogados e na maior parte do Pajeú que a Covid acabou”, alertou.
Segundo nota, alta se deu porque 46 pessoas entraram em investigação “em diferentes dias da semana passada” O último boletim apresentado pela prefeitura de Afogados da Ingazeira assustou pelo número de casos confirmados nas últimas 24 horas. Foram registrados 48 casos para covid-19 no município. Destes, 46 entraram em investigação em diferentes dias da semana […]
Segundo nota, alta se deu porque 46 pessoas entraram em investigação “em diferentes dias da semana passada”
O último boletim apresentado pela prefeitura de Afogados da Ingazeira assustou pelo número de casos confirmados nas últimas 24 horas.
Foram registrados 48 casos para covid-19 no município. Destes, 46 entraram em investigação em diferentes dias da semana passada, justifica a prefeitura. “Como os resultados só saíram hoje, temos esse número expressivo. Do dia mesmo, apenas dois casos notificados”.
São 17 pacientes do sexo masculino e 31 pacientes do sexo feminino. Foram coletadas 63 amostras, mas segundo o DATASUS, os sistemas de informação estão passando por revisão e nesta quinta existe a previsão de normalização.
Ao todo, 54 pacientes apresentaram resultados negativos para covid-19. E 18 pacientes apresentaram cura após avaliação clinica e epidemiológica. O município atingiu a marca de 1.069 pessoas (87,83 %) recuperadas para covid-19. Atualmente, 133 casos estão ativos.
O município atingiu a marca de 6.083 pessoas testadas para covid-19. “Ultrapassamos 16,32 % da população testada em nosso município”, diz a nota.
Serra Talhada: a Secretaria de Saúde de Serra Talhada informou que foram registrados 12 novos casos positivos de Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 4.547 casos confirmados.
Os novos casos foram confirmados através de nove testes rápidos e três resultados de Swab que estavam em análise. São nove pacientes do sexo masculino e três do sexo feminino, com idades entre 08 e 56 anos.
O município tem 31 pacientes aguardando resultado de exames e 19.620 casos descartados. Quanto à evolução dos casos confirmados, são 4.444 pacientes recuperados, 37 em isolamento domiciliar, cinco em internamento hospitalar, 42 em recuperação e 61 óbitos. Em relação aos profissionais de saúde são 152 recuperados, nenhum em isolamento e um óbito.
Os oito primeiros meses deste ano tiveram o menor quantitativo de crimes contra a vida e contra o patrimônio em 8 anos, ou seja, desde 2013. Ao todo, 88 cidades não registraram CVLIs em agosto Pernambuco chegou ao fim do oitavo mês de 2021 com uma diferença acumulada de -12,6% no número de vítimas de […]
Os oito primeiros meses deste ano tiveram o menor quantitativo de crimes contra a vida e contra o patrimônio em 8 anos, ou seja, desde 2013. Ao todo, 88 cidades não registraram CVLIs em agosto
Pernambuco chegou ao fim do oitavo mês de 2021 com uma diferença acumulada de -12,6% no número de vítimas de homicídio no ano, de acordo com nota enviada ao blog.
Desde janeiro, o total de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) foi de 2.227. Esse é o menor quantitativo para o período dos últimos 8 anos, segundo o governo.
Na série histórica de estatísticas criminais, somente 2013, com 2.046 casos, ficou abaixo. Na confrontação com os mesmos meses de 2020, são 321 vidas salvas, uma vez que no ano passado houve 2.548 vítimas. Ao considerar agosto isoladamente, esse foi o primeiro mês de 2021 com aumento de mortes violentas. Nesses 31 dias, 286 pessoas foram mortas em decorrência de CVLIs, enquanto no período equivalente do ano anterior esse índice ficou em 263.
“O mês de agosto foi de muito trabalho por parte das forças de segurança. Ao todo, 217 acusados de homicídio foram presos, sendo 60 em flagrante e 157 em cumprimento de mandados de prisão. Tivemos um aumento de 8,7% no mês, mas, em razão de 7 meses consecutivos de retração dos CVLIs ao longo do ano, verificamos uma redução percentual importante no acumulado, acima da meta do Pacto pela Vida”, informa o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.
“Além disso, mesmo com a retomada das atividades econômicas e de lazer, verificamos, em 2021, no somatório do ano, um cenário de retração dos crimes violentos patrimoniais, com o mais baixo quantitativo em 8 anos. Sabemos que temos muito a fazer para aprimorar o trabalho da segurança pública. Por isso, colocamos em prática, neste mês de setembro, novas estratégias e ferramentas para proporcionar otimização de esforços policiais e mais presença nas ruas”, continuou Freire.
“Nesse sentido, foi antecipada a Operação Verão 2021 da PMPE, com reforço de 2.500 postos de trabalho, e lançado o Boletim Integrado de Defesa Social (Bids), um sistema que informatiza, integra e facilita o registro das ocorrências policiais”, explica o secretário.
O Agreste foi a região do Estado com recuo mais expressivo no índice de homicídios em 2021: -19,5%. Seus municípios totalizaram 487 crimes contra a vida, contra os 605 do intervalo de janeiro a agosto do ano anterior.
Na sequência, a Zona da Mata apresentou queda de 18,2%. Aconteceram 445 mortes violentas nos primeiros oito meses de 2021 nessa área, contra os 544 registros de 2020. Os municípios da Região Metropolitana, à exceção do Recife, somaram 635 vítimas este ano, -13,84% em comparação com as 737 do ano passado.
Por sua vez, o Sertão totaliza 277 homicídios, diminuição de 5,78% ao comparar com os 294 de 2020. Apenas o Recife oscilou 4% para cima: de 368 vítimas nos 8 meses de 2020, aumentou 15 CVLIs e acumulou 383 mortes em 2021.
As forças policiais de Pernambuco prenderam, em 2021, 45.435 criminosos em flagrante delito; 4.562 adolescentes foram autuados por cometerem atos infracionais; foram cumpridos 3.217 mandados de prisão; e apreenderam-se 4.115 armas. Os policiais também atuaram em 6.440 ocorrências de tráfico de entorpecentes.
Violência contra a mulher e estupro
O número de vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher no Estado caiu 7,5% em agosto último. Em dados absolutos, 3.393 mulheres denunciaram terem sido agredidas, enquanto no mesmo mês de 2020 haviam sido 3.668. Porém, a soma de janeiro a agosto demonstrou aumento de 0,76% no registro de vítimas: de 26.695 para 26.898.
Outro crime cujas notificações retraíram foi o de estupro, tanto em agosto como no acumulado do ano. No oitavo mês de 2021, 140 vítimas procuraram a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência, isto é, -40,68% quando se compara com as 236 de agosto de 2020. Quanto ao total deste ano, chegou a 1.541, ou -6,72% em relação aos 1.652 casos de 2020 até agosto.
Em agosto de 2021, cinco mulheres foram vítimas de feminicídio em Pernambuco. É o mesmo quantitativo registrado no oitavo mês de 2020. Quanto ao total de CVLIs com vítimas do sexo feminino, em agosto último 18 mulheres acabaram mortas, uma a menos do que no mesmo mês de 2020. Isso representa -5,3%.
Crimes patrimoniais
Pernambuco contabiliza uma redução de 6,35% nos crimes de roubo neste ano de 2021, com 34.707 boletins de ocorrência. É o menor número dos últimos oito anos, contra 37.062 no acumulado de 2020. No entanto, no oitavo mês do ano registrou um aumento de 5,78% neste tipo de crime. Em 2020, agosto teve 4.085 ocorrências e, em 2021, foram 4.321 registros de crimes de roubo.
Roubos de veículos e cargas
No acumulado de janeiro a agosto, o Estado teve redução de 5,61% nas ocorrências de roubo de veículos, contabilizando 6.362 boletins em 2021 e 6.740 em 2020. Em agosto de 2020 foram registrados 620 roubos de veículos e 809 no mesmo período deste ano, aumento de 30,48%. Já os furtos de veículos reduziram 9,85% neste ano, com 2.985 ocorrências, contra 3.311 no ano passado. Não houve variação percentual no mês de agosto em relação aos furtos de veículos.
A queda nos roubos a ônibus entre janeiro e agosto de 2021 foi de 10,99%, com 405 boletins de ocorrência contra 455 nesse ínterim ano passado. Em agosto, houve um aumento de 23 casos de um ano para outro: de 21 ocorrências em 2020 para 44 em 2021. Neste ano, as forças policiais prenderam 38 pessoas envolvidas com esse tipo de crime.
Os roubos de carga diminuíram 39,1% em 2021. No acumulado, são 251 registros este ano contra 412 ano passado. Agosto foi o primeiro deste ano com um aumento de 5% nos registros. Em 2020, o oitavo mês teve 39 ocorrências e, em 2021, somou 41. Os furtos de carga permanecem em queda em 2021, com -40%. Foram 42 casos este ano e 70 no ano passado.
Ataques a bancos
Os crimes contra instituições financeiras caíram 23% entre janeiro e agosto de 2021, com 10 investidas consumadas neste ano e 13 no anterior. Em agosto, a queda chegou a 50%, com o registro de um crime no oitavo mês de 2021 contra dois no intervalo equivalente de 2020. Este ano, nove prisões foram efetuadas por conta desse tipo de crime.
Em mais um fim de semana de agenda cheia pelo interior do Estado, o deputado pernambucano Fernando Monteiro (PP-PE) esteve mais uma vez em suas bases conversando com lideranças e participando de entregas de obras. Petrolina, Santa Filomena, Dormentes, Serra Talhada e Triunfo estiveram no roteiro pelo Sertão. Em Dormentes, ao lado da prefeita Josimara […]
Em mais um fim de semana de agenda cheia pelo interior do Estado, o deputado pernambucano Fernando Monteiro (PP-PE) esteve mais uma vez em suas bases conversando com lideranças e participando de entregas de obras.
Petrolina, Santa Filomena, Dormentes, Serra Talhada e Triunfo estiveram no roteiro pelo Sertão.
Em Dormentes, ao lado da prefeita Josimara Cavalcanti, o parlamentar prestigiou a entrega da Policlínica Municipal Geomarco Coelho de Souza, que contou com a sua articulação para a liberação dos recursos.
A unidade de saúde conta com especialidades em Mastologia, Ortopedia, Neuropediatria, pequenas cirurgias, ultrassom e exames laboratoriais.
Ainda no Sertão do São Francisco, Fernando Monteiro esteve com lideranças em Petrolina ouvindo sobre a necessidade de recursos para o atendimento de demandas como as do polo de irrigação da “Capital das Frutas”.
Já no Araripe, em Santa Filomena, o deputado participou de encontro com o ex-prefeito Cleomatson Vasconcelos e conversou com representantes das comunidades sobre projetos estruturadores para o município, que tem a agropecuária como uma de suas principais vocações econômicas.
Em passagem pelo Pajeú, com a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o ex-prefeito Luciano Duque, a pauta foi a entrega para a população da reforma da Praça do Poço 4, no Bairro Vila Bela.
A agenda continuou em Triunfo, onde, ainda acompanhado por Luciano Duque, o deputado foi ao Sítio Timbaúba. Na ocasião, Fernando Monteiro recebeu sugestões para a melhoria da qualidade de vida na região.
O início de 2025 chega trazendo os mesmos desafios enfrentados ao longo do último ano por centenas de moradores de Afogados da Ingazeira: a falta d’água persiste como um problema crônico. Reclamações são constantes na Rádio Pajeú, evidenciando a indignação da população, que vê a escassez hídrica como reflexo de investimentos insuficientes e gestão inadequada […]
O início de 2025 chega trazendo os mesmos desafios enfrentados ao longo do último ano por centenas de moradores de Afogados da Ingazeira: a falta d’água persiste como um problema crônico. Reclamações são constantes na Rádio Pajeú, evidenciando a indignação da população, que vê a escassez hídrica como reflexo de investimentos insuficientes e gestão inadequada por parte da Compesa.
A crise não é novidade, mas tem se agravado. Episódios de tensão marcaram o final de 2024, como o caso ocorrido em 15 de outubro, quando um morador do bairro Sobreira, revoltado com 20 dias sem água, tentou invadir a sede da Compesa. O incidente resultou na detenção do homem, que estava armado com uma faca e ameaçou funcionários da companhia.
Vozes de cobrança e indignação
Lideranças locais têm se manifestado contra o descaso. No dia 18 de outubro, o bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, cobrou publicamente a Compesa, chamando atenção para a contradição entre a falta de água e a existência de grandes infraestruturas como a Barragem de Brotas e as adutoras Zé Dantas e do Pajeú. “É uma vergonha. Temos água suficiente, e o povo não merece passar por isso. Faço um apelo às autoridades: providenciem água para nossa gente”, desabafou o bispo em entrevista à Rádio Pajeú.
Promessas e investimentos anunciados
Em novembro, quando o diretor regional da companhia, Guilherme Freire, acompanhado de representantes do Governo do Estado, participou do programa Manhã Total da Rádio Pajeú, foi reconhecida a precariedade do sistema de abastecimento e atribuído os problemas à falta de investimentos ao longo das últimas décadas.
Freire anunciou o Programa Água de Pernambuco, lançado pela governadora Raquel Lyra, que prevê R$ 6 bilhões em investimentos em saneamento no estado, sendo R$ 1,1 bilhão destinado à Compesa. Dentre as ações previstas está a instalação de uma nova estação de tratamento de água em Tabira, com orçamento de R$ 10 milhões, que deverá beneficiar Afogados da Ingazeira com um aumento de 40% na capacidade de abastecimento.
Além disso, foram adquiridos novos conjuntos de motobombas para reforçar a vazão dos poços que complementam o sistema local. Apesar das iniciativas, os prazos ainda geram incerteza. Freire afirmou que melhorias significativas só devem ser percebidas até a metade de 2025, um prazo que a população considera longo diante da gravidade do problema.
Frustração e expectativas
Enquanto isso, a população segue lidando com a realidade de torneiras secas e pouca perspectiva de soluções imediatas. As ações anunciadas são vistas como necessárias, mas insuficientes para resolver o problema no curto prazo.
A indignação coletiva e a pressão social refletem o cansaço de uma comunidade que, apesar de cercada por recursos hídricos, continua sofrendo com a escassez. Em 2025, a população de Afogados da Ingazeira segue aguardando que promessas finalmente se convertam em água nas torneiras — e em dignidade para todos.
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