Petrolina: Prefeitura vistoria áreas afetadas pela chuva
Por André Luis
Desde o início da madrugada desta quarta-feira (13), Petrolina recebe chuvas torrenciais em diversas partes da cidade. Em cerca de quatro horas, choveu entre 40 e 60 milímetros na Capital do Sertão pernambucano. Desde as primeiras horas, as equipes de Serviços Públicos da prefeitura têm ido aos trechos mais críticos para atender as demandas de trabalho nos locais classificados como urgentes e de risco.
Os principais pontos afetados pela água foram os bairros Dom Avelar, Henrique Leite, São Joaquim, São Gonçalo, Quati, Centro e Jardim Guanabara. Em todos esses locais, a prefeitura já encaminhou frentes emergenciais de trabalho.
A Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Serviços Públicos (Seinfra) vem intensificando nas últimas semanas a limpeza de canais, em decorrência do período chuvoso previsto para janeiro. Para minimizar os transtornos das chuvas desta noite, a prefeitura mobilizou técnicos com máquinas e diversas equipes para realizar monitoramento, serviços de desobstrução, drenagem, retirada de lixo e areia dos canais, entre outras medidas. As equipes seguirão o trabalho durante toda a semana.
Além dos serviços emergenciais, a prefeitura está em fase inicial de licitação do projeto de macrodrenagem que irá solucionar o problema na cidade. Essa empresa, que será contratada, ficará responsável por desenvolver estudos das bacias hídricas existentes no município e elaborar um plano de ações que contemple o escoamento das águas da chuva.
A previsão é de chuva até esta quinta-feira (14). Até o momento, não houve registro de queda de árvores ou de desabrigados no município. As equipes seguirão em estado de alerta nos bairros ao longo do dia. Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 153.
Do DP A ex-senadora e ex-candidata a presidente da República Marina Silva (Rede) retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a adversária “não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso”. Marina disse que Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) são os […]
Marina disse que Dilma e Temer são os responsáveis pelos desmandos geradores, na avaliação dela, da crise brasileira
Do DP
A ex-senadora e ex-candidata a presidente da República Marina Silva (Rede) retomou as críticas à presidente Dilma Rousseff (PT) e afirmou, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a adversária “não tem mais a liderança política no País nem maioria no Congresso”.
Marina disse que Dilma e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) são os responsáveis pelos desmandos geradores, na avaliação dela da crise brasileira e defendeu o processo de cassação da chapa vitoriosa das eleições de 2014 como forma de afastá-los do cargo.
“No meu entendimento, o melhor caminho para o Brasil é o processo que está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque teria a cassação da chapa com a comprovação de que o dinheiro da corrupção foi usado para a campanha do vice e da presidente”, afirmou Marina.
Como já tinha feito, a ex-senadora procurou não defender o processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados, mas discordou da tese do governo de que o procedimento aberto pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é golpe. “Impeachment não é golpe. Está previsto na Constituição, foi feito contra (o ex-presidente da República e atual senador, Fernando) Collor, foi pedido pelo PT várias vezes e eles achavam que não era golpe”, afirmou. Marina disse que a Dilma “não disse a verdade” durante a campanha a presidente em 2014 sobre a economia brasileira, o que apenas agravou a situação do País no ano passado, o primeiro do segundo mandato dela.
“Se (Dilma) tivesse trabalhado com a verdade, assumiria que corríamos grave risco em relação aos inúmeros problemas que tivemos desde 2008. É engraçado porque (enquanto) países do mundo correram atrás para resolver a crise, disseram que era apenas uma marolinha e chegaram a dar lição de moral até para a Alemanha”, afirmou a ex-senadora, em uma crítica também ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das favoritas à eleição presidencial em 2018, segundo as mais recentes pesquisas de intenção, Marina disse que ainda não tem clareza se será novamente candidata. No entanto, ela voltou a criticar os ataques sofridos por ela durante o pleito de 2014, principalmente pelo PT, seu ex-partido político, e pela presidente Dilma.
“Diziam que, se eu ganhasse, o governo não teria maioria no Congresso e hoje a presidente não tem maioria. Diziam que, se eu ganhasse, eu iria tirar alimentos das pessoas pobres e isso ocorre com a inflação que atinge a mesa dos brasileiros. Diziam que, se eu ganhasse, iria acabar com Pronatec e Prouni e isso o atual governo está fazendo. As pessoas projetam em você o que vão fazer”, concluiu.
O Deputado Federal Sílvio Costa (PTB) disse em entrevista a este jornalista no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que não enxerga outro caminho para o Senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Armando Monteiro que não a aliança com legendas como PT, PCdoB, com apoio do presidente Lula. Ele rechaçou qualquer possibilidade de aliança […]
O Deputado Federal Sílvio Costa (PTB) disse em entrevista a este jornalista no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que não enxerga outro caminho para o Senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Armando Monteiro que não a aliança com legendas como PT, PCdoB, com apoio do presidente Lula.
Ele rechaçou qualquer possibilidade de aliança com Ministros pernambucanos e com o Senador Fernando Bezerra Coelho.
“Com partidos do tipo do DEM, PSDB, esses ministros pernambucanos, não converso. Duvido um palanque com quatro ministros de Temer ganhar uma eleição em Pernambuco. Esse povo foi responsável pelo golpe de Dilma. Esses quatro ministros deveriam renunciar o mandato”, disse, em crítica a Mendonça Filho, Bruno Araújo, Bezerra Filho e Raul Jungman. A possibilidade de aliança de um ou outro com Armando vem eventualmente sendo ventilada.
Por outro lado, também criticou a tentativa de aproximação do PSB de Paulo Câmara com o PT. “O PSB quer o PT porque perdeu o PMDB de Jarbas. Com eles também não vou. Prefiro sair sozinho do que mal acompanhado. Não vou acompanhar esses golpistas”.
Sílvio é pré-candidato ao Senado. “Tenho horror a paladino da ética, mas não estou em lista nenhuma, não tenho nenhum processo, política é lugar de gente de bem, de homem de bem”. Ele defendeu o fundo eleitoral aprovado ontem, de R$ 1,7 bi. “A Câmara não tinha uma outra opção . Ou aprovava ou teríamos um caixa dois desenfreado. Não vai se tirar dinheiro da educação, saúde, segurança, é demagogo quem diz isso”.
Também criticou o candidato Bolsonaro e quem diz votar nele. “Ando muito preocupado. Um país onde um analfabeto como Bolsonaro que decorou algumas frases prontas como bandido bom é bandido morto, nunca leu um livro, tem 20% de votos. Eu tenho pena de quem vota nele”.
“Quem tem prazo não tem pressa” – A afirmação foi do ex-prefeito Romério Guimarães quando perguntado sobre a possível troca do PT pelo PP para voltar a disputar a prefeitura de São José do Egito. No final de semana, Romério recebeu o Presidente da Assembleia Legislativa Eriberto Medeiros (PP), quando as conversações foram iniciadas, mas […]
“Quem tem prazo não tem pressa” – A afirmação foi do ex-prefeito Romério Guimarães quando perguntado sobre a possível troca do PT pelo PP para voltar a disputar a prefeitura de São José do Egito.
No final de semana, Romério recebeu o Presidente da Assembleia Legislativa Eriberto Medeiros (PP), quando as conversações foram iniciadas, mas o ex-prefeito disse que até 2 de abril tomará a decisão.
Nos últimos dias o Presidente do Partido dos Trabalhadores Rona Leite usou as redes sociais para ratificar a sua intenção de disputar a sucessão do Prefeito Evandro Valadares (PSB). O ex-prefeito tem esperanças de conquistar o apoio de Rona, mas não obtendo sucesso, o caminho será mesmo trocar de legenda. A informação é de Anchieta Santos para o blog.
O PSDB e o Cidadania realizam convenção na manhã deste sábado (30), no Clube Português, a partir das 9h, no Recife para oficializar a chapa encabeçada pela ex-prefeita de Caruaru e pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSB). Esta semana, Raquel fechou a chapa anunciando a deputada estadual Priscila Krause (Cidadania) na sua vice […]
O PSDB e o Cidadania realizam convenção na manhã deste sábado (30), no Clube Português, a partir das 9h, no Recife para oficializar a chapa encabeçada pela ex-prefeita de Caruaru e pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSB).
Esta semana, Raquel fechou a chapa anunciando a deputada estadual Priscila Krause (Cidadania) na sua vice e o empresário e ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho (PSDB) para disputar o Senado.
A convenção poderá ser acompanhada no Instragram da pré-candidata.
Folha de São Paulo Lampião, o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é Zé Paraíba, famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas e amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008). […]
Lampião, o rei do cangaço está vivo e cego de um olho. Tem 86 anos e mora escondido em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Quem garante é Zé Paraíba, famoso tocador de sanfona conhecido em todo o sertão paraibano e de Alagoas e amigo do cantor Waldick Soriano (1933-2008).
Zé Paraíba, nome artístico de José Salete, diz que nasceu no dia 7 de agosto de 1932 e que foi sanfoneiro de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Foi o próprio sanfoneiro quem contou a sua história, publicada no jornal “Notícias Populares” em 17 de novembro de 1977.
Lampião e seu bando costumavam se hospedar em fazendas durante suas viagens pelo sertão. O pai de Zé Paraíba, José Leite, era proprietário da fazenda Lage Vermelha, no alto sertão da Paraíba.
Lá o grupo de Lampião se hospedava frequentemente. “Meu pai, José Leite, tocava oito baixos (sanfona) na fazenda Lage Vermelha, e eu segui o seu caminho. Foi nela que o velho conheceu Lampião. O Virgulino costumava passar na fazenda do meu pai, que era uma das mais conhecidas do sertão paraibano e ali se ‘arranchava’, pedia pousada constantemente.”
“Com o tempo foi nascendo uma amizade entre meu pai e o rei do cangaço.” Zé Paraíba continua sua narrativa, contando a experiência de ter vivido com Lampião e seu lendário bando. Maria Bonita, Corisco, Dadá, Pilão, Gavião, Volta Seca. O bando todo se arranchava na fazenda.
Aos nove anos, o músico estava tocando uma pequena sanfona na fazenda Belo Jardim, vizinha da de seu pai. Foi quando ele viu a tropa de Lampião se aproximar.
“Os cabras gostaram das músicas de forró que eu tocava e me raptaram. No começo do rapto eles me maltrataram um pouco porque não sabiam que eu era filho de José Leite. Depois que Lampião ficou sabendo quem eu era ele recomendou aos cabras que não me maltratassem e mandou avisar o meu pai na fazenda”, disse Zé Paraíba.
Depois que Lampião soube quem era o menino as coisas começaram a melhorar. O sanfoneiro ficou mais tranquilo e passou a tocar músicas para Maria Bonita. Os homens do bando pediam a música da mulher de Lampião. Então ele tocava “Mulher Rendeira”. Todos gostavam e dançavam.
Zé Paraíba revelou porque o rei do cangaço se tornara um bandido e um contraventor das leis e da justiça: “O Lampião me falou que nunca teve ideia de sair por aí ‘cangaceando’ e fazendo mal para os outros até que viu o pai dele morrendo com 37 facadas. Ele ficou louco durante três dias e depois partiu para a vida do cangaço. Mesmo assim ele não atacava os coitados, ele só atacava quem não gostava dele”.
O músico se lembra de um episódio que aconteceu num povoado do sertão baiano chamado Queimados. O bando estava arranchado em uma fazenda próxima. Lampião mandou avisar que entraria na cidade às oito horas do dia seguinte e que era para os macacos (policiais) se prepararem.
Quando ele chegou à cidade só havia seis soldados. Então a tropa tomou conta do lugar e Lampião ordenou ao povo que dançasse nu na praça. Todo mundo tirou a roupa e dançou pelado na praça. O bando todo ficava olhando e com arma apontada. Quem desrespeitasse a moça que era seu par corria o risco de ser castrado. Zé Paraíba tocou forró para o povo dançar pelado durante três horas. Depois disso Lampião mandou todo mundo se vestir e ir para casa.
Homens mais próximos de Lampião, José Leite e seu compadre, estiveram com o rei do cangaço no começo de 1977 e disseram que ele estava vivendo em uma fazenda no interior de Minas Gerais e com o nome trocado.
“Aquele negócio das cabeças que andaram mostrando por aí eu não acredito porque meu pai e seu compadre foram ver e disseram que não era a dele”, disse Zé Paraíba. O sanfoneiro não concorda com o que muitos dizem que Lampião fosse um homem mal.
“Eu discordo de muita coisa que se diz por aí. Ele não era um cabra sanguinário. Antes de atacar uma fazenda, ele mandava alguém para sondar se o fazendeiro gostava ou não dele. Se o fazendeiro falasse que não gostava, aí ele atacava. Senão ele ficava ali mesmo e não agredia ninguém.”
“Ele tinha o coração bom e me salvou da morte. Logo que me raptaram, Volta Seca e mais alguns queriam me jogar pro alto e me aparar na ponta de um punhal porque eu não sabia tocar uma música. Aí chegaram ele e Maria Bonita e não deixaram”.
Zé Paraíba ficou com o bando durante seis meses. Ele se lembra do que Lampião disse ao lhe devolver para seu pai: “Zé Leite, vou lhe entregar seu filho, mas é com muita saudade que eu faço isso porque ele toca muito bem e faz tudo o que a gente pede.”
O sanfoneiro afirma que este foi seu primeiro contato com a vida musical no cangaço, o que fez dele o famoso tocador de forró, com discos vendidos em todo o Nordeste.
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