Notícias

Pediatria alerta para uso indevido de canetas emagrecedoras entre crianças e adolescentes

Por Michael Andrade

O uso de medicamentos popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes sem indicação e acompanhamento médico pode trazer riscos importantes à saúde. O alerta foi divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que também chama atenção para a utilização dessas substâncias exclusivamente com finalidade estética.

Os medicamentos agonistas do receptor GLP-1 possuem indicações específicas, entre elas o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Segundo a SBP, mesmo quando há diagnóstico dessas doenças, a prescrição deve ser feita após avaliação individualizada e não ocorre de forma automática.

Entre os possíveis problemas associados ao uso inadequado estão déficit de crescimento e desenvolvimento, desidratação, alterações nos níveis de eletrólitos, perda de massa muscular, pancreatite aguda e complicações na vesícula.

A entidade também alerta que a busca pelo medicamento apenas para modificar a aparência corporal pode contribuir para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal.

“Canetas emagrecedoras” não são indicadas para adolescentes com peso adequado que pretendam apenas perder peso por razões estéticas, reforça a SBP.

Efeitos adversos

Os efeitos mais frequentemente associados ao tratamento são gastrointestinais, especialmente durante o período de aumento gradual da dose. Náuseas, vômitos, refluxo, azia, diarreia e constipação estão entre os sintomas relacionados pela entidade.

A perda de massa magra também exige acompanhamento. Entre as complicações consideradas potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase, caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar.

A SBP ressalta, entretanto, que existem evidências de eficácia e segurança desses medicamentos para adolescentes quando utilizados dentro dos critérios médicos estabelecidos e associados a mudanças no estilo de vida. O alerta está concentrado na banalização e no uso sem acompanhamento.

Avaliação deve ser individualizada

Antes de prescrever o medicamento, o profissional deve considerar fatores como gravidade da obesidade ou do diabetes, presença de outras doenças, resposta a tratamentos anteriores, riscos potenciais e possibilidade de acompanhamento do paciente.

A entidade também recomenda que o tratamento seja associado a intervenções relacionadas à alimentação, atividade física e outros hábitos de vida.

Outro alerta é para medicamentos de origem desconhecida ou sem registro sanitário. A SBP contraindica o uso de produtos clandestinos, importados sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de procedência não comprovada.

A sociedade médica sugere ainda substituir a expressão “canetas emagrecedoras” por “medicamentos para tratar a obesidade”. Segundo a entidade, o termo deixa mais claro que a obesidade é uma doença crônica e que o objetivo do tratamento não se resume à perda de peso.

A SBP aponta como contraindicações situações como gestação e amamentação, hipersensibilidade ao princípio ativo e histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Pacientes com histórico de pancreatite precisam de avaliação médica individualizada.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Outras Notícias

Agência MV4 anuncia destaques da pesquisa Melhores do Ano

A Agência MV4 de Comunicação e Marketing, realizou mais uma pesquisa para escolha dos melhores do ano em 2021. Nos últimos três anos algumas categorias foram escolhidas em pesquisa expontânea para a definição dos Destaques do Ano.  O anúncio foi feito pelo Diretor da Agência MV4, o jornalista Mário Viana Filho no programa Manhã Total, […]

A Agência MV4 de Comunicação e Marketing, realizou mais uma pesquisa para escolha dos melhores do ano em 2021.

Nos últimos três anos algumas categorias foram escolhidas em pesquisa expontânea para a definição dos Destaques do Ano.  O anúncio foi feito pelo Diretor da Agência MV4, o jornalista Mário Viana Filho no programa Manhã Total, da Rádio Pajeú.

Este ano a empresa vencedora da categoria Melhor Comunicação nas Redes Sociais foi a Loja Casual Store, da empresária Daniela Oliveira. O prêmio de Empresário do Ano ficou para o proprietário da Rede Avistão Supermercados, Alessandro Queiroz. A empresária do Ano pela primeira vez foi Bruna Laurindo, da empresa Bruna Festas e Bruna Home Decor.

Na categoria empresa com o melhor Delivery de Afogados, a Pizzaria da Praça ganhou o prêmio. O afogadense que mais se destacou em 2021 foi o prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira.

A Empresa com Melhor Atendimento de Afogados foi a Galeria São José, pelo terceiro ano seguido. A premiação será de um cheque de R$ 5 mil, que será destinado aos funcionários da empresa. “Isso visa valorizar e incentivar a melhoria de um tema sempre invocado pela população. A melhoria no atendimento”, destacou Darlan. “É um estímulo para a qualidade ainda maior do setor”, comemorou Ney Quidute.

Essa premiação especial foi organizada pela Agência MV4 em parceria com a CDL e Prefeitura Municipal de Afogados, através da secretaria de Administração e Desenvolvimento Econômico.

Gilson Bento confirma apoio de Zan Lira em Brejinho

Primeira mão Zan Lira, que foi candidata a vice-prefeita de Brejinho, nas eleições de 2020, na chapa com o ex-prefeito José Vanderlei, declarou apoio ao prefeito Gilson Bento. Além dela, toda a família passou para o grupo de apoio do atual prefeito. Gilson, que já havia conseguido, em setembro de 2022, o apoio da ex-prefeita […]

Primeira mão

Zan Lira, que foi candidata a vice-prefeita de Brejinho, nas eleições de 2020, na chapa com o ex-prefeito José Vanderlei, declarou apoio ao prefeito Gilson Bento.

Além dela, toda a família passou para o grupo de apoio do atual prefeito.

Gilson, que já havia conseguido, em setembro de 2022, o apoio da ex-prefeita Tânia Maria, dá um passo político importante na busca da sua reeleição.

Zan Lira foi secretária municipal nos dois governos de José Vandelei e também no governo de Tânia Maria. É de uma família tradicional da política de Brejinho.

Em suas redes sociais, o prefeito Gilson Bento comemorou a chegada do apoio de Zan e sua família a sua base.

“É com grande alegria que recebo em meu grupo político, minha querida Zan Isidro e Família. Zan foi candidata a vice-prefeita na última eleição e tem se consolidado como uma importante liderança política em Brejinho”.

E seguiu: “Nosso grupo cresce a cada dia. Tem muita gente chegando, todos juntos pelo progresso de nossa cidade quem tem mudado pra melhor”.

Prefeitura de Sertânia lança edital de processo seletivo para a Secretaria de Saúde

A Prefeitura de Sertânia lançou o edital de um processo seletivo simplificado para a Secretaria Municipal de Saúde. A seleção tem 14 vagas e será feita em etapa única, por meio da análise curricular de títulos e experiência profissional para níveis Médio e Superior. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de junho, […]

A Prefeitura de Sertânia lançou o edital de um processo seletivo simplificado para a Secretaria Municipal de Saúde. A seleção tem 14 vagas e será feita em etapa única, por meio da análise curricular de títulos e experiência profissional para níveis Médio e Superior.

As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de junho, de forma online, com o envio dos dados do candidato para o e-mail [email protected]. 

A divulgação do resultado final está prevista para o dia 19 de junho. O processo seletivo terá validade de 24 meses, podendo ser prorrogado por igual período, a depender das necessidades da secretaria. Clique aqui e veja o Edital.

DER recorre a tapa buracos na PE 263

A Esse Engenharia, contratada pelo DER,  está realizando uma Operação Tapa Buracos do trecho da rodovia PE-263, que liga o trevo do Ambó a zona urbana de Itapetim. A intervenção do Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco teve início no começo da  manhã desta quarta-feira (03/09) vai alcançar a zona urbana da cidade. A expectativa é […]

11988434_728978020558663_4397406709801096899_n
Fotos: Marcelo Patriota

11754265_728978047225327_1644609696317501908_n

A Esse Engenharia, contratada pelo DER,  está realizando uma Operação Tapa Buracos do trecho da rodovia PE-263, que liga o trevo do Ambó a zona urbana de Itapetim.

A intervenção do Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco teve início no começo da  manhã desta quarta-feira (03/09) vai alcançar a zona urbana da cidade. A expectativa é que a Operação Tapa Buracos seja concluída até amanhã, sexta(04).

Claro, como ocorreu na PE 275, moradores cobram o recapeamento total da via, entendendo que tapa buraco é um paliativo que não resolve a questão em definitivo.

Senado aprova novo limite de gastos do governo com propaganda em ano eleitoral

O Senado aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que muda as regras de limite de gastos com propaganda em anos eleitorais para órgãos dos governos federal, estaduais e municipais. O texto (PL 4059/2021) permitirá ao governo federal um aumento de R$ 25 milhões nessas despesas ainda em 2022. Ele segue agora para a […]

O Senado aprovou, nesta terça-feira (10), o projeto de lei que muda as regras de limite de gastos com propaganda em anos eleitorais para órgãos dos governos federal, estaduais e municipais. O texto (PL 4059/2021) permitirá ao governo federal um aumento de R$ 25 milhões nessas despesas ainda em 2022. Ele segue agora para a sanção presidencial.

O projeto recebeu muitas críticas por promover o aumento de gastos públicos e por entrar em vigor em ano eleitoral. A pedido de vários senadores, ele foi votado nominalmente. Recebeu 38 votos favoráveis e 29 contrários.

O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), que foi o relator, defendeu o projeto argumentando que ele atende os profissionais de publicidade e propaganda, gerando empregos no setor. Gomes comparou a proposta a outras medidas de auxílio aprovadas pelo Congresso Nacional durante a pandemia de covid-19, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e a Lei Aldir Blanc, para a área cultural.

— É um setor da economia brasileira que, a exemplo de tantos outros, precisa nesse momento de reforço, garantia de emprego. Esta relatoria tem a ver com as relatorias que foram feitas aqui para centenas de setores da economia brasileira — disse.

Outros pontos destacados pelo senador foram a necessidade de reforçar a capacidade de prestação de contas do poder público. O projeto também fala sobre a contratação de serviços de comunicação digital e Eduardo Gomes também falou da necessidade de adaptar a legislação a mudanças tecnológicas recentes.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) abriu a divergência, manifestando estranhamento com o fato de a iniciativa não ter surgido em momento anterior a pandemia. Ele lembrou a proximidade das eleições, que acontecerão daqui a menos de cinco meses.

— Eu concordo com o mérito, mas nós estamos praticamente aos 45 [minutos] do segundo tempo. Nós vamos dar aos governos estaduais e ao governo federal a possibilidade de terem, perdoe-me o termo, uma farra de propaganda.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição, antecipou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta, com uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI).

— Essa matéria é flagrantemente inconstitucional. A ADI já está pronta, já está no forno. É só o presidente da República sancionar e nós interpomos a ADI no Supremo Tribunal Federal. Vai cair — afirmou.

O senador Paulo Rocha (PT-PA) apresentou uma emenda mudando o início da vigência da futura lei para 2023, de modo a evitar que ela já produza efeitos na próxima eleição. Ele explicou que a Constituição impõe o princípio da anterioridade eleitoral, o que significa que todas as normas que impactam as eleições precisam ser aprovadas com pelo menos um ano de antecedência.

Eduardo Gomes havia rejeitado a emenda, argumentando que a regra só vale para leis que modificam o próprio processo eleitoral. Destacada pela bancada do PT, a emenda foi a votação no Plenário e terminou rejeitada, por 36 votos a 29, também em votação nominal.

Outros senadores dirigiram críticas ao projeto. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) classificou-o como “moralmente afrontoso”, destacando que ele promove aumento de gastos públicos sem finalidade social num momento em que a população ainda sofre os efeitos da pandemia e da crise econômica.

— As pessoas estão fazendo fila atrás de ossos, um desemprego recorde, uma inflação de dois dígitos que está corroendo o salário do trabalhador brasileiro, e nós acabamos de levar o Congresso Nacional ao chão. Nós vamos ser massacrados pela opinião pública, e com toda a razão —argumentou.

Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que o projeto cria vantagem eleitoral para os candidatos que já estão nos governos de todos os níveis. Ele também criticou o tom das propagandas já usadas pelo governo federal, lembrando pronunciamentos oficiais feitos pelos ministros que deixaram os cargos para concorrer nas eleições.

— Isto é desigual para quem está na oposição. É potencializar verba pública para fazer propaganda pessoal. Nós vimos que, na saída dos ministros, todo mundo ocupou um espaço enorme na televisão para falar um monte de coisa que não fez, como se o país vivesse às mil maravilhas — protestou.

Conteúdo

Pela legislação atual, o poder público deve se limitar, no primeiro semestre do ano eleitoral, a um valor equivalente à média dos gastos com propaganda nos primeiros semestres dos três anos anteriores. O projeto muda esse cálculo: o limite passa a ser o equivalente à média mensal desses gastos nos três anos anteriores, multiplicada por seis.

 Além disso, o valor a ser considerado para o cálculo passa a ser o que foi empenhado. Hoje, na lei, considera-se o valor gasto. O projeto também estipula que, para o cálculo, os valores serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com essas mudanças, o limite disponível para gastos governamentais federais com propaganda no primeiro semestre de 2022 subiria de R$ 140,2 milhões para R$ 165,7 milhões. A estimativa é da Agência Câmara, com base em informações do Portal da Transparência.

Outra inovação do projeto é que os gastos com publicidade institucional ligada à pandemia de covid-19 não estariam sujeitos a esse limite. A exceção vale para a divulgação de atos e campanhas dos órgãos públicos contra a pandemia e para a orientação da população quanto a serviços públicos relacionados ao tema.

Licitações

Em outros dispositivos, o projeto trata de regras para a licitação e contratação de serviços de comunicação institucional, o que inclui gestão de redes sociais e serviços para otimização de mecanismos de busca (search engine optimization). Esses serviços deverão ser licitados pelas modalidades de técnica e preço ou melhor técnica, em vez do uso apenas do preço, como tem ocorrido atualmente por meio da modalidade pregão.

Para o autor do projeto na Câmara dos Deputados, Cacá Leão (PP-BA), a regra atende a um acórdão de 2016 da segunda câmara do Tribunal de Contas da União (TCU), que recomendou à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República o uso das práticas previstas na lei para contratar serviços de comunicação digital.

A exceção ao novo enquadramento fica por conta de serviços de impulsionamento de mensagens em ambiente virtual e da contratação de espaços publicitários e de mídia. Nesses casos, valerão as regras para contratação de serviços de publicidade pelo poder público. Fonte: Agência Senado, com informações da Agência Câmara