A primeira edição da Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano foi encerrada no sábado (16 de maio) com a exibição dos longas “Ventos de Agosto”, de Gabriel Mascaro, e “Tatuagem”, de Hilton Lacerda. A cerimônia de encerramento foi realizada entre duas sessões e revelou os curtas eleitos pelo júri popular: “106 Sociedade Estelita”, de Benedito Serafim (melhor documentário) e “Olhos de Botão”, de Marlom Meirelles (melhor ficção).
Na mesma ocasião foi exibido o curta “Pra tocar os dias”, resultado da oficina de realização audiovisual Documentando, da qual participaram doze alunos de diferentes profissões e áreas de atuação. O curta conecta cinco moradores de Afogados da Ingazeira que são músicos amadores: após as obrigações do trabalho, tocam seu instrumento. Ao cruzar realidades, o filme desenha a cidade de acordo com sua geografia humana.
Balanço positivo – Em três dias de programação, a Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano exibiu 26 curtas e longas-metragens e reuniu em torno de mil pessoas no histórico Cine São José, cuja lotação máxima é de 220 cadeiras. Entre o público havia quem nunca havia assistido a um filme feito em Pernambuco; além de pessoas adentraram pela primeira vez em uma sala de cinema.
“Esta primeira edição da mostra aproximou o público da região a obras e realizadores que vêm desenvolvendo um trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. Para a próxima edição, o objetivo é ampliar as ações formativas, em parceria com as escolas, assim como os debates com o público após as sessões”, diz William Tenório, idealizador e diretor do evento.
Outra atividade paralela foi a Oficina de Cineclubismo, ministrada por Yanara Galvão e Emanuel Dias e a mesa de debate na Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira – Fapopai, com a temática “O cinema como reflexo de seu tempo”.
A Mostra Pajeú de Cinema Pernambucano é realizada com o incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco (edital Revelando os Pernambucos), com apoio da Secretaria de Cultura e Esportes e a Secretaria de Educação de Afogados da Ingazeira.
Incentivando o desenvolvimento sustentável de Pernambuco, o fornecimento de alimentos para o Palácio do Campo das Princesas, pela primeira vez, será feito por meio da agricultura familiar. Foi publicado na edição da última quinta-feira (4) do Diário Oficial do Estado o contrato com a Cooperativa de Desenvolvimento Agricultura Familiar do Estado de Pernambuco (Coofeapa), no […]
Incentivando o desenvolvimento sustentável de Pernambuco, o fornecimento de alimentos para o Palácio do Campo das Princesas, pela primeira vez, será feito por meio da agricultura familiar. Foi publicado na edição da última quinta-feira (4) do Diário Oficial do Estado o contrato com a Cooperativa de Desenvolvimento Agricultura Familiar do Estado de Pernambuco (Coofeapa), no valor de R$ 97 mil.
Esta mesma cooperativa já fornece os alimentos utilizados nas merendas escolares da Rede Estadual de Ensino. Além de fomentar a produção agroecológica de alimentos, a contratação também representa mais economia para os cofres públicos. Somente em 2023, houve uma economia de R$ 933 mil na compra de alimentos para a sede do Governo do Estado, já que as despesas com alimentação caíram de R$ 1.229.771,1 em 2022 para R$ 296.618,2 no ano passado, uma diferença de 76%.
“Nosso governo tem o compromisso de fortalecer a agricultura familiar e, pela primeira vez, os suprimentos do Palácio do Campo das Princesas virão de pequenos produtores. Além de garantirmos uma alimentação mais saudável para os servidores, ainda vamos contribuir com a sustentação econômica dessas famílias de agricultores. Pernambuco tem mais de 280 mil unidades agropecuárias, sendo a maioria delas dedicada à agricultura familiar, então investir naqueles que vivem nas zonas rurais é, também, avançar no desenvolvimento socioeconômico do Estado”, destacou a governadora Raquel Lyra.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), Ellen Viégas, a contratação da cooperativa contribui para a geração de emprego no campo. “A aquisição de gêneros produzidos pela agricultura familiar valoriza a mulher e o homem do campo, oferecendo apoio à geração de emprego e renda para o pequeno agricultor. A compra direta garante tanto a qualidade dos produtos quanto menores preços”, disse.
“Fazer um processo desse porte significa maior incentivo à valorização do pequeno produtor. Também estamos contribuindo para o fomento da produção sustentável”, comentou a administradora do Palácio do Campo das Princesas, Suylliane Oliveira.
A Coofeapa fica no município de Camocim de São Félix, no Agreste, e cultiva mais de 40 produtos da agricultura familiar em 300 hectares. Atualmente, existem 290 cooperados, mas com a ampliação do contrato esse número deve crescer neste ano. “Esse incentivo da governadora Raquel Lyra vai ajudar muito a nossa produção. E para atender às demandas da merenda escolar e da sede do Governo do Estado devemos ampliar para mais de 500 cooperados”, afirmou o presidente da Coofeapa, Severino Carvalho.
O Juiz de Direito da Comarca de Buíque, determinou nessa sexta-feira que o prefeito do Município, Arquimedes Valença (PMDB) reintegre em dez dias, vários servidores que foram aprovados em concurso público e nomeados e empossados pelo ex-prefeito Jonas Camelo em 15 de dezembro de 2016. Os servidores alegaram que foram exonerados de seus cargos públicos […]
O Juiz de Direito da Comarca de Buíque, determinou nessa sexta-feira que o prefeito do Município, Arquimedes Valença (PMDB) reintegre em dez dias, vários servidores que foram aprovados em concurso público e nomeados e empossados pelo ex-prefeito Jonas Camelo em 15 de dezembro de 2016.
Os servidores alegaram que foram exonerados de seus cargos públicos sem responderem processo administrativo como assegura a Constituição Federal e argumentam ainda no mandado de segurança que são vitimas de perseguição politica, cujo argumento jurídico foi integralmente aceito pelo Juiz de Direito daquela Comarca, o Dr. João Eduardo Ventura Bernardo. Processo nº 000078-40.2017.8.17.0360. Impetrou o mandado de segurança o advogado Edilson Xavier.
Foram 5.337 operações contra 3.907 do aeroporto da Capital do Agreste. infraestrutura promete ampliar operações com mais investimentos A aviação regional nos aeroportos Oscar Laranjeiras, em Caruaru, e no Santa Magalhães, em Serra Talhada, completam um ano de operação comercial, nesta quinta-feira (11), com índices animadores. A procura por voos saindo e chegando às duas cidades […]
Foram 5.337 operações contra 3.907 do aeroporto da Capital do Agreste. infraestrutura promete ampliar operações com mais investimentos
A aviação regional nos aeroportos Oscar Laranjeiras, em Caruaru, e no Santa Magalhães, em Serra Talhada, completam um ano de operação comercial, nesta quinta-feira (11), com índices animadores.
A procura por voos saindo e chegando às duas cidades somaram, no total, em 9.244 passageiros transportados entre novembro de 2020 e outubro deste ano. Com duas frequências de embarques e desembarques em cada base, em aviões Cessna Gran Caravan com capacidade para nove passageiros, esse número é bastante expressivo para o Governo de Pernambuco, tendo em vista o cenário de pandemia. Só na Capital do Agreste usaram a malha aérea entre esses meses 3.907 pessoas em 756 operações. Já na cidade sertaneja, o modal foi escolhido por 5.337 passageiros nas 802 conexões disponibilizadas.
Para atender a atual demanda e a potencial futura do aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada, o Governo de Pernambuco segue atuando em intervenções para possibilitar a ampliação do equipamento, bem como o porte das aeronaves e de novos destinos. Entre as ações, foi realizada a implantação um terminal modular desmontável feito de containers. Além disso, se encontra em fase de elaboração o projeto básico para expansão do equipamento com o aumento da área do terminal de passageiros, a seção contra incêndio, o pátio de aeronaves, pista de pouso e decolagem e taxiways. O projeto possui o valor de R$ 856 mil. A estimativa da Seinfra é que sejam necessários recursos na ordem de R$ 22 milhões para a execução das obras.
Outros aeródromos – Além de Caruaru e Serra Talhada, o Governo de Pernambuco investe em ações para expandir a infraestrutura dos aeroportos da Ilha de Fernando de Noronha, de Araripina, Garanhuns, Arcoverde e Salgueiro. Para os aeroportos de Arcoverde e Salgueiro, por sua vez, a primeira etapa dos serviços de restauração do pavimento e sinalização da área de movimento das aeronaves estão orçadas no valor de R$ 3,5 milhões para cada base.
A terceira parcela do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será creditada nas contas das prefeituras brasileiras na próxima terça-feira (30). O repasse é referente ao 3º decêndio do mês, no valor de R$ 4.268.907.936,56, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização […]
A terceira parcela do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será creditada nas contas das prefeituras brasileiras na próxima terça-feira (30). O repasse é referente ao 3º decêndio do mês, no valor de R$ 4.268.907.936,56, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 5.336.134.920,70.
O levantamento dos Estudos Técnicos da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que de acordo com os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o 3º decêndio de julho de 2024, comparado com mesmo decêndio do ano anterior, apresentou um crescimento de 18,12% em termos nominais. O acumulado do mês, em relação ao mesmo período do ano anterior, teve crescimento de 11,20%.
A CNM ressalta que a arrecadação da base de cálculo do FPM subiu R$ 3,6 bilhões no terceiro decêndio de julho de 2024, passando de R$ 20,0 bilhões para R$ 23,7 bilhões. O fator preponderante para o aumento de 18,12% do FPM foi o crescimento de R$ 4,0 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), nas modalidades de rendimento do trabalho e do capital, que explica quase integralmente a variação positiva do fundo no terceiro decêndio. Contribuíram negativamente o IRPF (-R$ 40 milhões), o IRPJ (-R$ 329 milhões) e o IPI (-R$ 104 milhões).
A despeito do elevado crescimento do FPM até este momento, a CNM orienta aos gestores municipais o uso dos repasses com cautela e atenção. É de suma importância que o gestor tenha pleno controle das finanças da prefeitura, sobretudo no período final de mandato. A Confederação seguirá acompanhando de perto a evolução do FPM a fim de garantir a autonomia dos Municípios brasileiros. As informações são da Agência CNM Notícias.
Fotos: Roberto Arrais Cidade de 20 mil habitantes, no Sertão do estado, mantém hábitos europeus e uma economia em evolução Sebastião Araújo, especial para o blog Quem pretende ir ao comércio de Carnaíba exatamente ao meio-dia e um minuto vai se sentir em algum país da Europa, como a Itália e Espanha, onde a população […]
Cidade de 20 mil habitantes, no Sertão do estado, mantém hábitos europeus e uma economia em evolução
Sebastião Araújo, especial para o blog
Quem pretende ir ao comércio de Carnaíba exatamente ao meio-dia e um minuto vai se sentir em algum país da Europa, como a Itália e Espanha, onde a população costuma tirar a famosa “sesta”. Ao meio-dia todas as lojas fecham, aqui e acolá alguma permanece aberta, mas a grande maioria só volta a abrir às 14h e algumas abrem apenas às 15h. Parece que você está num fuso horário diferente. Esse costume é até justificado no Sertão. Sob um calor de 37 graus – na sombra, como se diz -, não é de se admirar que lojistas e funcionários aproveitem esse intervalo para um bom banho e uma soneca, após o almoço. Esta é uma das curiosidades da cidade que possui cerca de 20 mil habitantes.
Mas Carnaíba reserva outras peculiaridades, que chamam a atenção numa cidade do interior. Você vê lojas com placas na porta em português e inglês (fechado-closed, aberto-open) e uma delas se destaca das demais em todo o estado – e quiçá no mundo – por oferecer aos clientes e transeuntes um pequeno “bufê” na entrada. O serviço chama a atenção de quem passa pela rua José Martins, no Centro da cidade, uma das principais a sediarem o comércio, paralelamente à rua Saturnino Bezerra. Uma mesa montada na porta principal da Casa Carvalho, a partir das 6 da manhã, oferece café, chá de boldo, biscoito, bolacha, rapadura e água gelada para quem quiser, do caminhoneiro ao aposentado, que dão uma paradinha por lá para se abastecer. Durante todo o dia não faltam nenhuma das comidas e bebidas. Entre café e chá são produzidos entre 15 e 20 litros diariamente.
A loja também oferece bancos, como se fosse numa praça, para os clientes sentarem e ainda disponibiliza quatro banheiros. A iniciativa é do proprietário André Pereira de Carvalho Filho, 42 anos, um católico fervoroso que vê nesse diferencial da sua loja, o fato de agradecer a Deus pelo sucesso nos negócios. “É gratificante poder servir e recompensar o cliente”, revela Andrezinho, como é conhecido. A loja vende do prego ao terço, passando pela ração animal e ainda atende o consumidor na própria residência. “Se ele precisa fazer uma chave ou tem um liquidificador com problema, vamos até lá atendê-lo. Mantemos o corpo a corpo com o cliente e temos jogo aberto com ele ”, conta o comerciante. “Este serviço não afeta em nada no meu orçamento. É só motivo de elogio e de satisfação para mim”.
Profissionalismo
Iniciativas como a de Andrezinho, que unem o social ao empreendedorismo, só têm impulsionado o comércio de Carnaíba. São dezenas de lojas e boutiques de roupas, salões de beleza, barbearias da moda e um grande supermercado, o Avistão, que não fica a dever a nenhum outro da capital e possui até posto de atendimento bancário, algo inédito na região. Praticamente todo o comércio da cidade tem uma característica que permeia: a maioria dos comerciantes são oriundos da roça, antes eram proprietários de pequenas bancas na feira, e ofereciam serviços de forma bem acanhada. “Agora, todo mundo saiu do casulo e apareceu”, analisa Alexsandro Queiroz, 39 anos, dono do Avistão, que possui filiais em Iguaraci e Sertânia e deve abrir brevemente a maior loja da rede, num espaço de dois mil metros quadrados em Afogados da Ingazeira, terra natal de Alexsandro. “O comércio de Carnaíba cresceu, tornou-se competitivo e com qualidade”, avalia o empresário. Prova disso, é que até o final do ano será inaugurado o mercado público municipal com 32 boxes.
A informalidade e o desconforto de antes, deram lugar ao profissionalismo e adaptações à nova realidade do mercado. Mas ainda há quem preserve aquele gostinho de passado. Aos 75 anos e com 50 na praça, Manoel Pereira de Carvalho, o “seu” Maninho, mantém a Graciosa Móveis dentro de um mesmo padrão, desde a inauguração em 1970. As vendas são anotadas em um caderno e na ficha que o cliente recebe e na qual os pagamentos vão sendo registrados. E tem mais: ele ainda usa a figura do avalista e não tem empregado. A loja é conduzida pela mulher e filhos de “seu” Maninho. “Aqui, nós estabelecemos uma relação familiar com os clientes. Conhecemos bem todos eles”, garante o lojista.
Entidade lojista se fortalece
Apesar de ter sofrido um grande abalo com o “estouro” do Banco do Brasil, em 2017, pois as pessoas passaram a realizar suas transações bancárias em outras cidades, o comércio de Carnaíba vem se restabelecendo. O progresso é fruto de capacitações, cursos, palestras promovidas numa parceria de lojistas com entidades como o Sebrae, segundo destaca Luiz Gustavo Neves de Araújo, 36 anos, que está à frente do Núcleo de Dirigentes Lojistas (NDL), braço da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Afogados da Ingazeira. O NDL, que há poucos dias inaugurou a sede própria, contava com apenas quatro associados em 2017, quando surgiu, e atualmente possui 47. “Essa voz a gente não tinha antes. O comércio não tinha nenhuma representatividade e teve que se reinventar”, conta Luiz Gustavo, justificando o surgimento da entidade que comanda. “O NDL fortalece o comércio e luta pelo crescimento do município como um todo”, reforça.
Além das duas principais ruas do Centro, a José Martins e a Saturnino Bezerra, o comércio de Carnaíba vem ganhando espaço em outros locais, como a PE-320, que corta a cidade e onde estão localizados um novo posto de gasolina, oficinas de carro, revendedora de motos e madeireira, entre outros estabelecimentos. O comércio de bairro também está em crescimento, como no Santa Luzia e em Carnaíba Velha, que ganharam padaria, mercados e salões de beleza. “O crescimento vem trazendo a melhoria técnica”, explica Luiz Gustavo. Para exemplificar, o dirigente aponta a recente implantação do sistema de delivery. “Houve uma explosão desse serviço por parte de várias empresas e não apenas no segmento de alimentação”, diz ele.
O mais jovem barbeiro da cidade, Carlos Santos, preserva a tradição da profissão. Foto: Roberto Arrais.
Barbearias mantêm tradição
O salão é pequeno mas tem uma energia superpositiva. Na porta, o cliente é recebido por um cara de bermuda e chinelo, amante de rap. É Carlos Santos, de 19 anos, o mais jovem barbeiro de Carnaíba, no Sertão do Pajeú. Estudante de administração na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), campus Serra Talhada, ele transformou a garagem da própria casa na barbearia, que funciona há quatro meses. Carlos foi ajudante de pedreiro, ficou desempregado e acabou se beneficiando do auxílio emergencial do governo federal. “Com esse dinheiro resolvi investir em algo que desse lucro. A família também me apoiou e surgiu a barbearia”, relembra. “Estou satisfeito e otimista com a minha iniciativa, porque vejo os clientes voltarem, o que significa que estou no caminho certo”, acredita Carlos, que com mãos leves mas firmes comprova talento e habilidade.
Quem também resolveu apostar na profissão e se deu bem foi Doba ou Márcio Severino da Silva, como está na carteira de identidade. Aos 32 anos, instalado no bairro Caixa d’ Água, Doba tornou-se referência em Carnaíba nos segmentos barba trabalhada e cabelo tipo degradê, duas tendências atuais masculinas. A barbearia conta com minibar, setor de perfumaria e sinuca, entre outros serviços adicionais oferecidos aos clientes. “O boca a boca tem me ajudado bastante. Não posso reclamar da minha profissão”, salienta Doba.
Vai longe o tempo, então, em que Raimundo Barbeiro era um dos mais procurados na cidade. Nos anos 1980, Raimundo era famoso por decorar sua barbearia com fotos de clientes que iam falecendo. No entanto, existem barbeiros que mantêm hábitos e equipamentos do passado, como Antônio de Pádua Lima, 50 anos, o Antônio de Gitirana, que atende num bequinho no Centro da cidade. A barbearia é simples, e ele conserva uma cadeira da marca Ferrante, fabricada nos anos 1940, usada pelos clientes, e guarda como relíquia uma navalha original, daquelas que eram amoladas na pedra. Entre os cerca de dez barbeiros, que se distribuem por vários locais do município, Antônio continua com uma clientela garantida, formada em sua maioria pelo público da terceira idade. “Trabalho como barbeiro do passado e tenho muito orgulho do que faço”, frisa o barbeiro, que também é maestro da Banda Filarmônica Santo Antônio.
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