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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos no segundo turno. A diferença caiu de seis para dois pontos em cinco dias, e os candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro. Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com […]
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% e Lula (PT) com 49% dos votos válidos no segundo turno. A diferença caiu de seis para dois pontos em cinco dias, e os candidatos estão tecnicamente empatados pela margem de erro.
Na rodada anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio aparecia com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula. No levantamento atual, o candidato do PL oscilou dois pontos para baixo, enquanto o presidente avançou dois pontos.
O estudo foi realizado entre os dias 10 e 12 de outubro. Foram entrevistados 3 mil eleitores em 686 municípios das 27 unidades da Federação por meio de ligações para telefones celulares e fixos.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01209/2026.
O levantamento foi realizado pelo PoderData, empresa do grupo Poder360, com recursos próprios e parceria de divulgação do Aya Bancah.
A diferença entre os dois candidatos se aproxima do resultado registrado nas urnas no primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,16%, vantagem de 1,87 ponto percentual para o senador.
Nos recortes apresentados pela pesquisa, Lula aparece com 53% das intenções de voto entre as mulheres, contra 39% de Flávio. O candidato do PL registra vantagem no Centro-Oeste, com 55%, e no Sul, onde chega a 61%.
A rejeição dos candidatos apresentou pouca mudança. Entre os entrevistados, 46% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, mesmo percentual da rodada anterior. A rejeição a Flávio passou de 43% para 44%.
O levantamento também mediu a avaliação do governo. Segundo o PoderData/Aya, 50% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 44% aprovam. Outros 6% não souberam responder.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
Imagem: Reprodução
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Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparam cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12). O ato reuniu estudantes, movimentos sociais, parlamentares e outros grupos em defesa da reeleição do petista, da democracia e de direitos sociais. A mobilização se concentrou na altura do […]
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparam cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12). O ato reuniu estudantes, movimentos sociais, parlamentares e outros grupos em defesa da reeleição do petista, da democracia e de direitos sociais.
A mobilização se concentrou na altura do Posto 5 e ocupou as duas pistas da orla durante parte da tarde.
Lula não participou do ato. O presidente permaneceu em Brasília, onde participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida.
Entre as lideranças que acompanharam a manifestação no Rio estavam Benedita da Silva (PT), Jandira Feghali (PCdoB), Lindbergh Farias (PT) e outros parlamentares e representantes de movimentos políticos e sociais.
Os manifestantes usaram principalmente roupas vermelhas, bandeiras de apoio a Lula e cartazes com críticas a Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente no segundo turno. Também apareceram manifestações em defesa do fim da escala de trabalho 6×1, de políticas públicas e contra propostas de anistia.
A movimentação aumentou o fluxo de passageiros no transporte público. Estações de metrô de Copacabana, como Cantagalo e Siqueira Campos, registraram maior movimento durante o período do ato.
Entre os participantes ouvidos pela reportagem estava a professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, que foi à manifestação acompanhada de duas amigas. Ela relacionou sua presença à defesa da candidatura de Lula e à história da participação política das mulheres.
“Vim nesse ato pelo Lula e pelas mulheres que morreram para que eu pudesse votar. Tenho dois filhos e três netos e penso no futuro deles”, afirmou.
A estudante de pós-graduação Suelen Geovana, de 25 anos, saiu de Campo Grande, na Zona Oeste, para participar da mobilização. Ela citou educação, saúde e políticas de inclusão como motivos para estar no ato.
“Estou aqui porque luto pela democracia, pelo acesso à educação, à saúde e à igualdade para todos. Graças ao governo Lula, pude fazer uma faculdade pública. Entrei como cotista porque venho de uma família pobre”, declarou.
A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou os dois filhos, de 11 e 8 anos. Segundo ela, a presença das crianças tinha como objetivo aproximá-las do debate público e do funcionamento da democracia.
“Não quero que meus filhos cresçam num ambiente onde todo mundo pensa igual. Eu quero que eles tenham o direito de discordar. Esse é o processo democrático”, afirmou.
O ato em Copacabana fez parte de uma série de mobilizações realizadas após o primeiro turno. Manifestações semelhantes foram registradas em outras cidades do país, enquanto no Rio também estavam previstas atividades em Niterói, Quinta da Boa Vista, Arcos da Lapa e Nilópolis.
A mobilização carioca ocorreu um dia depois de Lula participar de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, acompanhado de aliados e apoiadores.
Fonte: Agência Brasil e O Globo
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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O crescimento do PL nas eleições de 2026 deverá ampliar significativamente a fatia de recursos públicos destinada ao partido. Com 121 deputados federais eleitos, 28 senadores na próxima legislatura e a maior votação nacional para a Câmara, a legenda tende a receber valores recordes tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral. O avanço do […]
O crescimento do PL nas eleições de 2026 deverá ampliar significativamente a fatia de recursos públicos destinada ao partido. Com 121 deputados federais eleitos, 28 senadores na próxima legislatura e a maior votação nacional para a Câmara, a legenda tende a receber valores recordes tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral.
O avanço do partido de Jair e Flávio Bolsonaro nas urnas terá reflexos diretos sobre seu caixa. Segundo a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, a bancada de 121 deputados federais será a maior registrada na Câmara desde a Constituinte de 1988.
O PL também ampliará sua presença no Senado. A legenda passará dos atuais 15 integrantes considerados na composição para 28 senadores a partir de 2027.
Além do número de parlamentares eleitos, o partido recebeu 25,8 milhões de votos para deputado federal em todo o país. Em 2022, haviam sido 18,2 milhões. O crescimento foi de aproximadamente 41,9%.
Esses números são importantes porque a votação para a Câmara e o tamanho das bancadas estão entre os critérios utilizados para distribuir recursos públicos aos partidos.
No Fundo Partidário, destinado ao funcionamento permanente das legendas, 95% dos recursos são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos na última eleição para deputado federal. Os outros 5% são divididos igualmente entre os partidos que cumprem os requisitos legais para receber a verba.
Em 2025, antes do crescimento registrado nas urnas deste ano, o PL já liderava os repasses. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que a legenda recebeu R$ 192,1 milhões em dotações do Fundo Partidário, além de R$ 16,4 milhões provenientes de multas eleitorais.
Com a votação alcançada em 2026, a participação do partido no fundo deverá aumentar a partir da nova composição, embora o valor final dependa do montante destinado ao Fundo Partidário em cada Orçamento da União.
Fundo Eleitoral pode passar de R$ 1 bilhão
O impacto também deverá aparecer no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), utilizado exclusivamente para financiar campanhas eleitorais.
Em 2026, o PL já recebeu a maior fatia do fundo entre todos os partidos: R$ 881,7 milhões de um total de aproximadamente R$ 4,96 bilhões.
Pelas regras atuais, 48% do Fundo Eleitoral são distribuídos conforme o número de deputados federais de cada legenda; 35% levam em consideração os votos obtidos para a Câmara; 15% são definidos pela representação no Senado; e os 2% restantes são divididos igualmente entre os partidos.
O crescimento do PL ocorre justamente nos três critérios que concentram a maior parte da distribuição.
Na Câmara, a bancada considerada na divisão do fundo deste ano tinha 98 deputados. Nas urnas de outubro, o partido elegeu 121.
No Senado, a representação aumentará de 15 para 28 integrantes. Somente a expansão das bancadas nas duas Casas, tomando como referência os valores distribuídos em 2026, representaria cerca de R$ 226 milhões adicionais nas parcelas vinculadas à representação parlamentar.
Além disso, entram no cálculo os 25,8 milhões de votos obtidos pelo partido para a Câmara.
Mantidas as atuais regras de distribuição e utilizado como referência um Fundo Eleitoral de tamanho semelhante ao deste ano, projeções indicam que a parcela destinada ao PL na eleição de 2030 poderá ultrapassar R$ 1,1 bilhão.
O valor, entretanto, não está definido. O tamanho do Fundo Eleitoral de 2030 ainda dependerá do Orçamento aprovado pelo Congresso, enquanto a divisão final também será influenciada pelas regras que estiverem vigentes naquele momento.
O desempenho eleitoral deste ano já coloca o PL em posição de ampliar sua participação nas duas principais fontes públicas de financiamento partidário e eleitoral do país.
Fonte: O Globo/Malu Gaspar
Foto: Reprodução
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O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Pablo Marçal e Rony Gabriel (Podemos-RS) removam, em até 24 horas, um vídeo que associava uma manifestação em apoio a Lula, realizada em São Paulo, ao consumo de cocaína. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) e […]
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Pablo Marçal e Rony Gabriel (Podemos-RS) removam, em até 24 horas, um vídeo que associava uma manifestação em apoio a Lula, realizada em São Paulo, ao consumo de cocaína.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (12) e atendeu a um pedido apresentado pelo PT à Justiça Eleitoral.
O conteúdo compartilhado nas redes sociais mostrava uma pessoa aparentemente consumindo uma substância e atribuía a cena ao ato realizado no domingo (11), na Avenida Paulista, em defesa da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise apresentada ao TSE, porém, mostrou que o vídeo já circulava antes da manifestação. A gravação havia sido publicada no X, no sábado (10), por uma conta localizada no Chile.
Para o ministro Marco Aurélio Bellizze, a utilização da imagem em um contexto diferente daquele em que foi originalmente divulgada pode configurar manipulação por descontextualização.
Na decisão, Bellizze afirmou que a reutilização de uma imagem anterior, associada posteriormente a outro acontecimento, pode criar aparência de prova para um fato que não ocorreu naquele evento.
O ministro também destacou que a situação ganha maior gravidade, em tese, quando o conteúdo é acompanhado de afirmações generalizadas sobre consumo de drogas e utilizado com finalidade eleitoral.
A determinação alcança o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o senador eleito Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel, que compartilharam o material nas redes sociais.
Os responsáveis pelas publicações têm prazo de 24 horas para retirar o conteúdo de seus perfis.
A decisão é liminar e ocorre durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial. O processo continuará sendo analisado pelo TSE.
Até a publicação da reportagem que revelou a decisão, Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre a ordem do tribunal.
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Fotos: Raul Luciano, Caio César e Antonio Milena
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que uma falha técnica no Pool de Mídias fez a propaganda de Flávio Bolsonaro (PL) ser exibida sem áudio na televisão nesta segunda-feira (12). A campanha pediu a reexibição do programa, e o tribunal informou que vai autorizar uma nova transmissão. O problema ocorreu no bloco do horário eleitoral […]
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que uma falha técnica no Pool de Mídias fez a propaganda de Flávio Bolsonaro (PL) ser exibida sem áudio na televisão nesta segunda-feira (12). A campanha pediu a reexibição do programa, e o tribunal informou que vai autorizar uma nova transmissão.
O problema ocorreu no bloco do horário eleitoral exibido por volta das 13h. As imagens do programa de Flávio foram transmitidas normalmente, mas praticamente todo o conteúdo foi ao ar sem som nas emissoras que integram a rede nacional.
Segundo o TSE, no momento da finalização das mídias, os áudios das propagandas de Flávio Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foram carregados.
A falha foi percebida durante a exibição do programa de Flávio. Como a propaganda de Lula seria transmitida na sequência, houve tempo para corrigir o material do petista antes de sua entrada no ar.
A campanha de Flávio afirmou que havia entregado o arquivo em condições normais e acionou a Justiça Eleitoral para solicitar a reexibição. O TSE informou que o pedido será atendido, mas, até o momento, não divulgou a data e o horário da nova transmissão. A definição será feita junto ao Pool de Mídias.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral) também apontaram um problema técnico ocorrido durante o processamento do material. Segundo as entidades, os arquivos enviados pela campanha estavam em condições normais.
Nas redes sociais, Flávio questionou o episódio e afirmou não acreditar que o ocorrido fosse uma coincidência. O candidato sugeriu que poderia ter havido uma tentativa de prejudicar sua propaganda.
Até agora, porém, não foi apresentada evidência pública de que a falha tenha sido provocada de forma deliberada. As explicações divulgadas pelo TSE e pelas entidades envolvidas na operação atribuem o episódio a um problema técnico.
O caso também provocou uma correção pública do SBT News. Inicialmente, o portal atribuiu a falha à Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Posteriormente, retirou a responsabilização e pediu desculpas pelo erro.
A EBC informou que não participou da etapa em que ocorreu o problema e que sua atuação se restringia à transmissão do conteúdo já finalizado pelo Pool de Mídias.
Segundo o SBT News, a falha ocorreu durante a conversão técnica do programa e foi cometida por um profissional da TV Senado que atuava na operação do pool naquele momento.
O TSE informou ainda que vai apurar as circunstâncias do problema para evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer durante o horário eleitoral do segundo turno.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução
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Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista. Lula terminou o […]
Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista.
Lula terminou o primeiro turno 1,9 ponto percentual atrás de Flávio, a menor distância entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989. Desde a redemocratização, porém, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu vencer a disputa presidencial na etapa seguinte.
Para o cientista político Leonardo Martins Barbosa, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o histórico precisa ser analisado junto com a diferença reduzida registrada neste ano.
“Embora nunca tenha havido uma virada de segundo turno em eleições presidenciais no Brasil, também nunca houve uma diferença tão pequena”, avaliou.
O cientista político Creomar de Souza, professor da Fundação Dom Cabral, considera a reversão difícil, mas não impossível. Para ele, um dos principais desafios está no pouco tempo disponível para que a campanha de Lula alcance segmentos que não conseguiu mobilizar no primeiro turno.
A abstenção aparece nesse cenário como um dos principais grupos disputados. No primeiro turno, 33,4 milhões de pessoas deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto.
Creomar observa que esse contingente representa um volume expressivo de votos disponíveis para as duas candidaturas. A cientista política Luciana Fernandes Veiga, da Unirio e da Fundação Getulio Vargas (FGV), pondera, entretanto, que eleitores que tradicionalmente se abstêm não são necessariamente fáceis de mobilizar durante a campanha.
O histórico recente reforça a avaliação. Em 2022, a abstenção caiu pouco entre as duas etapas da eleição presidencial: de 32,7 milhões de eleitores no primeiro turno, ou 20,95%, para 32,2 milhões, equivalente a 20,59%, no segundo.
Outro movimento acompanhado pelas campanhas é o destino dos votos dados aos candidatos que ficaram fora da disputa.
Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Terceiro colocado no primeiro turno, com mais de 3,4 milhões de votos, Cury anunciou sua posição após Flávio assumir compromissos por escrito com propostas apresentadas pelo escritor durante a campanha.
Renan Santos (Missão), por sua vez, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.
Os especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre como os eleitores dos candidatos eliminados poderão se comportar. O apoio formal de uma liderança não significa transferência automática dos votos recebidos no primeiro turno, e as duas campanhas trabalham para conquistar esses segmentos.
O resultado das eleições legislativas também aparece nas análises. O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou sua representação no Senado, movimento apontado pelos especialistas como um fator político relevante na disputa.
Para Lula, a estratégia passa por reduzir a abstenção, reconquistar eleitores que não repetiram o voto dado ao petista em eleições anteriores e buscar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados.
Flávio, por sua vez, tenta ampliar a vantagem obtida no primeiro turno, incorporar eleitores dos antigos adversários e também disputar o contingente que não compareceu às urnas.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Antonio Augusto/TSE
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Duas novas pesquisas nacionais vão atualizar nesta semana o cenário do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A Quaest divulga seu levantamento na quarta-feira (14), enquanto o Datafolha apresenta novos números na quinta-feira (15). Os dois levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e serão divulgados a […]
Duas novas pesquisas nacionais vão atualizar nesta semana o cenário do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A Quaest divulga seu levantamento na quarta-feira (14), enquanto o Datafolha apresenta novos números na quinta-feira (15).
Os dois levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e serão divulgados a menos de duas semanas do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A Quaest fará sua primeira pesquisa nacional após o primeiro turno. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e prevê 2.154 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais.
O trabalho de campo ocorre entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08729/2026.
Além da intenção de voto, a pesquisa deverá medir aspectos relacionados à definição da escolha dos eleitores e outros temas do cenário político.
Na quinta-feira (15), será a vez do Datafolha divulgar sua nova rodada sobre o segundo turno. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e prevê ouvir presencialmente 2.520 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país.
As entrevistas serão realizadas entre terça-feira (13) e quinta-feira (15). A margem de erro também é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00466/2026.
Esta será a segunda pesquisa Datafolha realizada no segundo turno. Os novos números permitirão comparar o cenário com o levantamento anterior e acompanhar eventuais movimentações nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Fonte: UOL
Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, o respeito à liberdade religiosa e repudiou ofensas motivadas pela fé. A declaração foi feita após uma missa no Palácio da Alvorada, em Brasília. A celebração em homenagem à padroeira do Brasil foi restrita a autoridades e convidados […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, o respeito à liberdade religiosa e repudiou ofensas motivadas pela fé. A declaração foi feita após uma missa no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A celebração em homenagem à padroeira do Brasil foi restrita a autoridades e convidados e também marcou o Dia das Crianças.
Ao falar com jornalistas depois da missa, Lula afirmou que diferentes crenças precisam conviver com respeito em uma sociedade democrática.
“Ninguém é obrigado a ser da mesma religião”, declarou o presidente, ao defender o respeito à fé e à espiritualidade de cada pessoa.
Além da questão religiosa, Lula voltou a tratar de políticas habitacionais. Ao lado de crianças que vestiam camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), destacou o programa Minha Casa, Minha Vida e afirmou que é possível reduzir o déficit habitacional por meio de investimentos voltados principalmente à população de menor renda.
Segundo o presidente, 85% das chaves das unidades habitacionais do programa são entregues prioritariamente a mulheres.
Lula também relacionou o tema à Campanha da Fraternidade de 2026, da Igreja Católica, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós”.
O presidente mencionou ainda a inclusão de bibliotecas em novos conjuntos habitacionais entregues pelo governo federal.
De acordo com Lula, R$ 30 bilhões já foram destinados a um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal para financiar reformas habitacionais.
Ele também projetou que o governo encerrará 2026 com 3 milhões de moradias contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida.
Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Sergio Lima/AFP
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que gostaria de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado e avaliou que haverá, a partir de 2027, ambiente político para a discussão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews. Tereza Cristina […]
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que gostaria de se tornar a primeira mulher a presidir o Senado e avaliou que haverá, a partir de 2027, ambiente político para a discussão de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram dadas em entrevista à GloboNews.
Tereza Cristina disse que já conversou sobre a sucessão no comando do Senado com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros parlamentares, mas ressaltou que as articulações ainda estão em estágio inicial.
“Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado”, afirmou. A senadora, que está na metade de seu mandato de oito anos, disse ainda que não sabe se buscará uma nova eleição e que gostaria de deixar um legado especialmente para as mulheres.
Segundo Tereza Cristina, ela já manifestou a Alcolumbre o desejo de sucedê-lo. A parlamentar ponderou, entretanto, que isso poderia ocorrer agora ou em outro momento e que a definição dependerá das articulações políticas e da composição do Senado a partir de 2027.
Outro nome citado nas negociações para a presidência da Casa é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Tereza Cristina afirmou que, por se considerar uma parlamentar de centro-direita, possui maior alinhamento político com Marinho.
A senadora também afirmou enxergar espaço, na próxima legislatura, para que o Senado discuta pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
“Eu vejo ambiente, sim”, declarou. Segundo ela, a atuação do STF esteve entre os temas apresentados aos eleitores durante a campanha para o Senado e deverá gerar cobranças sobre os parlamentares eleitos.
Tereza Cristina afirmou que o assunto não deve ser a única prioridade da Casa, mas defendeu que o Senado examine os fatos relacionados à atuação dos ministros da Corte dentro de suas atribuições constitucionais.
“Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal”, disse.
A presidência do Senado tem papel central nesse debate porque cabe ao comando da Casa dar encaminhamento aos pedidos apresentados contra ministros do STF. Davi Alcolumbre tem resistido ao avanço dessas iniciativas durante sua gestão.
A disputa pelo comando da Casa ganhou novo peso após as eleições legislativas. O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 2027, e nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina passaram a aparecer nas articulações para a sucessão de Alcolumbre.
Escala 6×1
Na mesma entrevista, Tereza Cristina comentou a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal. A senadora criticou a velocidade da tramitação durante o período eleitoral e afirmou que pretende discutir mudanças no texto.
Na avaliação dela, seria necessário mais tempo para analisar os efeitos da proposta. A votação em primeiro turno está prevista para quarta-feira (14) no Senado.
Tereza Cristina disse que a oposição ainda discutirá sua posição e que poderá apresentar emendas com o objetivo de modificar pontos da PEC.
A senadora também integra a direção do PP e participou, na semana passada, do anúncio de apoio da federação formada por PP e União Brasil à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.
Fonte: O Globo
Foto: Cristiano Mariz
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta segunda-feira (12) uma atuação isenta da Justiça Eleitoral e anunciou a implantação de um percurso para pedestres e ciclistas entre Arujá e Aparecida. As declarações foram dadas após missa no Santuário Nacional, no interior de São […]
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu nesta segunda-feira (12) uma atuação isenta da Justiça Eleitoral e anunciou a implantação de um percurso para pedestres e ciclistas entre Arujá e Aparecida. As declarações foram dadas após missa no Santuário Nacional, no interior de São Paulo.
Alckmin foi questionado por jornalistas sobre a atuação da Justiça Eleitoral após uma sequência de decisões envolvendo conteúdos da campanha presidencial e o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp.
“O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações. Vamos aguardar, eu acho que é importante a Justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política”, afirmou.
A declaração ocorre após decisões divergentes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo o canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para divulgação de conteúdos de apoio a Lula.
No domingo (11), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegou disseminação de informações falsas. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e autorizou sua reativação.
Nesta segunda-feira, relatório produzido pela equipe técnica do TSE informou que não encontrou, entre as publicações analisadas no canal entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações apontadas como falsas no processo.
“Caminho da Fé”
Durante a passagem por Aparecida, Alckmin também anunciou a inclusão de um projeto denominado “Caminho da Fé” na revisão da concessão da Rodovia Presidente Dutra.
Segundo o vice-presidente, a proposta prevê a implantação de 134 quilômetros de calçada e ciclovia entre Arujá e Aparecida, permitindo que peregrinos e ciclistas façam o percurso sem utilizar o acostamento da rodovia.
“Este ano é ano de revisão da concessão da Dutra, e incluímos na concessão, o que não estava, o Caminho da Fé, uma calçada saindo de Arujá e vindo até Aparecida. São 134 quilômetros de uma pista ao lado da Dutra e também uma ciclovia”, explicou.
Alckmin afirmou que o objetivo é reduzir os riscos enfrentados por quem atualmente percorre trechos da Dutra ou da Ayrton Senna pelo acostamento. A Rodovia Presidente Dutra é administrada pela concessionária RioSP.
Liberdade religiosa
O vice-presidente também foi questionado sobre a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e a circulação de informações durante a campanha eleitoral sobre uma suposta retirada do título de padroeira do Brasil.
Flávio Bolsonaro negou que pretenda retirar o título de Nossa Senhora Aparecida caso seja eleito.
Alckmin defendeu o respeito às diferentes crenças e afirmou que medidas contrárias às tradições religiosas são prejudiciais ao país.
“O Brasil é um país de paz. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos”, afirmou.
O vice-presidente também defendeu que cada pessoa tenha liberdade para seguir sua religião e que sejam respeitadas tanto as diferentes crenças quanto aqueles que não professam uma religião.
Alckmin participou das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional nesta segunda-feira.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução/Instagram
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O PL deve liberar seus senadores para votarem individualmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. A tendência ocorre depois de integrantes da oposição atuarem para tentar adiar a análise da medida para depois do segundo turno da eleição presidencial. Segundo O Globo, a expectativa é que […]
O PL deve liberar seus senadores para votarem individualmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. A tendência ocorre depois de integrantes da oposição atuarem para tentar adiar a análise da medida para depois do segundo turno da eleição presidencial.
Segundo O Globo, a expectativa é que o partido não feche questão nem estabeleça uma orientação única para seus parlamentares durante a votação no Senado. Na prática, cada integrante da bancada poderá decidir como votar.
A mudança de cenário ocorre às vésperas da análise da PEC em primeiro turno, prevista para quarta-feira (14). Nos últimos dias, integrantes do PL e da oposição defenderam o cumprimento integral dos prazos regimentais, movimento que poderia empurrar parte da tramitação para depois do segundo turno das eleições.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, vinha afirmando que a bancada ainda não havia consolidado uma posição sobre o mérito da proposta. Ele também criticou a votação durante o período eleitoral e classificou a iniciativa do governo de acelerar a tramitação como eleitoreira.
A provável liberação da bancada indica que existem posições diferentes dentro do próprio PL sobre a proposta. O partido já havia adotado estratégia semelhante durante a tramitação na Câmara, onde parte dos deputados votou favoravelmente ao texto e outra parte se posicionou contra.
A PEC 221/2019 prevê o fim da escala 6×1 ao estabelecer dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. O texto também reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
A mudança seria feita de forma gradual. A jornada passaria inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação da emenda. Depois de 12 meses, cairia para 40 horas semanais.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Para ser aprovada no plenário, uma PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação.
O Palácio do Planalto tenta concluir os dois turnos ainda antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Para isso, governistas articulam um acordo que permita reduzir o intervalo regimental entre as votações.
A discussão também entrou diretamente na campanha presidencial. Lula passou a cobrar publicamente uma posição de Flávio Bolsonaro sobre a PEC. O candidato do PL, por sua vez, tem criticado a forma como o governo colocou o assunto em pauta durante a eleição e defende mudanças trabalhistas baseadas em maior flexibilidade de contratação e remuneração por hora.
Nesta segunda-feira (12), questionado por jornalistas sobre como pretende votar a proposta no Senado, Flávio não respondeu e encerrou a entrevista sem apresentar uma posição sobre o texto.
Caso o PL confirme a liberação da bancada, os votos de seus senadores dependerão da posição individual de cada parlamentar, sem orientação partidária obrigatória.
Fonte: O Globo
Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado
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Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontraram, nas publicações analisadas do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, conteúdos iguais ou substancialmente semelhantes às informações apontadas como falsas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A conclusão consta de relatório elaborado pelo setor de combate à desinformação da Corte. A equipe técnica examinou mensagens de texto […]
Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontraram, nas publicações analisadas do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, conteúdos iguais ou substancialmente semelhantes às informações apontadas como falsas pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A conclusão consta de relatório elaborado pelo setor de combate à desinformação da Corte.
A equipe técnica examinou mensagens de texto e vídeos publicados no canal entre os dias 2 e 11 de outubro. O trabalho foi solicitado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, em meio à disputa judicial sobre a manutenção do espaço no WhatsApp.
Segundo o relatório, não foram identificadas nas publicações analisadas reproduções das informações apontadas no processo como falsas.
A análise, entretanto, também fez ressalvas à dinâmica do canal. Os técnicos identificaram o que classificaram como “atuação coordenada” para disseminação de conteúdos e apontaram o uso recorrente de linguagem polarizadora.
O “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha eleitoral.
A campanha de Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral alegando que o canal estaria sendo utilizado para espalhar desinformação sobre temas como Bolsa Família, aposentadorias e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Entre os pedidos apresentados estavam a suspensão do canal e medidas contra Janones.
No sábado (10), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou informações complementares à campanha de Flávio antes de decidir sobre o pedido de suspensão.
No domingo (11), Nunes Marques analisou outro pedido apresentado pela campanha do candidato do PL e determinou que o WhatsApp retirasse o canal do ar. O presidente do TSE considerou, naquele momento, que o espaço estaria reproduzindo conteúdos já considerados inverídicos pela Justiça Eleitoral.
Horas depois, Villas Bôas Cueva derrubou a suspensão e autorizou o restabelecimento do canal. O corregedor também encaminhou a controvérsia para análise do plenário do TSE.
O relatório técnico produzido posteriormente acrescentou ao processo a informação de que, no material efetivamente examinado entre 2 e 11 de outubro, não foram encontrados os conteúdos apontados como desinformação pela campanha de Flávio.
A conclusão da equipe técnica não encerra o processo nem representa uma decisão judicial sobre os pedidos apresentados. O documento será considerado pelo TSE juntamente com os demais elementos da ação.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que visitará o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (13). O encontro será o primeiro após o fim da suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada depois de Flávio […]
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (12) que visitará o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira (13). O encontro será o primeiro após o fim da suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi dada depois de Flávio participar de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília, durante as celebrações de Nossa Senhora Aparecida.
O candidato afirmou que não poderia fazer a visita nesta segunda-feira por causa do feriado e disse que a decisão de Moraes restabeleceu os encontros regulares com Jair Bolsonaro também na condição de familiar.
Segundo Flávio, a visita ocorrerá pela manhã. “Não apenas como advogado, mas também como filho”, afirmou ao comentar a retomada dos encontros.
O senador também disse estar ansioso para rever Jair Bolsonaro depois de mais de três meses sem contato presencial. “Estou ansioso para dar um abraço forte nele”, declarou.
Moraes autorizou nesta segunda-feira a retomada das visitas após o encerramento do prazo de 90 dias de suspensão. A Procuradoria-Geral da República havia se manifestado favoravelmente ao restabelecimento dos encontros, e o ministro considerou que não surgiram fatos novos que justificassem a prorrogação da medida.
A restrição foi determinada em julho, depois que Flávio divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai. Na ocasião, Moraes entendeu que a publicação violava a proibição imposta a Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais por intermédio de terceiros.
Apesar da liberação das visitas, o ministro manteve as restrições relacionadas à comunicação política do ex-presidente. Os encontros não poderão ser utilizados com finalidade político-eleitoral, e continua proibida a divulgação de manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro por terceiros.
A primeira visita ocorre durante a campanha do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) incluíram celebrações católicas nas agendas desta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida. Lula participou de uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada, enquanto Flávio, que é evangélico, foi à Catedral Metropolitana de Brasília. A missa no Palácio da […]
Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) incluíram celebrações católicas nas agendas desta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida. Lula participou de uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada, enquanto Flávio, que é evangélico, foi à Catedral Metropolitana de Brasília.
A missa no Palácio da Alvorada começou às 9h e reuniu um grupo restrito de convidados. Entre os presentes estavam a primeira-dama Janja da Silva, integrantes do governo, aliados políticos e representantes de movimentos sociais.
Também participaram da celebração o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e a ministra da Cultura, Margareth Menezes.
Nas redes sociais, Lula publicou registros da missa e uma mensagem em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. A participação do presidente ocorre em meio à repercussão que a padroeira do Brasil ganhou na campanha eleitoral nas últimas semanas.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou às 11h da Missa da Equipe Organizadora e Consagração das Partículas, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília. O candidato do PL esteve acompanhado de Alfredo Gaspar, candidato a vice em sua chapa.
Embora seja evangélico, Flávio incluiu a celebração católica em sua agenda no feriado dedicado à padroeira do Brasil.
Enquanto Lula e Flávio permaneceram em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participou das celebrações no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, acompanhado da esposa, Lu Alckmin.
As agendas religiosas ocorrem durante a campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
Fonte: O Globo
Fotos: Brenno Carvalho | Letícia Pille
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil correria o risco de seguir um caminho semelhante ao da Argentina caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A declaração foi publicada nas redes sociais durante a campanha para o segundo turno. Em postagens no Instagram e […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil correria o risco de seguir um caminho semelhante ao da Argentina caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A declaração foi publicada nas redes sociais durante a campanha para o segundo turno.
Em postagens no Instagram e no X, Lula associou Flávio ao que classificou como “modelo da direita” e utilizou o governo do presidente argentino Javier Milei como referência para criticar as propostas econômicas do adversário.
Em um dos vídeos divulgados pela campanha, a economista Daniela Marques, apresentada como coordenadora da área econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro, é citada no contexto da comparação com a Argentina.
A publicação da campanha de Lula afirma que as políticas adotadas no país vizinho contribuíram para o aumento da pobreza e para o fechamento de empresas, além de mencionar dificuldades enfrentadas por pessoas em situação de vulnerabilidade.
A partir dessa comparação, a campanha petista sustenta que propostas defendidas por Flávio Bolsonaro poderiam levar o Brasil a enfrentar problemas semelhantes.
Lula também retomou críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em outra publicação, mencionou o caso de uma criança chamada Miguel que, segundo o conteúdo divulgado pela campanha, precisou acionar a polícia em 2022 por falta de alimentos em casa.
O presidente afirmou ainda que, durante seu atual mandato, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome e relacionou o episódio às políticas sociais de seu governo. Ao comparar Jair e Flávio Bolsonaro, encerrou a publicação com a expressão “tal pai, tal filho”.
Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução
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O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, fez uma série de críticas ao cenário político nacional durante homilia celebrada nesse domingo (11), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ao abordar o segundo turno da eleição presidencial, ele afirmou que a disputa envolve mais do que os dois candidatos […]
O bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, Dom Limacêdo Antônio da Silva, fez uma série de críticas ao cenário político nacional durante homilia celebrada nesse domingo (11), na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Ao abordar o segundo turno da eleição presidencial, ele afirmou que a disputa envolve mais do que os dois candidatos e alertou para riscos envolvendo direitos sociais, democracia, soberania nacional e a futura composição do Congresso.
Ao longo da homilia, Dom Limacêdo relacionou suas preocupações ao modelo de sociedade que, segundo ele, estará em discussão no segundo turno. Embora nem sempre tenha citado nominalmente os candidatos nos trechos da celebração, fez referências a posições associadas ao campo bolsonarista e demonstrou preocupação com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.
“O que está em jogo não são duas pessoas que estão disputando o segundo turno. É um modelo de sociedade, atenção. É muito mais amplo do que duas pessoas, minha gente, ou do que dois ou três partidos. É o nosso futuro”, afirmou.
O bispo também disse enxergar risco de retrocessos democráticos. “Corremos o risco de enfrentar uma ditadura. Digo sem medo de dizer isso. Tenho responsabilidade em dizer isso”, declarou.
Dom Limacêdo afirmou que considera sua manifestação parte de sua responsabilidade pastoral e pediu que os fiéis analisassem o momento eleitoral “sem paixão, com raciocínio”.
Em outro trecho, o bispo questionou propostas de mudança na Constituição e demonstrou preocupação com a composição do próximo Congresso Nacional. Foi nesse momento que fez uma das declarações mais fortes da homilia.
“Mas qual é o problema da nossa Constituição atual que precisa ser mudada? Eis um perigo do fascismo chegar pelo Poder Legislativo. O Brasil já teve o golpe militar, pelos militares, mas poderá ter também uma ditadura querida, aplaudida e permitida pelo Legislativo dessa nação. Olhemos a formação do nosso futuro Congresso. É de preocupar, minha gente. Se o outro era ruim, esse parece que será pior”, disse.
Na sequência, voltou a defender que o voto seja analisado para além dos nomes que disputam a Presidência.
“Não vamos votar somente em uma pessoa. É no projeto de sociedade. Nós recebemos o Brasil como está hoje, os acertos e os erros. E o que é que vamos deixar com o nosso voto para aqueles que virão depois de nós?”, questionou.
Soberania e políticas públicas
Outro ponto abordado foi a relação do Brasil com os Estados Unidos. Dom Limacêdo criticou brasileiros que, segundo ele, estariam dispostos a subordinar interesses nacionais ao governo norte-americano.
“Incrivelmente, algumas pessoas do nosso país querem nos entregar aos Estados Unidos. Imagine, somos uma democracia adulta, minha gente. Não é perfeita, porque nenhuma é, mas temos todos os elementos necessários para sermos aquilo que somos”, afirmou.
Ele também criticou manifestações de reverência à bandeira norte-americana em detrimento dos símbolos brasileiros e questionou o uso do discurso patriótico nessas circunstâncias.
“Fico triste quando alguém, ao invés de respeitar a bandeira do Brasil, se curva, homenageia a bandeira dos Estados Unidos. Você é patriota fazendo isso? Está muito longe de ser patriota”, declarou.
A partir desse ponto, o bispo relacionou sua fala à preservação de políticas públicas e citou, entre outras medidas, as cotas e a ampliação do acesso ao ensino superior.
“Quantos de nós estudamos apoiados pelo governo do nosso país com as políticas públicas, as cotas? Quantos negros chegaram à universidade? Quantos são doutores, mestres na nossa região? Quantas pessoas tiveram acesso à universidade?”, perguntou.
Dom Limacêdo disse temer que conquistas desse tipo possam ser interrompidas. “Minha gente, vamos jogar tudo isso fora? Porque é possível que tudo isso pare, que tudo isso deixe de existir”, afirmou.
Em outro momento, disse que o país avançou em diferentes áreas e pediu atenção para evitar retrocessos. “Quanta coisa o nosso país, nós avançamos. Não podemos retroceder, minha gente. Vamos ser responsáveis, conversar com nossa família e ver quem, historicamente, quer bem à nação brasileira”, disse.
Mulheres e feminicídio
A situação das mulheres também entrou na homilia. Sem citar nomes, Dom Limacêdo criticou discursos que, na avaliação dele, naturalizam relações de submissão e questionam a existência do feminicídio.
“Vamos respeitar a nossa mãe, nossa irmã, a esposa, dialogar. O casamento é um diálogo permanente, é uma aliança, é um pacto. Pacto não para machucar, para mandar, para pisar, mas para servir, estar atento, dialogar, aprender junto, trabalhar junto, discernir junto”, afirmou.
O bispo também reagiu a declarações públicas que negam a existência do feminicídio. A fala ocorre em meio à repercussão das posições da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que questionou a tipificação desse tipo de crime.
“Como é que em nosso país alguém tem a coragem de dizer que não existe feminicídio na nação? Bastaria olhar para a nossa região do Pajeú. Aqui e acolá, um homem está no direito de matar a sua esposa e ainda diz que matou por amor? Não. Chegamos então à loucura. Quem ama não mata”, afirmou Dom Limacêdo.
Armas e formação das crianças
A presença de armas no cotidiano também foi criticada. O bispo relatou ter visto recentemente uma criança segurando uma arma enquanto era acompanhada pelos pais e usou o episódio para questionar os valores transmitidos às novas gerações.
“Como é que dias atrás eu vi, vocês devem ter visto, uma criança com uma arma na mão, comemorando com a permissão dos pais? Aquilo ali, quando eu vi, eu disse: não, o mundo está se acabando. Perdemos o juízo”, declarou.
Para Dom Limacêdo, a forma como crianças são educadas hoje terá consequências para a sociedade que será construída nos próximos anos. A mesma preocupação apareceu no encerramento da reflexão sobre as eleições, quando voltou a perguntar o que a atual geração deixará como herança para as seguintes.
Clique no link abaixo e confira, no canal da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, a celebração e a homilia de Dom Limacêdo na íntegra.
Imagem: Frame/Reprodução
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial. O encontro ocorre em meio ao aumento de processos apresentados pelas duas campanhas à […]
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, marcou para esta terça-feira (13) uma reunião com representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial.
O encontro ocorre em meio ao aumento de processos apresentados pelas duas campanhas à Justiça Eleitoral na reta final da disputa, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Segundo a reportagem, a reunião busca contribuir para manter a serenidade entre as campanhas diante da sequência de embates levados ao TSE.
Também existe a expectativa de que seja discutida a controvérsia envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado e coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a suspensão do canal. O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, solicitou inicialmente informações às partes antes de decidir sobre o pedido.
Posteriormente, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, proibindo a entrada de novos integrantes e o envio de novas mensagens.
Cueva, porém, suspendeu a decisão e restabeleceu o funcionamento do canal. Segundo o corregedor, a controvérsia deve ser analisada pelo plenário do TSE.
O caso ainda aguarda a definição de Nunes Marques sobre a inclusão do tema na pauta do colegiado.
Nesta segunda-feira (12), o presidente do TSE também solicitou informações relacionadas ao enfrentamento à desinformação durante a campanha eleitoral.
Fonte: Metrópoles
Foto: Breno Esaki
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Reeleito governador do Ceará no primeiro turno, Elmano de Freitas (PT) defendeu mudanças na forma como a esquerda trata a segurança pública e reconheceu que o campo político ao qual pertence precisa avançar na formulação de políticas de enfrentamento ao crime organizado. Em entrevista a O Globo, Elmano afirmou que o combate às facções deve […]
Reeleito governador do Ceará no primeiro turno, Elmano de Freitas (PT) defendeu mudanças na forma como a esquerda trata a segurança pública e reconheceu que o campo político ao qual pertence precisa avançar na formulação de políticas de enfrentamento ao crime organizado.
Em entrevista a O Globo, Elmano afirmou que o combate às facções deve ser tratado como um problema nacional e defendeu a construção de um acordo que envolva diferentes forças políticas.
“Sou da tese de que devemos fazer um grande acordo nacional, inclusive com a direita, para enfrentarmos as organizações criminosas como o maior problema do Estado brasileiro”, afirmou.
Para o governador, governos tanto de esquerda quanto de direita não conseguiram solucionar o avanço das organizações criminosas. Ele disse, porém, que a esquerda ainda elaborou pouco sobre políticas específicas de enfrentamento.
Elmano defendeu a ampliação do sistema prisional, penas mais duras para integrantes de organizações criminosas e medidas que mantenham presos membros de facções responsáveis por ameaças em comunidades.
“Precisamos deixar claro que o Estado precisa de mais presídios, que temos que endurecer as penas contra o crime organizado, e que a ameaça feita por um faccionado em um território não pode ser tratada como uma discussão comum”, declarou.
O governador também apoiou a PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, a integração entre as forças é necessária para uma nova etapa de enfrentamento ao crime organizado.
Questionado sobre os indicadores de violência no Ceará, Elmano citou dados do Ministério da Justiça de 2026 que, segundo ele, colocariam o estado na 13ª posição no índice de homicídios. Ele também afirmou que houve redução nos índices de roubos e homicídios e reconheceu que o controle territorial exercido por facções continua sendo um problema a enfrentar.
A entrevista também tratou da eleição no Ceará. Elmano foi reeleito no primeiro turno em uma disputa contra Ciro Gomes (PSDB). O petista criticou a reação do adversário ao resultado e disse lamentar que Ciro tenha contestado a eleição.
Segundo Elmano, o ex-governador não telefonou nem o cumprimentou pela vitória e posteriormente divulgou um manifesto questionando o processo eleitoral. Para o governador reeleito, colocar em dúvida um resultado sem elementos que sustentem a acusação contribui para desacreditar o processo democrático.
Elmano também comentou o segundo turno da eleição presidencial. Ele avaliou que, encerradas as disputas estaduais nos principais estados do Nordeste, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá concentrar esforços na eleição nacional.
O governador afirmou que pretende ampliar a votação de Lula no Ceará e disse que eventuais erros cometidos pela campanha presidencial no primeiro turno devem ser discutidos internamente.
Ao ser questionado sobre a defesa feita pela ex-senadora Kátia Abreu de uma campanha com “menos Janja e mais Alckmin”, Elmano classificou a discussão como “tolice”.
Para ele, tanto a primeira-dama Janja da Silva quanto o vice-presidente Geraldo Alckmin cumprem papéis na campanha, embora tenha ressaltado que Lula deve permanecer como figura central.
Elmano também foi questionado sobre futuras lideranças nacionais do PT. Citou Camilo Santana, Alexandre Padilha, Fernando Haddad e Rui Costa como nomes com condições de exercer esse papel, mas afirmou que a construção de uma liderança nacional depende de presença e conhecimento das diferentes regiões do país.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros estavam suspensos havia 90 dias e voltarão a seguir as regras anteriormente estabelecidas para a prisão domiciliar. A restrição chegou ao fim nesse domingo (11). A defesa de Jair Bolsonaro […]
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a retomada das visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os encontros estavam suspensos havia 90 dias e voltarão a seguir as regras anteriormente estabelecidas para a prisão domiciliar.
A restrição chegou ao fim nesse domingo (11). A defesa de Jair Bolsonaro havia comunicado ao STF que pretendia retomar os agendamentos diretamente com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, responsável pelo controle das visitas.
Os encontros deverão observar as condições já impostas pelo Supremo e as demais medidas que continuam em vigor.
A suspensão havia sido determinada por Moraes em julho, depois que Flávio publicou nas redes sociais uma carta escrita pelo pai com conteúdo político-eleitoral.
Na ocasião, o ministro entendeu que Jair Bolsonaro havia utilizado o filho como intermediário para divulgar uma manifestação nas redes sociais, contrariando a proibição de comunicação por meio de terceiros.
Flávio ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Outros familiares tiveram o regime de visitas restabelecido anteriormente, mas a restrição específica ao senador permaneceu até outubro.
Antes do fim do prazo, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a retomada dos encontros. Consultada por Moraes, a Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não foram identificados fatos novos que indicassem descumprimento das condições estabelecidas ou justificassem a prorrogação da medida.
Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.
Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho
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Do Farol de Notícias Reeleito com mais de 50 mil votos, o deputado estadual, Luciano Duque, entrou de vez na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado da governadora Raquel Lyra, o deputado serra-talhadense decidiu por não assumir a neutralidade e buscar votos para o presidente. Aliás, ele já vem fazendo isso nas redes sociais. Em conversa com […]
Reeleito com mais de 50 mil votos, o deputado estadual, Luciano Duque, entrou de vez na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado da governadora Raquel Lyra, o deputado serra-talhadense decidiu por não assumir a neutralidade e buscar votos para o presidente. Aliás, ele já vem fazendo isso nas redes sociais.
Em conversa com o Farol,o deputado disse que ‘já entrou em campo’ no diálogo com uma frente de prefeitos que lhe apoiam, e a preocupação, agora; é que os municípios garantam transporte gratuito no dia das eleições. “Estou nas bases no estado, já organizando. Onde tenho bases já estou trabalhando”, assegurou.
A relação entre Duque e o presidente Lula vem desde dos tempos em que foi prefeito de Serra Talhada, pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2021, por exemplo, ele já preparava o retorno de Lula em reuniões no Sertão do Araripe. “Vamos continuar conversando e trilhando um caminho de fortalecimento do nosso partido, focados na eleição de Lula e na retomada de um governo que cuide do seu povo, distribuindo a riqueza gerada pelo país para que as pessoas possam viver dignamente, mais felizes e com qualidade de vida”, reforçou.
“Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, só deve chegar aos cinemas brasileiros em 2027. Apesar de já ter obtido um registro inicial na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção ainda precisa concluir etapas para exploração comercial, passar pela classificação indicativa e ser dublada antes do lançamento no país. A […]
“Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, só deve chegar aos cinemas brasileiros em 2027. Apesar de já ter obtido um registro inicial na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção ainda precisa concluir etapas para exploração comercial, passar pela classificação indicativa e ser dublada antes do lançamento no país.
A nova previsão foi apresentada pela Europa Filmes, responsável pela distribuição do longa no Brasil. Segundo o diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, o filme está finalizado, mas o processo necessário para colocá-lo comercialmente nas salas de cinema ainda não foi concluído.
“Dark Horse” já obteve o Registro de Obra Estrangeira (ROE) na Ancine. O documento, entretanto, funciona como uma etapa inicial e não representa autorização definitiva para exibição comercial.
A produção ainda precisa obter o Certificado de Registro de Título (CRT), também emitido pela Ancine, e passar pela classificação indicativa do Ministério da Justiça antes de chegar ao circuito brasileiro.
Outro fator que interfere no cronograma é a dublagem. O filme tem aproximadamente 1 hora e 40 minutos, diálogos em inglês e elenco predominantemente estrangeiro. A Europa Filmes pretende disponibilizar cópias dubladas em português para a exibição nacional.
Segundo a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, um trailer destinado ao mercado brasileiro já foi editado e dublado, mas a previsão é de que ele seja divulgado somente depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
A estratégia busca afastar a produção da reta final da campanha eleitoral e reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral. O filme retrata principalmente a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente.
Além das questões comerciais e burocráticas, “Dark Horse” está no centro de investigações sobre seu financiamento.
Um relatório da Polícia Federal tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, revelou que o plano de negócios apresentado para o longa trabalhava com projeções consideradas elevadas pelos investigadores.
O documento previa três cenários para a arrecadação nas bilheterias: US$ 45 milhões no cenário pessimista, US$ 70 milhões no conservador e US$ 100 milhões no otimista.
A própria Polícia Federal comparou as projeções ao desempenho de “Minha Mãe é uma Peça 3”, que arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões, equivalentes à época a cerca de US$ 30 milhões, e é apontado como o maior resultado de bilheteria do cinema nacional.
Na avaliação registrada pela PF, o cenário mais otimista projetado para “Dark Horse” superaria em mais de três vezes esse resultado. Os investigadores apontaram que o descompasso entre as projeções e os parâmetros do mercado justificava o aprofundamento da apuração sobre a viabilidade econômica e a destinação dos recursos. A avaliação, por si só, não representa constatação de crime.
Outro ponto analisado pelas investigações é a distribuição das despesas do filme. Uma perícia privada contratada pela própria Go Up Entertainment, produtora responsável pela obra, calculou um custo total de aproximadamente R$ 75 milhões.
Desse montante, cerca de R$ 54,2 milhões, correspondentes a 72% das despesas declaradas, teriam sido gastos nos Estados Unidos. Os outros R$ 20,9 milhões foram atribuídos à produção no Brasil.
Os gastos no exterior incluem desenvolvimento do projeto, pré-produção, filmagens e pós-produção. A documentação financeira das despesas realizadas nos Estados Unidos, contudo, tornou-se um dos pontos de interesse da Polícia Federal.
A produtora americana informou que não autorizaria a entrega de sua documentação contábil e bancária diretamente às autoridades brasileiras sem um procedimento formal de cooperação internacional ou determinação da Justiça dos Estados Unidos.
A perícia privada sustenta que os recursos analisados têm origem privada e afirma não ter identificado utilização de dinheiro público no material examinado. O laudo, porém, foi contratado pela própria produtora, limitou suas conclusões à documentação disponibilizada e não identificou individualmente todos os investidores responsáveis pelos aportes.
As investigações ganharam força depois da divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre recursos destinados à produção.
Flávio já confirmou que participou da busca de financiamento privado para o filme e nega irregularidades ou qualquer contrapartida relacionada aos recursos. A Polícia Federal segue apurando a origem, o caminho e a destinação do dinheiro.
Com a estreia agora projetada para 2027, a Europa Filmes ainda não definiu uma data específica para o lançamento nacional.
Fonte: O Globo/Malu Gaspar
Foto: Foto: Marcelo Camargo | Reprodução
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A disputa presidencial de 2026 provocou um salto na judicialização eleitoral. Levantamento identificou 698 processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) somente no primeiro turno. O volume representa crescimento de 165% em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram registrados 263 […]
A disputa presidencial de 2026 provocou um salto na judicialização eleitoral. Levantamento identificou 698 processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) somente no primeiro turno.
O volume representa crescimento de 165% em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram registrados 263 processos relacionados às duas principais campanhas presidenciais, de Lula e Jair Bolsonaro.
Na comparação com 2018, quando Jair Bolsonaro disputou a Presidência contra Fernando Haddad (PT), o aumento chega a 147%. O levantamento considerou as três últimas eleições presidenciais realizadas integralmente sob o sistema eletrônico de processos do TSE.
Dos 698 processos identificados neste ano, 358 tiveram como origem um confronto direto entre as campanhas de Lula e Flávio. Em 2022, foram 77 casos desse tipo. Em 2018, 38.
A campanha de Flávio Bolsonaro e o PL aparecem como os responsáveis pelo maior número de acionamentos no primeiro turno. Foram 343 processos, equivalentes a 49,1% do total levantado. As ações tiveram como alvos Lula e também integrantes ou aliados de sua campanha.
Lula e sua campanha foram responsáveis por 265 processos, ou 37,9% do total. A maior parte foi direcionada contra Flávio Bolsonaro e o PL, mas houve também ações envolvendo outros candidatos e aliados.
As representações foram o instrumento mais utilizado pelas campanhas, com 355 casos. Nesse tipo de ação, partidos ou candidatos pedem ao TSE providências para interromper uma conduta considerada irregular. Os pedidos de direito de resposta somaram outros 206 processos.
Segundo o levantamento, 44% das representações já tiveram alguma decisão. Desse conjunto, 55 decisões favoreceram Lula e 50, Flávio Bolsonaro.
Considerando especificamente os pedidos apresentados pelas duas campanhas, 33 solicitações do PL foram acolhidas e 23 rejeitadas. No caso da campanha de Lula, 30 pedidos foram atendidos e 13 negados.
Entre os temas que chegaram ao TSE estão publicações em redes sociais, pedidos de retirada de conteúdos, direitos de resposta, uso de inteligência artificial e acusações de desinformação.
Um dos episódios ocorreu em torno de publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A controvérsia chegou também ao Supremo Tribunal Federal (STF) e provocou divergências sobre os limites das ordens de retirada de conteúdo.
Outro embate envolveu a chamada “trend do Osmarzinho”, utilizada pela campanha de Lula para associar Flávio a investigações envolvendo o Banco Master e ao antigo caso das chamadas rachadinhas. Inicialmente, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do conteúdo, mas a decisão foi posteriormente revertida pelo tribunal.
Para especialistas ouvidos pela reportagem, o crescimento da judicialização está relacionado à incorporação da Justiça Eleitoral como parte da estratégia das campanhas, à ampliação dos espaços de propaganda, especialmente nas plataformas digitais, e à maior especialização dos escritórios de advocacia eleitoral.
Fonte: O Globo
Foto: Nelson Almeida e Brenno Carvalho
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Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou uma postura mais incisiva no segundo turno das eleições. A percepção foi relatada à coluna de Bela Megale, de O Globo. Segundo a publicação, integrantes das duas cortes consideram que Nunes Marques […]
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o presidente da Corte Eleitoral, Kassio Nunes Marques, adotou uma postura mais incisiva no segundo turno das eleições. A percepção foi relatada à coluna de Bela Megale, de O Globo.
Segundo a publicação, integrantes das duas cortes consideram que Nunes Marques deixou para trás a postura de equilíbrio que buscava demonstrar anteriormente e passou a interferir de maneira mais direta em processos relacionados à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Um dos episódios que ampliaram o incômodo ocorreu nesse domingo (11), quando Nunes Marques determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.
O canal, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), já era objeto de uma ação sob relatoria do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. No sábado (10), Cueva havia solicitado que a campanha de Flávio apresentasse informações adicionais antes de decidir sobre a suspensão.
Nunes Marques, entretanto, analisou outro pedido e determinou que o WhatsApp retirasse o canal do ar. Horas depois, Cueva restabeleceu o funcionamento do espaço e decidiu encaminhar a controvérsia ao plenário do TSE.
A atuação do presidente da Corte também passou a ser observada em outros processos. Em um julgamento no plenário virtual, cinco dos sete ministros já haviam votado pela retirada de conteúdos publicados por Flávio Bolsonaro quando Nunes Marques pediu destaque, levando a discussão para o plenário presencial e adiando a conclusão.
Outras representações apresentadas pela campanha de Lula, envolvendo publicações atribuídas a Flávio e apoiadores, também tiveram análises liminares negadas, adiadas ou encaminhadas para produção de provas.
A avaliação de que Nunes Marques teria entrado em “modo tratoraço”, no entanto, é atribuída pela coluna a ministros ouvidos reservadamente e não representa uma posição institucional do TSE ou do STF.
Nunes Marques preside o Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2026.
Fonte: O Globo/Bela Megale
Foto: Luiz Roberto/TSE
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nesse domingo (11) à movimentação de aliados por espaços em um eventual governo e afirmou que ninguém está autorizado a prometer cargos ou ministérios em seu nome. A manifestação ocorreu após diferentes grupos políticos e econômicos passarem a discutir nomes para uma eventual composição ministerial caso Flávio […]
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reagiu nesse domingo (11) à movimentação de aliados por espaços em um eventual governo e afirmou que ninguém está autorizado a prometer cargos ou ministérios em seu nome.
A manifestação ocorreu após diferentes grupos políticos e econômicos passarem a discutir nomes para uma eventual composição ministerial caso Flávio vença o segundo turno da eleição presidencial.
“Qualquer pessoa que esteja usando o meu nome e prometendo cargos ou ministérios é um picareta! Não acredite!”, escreveu o candidato nas redes sociais.
Segundo O Globo, integrantes da campanha afirmam que a mensagem não foi direcionada a uma pessoa específica, mas surgiu diante da avaliação de que era necessário conter a antecipação das discussões sobre espaços em um eventual governo.
As articulações envolvem aliados do núcleo bolsonarista, integrantes de partidos do Centrão, nomes ligados ao mercado financeiro e representantes de grupos que apoiam a candidatura de Flávio.
A movimentação também ganhou repercussão depois de Eduardo Bolsonaro afirmar, em entrevista ao SBT News, que as nomeações de ministros de um eventual governo do irmão passariam pelo aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Eduardo acrescentou que essas conversas deveriam ocorrer somente depois do segundo turno.
Flávio, por sua vez, direcionou a manifestação deste fim de semana à campanha eleitoral e pediu que apoiadores priorizem a busca por votos de eleitores que não compareceram no primeiro turno e daqueles que ainda estão indecisos.
Fonte: O Globo
Foto: Charles Vieira/ Divulgação
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Lideranças políticas de Pernambuco que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram, durante ato realizado no Recife nesse domingo (11), que pretendem intensificar a mobilização para reduzir a diferença registrada no primeiro turno da eleição presidencial. Entre os participantes estava o senador Humberto Costa (PT), que classificou uma reversão do […]
Lideranças políticas de Pernambuco que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram, durante ato realizado no Recife nesse domingo (11), que pretendem intensificar a mobilização para reduzir a diferença registrada no primeiro turno da eleição presidencial.
Entre os participantes estava o senador Humberto Costa (PT), que classificou uma reversão do resultado como “perfeitamente possível” e defendeu a continuidade da mobilização até o segundo turno.
Também participaram do ato a senadora Teresa Leitão (PT), o deputado estadual João Paulo (PT), a deputada estadual Dani Portela (PT) e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
As lideranças destacaram como prioridades a busca por eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e a ampliação das ações de campanha nas ruas e nas redes sociais.
João Paulo afirmou que o grupo pretende concentrar esforços também entre os eleitores que se abstiveram. Já Dani Portela defendeu a combinação da mobilização presencial com maior atuação nas plataformas digitais.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 56.104.268 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.876.617 votos, ou 45,16%. A diferença entre os dois foi de 2.227.651 votos.
Luciana Santos também criticou a atuação das plataformas digitais e citou a controvérsia envolvendo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O espaço chegou a ter a suspensão determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mas a medida foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
Fonte: Diário de Pernambuco
Fotos: Weslly Gomes | Sandy James
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As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica. A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da […]
As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica.
A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da classe política de voltar ao poder, ao todo 22 se candidataram na disputa pela presidência, número que perdura até hoje como o maior.
No primeiro turno das eleições destacaram-se Fernando Collor de Mello (PRN), Leonel Brizola (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mário Covas (PSDB) e Paulo Salim Maluf (PDS), com o segundo turno tendo a disputa entre Collor e Lula. Tanto a direita, quanto a esquerda tinham um representante com grandes chances de vitória, o que resultou em uma eleição extremamente disputada.
Cada um dos candidatos construiu sua imagem na mídia, através de entrevistas e debates transmitidos pelas grandes redes de televisão. Lula ainda se atrelava aos seus ideais sindicalistas que pararam o bairro do ABC paulista na década de 70, trazendo para si uma imagem de “líder socialista”, apesar do mesmo afirmar que essa não era a sua intenção. Porém Lula tinha o apoio de candidatos como Leonel Brizola (PDT) e Mário Covas (PSDB), o que lhe trouxe uma grande força para a disputa do segundo turno.
Collor, por outro lado, era um candidato que se baseava muito mais na imagem para atrair os votos. Apelidado como Caçador de Marajás, por suas políticas de moralização do serviço público, usava de frases de efeito e boa estampa nas televisões para conquistar o eleitorado. “Com boa aparência, um discurso carismático e o apoio financeiro do empresariado brasileiro, Collor se transformou na grande aposta da direita” (SOUSA, 2017, p.1). Na reta final das eleições, os debates passaram a ter um peso massivo para os ambos. Os brasileiros consideraram Collor superior nos últimos debates, e esse fator foi decisivo para ser empossado como presidente do Brasil.
Muitos afirmam que a vitória de Collor se deu pela manipulação e edição da Rede Globo no debate. As suspeitas poderiam ser confirmadas com a vitória de Collor nas urnas.
Dados mais concretos também podem ser observados: “Um relatório da DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), divulgado em 08/12/89, aponta o favoritismo da Rede Globo para Fernando Collor de Mello: ele teria 78,55% mais tempo de divulgação no noticiário político, se comparado ao do seu concorrente Lula, no período de 27/11 a 06/12/89.” (AVELAR, 1992, p. 9).
Em 2011, em entrevista ao Globo News, Boni, então diretor da emissora, afirmou: “Todo aquele debate foi produzido. Não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo, mas a parte formal nós é que fizemos”. Boni sugeriu e Collor não aceitou simular gotas de suor no candidato.
Até mesmo o ex-presidente Fernando Collor admitiu ter tido uma vantagem sobre Lula. Provando então a teoria que a televisão teria poder suficiente para moldar uma nova realidade, e influenciar o povo que pela falta de acesso a outros meios, se informam apenas pela mídia televisiva.
Grupo de prefeito teria orientado “não perder nenhum voto”. Caso foi parar na Câmara de Vereadores O blog teve acesso a imagens exclusivas no distrito de Maravilha, Custódia, em que uma pessoa em estado vegetativo apareceu e “votou” no domingo passado. O caso foi denunciado pelo vereador Cícero Bento, do PSB, na última sessão, ao […]
Grupo de prefeito teria orientado “não perder nenhum voto”. Caso foi parar na Câmara de Vereadores
O blog teve acesso a imagens exclusivas no distrito de Maravilha, Custódia, em que uma pessoa em estado vegetativo apareceu e “votou” no domingo passado.
O caso foi denunciado pelo vereador Cícero Bento, do PSB, na última sessão, ao dizer que a oposição foi votada livremente, ao contrário do bloco de Messias do DNOCS e Manuca. “Levar pessoas quase que mortas às sessões para votar. Pessoas que já não estão em si, andando em cadeiras de rodas, praticamente mortas”.
Segundo a denuncia ao blog, na escola da comunidade não houve fiscalização da oposição local. “Tinha apenas pessoas ligadas à prefeitura, inclusive mesários, que liberaram a pessoa para a cabina de votação acompanhado do que parece ser um parente”, diz um Internauta Repórter. Ou seja, orientação era conseguir o maior número de votos possíveis para o bloco governista.
Pessoas nessas condições não devem ser levadas para votar
Pessoas com esse tipo de limitação não devem ser levadas para votar. Mesmo para idosos com condições de ir às sessões acima de 70 anos o voto é facultativo.
Já pessoas com dificuldade de locomoção podem entrar na cabine de votação acompanhadas por alguém de sua total confiança para auxiliá-las no teclado da urna. Mas não se aplica a esse caso.
O blog encaminhou a denúncia para a Assessoria de comunicação do TRE e aguarda um posicionamento.
Viagens e problemas de saúde foram os motivos mais citados pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9). O desinteresse pela eleição aparece na terceira posição. De acordo com o levantamento, 19% dos entrevistados que não votaram disseram que estavam viajando ou […]
Viagens e problemas de saúde foram os motivos mais citados pelos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (9). O desinteresse pela eleição aparece na terceira posição.
De acordo com o levantamento, 19% dos entrevistados que não votaram disseram que estavam viajando ou fora da cidade no dia da eleição. Outros 18% apontaram questões de saúde ou doença como motivo da ausência.
O desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou a falta de um candidato em quem votar foi mencionado por 13%. Já 9% disseram que não compareceram porque estavam trabalhando.
Entre as demais razões aparecem a falta de documentos, citada por 7%, e a distância até o local de votação, mencionada por 6%. Outros 5% disseram que tinham compromissos ou estavam ocupados no horário da eleição.
Fila ou local de votação cheio foi a justificativa apresentada por 4% dos entrevistados. O mesmo percentual mencionou a idade. Outros motivos somaram 17%, enquanto 3% não souberam responder.
O primeiro turno, realizado no domingo (4), registrou abstenção de 21,08% do eleitorado. Mais de 33 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceram às urnas, o maior percentual em uma eleição geral desde 1998.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 6 e 7 de outubro. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026.
Fonte: G1/Datafolha
Foto: Reprodução
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A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que “problemas técnicos” contribuíram para a redução do alcance de conteúdos ligados à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa, porém, rejeitou a acusação de que estaria favorecendo Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A manifestação da empresa ocorre depois de a […]
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que “problemas técnicos” contribuíram para a redução do alcance de conteúdos ligados à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa, porém, rejeitou a acusação de que estaria favorecendo Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
A manifestação da empresa ocorre depois de a campanha de Lula acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando suspeitas de interferência no processo eleitoral.
Em nota, a Meta afirmou que os problemas relatados não atingiram exclusivamente o Brasil nem contas específicas de suas plataformas.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas”, declarou a empresa.
A Meta também afirmou que cumpre as normas eleitorais brasileiras e que está comprometida com a isonomia entre os usuários de suas plataformas.
A campanha de Lula contesta a explicação. Segundo o PT, a empresa reconheceu falhas, mas não apresentou evidências de que problemas semelhantes tenham atingido outros candidatos no Brasil.
Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrou, em média, engajamento 2,96 vezes superior ao perfil de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. O dado é apresentado pela campanha como um dos elementos que justificam o pedido de investigação.
O TSE determinou que a Meta apresente esclarecimentos em até 48 horas. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou informações sobre eventuais restrições na distribuição de conteúdos do perfil de Lula, exclusões dos mecanismos de recomendação e possíveis bloqueios geográficos.
Na decisão, Bellizze destacou que os dados necessários para esclarecer as acusações estão sob controle da própria plataforma, incluindo registros de moderação, distribuição de conteúdo, anúncios e autenticidade das contas.
A existência de problemas técnicos foi reconhecida pela Meta, mas a acusação de favorecimento eleitoral apresentada pela campanha de Lula ainda não foi comprovada e será analisada pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Agência Brasil
Foto: Dado Ruvic/Reuters
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A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa, é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo, mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa: Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas […]
A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa, é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo, mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:
Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.
Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.
Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?
Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.
Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?
Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.
Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.
Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.
O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.
Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.
Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.
Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.
Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.
A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.
Primeira vez
Reportagem de Rafael Souza para o G1 mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno, mas era candidata.
Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio
O Deputado Federal e presidente do PT, Carlos Veras, disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.
O cálculo de Raquel
No primeiro turno, Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação, já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas, o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff, evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.
Cadê Túlio?
Como esperado, Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente, foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora, o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.
Em vão
O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.
Conta errada
Tonico Araújo, da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry, que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país, o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.
Que fase…
Depois de Mendonça Filho, que perdeu seis eleições majoritárias, outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina, porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal, com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.
Prêmio de consolação
O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história, mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população, ou queriam fazê-lo, como Coronel Meira, Pastor Eurico, Charlles de Tiringa, Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.
Frase da semana:
“O presidente tem palanque em Pernambuco”.
Da governadora Raquel Lyra, em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.
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