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Opinião: um louco na Casa Branca

Por Nill Júnior

O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou um verdadeiro caos nos mercados financeiros de todo o mundo nos últimos dias. Esse é o tema do meu comentário ao Sertão Notícias, da Cultura FM.

Desde o dia 2 de abril, quando Trump anunciou tarifas de 10% a 50% sobre produtos importados de mais de 180 países, as bolsas de valores viveram quedas e saltos históricos, relacionados às decisões do republicano.

Os investidores temem que as tarifas encareçam os produtos que chegam ao país, pressionando a inflação e diminuindo o consumo, o que pode provocar uma desaceleração da maior economia do mundo e até uma recessão global.

Neste contexto, “a incerteza de como vão ficar as relações comerciais e o impacto que isso tem na economia faz com que os investidores fujam dos ativos de risco e busquem proteção”, explica o analista financeiro Vitor Miziara ao G1.

As bolsas de valores dos EUA, Ásia e Europa despencaram nos dias seguintes à divulgação do tarifaço e caíram ainda mais à medida em que a China anunciou retaliações às taxas americanas, ampliando os efeitos da guerra comercial entre os dois países.

A alta, porém, não foi suficiente para compensar as perdas da maioria dos ativos, com investidores ainda cautelosos com as inúmeras tarifas que seguem em vigor, apesar da redução, e a escalada da guerra tarifária com a China.

Nenhuma novidade. Os americanos escolheram o caos.

Na política interna, já era previsto um aumento da repressão aos imigrantes, um desinvestimento nas políticas ambientais, aumento de investimentos na matriz energética dos combustíveis fósseis, uma desregulamentação das relações econômicas e de trabalho e uma forte adoção do protecionismo no comércio exterior. As políticas conservadoras no plano da moralidade e dos costumes também estão sendo fortalecidas, seja no plano legislativo ou no plano de ações proibitivas.

Aldo Fornazieri, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Doutor em Ciência Política pela USP, foi Diretor Acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), onde é professor. É autor de ‘Liderança e Poder’, avisou:  “Trump travará uma guerra comercial e pela liderança tecnológica sem limites com os chineses. As consequências para a economia global são imprevisíveis”.

Ainda previu que Trump e Putin se aliariam para constituir um compacto cinturão de regimes ditatoriais e autoritários. Trump nutre o desprezo às leis, ao Estado de Direito e à Constituição. O aviso foi dado:  com a humanidade sob risco iminente,  degradação ambiental e política,  guerras e tensão internacional plena, um barril de pólvora com extenso pavio prestes a explodir, a população americana tomou sua decisão: elegeu o fósforo. Ente a razão e a emoção, escolheu a loucura.

 

Outras Notícias

Mais um desembargador sinaliza voto pela condenação de Lula

Do Congresso em Foco O desembargador Leandro Paulsen, revisor da ação que contesta a condenação do ex-presidente Lula e presidente da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), acompanhou o relator, João Pedro Gebran Neto, e negou todas as preliminares apresentadas pela defesa do petista. Durante o seu voto, em andamento, Paulsen […]

Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Do Congresso em Foco

O desembargador Leandro Paulsen, revisor da ação que contesta a condenação do ex-presidente Lula e presidente da Oitava Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), acompanhou o relator, João Pedro Gebran Neto, e negou todas as preliminares apresentadas pela defesa do petista. Durante o seu voto, em andamento, Paulsen sinalizou que pretende seguir o relator também no mérito da ação. “A autoria e os vínculos de causalidade entre sua conduta e atos praticados é inequívoco”, afirmou o magistrado.

Para Paulsen, há “elementos de sobra” que indicam que Lula cometeu os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, atribuídos a ele, de “modo livre e consciente”. “O fato de se tratar de alguém processado por malfeitos praticados quando do exercício da Presidência da República é um elemento relevantíssimo a ser considerado”, reforçou.

“Aqui ninguém pode ser condenado por ter costas largas e nem ser absolvido por ter costas quentes. O compromisso é em cumprir a Constituição”, ponderou ao rejeitar as alegações da defesa. Paulsen disse que a prática de corrupção por um presidente torna vil o exercício da autoridade. “É preciso haver a legitimidade pelo exercício do cargo”, afirmou. O desembargador continua a proferir seu voto.

Entre as contestações indeferidas, estão a de que o processo não deveria tramitar em Curitiba, que o juiz Sérgio Moro era suspeito para julgar o ex-presidente na primeira instância e que o magistrado paranaense cerceou a defesa do petista.

Acusar um ex-presidente “exige extrema convicção e responsabilidade do Ministério Público, julgá-lo exige todos os cuidados do poder Judiciário para que a lei penal seja aplicada com técnica e justiça”, afirma. Segundo o desembargador, “a eleição e a assunção do cargo não põem o eleito acima do bem e do mal”.

O magistrado também absolveu o ex-presidente quanto aos crimes de lavagem de dinheiro relacionados ao acervo presidencial – Lula e os outros réus foram absolvidos nesse caso também na primeira instância. “O acervo integra o patrimônio cultural e são de interesse público. […] Não se comprovou haver qualquer irregularidade, havia legislação prevendo a ajuda da iniciativa privada”, ressaltou.

A pena determinada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da ação na Corte, foi fixada em 12 anos e 1 mês em regime fechado e pagamento de 280 dias-multa. Moro havia determina pena de 9 anos e 6 meses. Para o relator, a corrupção na Petrobras teve “efeitos perversos e difusos”. “Infelizmente, está se condenado um ex-presidente da República”, afirmou. A “censura acima da média” se dá justamente pela alta investidura do cargo, justificou. Após a conclusão de Paulsen, votará o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus.

Serra: prefeitura nega furto de coletes de agentes de endemias

O crescimento das redes sociais como Facebook e Wathsapp também tem potencializado a divulgação de boatos. E muito. Fotos que se divulgam na velocidade do som de pessoas que acabaram de morrer, falsas notícias sobre celebridades ou não, dentre outros engodos da vida moderna. Em Serra Talhada, uma notícia de suposto furto de coletes de […]

O crescimento das redes sociais como Facebook e Wathsapp também tem potencializado a divulgação de boatos. E muito. Fotos que se divulgam na velocidade do som de pessoas que acabaram de morrer, falsas notícias sobre celebridades ou não, dentre outros engodos da vida moderna.

Em Serra Talhada, uma notícia de suposto furto de coletes de agentes de  endemias ganhou tanta força que a Assessoria de Comunicação do município de viu obrigada a soltar uma nota desmentindo o boato.

“Está sendo veiculado nas redes sociais o roubo de coletes, crachas e bolsas dos agentes de endemias que trabalham no controle da dengue. Essa informacao não procede. É uma inverdade criada para desestruturar o trabalho da equipe da saúde no combate à dengue”, afirmou.

Nenhum tipo de equipamento nem material de identificacao do município foi roubado. “Portanto, pedimos a populacao que se tranquilize e permita que os agentes realizem suas atividades”, conclui a nota.

Primo de Aécio Neves e ex-assessor de Zeze Perrella deixam penitenciária de Contagem

Eles tiveram a prisão preventiva convertida em domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ficarão com tornozeleira eletrônica. Do G1 Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG) deixaram a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, no início da tarde desta […]

Frederico Pacheco de Madeiros, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB), e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Eles tiveram a prisão preventiva convertida em domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ficarão com tornozeleira eletrônica.

Do G1

Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG) deixaram a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, no início da tarde desta quinta-feira (22).

Nesta terça-feira (20), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 2, converter a prisão preventiva deles em prisão domiciliar, com monitoramento com tornozeleira eletrônica.

Após deixaram o presídio, os dois seguem para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. A Secretaria de Estado de Administração Prisional divulgou que ambos vão ter as tornozeleiras eletrônicas instaladas dentro da penitenciária diante da repercussão das prisões.

O mesmo procedimento foi adotado para a irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves. Ela deixou o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na Região Leste de Belo Horizonte, na madrugada desta quinta-feira e já está em casa, no condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho, na Região Metropolitana.

Além do recolhimento em casa e do monitoramento eletrônico, os três ficarão proibidos de manter contato uns com os outros e de se ausentar do país sem autorização judicial, devendo entregar o seus respectivos passaportes.

Andrea, Frederico e Mendherson são investigados por suposta prática de corrupção, organização criminosa e embaraço às investigações. Eles já foram denunciados e estavam na cadeia desde o último dia 18 de maio.

AESA e AESGA discutem ensino superior em tempos de pandemia

Presidentes das duas autarquias se reuniram na AESGA, em Garanhuns. Na sexta-feira (26), o presidente da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA), Alexandre Lira, foi até Garanhuns para uma visita técnica a Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns (AESGA), onde lá conheceu toda a estrutura da instituição, que hoje tem como sua presidente, Adriana […]

Presidentes das duas autarquias se reuniram na AESGA, em Garanhuns.

Na sexta-feira (26), o presidente da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA), Alexandre Lira, foi até Garanhuns para uma visita técnica a Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns (AESGA), onde lá conheceu toda a estrutura da instituição, que hoje tem como sua presidente, Adriana Carvalho.

Na pauta discutiram sobre as dificuldades das instituições nesse tempo de pandemia e os caminhos que cada um buscou para que não fossem gerados prejuízos as Autarquias, bem como aos alunos.

“É importante trabalharmos sempre em parceria contribuindo com ideias para outras Autarquias, afim de levar sempre o melhor para a AESA. A AESGA já tem um laço de parceria muito grande conosco onde viemos fortalecer ainda mais”, afirmou Alexandre Lira.

A AESGA tem mais de 37 anos de atividade e fica localizada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

Mãe que e filhos encontrados abraçados em desabamento são símbolo da dor

O Corpo de Bombeiros confirmou, neste sábado (8), mais seis mortes de vítimas do desmoronamento do bloco D7 do Conjunto Beira-Mar, no bairro do Janga, no município de Paulista, no Grande Recife. Após 35 horas, todas as pessoas que eram procuradas pelos bombeiros foram localizadas neste segundo dia de buscas entre os escombros. Uma das mortes confirmadas nesta […]

O Corpo de Bombeiros confirmou, neste sábado (8), mais seis mortes de vítimas do desmoronamento do bloco D7 do Conjunto Beira-Mar, no bairro do Janga, no município de Paulista, no Grande Recife.

Após 35 horas, todas as pessoas que eram procuradas pelos bombeiros foram localizadas neste segundo dia de buscas entre os escombros.

Uma das mortes confirmadas nesta manhã foi a de Eloá Soares da Silva, de 21 anos. Um casal também foi encontrado morto, mas seus nomes não foram divulgados.

Por volta das 14h20, as últimas pessoas foram encontradas sem vida: uma mãe e dois filhos abraçados numa cama de casal.

Foram retirados dos escombros os corpos de Marcela Neves dos Santos, de 42 anos, Wallace, de 10 anos; e Maria Flor, de 6 anos. Marcela também é mãe de Evelyn, de 15 anos, que foi levada para o Hospital Miguel Arraes. Um símbolo da dor, do descaso e da falta de políticas habitacionais para famílias em vulnerabilidade.

Encerradas as buscas por pessoas, os bombeiros iniciaram o resgate de animais que estavam presos no prédio. Por volta das 15h50, uma cadela de 12 anos chamada Mel foi resgatada do edifício. Dois gatos e outra cadela também foram retirados vivos do local do desabamento. Com isso, as buscas foram encerradas por volta das 16h50. Sete pessoas foram resgatadas sem vida na sexta-feira (7). O jovem Deivison Soares da Silva, de 19 anos, que havia sido levado para o Hospital Miguel Arraes, morreu após uma parada cardiorrespiratória.