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Opinião: o fim da era dos grupos de mídia nacionais

Por Nill Júnior

Luís Nassif, em artigo publicado originalmente no GGN

Está chegando ao fim, no Brasil, a era em que poucos grupos nacionais de comunicação conseguiam se apresentar como intérpretes naturais da nação, árbitros da respeitabilidade pública e fiadores do regime político.

Esse ciclo está se esgotando por razões econômicas, tecnológicas e históricas. A publicidade migrou fortemente para o ambiente digital — que já representava 60% da receita publicitária total no Brasil em 2024, com projeção de chegar a 70% em 2029 —, enquanto o consumo de notícias se fragmentou e o engajamento com TV, impresso e sites jornalísticos tradicionais segue em queda. No Brasil, a confiança nas notícias medida pelo Reuters Institute ficou em 42% em 2025, num patamar estabilizado, mas longe da autoridade quase sacerdotal que os grandes grupos exerceram por décadas.

Democracias precisam de uma imprensa forte. O problema brasileiro foi outro: a formação de um sistema altamente concentrado, cartelizado, familiar, patrimonialista e politicamente orgânico às classes dominantes do momento, apesar de a própria Constituição de 1988 vedar monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social.

Sempre me intrigou o fato da mídia jamais ter se proposto a ser a voz de novos grupos que surgiam no país, como resultado de mudanças econômicas e sociais.

Sempre minimizou a era das grandes indústrias, deixou de lado os movimentos de apoio às pequenas e médias empresas, ignorou por muito tempo a própria revolução agrícola.

Conspirou contra o segundo governo Vargas e denunciou diuturnamente o governo JK, usando para ambos denúncias de corrupção — que se revelaram totalmente falsas.

Ora, ambos os governos estavam lançando as bases de uma nova elite empresarial e social. Havia uma demanda por otimismo excepcional. O papel de qualquer mídia inteligente seria captar esses movimentos e se tornar seu porta voz. No curto período em que entendeu essa dinâmica, na campanha das diretas, a Folha de S.Paulo tornou-se o jornal mais influente do país.

Mas se a fórmula funcionou, porque em todos os demais momentos históricos, a mídia preferiu apostar no velho e matar o novo?

Em vários momentos da história, colocou-se contra qualquer projeto de soberania nacional ou de inclusão social.

A razão é simples. O imediatismo e a falta de visão estratégica da imprensa, a impede de apostar no novo. Ela aposta no poder imediato. E o poder imediato sempre é o poder de ontem, até que seja desbancado pelo novo. Ela só adere ao novo, depois que este se torna poder.

Desse modo, ela atua como estratificadora de todas as eras político-econômicas de um país. O novo sempre terá dificuldades, devido à resistência da mídia. Só depois que ele consegue se impor, apesar da mídia, ele passará a receber seu apoio.

Nos anos 1990, a mídia atingiu seu apogeu, não apenas econômico como político. Eram quatro grandes diários, no eixo Rio-São Paulo, que faziam a pauta nacional. O que diziam era reproduzido por agências de notícias, se espraiavam pelo noticiário de rádio e pela imprensa regional.

Cada tiro era uma bomba

Vivi esse período e percebi, no espaço de uma coluna que mantinha na Folha, o enorme poder transformador da mídia, desperdiçado, deixado de lado. Na minha coluna, ajudei a disseminar os programas de qualidade total, as políticas científico-tecnológicas, a importância da indústria cultural, da digitalização do Judiciário, da criação de uma indústria de defesa.

Ficava imaginando o que seria possível se, em vez de uma coluna, o jornal inteiro abraçasse uma visão modernizante para o país. Acelerariam em décadas o grande salto nacional.

Mas foi inútil. Até o Estadão, que em priscas eras representou uma elite conservadora culta, o jornal que trouxe a USP, perdeu totalmente seu clã modernizador.

A própria Constituição de 1988 vedava monopólio e oligopólio nos meios de comunicação social. O texto constitucional também determina finalidades educativas, culturais, informativas e estímulo à produção independente e regional; o país, porém, jamais regulou de forma efetiva esse mandamento. O resultado foi um espaço público sequestrado por poucos conglomerados, capazes de confundir liberdade de imprensa com liberdade de empresa — e interesse público com interesse acionário.

Agora, com a vinda das redes sociais e das grandes plataformas, há o fim de uma era e a entrada de uma nova era, com todos os vícios da anterior: concentração da propriedade, direcionamento do discurso, falta de controle social.

Tem-se um país sem rumo e com a bússola, em vez de organizar o trajeto, montando armadilhas para jogar o navio em direção ao iceberg.

Luís Nassif é jornalista, diretor e fundador do Jornal GGN.

Outras Notícias

Em Serra Talhada, inaugurada nova Delegacia da Polícia Rodoviária Federal

Na contramão dos fechamentos de postos que recentemente vem acontecendo, Serra Talhada ganhou oficialmente a nova sede da 4ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal no município. A solenidade de inauguração aconteceu na tarde dessa terça-feira (09) e contou com autoridades das corporações da PMPE (Policia Militar de Pernambuco) e CBPE (Corpo de Bombeiros de Pernambuco), […]

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Na contramão dos fechamentos de postos que recentemente vem acontecendo, Serra Talhada ganhou oficialmente a nova sede da 4ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal no município. A solenidade de inauguração aconteceu na tarde dessa terça-feira (09) e contou com autoridades das corporações da PMPE (Policia Militar de Pernambuco) e CBPE (Corpo de Bombeiros de Pernambuco), da OAB- Secção Serra Talhada, assim como do Superintendente Regional da PRF, Inspetor Walker Robson de Assunção Barbosa, do Chefe da 4ª Delegacia da PRF de Serra Talhada, Inspetor Luciano Lemos, do Secretário de Educação de Serra Talhada, Edmar Júnior, que representou o prefeito Luciano Duque, em viagem a capital federal ,e outras autoridades.

“A importância desse posto da polícia rodoviário e da delegacia com um prédio realmente estruturado. Lembro-me do posto “lá em cima”, e vimos a delegacia “lá” construída que não atendia aos requisitos mínimos de qualidade. Precisamos agradecer aos políticos pelos recursos que conseguiram para esta obra. O governo municipal está aqui também como parceiro, falo em nome do prefeito que com certeza tem uma preocupação com o trabalho de municipalização do trânsito. Então temos uma parceria com Guarda Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros. Quando cada um faz sua parte, todos saímos ganhando com isso”, disse Edmar Júnior Secretário de Educação de Serra Talhada.

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O Chefe da 4ª Delegacia, , Inspetor Luciano Lemos, descreveu o que representa a construção da nova sede para as cidades Sertanejas de São José do Belmonte à Custódia: “Tratando-se de uma obra projetada para a sociedade, pois dispomos aqui de toda parte de instrumentação, vai ser possível propiciar um atendimento de excelência. Com a sociedade tendo confiança no nosso trabalho não tenho dúvidas que as pessoas trafeguem com mais tranquilidade, sentindo-se mais seguras. O objetivo é a paz, a segurança de todos os usuários da rodovia. Com a nova sede e os equipamentos ofereceremos serviços de qualidade, com eficiência e agilidade”, disse o Inspetor, que justifica os investimentos na capital do xaxado devido a importância da cidade: “Serra Talhada é uma cidade polo, a população circulante em torno de Serra Talhada é de 1 milhão de pessoas, então temos que ter uma instituição para atender a necessidades e a demanda de toda essa população”.

Compareceram também o comandante da guarda civil municipal, Givaldo de Souza, o Coordenador da XI Geres, Clóvis Carvalho, o Professor Abdoral Alves Aragão representando a Maçonaria, o presidente da CDL Everaldo de Melo Lima, além de todos os chefes das delegacias da PRF em Pernambuco.

Escândalo faz Bolsa Família de Tabira anunciar recadastramento dos beneficiários

Por Anchieta Santos Entre os meses de outubro e novembro do ano passado a partir da Rádio Cidade FM e do Blog do Nill Junior, a imprensa do Pajeú e até do Estado repercutiu o escândalo do Programa Bolsa Família nas cidades de Solidão e Tabira. Nas duas cidades os casos foram os mais absurdos. Mesmo sendo […]

Por Anchieta Santos

socorro_leandro-660x330Entre os meses de outubro e novembro do ano passado a partir da Rádio Cidade FM e do Blog do Nill Junior, a imprensa do Pajeú e até do Estado repercutiu o escândalo do Programa Bolsa Família nas cidades de Solidão e Tabira.

Nas duas cidades os casos foram os mais absurdos. Mesmo sendo um recurso destinado as famílias em situação de estrema pobreza, o Bolsa Família das duas cidades era recebido por empresários, gerentes de lojas, professores, Coordenadora do próprio programa, secretária municipal, diretora de hospital, psicóloga, assistente social, funcionário de Câmara de vereadores, mulher de vereador e etc.

Em Solidão a Prefeitura promoveu um recadastramento e um pedido de explicações do MP. Em Tabira, o MP fez silencio, a Câmara de vereadores ficou no mais ou menos, o Executivo muito mais no menos, e agora finalmente Socorro Leandro Coordenadora do Bolsa Família, anuncia um recadastramento que começa na próxima 2ª feira, dia 15.

Os beneficiários deverão comparecer munidos de todos os documentos da família: certidão de casamento ou nascimento, CPF, RG, Título Eleitoral, Carteira Profissional, comprovante de residência e declaração escolar.

Mesmo tendo em mãos os dados dos beneficiários irregulares, a coordenação resolveu promover um recadastramento. Resta saber se vai servir para alguma coisa.

Detalhe: Depois da divulgação do escândalo, as coordenadoras do Bolsa Familia tanto em Solidão como em Tabira, correram das explicações a imprensa, como o diabo corre da cruz.

Flores: prefeitura lançará plano municipal de segurança

O prefeito de Flores, Marconi Santana  (PSB) anunciou um plano de ações para ajudar a combater indicativos de criminalidade no município, nas zonas rural e urbana. Na última madrugada de domingo, homens assaltaram a agência dos Correios e Telégrafos da cidade, única que atendia aposentados, pensionistas e servidores depois de outra ação contra o BB […]

O prefeito de Flores, Marconi Santana  (PSB) anunciou um plano de ações para ajudar a combater indicativos de criminalidade no município, nas zonas rural e urbana.

Na última madrugada de domingo, homens assaltaram a agência dos Correios e Telégrafos da cidade, única que atendia aposentados, pensionistas e servidores depois de outra ação contra o BB da cidade, em agosto.

“É preciso que toda a sociedade, empresários e comerciantes estejam engajados nesse debate. Desde já, eu convido o empresariado, aqueles que fazem o comércio de nossa cidade, para discutirmos de forma ampla essa questão de segurança pública em nossa terra”, disse.

“O arrombamento de bancos, da agência dos correios agora, tudo isso requer uma maior participação de nossa sociedade, para que possamos encontrar o caminho efetivo para o combate contra esses desmandos”, acrescentou o prefeito.

A reunião acontecerá, logo mais, às 18h30, no auditório da Prefeitura Municipal. Dentre as medidas que deverão ser anunciadas, está um sistema integrado de vigilância, com câmeras de monitoramento para auxiliar a PM.

Como Flores tem conhecidas rotas de fuga e faz limite com a Paraíba, o sistema também deve monitorar as saídas da cidade.

Áudios mostram que partidos financiaram MBL em atos pró-impeachment

O MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu apoio financeiro, como impressão de panfletos e uso de carros de som, de partidos políticos como o PMDB e o Solidariedade. O movimento negociou também com a Juventude do PSDB ajuda […]

mbl
Do Uol

O MBL (Movimento Brasil Livre), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), recebeu apoio financeiro, como impressão de panfletos e uso de carros de som, de partidos políticos como o PMDB e o Solidariedade.

O movimento negociou também com a Juventude do PSDB ajuda financeira a suas caravanas, como pagamento de lanches e aluguel de ônibus, e teria tido apoio da “máquina partidária” do DEM.

Quando fundado, o movimento se definia como apartidário e sem ligações financeiras com siglas políticas. Em suas páginas em redes sociais, fazia campanhas permanentes para receber ajuda financeira das pessoas, sem ligação com partidos.

Os coordenadores do movimento, porém, negociaram e pediram ajuda a partidos pelo menos a partir deste ano. Atualmente, o MBL continua com as campanhas de arrecadação nos seus canais de comunicação, mas se define como “suprapartidário”. Aliás, a contribuição financeira concedida é vinculada ao grau de participação do doador com o movimento. A partir de R$ 30, o novo integrante pode ter direito a votos.

Já os partidos políticos que teriam contribuído com o MBL têm versões distintas para explicar o caráter e a forma desses apoios, chegando em alguns casos a negá-los. Conheça cada caso.

Em imagem de dezembro de 2015, coordenadores do MBL (entre eles, Fernando Holiday, coordenador nacional, abaixo, à direita) posam para foto ao lado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara dos Deputados

O PMDB teria custeado a impressão de panfletos para o MBL divulgar as manifestações pró-impeachment ocorridas pelo país no último dia 13 de março. O presidente da Juventude do PMDB, Bruno Júlio, informou que solicitou ao presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco, que custeasse 20 mil panfletos de divulgação dos atos, com a inscrição “Esse impeachment é meu”. A assessoria de Moreira Franco nega.

O dirigente da JPMDB afirma que o material foi pago pelo partido e entregue ao MBL, que distribuiu para suas sedes regionais e espalhou por todo o país. “O MBL auxiliou na logística, distribuindo os panfletos e colando cartazes, mas a Fundação Ulysses Guimarães pagou porque se tratava de uma campanha nossa, da Juventude do PMDB, que nós encampamos”, explica.

O lema “Esse impeachment é meu”, no entanto, pertence ao MBL, que estampou a frase em camisetas, faixas e cartazes, além de tê-lo utilizado em discursos e vídeos gravados por suas lideranças.

Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde inicia entrega de fardamento e kits escolares na rede municipal

A Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde começou a distribuir os kits escolares e uniformes para os alunos da rede municipal de ensino. A iniciativa contempla estudantes das escolas e da creche do município, com itens adequados a cada etapa de ensino. Cada aluno está recebendo um conjunto com mochila, fardamento — camisa e […]

A Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde começou a distribuir os kits escolares e uniformes para os alunos da rede municipal de ensino. A iniciativa contempla estudantes das escolas e da creche do município, com itens adequados a cada etapa de ensino.

Cada aluno está recebendo um conjunto com mochila, fardamento — camisa e short para a Educação Infantil, camisa para as demais etapas — além de materiais como cadernos, lápis, apontador, cola, tesoura, tinta guache, régua geométrica e canetas.

A ação segue um cronograma definido pela Secretaria Municipal de Educação e vai atender todas as unidades da rede. Segundo a gestão, a medida busca oferecer condições equitativas no ambiente escolar e dar suporte ao processo de aprendizagem.

“Estamos cumprindo mais uma promessa de campanha, porque acreditamos que investir na educação é garantir um futuro melhor, com mais oportunidades para nossas crianças e adolescentes”, disse o prefeito Dr. Ismael.