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O blog e a história: as greves da PM em Pernambuco

Por Nill Júnior

Dia 12 de julho de 1997. Em assembleia, na quadra do Instituto de Educação de Pernambuco (IEP), no bairro de Santo Amaro, cerca de 5 mil soldados e oficiais da Polícia Militar de Pernambuco escreveram um capítulo inédito na história da corporação.

Pela primeira vez no Estado, os PMs decidiram cruzar os braços e o que se viu, nos dias seguintes à paralisação, foram cenas de guerra nas ruas do Recife.

Tanques do Exército nas principais avenidas, marginais à solta, PMs presos, comerciantes fechando as portas das lojas mais cedo. Foram 12 dias de medo e tensão.

Um dos principais cenários desse conflito foi o Palácio do Campo das Princesas. Quatro dias após a assembleia histórica, a paralisação é deflagrada e o Exército cerca o palácio.

Na época, o governador era Miguel Arraes e o secretário da Fazenda e homem forte do governo, o seu neto Eduardo Campos, que, 10 anos depois, (de 2007 até 4 de abril deste ano) iria ocupar a mesma cadeira do avô no comando do Estado.

Entre os muitos fatos que marcaram aquela primeira paralisação, estão a prisão de 15 integrantes da Associação dos Cabos e Soldados e a morte de um soldado do Exército durante assalto a uma agência bancária no Centro do Recife.

O movimento grevista coincidiu com a ascensão de lideranças tanto da Associação dos Cabos e Soldados quanto da Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiro Militar.

É o momento em que aparecem e ganham visibilidade policiais que, mais tarde, terminariam seguindo carreira política. É o caso do soldado Moisés, que foi eleito deputado estadual, e do então major Alberto Feitosa, que também conquistaria uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em 2000, já na gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, é deflagrada a segunda greve na história da Polícia Militar de Pernambuco.

Novamente, o Palácio do Campo das Princesas virou palco de tensão entre policiais grevistas e oficiais que não aderiram à paralisação.

Num dos episódios mais tensos, um tiroteio na Praça da República terminou com três oficiais e um soldado feridos.

O clima de pânico e uma onda de boatos deixou a população da Região Metropolitana apavorada.

Em maio de 2014, a capital Recife e várias outras cidades de Pernambuco sofreram uma onda de saques e de violência, uma das consequências da greve da Polícia Militar (PM) e dos bombeiros do Estado.

A tensão causada pela greve coincidiu com o dia da jornada de manifestações contra a Copa do Mundo. Recife era uma das cidades-sede.

Os policiais iniciaram a greve para exigir melhores salários. O governador João Lyra Neto conversou sobre a greve da PM com a presidente Dilma Rousseff e pediu reforço da Força Nacional de Segurança para a presidente.

Foram apenas dois dias de paralisação,  com a greve encerrada dia 15 de maio daquele ano.  Eduardo havia se licenciado para disputar a presidência da República.

Outras Notícias

Temer: vitória de Trump não muda relação com Brasil

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (9) que a vitória do empresário Donald Trump nas eleições norte-americanas não muda em nada a relação entre o Brasil e os Estados Unidos. “Tenho dito que a relação do Brasil com os Estados Unidos e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado. É […]

temerO presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (9) que a vitória do empresário Donald Trump nas eleições norte-americanas não muda em nada a relação entre o Brasil e os Estados Unidos.

“Tenho dito que a relação do Brasil com os Estados Unidos e os demais países é institucional, ou seja, de Estado para Estado. É claro que o novo presidente [norte-americano] que assume terá de levar em conta as aspirações de todo o povo americano. Tenho certeza que não muda nada na relação Brasil e EUA”, declarou Temer em entrevista à rádio Itatiaia.

Em contagem parcial, Trump foi eleito presidente americano com 276 dos 538 votos do Colégio Eleitoral. Ele precisava de 270 para chegar à Casa Branca. Na entrevista, Temer disse que irá cumprimentar Trump ainda hoje.

O porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, disse que a carta de Temer parabenizando Trump já foi enviada ao presidente eleito dos EUA.

Principal nome da equipe de Temer na diplomacia, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse em julho deste ano, em entrevista ao programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, que preferia não considerar a hipótese de Trump ser o novo presidente dos Estados Unidos.

“Eu disse até espontaneamente: não quero nem pensar. Agora, digo pensando: não quero nem pensar. Não é nem espontâneo isso.”

Questionado sobre a possibilidade de Trump ser eleito, Serra disse à época: “aí a gente vai ter que ver”. “Eu não vou sofrer por antecipação. É preciso ser muito masoquista para ficar imaginando que o Trump vá ganhar. Agora, se ganhar, nós vamos ter que, pragmaticamente, ver o que fazer.”

Maior estelionatário do Estado é preso na PB

Conhecido como um dos maiores estelionatários de Pernambuco,  José Santana de Oliveira, de 58 anos, foi preso  no centro de Ouro Velho, Paraíba. A prisão foi possível graças ao serviço de inteligência do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, que articulou a ação do Capitão PMPB Rozemário Silva, Comandante da 1ª Companhia em Sumé juntamente com […]

Conhecido como um dos maiores estelionatários de Pernambuco,  José Santana de Oliveira, de 58 anos, foi preso  no centro de Ouro Velho, Paraíba. A prisão foi possível graças ao serviço de inteligência do 23º BPM de Afogados da Ingazeira, que articulou a ação do Capitão PMPB Rozemário Silva, Comandante da 1ª Companhia em Sumé juntamente com sua equipe PM.

O último golpe de Federal, como é conhecido, natural de Afogados da Ingazeira, foi aplicado em São José do Belmonte. Ele se apropriou indevidamente mediante estelionato, de uma D20, cor vermelha, de placas IOM 7963-PE, de propriedade do senhor Sílvio Carlos Mariano da Silva.

Por conta do estelionato,  o juiz Dalandiê Duarte Souza, Juiz de Direito da Comarca de São José do Belmonte-PE, expediu mandado de prisão contra José Santana no dia 24 de setembro. Em troca de informações, o Serviço de Inteligência foi informado que ele estaria escondido na Paraíba.

Daniel Valadares destaca fortalecimento do MDB e evita cravar nome para 2028

Em entrevista ao Debate das Dez, da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (23), o vice-prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares (MDB), fez uma análise sobre a recente vitória da Frente Popular nas eleições de 6 de outubro e projetou as perspectivas para os próximos quatro anos da gestão municipal. O programa, apresentado pelos comunicadores […]

Em entrevista ao Debate das Dez, da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (23), o vice-prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, Daniel Valadares (MDB), fez uma análise sobre a recente vitória da Frente Popular nas eleições de 6 de outubro e projetou as perspectivas para os próximos quatro anos da gestão municipal. O programa, apresentado pelos comunicadores Júnior Cavalcanti e Juliana Lima, abordou temas como geração de empregos, infraestrutura, crescimento do MDB no cenário local, e investimentos futuros.

Valadares começou destacando o resultado das urnas para a Frente Popular, que conquistou 11 das 13 cadeiras na Câmara de Vereadores. “Tivemos uma vitória que reafirma a confiança da população no nosso trabalho. O MDB, em particular, saiu fortalecido, elegendo três vereadores: Gal Mariano, Cancão e Douglas Eletricista. Foram 4.935 votos, um crescimento significativo em relação às eleições anteriores”, celebrou. Ele também ressaltou a articulação com o presidente estadual do partido, Raul Henry: “O apoio de Raul Henry foi fundamental, assim como a confiança que ele depositou em nossa chapa.”

Questionado se seria o próximo nome da Frente Popular a disputar a Prefeitura de Afogados em 2028, Daniel disse que não sonhou a vida inteira com isso.

“Veja só, eu acho muito cedo. Sonhar é permitido, mas depende de cada um. Meu pai sonhava em ser prefeito, desde criança. Eu não posso chegar aqui e dizer que sonhei a vida inteira em ser prefeito, como ele. A história do meu pai como político me motivou a trabalhar cada vez mais nessa área. Mas não posso negar que é natural que quem ama seu município e trabalha há anos pense em ser prefeito. Porém, é muito prematuro discutir isso agora. Temos uma eleição importante para presidente, governador e deputados”, disse.

Sobre o caso do ex-secretário de Finanças, Jandyson Henrique, que na madrugada de 4 de outubro foi levado por Policiais Militares à Delegacia de Polícia, com R$ 35 mil em espécie, além de R$ 240 mil em notas fiscais de abastecimento e tickets de autorização para abastecimento de valores entre R$ 10 e R$ 40, Daniel disse ser prematuro falar do assunto. “A própria prefeitura já exonerou o secretário. O prefeito já deu a resposta, e precisamos aguardar os fatos. Vamos esperar a apuração, pois há muito a ser investigado. Acredito que não é como estão pintando”, disse Daniel.

Respondendo a perguntas dos ouvintes, o vice-prefeito comentou o desafio da geração de empregos em Afogados da Ingazeira. “A geração de empregos é uma questão que afeta todo o Brasil, não apenas nossa cidade. No entanto, Afogados tem se destacado na região. Recentemente, fomos líderes na geração de empregos junto com Serra Talhada”, disse Daniel. Ele também mencionou novos empreendimentos que chegaram à cidade, como Pague Menos, Casas Bahia, Magazine Luiza e a faculdade de medicina, destacando que essas empresas não se instalam sem uma análise criteriosa do mercado local.

“O que ouvimos muitas vezes é que essas empresas viriam de qualquer forma, mas eu pergunto: viriam mesmo sem a infraestrutura que construímos? A nova ponte, as melhorias nas entradas da cidade, o sistema viário… Tudo isso é fundamental para atrair investidores. Sem essas obras, Afogados talvez não fosse tão atraente”, reforçou o vice-prefeito, defendendo as ações da gestão atual.

Valadares também enfatizou o trabalho da prefeitura em capacitar a população para o mercado de trabalho. “Oferecemos cursos profissionalizantes que incentivam o empreendedorismo e a criação de micro e pequenos negócios. Só neste ano, a Secretaria de Administração disponibilizou 13 cursos para os moradores”, afirmou.

Sobre o novo concurso público anunciado pelo próprio Daniel durante a campanha eleitoral, ele afirmou que será realizado. “Até o final do nosso mandato podem ter certeza que faremos um novo concurso público na nossa cidade”, afirmou.

Sobre a presidência da Câmara, Daniel evitou antecipar nomes, mas afirmou que a escolha será feita com base no diálogo. “Temos grandes nomes na nossa base, como Vicentinho, Raimundo, Douglas e Gal. Confio na experiência e na sabedoria dos vereadores para chegarem a um consenso sobre quem melhor representará a Frente Popular.”

A entrevista também abordou as metas da gestão para os próximos quatro anos, especialmente no que diz respeito à infraestrutura. Daniel Valadares garantiu que até o final de dezembro várias obras serão entregues, incluindo 10 ruas pavimentadas e mais 10 em andamento, além de duas novas praças. “Estamos cumprindo o maior programa de pavimentação da história de Afogados, calçando ruas com mais de 10 casas, como prometido durante a campanha. Essas obras não só melhoram a qualidade de vida, mas também tornam nossa cidade mais atrativa para novos investimentos.”

Outro ponto importante destacado por Valadares foi o investimento em saneamento básico. “Captamos R$ 27 milhões para o saneamento de Afogados, em parceria com o prefeito Sandrinho, Pedro Campos (deputado federal) e Carlos Veras (deputado federal). Esse é um recurso que conquistamos junto à Codevasf e será um divisor de águas para o desenvolvimento da cidade”, garantiu.

Por fim, o vice-prefeito comentou sobre possíveis mudanças na equipe de governo para o próximo mandato. “É natural fazer ajustes. Não significa que quem sai tenha feito um mau trabalho, mas às vezes é necessário renovar para trazer novos ares e oxigenar a gestão. O importante é manter o foco no trabalho e continuar atendendo às expectativas da população”, concluiu.

Atendimento de crianças com síndrome respiratória aumenta no HREC

Segundo diretor da unidade fato chama a atenção e preocupa Por André Luis Nesta segunda-feira (7), o diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, informou ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que tem observado aumento de crianças a procura de atendimento na unidade acometidas com Síndrome […]

Segundo diretor da unidade fato chama a atenção e preocupa

Por André Luis

Nesta segunda-feira (7), o diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, informou ao repórter Marcony Pereira para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que tem observado aumento de crianças a procura de atendimento na unidade acometidas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Algumas delas também dando positivo para a Covid-19. E isso tem me chamado a atenção, coisa que a gente não via há um mês, um mês e meio”, relatou o diretor.

Segundo o diretor, a explicação é que a faixa etária ainda não foi vacinada. “A gente via que no início ele [o vírus] procurava muito os idosos, então, esses idosos foram vacinados. Essa faixa etária foi diminuindo, e aí vimos quando os adultos jovens foram vacinados e também diminuiu e agora percebemos o aumento no número de crianças, então nós acreditamos que também com a vacinação deste público, isso também possa acontecer, como aconteceu com os demais que é a diminuição do contágio”, destacou.

Doutor Sebastião informou ainda que a Ala Respiratória da unidade inicia a semana com 50% de ocupação, já a UTI está com 90% dos leitos ocupados.

Ele também comentou sobre as quatro mortes que aconteceram na semana passada na unidade. Disse que, infelizmente já era um desfecho aguardado visto a gravidade dos quadros e alertou: “isso é um aumento significativo no número de mortes na unidade de UTI, que a gente não vinha tendo. Tínhamos pacientes na

UTI, como sempre tivemos, mas tivemos um período muito longo aonde esses pacientes se recuperavam e iam para suas casas. A gente não tava tendo essa quantidade de morte dentro de uma semana, então a gente percebe, também, esse aumento de mortalidade”, destacou Duque.

“A gente passou por um período aqui na unidade… eu digo que passou porque esse esse pico que tivemos, esses funcionários já estão retornando a partir dessa emana, então, a gente já viu uma normalidade. Ainda tem muitos funcionários positivando, mas não como foi né. Há quinze, dez dias, que a gente teve aqui um pico onde teve plantão de dois, três médicos afastados no mesmo dia. Eu falo de médico, mas as demais categorias todas foram afetadas. Passou por momentos um pouco complicados aqui”, lembrou.

Sebastião Duque lembrou ainda que além dos casos de Covid-19 e Síndromes Respiratórias, o hospital continua com as suas atividades normais como a realização das cirurgias eletivas, ortopedia e obstetrícia. 

“O setor de Obstetrícia da unidade vive sobrecarregada. Por isso que estamos ampliando, abrindo mais leitos. Não existe só a Covid, não existe só a SRAG. Todo o resto continua. Percebemos uma quantidade alta de pessoas procurando a unidade na emergência”, destacou Sebastião Duque.

Luciano Duque defende flexibilização gradativa do comércio nos próximos dias

O Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, defendeu participando do Debate das Dez da Rádio Pajeú que os próximos decretos estaduais tenham maior participação das prefeituras e previsão de flexibilização gradativa de algumas áreas do comércio. “O comerciante médio e pequeno é diferente do grande empresário. O pequeno vai quebrar. Se a gente mantiver como […]

O Prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, defendeu participando do Debate das Dez da Rádio Pajeú que os próximos decretos estaduais tenham maior participação das prefeituras e previsão de flexibilização gradativa de algumas áreas do comércio.

“O comerciante médio e pequeno é diferente do grande empresário. O pequeno vai quebrar. Se a gente mantiver como está por mais 30 ou 40 dias  a situação vai ser muito difícil e a retomada será catastrófica”.

“É bom se repensar o conceito do novo normal. Se abrir e tiver problema se reavalia, retorna”. Segundo o prefeito com a abertura do Hospital do Sertão, com até 160 leitos,  a região teria uma espécie de seguro.

Gestor defende unificação das eleições: o prefeito defende a realização de eleições gerais como propôs a CNM. “Vejo uma resistência de alguns do Congresso que estão decidindo esse assunto politicamente. Querem discutir eleição sem participação popular. Os políticos tem que convocar autoridades de infectologia, medicina”.

Duque disse que trata-se de um  processo que envolve 150 milhões de pessoas votando. “Temos condições de fazer isso? Não temos. Sem falar no custo que não é pequeno”.

E questionou: “Se pode fazer uma consulta para regime de governo, alteraram a lei trabalhista, lei de teto, prorrogaram mandato de Ministro de Supremo. Quando se quer fazer, se faz. Não podemos ser cobaias. Se fosse para unificar pleito de governador deputado e presidente já teriam, adiado. Casuísmo é fazer uma eleição sem o povo participar. Um candidato no grupo de risco não vai poder nem fazer campanha”, questionou.