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No Brasil, três em cada dez domicílios não contam com rede de esgoto

Por André Luis

Ao todo, 69,9% das casas e apartamentos contam com esse serviço

Três em cada dez domicílios no país ainda não contam com rede de esgoto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores 2023, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (20). Ao todo, 69,9% das casas e apartamentos contam com esse serviço de saneamento básico. Aos demais domicílios, ele ainda não chegou. 

A pesquisa mostra que entre 2019 e 2023, o percentual de domicílios com esgoto aumentou 1,8 pontos percentuais, passando de 68,1% para os atuais 69,9%. Os maiores crescimentos no atendimento foram nas regiões Norte e Nordeste, que seguem, contudo, sendo as regiões com os menores percentuais de atendimento.

A Região Norte passou de 27,3%, em 2019, para 32,7%, em 2023, dos domicílios conectados à rede de esgoto. Já o Nordeste passou de um atendimento de 47% para 50,8%. Na outra ponta, a Região Sudeste é a mais atendida, com 89,9% dos domicílios com esgoto.

O saneamento básico, que compreende também serviços como coleta de lixo e acesso a água potável, é considerado um direito humano fundamental pela Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, é assegurado pelo direito à dignidade da pessoa humana, previsto na Constituição.

Pelo Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026, de 2020) esses serviços devem ser universalizados. Em 2033, 99% dos brasileiros deverão contar com água tratada em suas torneiras, enquanto 90% deles deverão ter acesso à coleta e ao tratamento de esgotamento sanitário.

Os dados da Pnad mostram ainda que, em 2023, 98,1% dos domicílios do Brasil tinham banheiro de uso exclusivo. Em áreas urbanas, 99,4% dos domicílios contavam com banheiro e 78% tinham acesso à rede geral de esgotos. Entre os domicílios em situação rural, 88,4% tinham banheiro e, em apenas 9,6%, o escoamento do esgoto era feito pela rede geral ou fossa séptica ligada a essa rede. 

De acordo com a pesquisa, 15,2% dos domicílios tinham, em 2023, “outro tipo de esgotamento sanitário”, o que significa que aproximadamente 11,8 milhões de domicílios no país direcionavam os dejetos provenientes do banheiro ou sanitário a fossa rudimentar para valas, rios, lagos ou mar, entre outras formas de escoadouro.

Acesso à água potável

Em relação ao acesso à água própria para o consumo humano, a pesquisa mostra que, ao longo do período de 2016 a 2023, não houve expansão do percentual de domicílios que tinham a rede geral como o principal meio de abastecimento de água no país. Em 2016, 85,8% dos lares estavam conectados à rede geral de distribuição. Em 2023, esse percentual foi 85,9%.

Os dados mostram ainda que há grande diferença no abastecimento dos domicílios em áreas urbanas e rurais. Em 2023, enquanto em áreas urbanas 93,4% dos domicílios tinham como fonte de abastecimento de água a rede geral, apenas um em cada três, ou seja, 32,3% dos domicílios em áreas rurais contavam com esse abastecimento. A área rural da Região Nordeste tem percentual de atendimento superior ao restante do país, 43,9%.

As regiões Norte e Nordeste têm o menor percentual de domicílios conectados à rede geral de distribuição, 60,4% e 81,1% respectivamente. No Norte, 22% contavam com poço profundo ou artesiano e 11,3% com poço raso, freático ou cacimba, outros 2,7% contam com a água de fontes ou nascentes. O estado com o menor percentual de domicílios com acesso à água encanada é o Pará, com 49,6%.

Na outra ponta, o Sudeste tem o maior percentual de domicílios com o abastecimento da rede geral, 91,8%. A unidade da federação com o maior percentual é o Distrito Federal, com 96,5%.

De acordo com o economista analista da Pnad Wiliam Araujo Kratochwill, as ampliações do abastecimento, sejam de água ou esgoto, são demoradas. “A implantação de um sistema de distribuição de água não é algo que se faz em um mês, é algo que demanda planejamento, custos elevados de implantação, passar tubulação por toda a cidade, testar, depois fazer a ligação em cada domicílio. Então, é um processo moroso e com custo bastante elevado”, diz.

Ele ressalta que ao longo desses anos aumentou também o número de domicílios. Em 2023. são 10 milhões a mais que em 2016. Dessa forma, como o percentual de atendimento se manteve, significa que novas residências foram conectadas às redes de abastecimento, mas isso não foi suficiente para que houvesse aumento no percentual de atendimento. “O investimento teria que ser ainda maior para que percebêssemos um aumento do percentual de domicílios ligados à rede de abastecimento de água, à rede coletora de esgotos”.

Coleta de lixo

De acordo com a Pnad, entre 2016 e 2023 aumentou o percentual de domicílios com coleta de lixo direta por serviço de limpeza, que passou de 82,7% para 86,1%. A região com o menor percentual de domicílios atendidos foi o Nordeste, com 75,8%, e a região com o maior atendimento foi a Centro-Oeste, com 91,6%. O Nordeste, no entanto, teve a maior expansão desse indicador, passando de de 67,4% dos domicílios, em 2016, para os atuais 75,8%.

O estudo destaca que embora tenha sido observado um aumento da coleta direta, em 2023 havia cerca de 5 milhões de domicílios (6,6%) que queimavam o lixo na propriedade. Isso ocorre principalmente nas regiões Norte, com 15,4%, e Nordeste, com 13,9%. Considerando apenas as áreas rurais, esse era o principal destino dado ao lixo, em 51% das propriedades. 

Condições dos domicílios

Em 2023, havia 77,7 milhões de domicílios no país. A maior parcela era concentrada no Sudeste (43,4%), seguida pelas regiões Nordeste (26,3%), Sul (14,7%), Centro-Oeste (7,9%) e Norte (7,7%). O maior índice era de casas, 84,6%. Os apartamentos representavam 15,2%. Em 2016, esses percentuais eram, respectivamente, 86% e 13,8%.

Segundo a Pnad, em 2023 a maioria dos domicílios (89,1%) tinha as paredes externas construídas de alvenaria ou taipa com revestimento. Essa porcentagem representou aumento em relação a 2022 (88,6%) e a 2016 (88,2%).

Por outro lado, no ano passado, os domicílios com paredes externas de alvenaria ou taipa sem revestimento representavam 6,5% do total, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de residências, representando crescimento em relação a 2016 (6,4%), quando havia 4,3 milhões de domicílios nessas condições.

Já os domicílios com paredes externas de madeira apropriada para construção representavam 3,9% do total, o que representa queda em relação a 2016 (4,8%).

Kratochwill destaca como positivo o aumento de domicílios com revestimento. “Quando observamos as grandes regiões, o Norte deu um grande salto, aumentou em 8,7 pontos percentuais, passou de 61,6% para 70,3% dos seus domicílios, tendo essa parede, como as pessoas na cidade conhecem, a parede ali de algum tipo de alvenaria, revestida, pintadinha”. Ele explicou que “uma moradia sem revestimento é aquela que você olha e está ali, você vê o tijolo exposto. Essa é sem revestimento”.

Os dados mostram ainda que embora tenha havido avanços, 0,5% das moradias, o que representa aproximadamente 360 mil domicílios, ainda apresenta condições precárias, têm as paredes feitas de materiais como madeira aproveitada de tapumes e embalagens. As informações são da Agência Brasil.

Outras Notícias

Flávio Bolsonaro participa de ato de campanha em Belo Horizonte na véspera do segundo turno; veja vídeo

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou na manhã deste sábado (24) de um ato de campanha em Belo Horizonte, Minas Gerais. A mobilização reuniu apoiadores e lideranças políticas na Praça da Liberdade, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A programação […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou na manhã deste sábado (24) de um ato de campanha em Belo Horizonte, Minas Gerais. A mobilização reuniu apoiadores e lideranças políticas na Praça da Liberdade, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A programação começou com uma motociata que saiu da Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, em direção à Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira. O candidato acompanhou o percurso e participou da concentração ao lado de aliados.

Entre os presentes estavam o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo).

Também participaram parlamentares eleitos e representantes de partidos aliados. A mobilização integrou uma série de eventos organizados por Nikolas Ferreira durante a campanha presidencial.

Flávio acompanhou a manifestação em um carro de som, mas não fez discurso aos participantes. Antes do ato, em vídeo divulgado nas redes sociais, o candidato afirmou que pretende manter uma relação de parceria com o futuro governo de Minas Gerais.

Belo Horizonte foi o penúltimo compromisso de rua da campanha de Flávio Bolsonaro antes da votação deste domingo (25). Depois da passagem pela capital mineira, o senador tinha outro ato previsto na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo do ato de campanha realizado em Belo Horizonte.

Fonte: Poder360
Vídeo: Reprodução/RedesSociais

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Lula reúne apoiadores em caminhada em Copacabana na véspera do segundo turno; veja vídeo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou na manhã deste sábado (24) de uma caminhada de campanha na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ato reuniu apoiadores na Avenida Atlântica, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL). A concentração […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou na manhã deste sábado (24) de uma caminhada de campanha na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ato reuniu apoiadores na Avenida Atlântica, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

A concentração começou nas primeiras horas da manhã, nas proximidades do Posto 5. Lula percorreu parte da avenida acompanhado de lideranças políticas, cumprimentou apoiadores e discursou de um carro de som.

Entre os participantes estavam a primeira-dama Janja, a deputada federal Benedita da Silva (PT), o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT).

Durante o discurso, Lula voltou a criticar Flávio Bolsonaro e defendeu a participação dos eleitores no segundo turno. O presidente pediu aos apoiadores que mobilizassem pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno.

O candidato também abordou temas como segurança pública, direitos trabalhistas e soberania nacional, além de questionar posições políticas do adversário. Janja discursou e destacou a participação das mulheres na eleição.

A mobilização ocorreu sob forte calor. A organização distribuiu água aos participantes, e equipes de atendimento foram acionadas para socorrer pessoas que passaram mal durante o evento.

Depois da passagem pelo Rio de Janeiro, Lula seguiu para São Paulo, onde tinha prevista uma caminhada na Avenida Paulista, encerrando sua agenda de rua antes da votação deste domingo (25).

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo do ato de campanha realizado em Copacabana.

 

Fonte: Poder360
Vídeo: Reprodução/RedesSociais

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Cadê a Michelle Bolsonaro? Senadora eleita “desaparece” da campanha de Flávio no segundo turno

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina […]

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal.

Segundo reportagem de O Globo, publicada neste sábado (24), a ausência chamou a atenção de aliados que esperavam uma participação mais ativa da ex-primeira-dama na reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa era de que Michelle percorresse quatro ou cinco capitais brasileiras para participar de atos em apoio ao enteado, especialmente em regiões consideradas importantes para a mobilização do eleitorado feminino e evangélico. Manaus, Salvador e João Pessoa estavam entre os destinos cogitados, mas o roteiro não foi executado conforme o planejamento inicial.

Até mesmo a presença de Michelle no último debate presidencial, realizado pela TV Globo nessa sexta-feira (23), chegou a ser articulada por aliados. A proposta era que ela acompanhasse Flávio na chegada à emissora e assistisse ao confronto na plateia. A participação, entretanto, não ocorreu.

Nas redes sociais, a presença do candidato presidencial também foi limitada. A última publicação feita diretamente por Michelle no Instagram pedindo votos para Flávio ocorreu em 7 de outubro, três dias depois do primeiro turno.

Levantamento citado por O Globo aponta que, entre 23 de julho, quando houve a reconciliação entre os dois, e 15 de outubro, Michelle realizou 107 publicações em seu perfil. Desse total, apenas cinco deram maior destaque ao senador, o equivalente a 4,7% das postagens.

A relação entre Michelle e Flávio passou por desentendimentos durante a pré-campanha. Meses antes, a ex-primeira-dama havia divulgado vídeos nos quais acusava o enteado de desrespeitá-la e de desconsiderar suas posições políticas. Após a repercussão, Flávio pediu desculpas publicamente, e os dois retomaram a aproximação em julho.

Em agosto, chegaram a gravar material de campanha juntos, utilizado na propaganda eleitoral. No início do segundo turno, Michelle também sinalizou que ampliaria sua participação e defendeu o envolvimento das mulheres nas atividades eleitorais do PL.

Apesar da ausência nos principais eventos ao lado do enteado, Michelle participou de compromissos de apoio à candidatura presidencial em Palmas, no Tocantins, acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e na Cidade de Goiás (GO).

No Distrito Federal, esteve presente em carreatas realizadas em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. Também se dedicou à campanha de Celina Leão, candidata ao governo local e aliada política da ex-primeira-dama.

Um dos fatores apontados para a permanência de Michelle na capital federal é a situação do marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. De acordo com a reportagem, a condição do ex-presidente dificulta ausências prolongadas da esposa.

A previsão é de que Michelle acompanhe a apuração dos votos neste domingo (25) em casa, ao lado de Jair Bolsonaro.

Com a participação mais restrita da ex-primeira-dama, outras lideranças bolsonaristas assumiram maior presença na mobilização nacional. Entre elas está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes regiões do país realizando atos de apoio a Flávio, incluindo compromissos no Nordeste.

Uma aliada de Michelle ouvida por O Globo avaliou que a atuação de Nikolas e de outras lideranças femininas ajudou a compensar a ausência de uma agenda nacional conduzida pela ex-primeira-dama.

A maior participação de Michelle havia sido incentivada pelo próprio Jair Bolsonaro, que, impossibilitado de comparecer aos eventos eleitorais, estimulou familiares e aliados a reforçarem a campanha do filho.

Fonte: O Globo
Foto:  Brenno Carvalo

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Live de Janones em apoio a Lula supera 600 mil aparelhos conectados após 13 horas de transmissão

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube. Intitulada “Live da […]

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube.

Intitulada “Live da Virada”, a transmissão começou na madrugada deste sábado, após o último debate presidencial realizado pela TV Globo, e tem duração prevista de 24 horas. A programação é exibida no canal oficial de Lula na plataforma.

Depois que a transmissão atingiu a marca de 500 mil aparelhos conectados, Janones telefonou para o presidente, que cumpria compromissos de campanha na região Sudeste. Durante a conversa, Lula pediu que os apoiadores convidassem outras pessoas para participar do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

O canal, administrado por Janones e utilizado para mobilização digital em favor da candidatura petista, já reunia quase 11 milhões de seguidores, segundo as informações divulgadas durante a transmissão.

Na ligação, Lula brincou ao se referir ao deputado como “general Janones” e afirmou que a mobilização deveria ocorrer de maneira pacífica. O presidente também pediu a ampliação da participação dos apoiadores nas atividades digitais da campanha.

Outro número registrado neste sábado foi o crescimento do canal oficial de Lula no YouTube, que alcançou a marca de 3 milhões de inscritos durante a programação.

A transmissão acontece na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Toffoli defende novas regras para evitar ataques pessoais em debates e propagandas eleitorais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos. […]

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos.

A declaração foi feita durante um encontro com representantes e observadores internacionais, realizado na sede do TSE, em Brasília, na véspera do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para Toffoli, a Justiça Eleitoral precisa enfrentar o desafio de fazer com que o debate político volte a tratar de questões relacionadas à administração pública, ao funcionamento do Estado e às propostas apresentadas pelos candidatos.

“Nós temos que fazer com que a política volte a discutir política, e esse é um grande desafio, eu penso não só no Brasil, mas para grande parte do mundo democrático”, afirmou.

O ministro criticou especialmente a utilização do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para ataques entre adversários. Ele lembrou que as emissoras recebem compensações fiscais pela cessão do espaço, o que representa um custo indireto para a sociedade.

“Não pode ser pago pelo cidadão brasileiro para ouvir ofensas entre candidatos”, declarou.

Toffoli também chamou atenção para o ambiente digital. Segundo o magistrado, é necessário estabelecer critérios capazes de distinguir a atuação política legítima de práticas que envolvam impulsionamento irregular de conteúdos, uso de robôs e outras formas de interferência tecnológica na comunicação eleitoral.

Apesar de defender mudanças, o ministro não apresentou uma proposta específica de regulamentação nem anunciou a edição imediata de novas normas pelo TSE. A discussão foi apresentada como um desafio para as próximas eleições.

As declarações ocorrem depois de uma campanha presidencial marcada por acusações entre as candidaturas, disputas judiciais envolvendo conteúdos nas redes sociais e questionamentos sobre a atuação das plataformas digitais.

Na quinta-feira (22), durante sessão do TSE, Toffoli já havia criticado campanhas centradas em acusações pessoais e na associação de adversários e aliados a atividades criminosas. Na ocasião, classificou esse tipo de estratégia como vergonhoso.

Durante o encontro deste sábado, o ministro também elogiou a atuação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na interlocução com empresas de tecnologia, entre elas Meta, X e TikTok, para o cumprimento das regras eleitorais.

Outro tema abordado foi a participação das mulheres na política. Toffoli defendeu a manutenção da cota mínima de 30% de candidaturas femininas e a criação de uma reserva de cadeiras para mulheres no Congresso Nacional.

Kassio Nunes Marques também participou do encontro e informou que os relatórios preliminares das missões de observação eleitoral não identificaram irregularidades graves nos locais acompanhados durante o primeiro turno.

Fonte: O Globo
Foto:  Cristiano Mariz

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