No batismo ao lado de Raquel, Miguel diz que grupo não precisa de “escora nacional”
Por Nill Júnior
Do Blog Cenário
Presente no primeiro ato político ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a senador de Pernambuco, Miguel Coelho (UB), alfinetou os nomes escolhidos pelo seu ex-aliado, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que nesta sexta (20) oficializou sua pré-candidatura a governador.
O gestor socialista montou uma chapa ao Senado “100% lulista”, com Marilia Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).
Em sua fala, Miguel, que chegou até a posar com Lula no carnaval e agora trabalha para ser um dos candidatos de Raquel ao Senado, afirmou que não precisa de “muleta” em palanque nacional.
“Não é apenas uma parceria, é um chamado. É a nova geração se juntando para dizer que a gente não precisa de muleta, nem ficar escorado em palanque nacional. Esse time tem história, trabalho e serviço prestado para apresentar”, disse.
Miguel parafraseou a chefe do Executivo estadual ao contar que mesmo estando em campos opostos ao longo dos anos do governo Raquel, sempre houve respeito entre eles.
Do G1 São Paulo O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite desta de sexta-feira (24), para uma platéia de militantes petistas que o PT “precisa errar menos” e “dar o exemplo”. Ele também defendeu o governo da presidente Dilma Rousseff e afirmou que ela concluirá o atual mandato de […]
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na noite desta de sexta-feira (24), para uma platéia de militantes petistas que o PT “precisa errar menos” e “dar o exemplo”. Ele também defendeu o governo da presidente Dilma Rousseff e afirmou que ela concluirá o atual mandato de forma “extraordinária”.
Lula discursou durante o 3° Congresso das Direções Zonais do PT São Paulo, na capital paulista.
“O PT precisa errar menos. […] O PT não pode fazer aquilo que crítica nos outros. O PT tem que ser exemplo”, afirmou.
Lula também defendeu a volta do partido às suas origens. Em seu discurso, ele lembrou do início da década de 1980. “A gente vendia utopia para as pessoas que iam nos assistir nos palanques”, afirmou. “A gente vendia esperança, vendia futuro.”
Lula afirmou que o partido precisa se comunicar mais com a população. “Temos que dizer ao povo por que quisemos o segundo mandato. […] Tem que ser melhor que o primeiro. Senão, ficava no primeiro”, disse. “Nós precisamos começar a dizer o que nós vamos fazer neste segundo mandato, qual política de desenvolvimento que vamos adotar”, completou.
O ex-presidente também defendeu a presidente Dilma Rousseff e pediu à militância que lute por ela. “Nem o PT sobrevive sem a Dilma nem a Dilma sem o PT. Se a Dilma fracassar, o PT também fracassará.[…] Eu não nasci para fracassar.”
Ele também pediu à militância que se aproxime da presidente. “Se está enfrentando dificuldade, em vez de a gente se afastar, a gente tem que chegar junto e empurrar para que ela continue sendo a presidente da República que nós elegemos”, disse.
Em trecho do discurso, Lula também falou em defesa de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido que pediu afastamento após ter sido preso pela Polícia Federal em meio à Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobras.
Segundo o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, Vaccari determinou que parte das propinas pagas por empreiteiras fosse destinada a uma gráfica sediada em São Paulo. O valor pode chegar a R$ 2,5 milhões.
“O PT tem que defender não só Vaccari. O PT tem que se defender das acusações que ele está sendo vítima”, disse Lula.
O ex-presidente acrescentou que oposicionistas consideram o dinheiro de campanha do PT “maldito”, enquanto os recursos arrecadados por outros partidos “parece dinheiro de dízimo”.
“Será que o Vaccari pegou dinheiro que estava escrito ‘propina’ ou a mesma nota que os outros pegaram?”, ironizou. (G1)
O senador Douglas Cintra (PTB-PE) analisou com o presidente da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), Roberto Tavares, como relator da Subcomissão de Fiscalização de Obras Inacabadas, a possibilidade de usar a futura Barragem de Serro Azul, no município de Palmares, como opção ao atraso do pleno funcionamento da Adutora do Agreste. O assunto foi discutido […]
O senador Douglas Cintra (PTB-PE) analisou com o presidente da Compesa (Companhia Pernambucana de Saneamento), Roberto Tavares, como relator da Subcomissão de Fiscalização de Obras Inacabadas, a possibilidade de usar a futura Barragem de Serro Azul, no município de Palmares, como opção ao atraso do pleno funcionamento da Adutora do Agreste.
O assunto foi discutido em reunião no gabinete do senador, em Brasília.
Cintra e Tavares concluíram ser viável fazer uma ligação de Serro Azul, que está com 80% das obras concluídas e custará cerca de R$ 500 milhões, com a Barragem do Prata, em São Joaquim do Monte, que já abastece Caruaru e outras cidades do agreste, como Altinho, Agrestina, Cachoeirinha e Ibirajuba.
Segundo Cintra, dessa forma seria ampliado, provisoriamente, sem a necessidade de se esperar três anos pela Adutora do Agreste, o abastecimento de água de parte do agreste, outra região de Pernambuco afetada pela estiagem.
O relator da Subcomissão de Fiscalização de Obras Inacabadas e o presidente da Compesa acertaram também a atualização de um relatório para a Subcomissão sobre o cronograma da Adutora do Agreste.
A obra, de mais de mil quilômetros, um dos projetos atrasados do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Pernambuco, deverá constar do roteiro de visitas dos integrantes da Subcomissão.
A última previsão é de que a Adutora do Agreste, orçada em R$ 2 bilhões, embora deva estar concluída em dezembro próximo, só entrará em pleno funcionamento, atendendo 64 municípios pernambucanos, no segundo semestre de 2018. Este é o prazo para se concluir o Ramal do Agreste, que fornecerá à Adutora a água proveniente do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco.
Por determinação do governador Paulo Câmara, a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) promove nesta quinta-feira (12) uma audiência pública no município de Petrolina para discutir a situação do abastecimento de água em seis municípios do Sertão do São Francisco atendidos por carros-pipa. Vão ser apresentados os novos critérios para cadastramento e inclusão de […]
Por determinação do governador Paulo Câmara, a Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) promove nesta quinta-feira (12) uma audiência pública no município de Petrolina para discutir a situação do abastecimento de água em seis municípios do Sertão do São Francisco atendidos por carros-pipa.
Vão ser apresentados os novos critérios para cadastramento e inclusão de pipeiros na prestação do serviço. A audiência pública contará com a presença do deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, Lucas Ramos (PSB).
“Estivemos com o governador tratando deste assunto e ele imediatamente articulou esta audiência, onde apresentaremos a realidade que assola do São Francisco. Vamos ampliar, junto à Casa Militar e à Codecipe, o número de carros-pipa para garantir que a população da zona rural e os agricultores familiares não deixem de receber este bem tão precioso”, declara o parlamentar. A coordenadoria ainda não divulgou o local nem o horário da audiência pública.
Congresso em Foco A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai recorrer à Casa Civil para pressionar pelo veto ao projeto de lei que define os crimes de abusos de autoridade que podem ser cometidos por agente público, servidor ou não no exercício de suas funções. A proposta foi aprovada na noite desta quarta-feira (15) pelo […]
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai recorrer à Casa Civil para pressionar pelo veto ao projeto de lei que define os crimes de abusos de autoridade que podem ser cometidos por agente público, servidor ou não no exercício de suas funções. A proposta foi aprovada na noite desta quarta-feira (15) pelo plenário da Câmara e segue para sanção presidencial.
O presidente da entidade representativa dos juízes brasileiros, Jayme de Oliveira, afirma que a associação centrará esforços, junto à Casa Civil e Presidência da República, para obtenção de veto ao PL 7596/17, “por entender que a aprovação do projeto deu-se em momento de instabilidade e sem debate necessário que permitisse aprimorar ainda mais o texto”.
A proposta considera crimes de abuso de autoridade 37 ações diferentes, cometidas por servidores públicos e membros dos Três Poderes, inclusive magistrados, com a finalidade de prejudicar alguém ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro. Entre elas, estão obter provas por meios ilícitos; executar mandado de busca e apreensão em imóvel, mobilizando veículos, pessoal ou armamento de forma ostensiva, para expor o investigado a vexame; impedir encontro reservado entre um preso e seu advogado; e decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado sem intimação prévia de comparecimento ao juízo.
“O PL aprovado terá como resultado o enfraquecimento das autoridades dedicadas ao combate à corrupção e à defesa dos valores fundamentais, com grave violação à independência do Poder Judiciário, com a possibilidade de criminalização de suas funções essenciais”, argumentou o presidente da AMB.
Procuradores da Força-Tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal também criticaram o texto em suas redes sociais. Deltan Dallagnol comentou que o mesmo processo ocorreu na Itália, no fim da Operação Mãos Limpas.
Deltan Dallagnol enfrenta três processos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público, órgão que fiscaliza a conduta dos membros do MP. As investigações foram impulsionadas e motivadas pelas reportagens do site The Intercept Brasil, revelando a atuação no procurador nos bastidores da Lava Jato e outros temas da política nacional.
Também se manifestaram o procurador Roberson Pozzobon, que, assim como Dallagnol, teve processo disciplinar desarquivado pelo CNMP nesta semana, e a procuradora Monique Cheker, que já recebeu advertência do Conselho por quebrar o dever funcional de manter o decoro ao acusar autoridades de condutas ilícitas nas redes sociais.
“Defensores da aprovação apressada da Lei de abuso de autoridade disseram que ela tb se aplicaria ao Legislativo. Vc encontrou algum artigo estabelecendo prisão de parlamentar que legisle com manifesta intenção de garantir impunidade própria ou de terceiros?”, postou Pozzobon.
Sebastião Araújo – Diário de Pernambuco Aos poucos a realidade do semiárido nordestino vai mudando de feição. Em Carnaíba, a 323 quilômetros do Recife, o cajueiro está servindo para repovoar a terra antes ocupada pela plantação da oiticica, dizimada devido à seca prolongada que se abateu sobre o Sertão do Pajeú. Cerca de 60% dos […]
Aos poucos a realidade do semiárido nordestino vai mudando de feição. Em Carnaíba, a 323 quilômetros do Recife, o cajueiro está servindo para repovoar a terra antes ocupada pela plantação da oiticica, dizimada devido à seca prolongada que se abateu sobre o Sertão do Pajeú.
Cerca de 60% dos cajueiros, que também ocupavam boa parte da região, foram devastados pela estiagem nos últimos seis anos e pela praga da mosca branca.
As chuvas recentes trouxeram um novo alento ao homem sertanejo e, consequentemente, passaram a favorecer o plantio da planta, que está sendo retomado. No ano passado, a Secretaria de Agricultura de Carnaíba deu início à distribuição de 20 mil mudas de cajueiros com as comunidades rurais do município.
O cajueiro também aportou na região em substituição ao algodão, que teve seu período áureo há algumas décadas mas deixou de ser explorado.
Uma das comunidades que viu o declínio econômico por conta da falência na produção do chamado “ouro branco” foi a Lagoa do Caroá, que chegou, por conta da crise, a apresentar um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de Carnaíba.
O povoado somente começou a se erguer com o cultivo dos cajueiros, que agora passam a ganhar uma nova ênfase da gestão municipal.
A associação dos trabalhadores rurais da comunidade congrega 80 associados. Cada um deve receber 25 mudas da Secretaria de Agricultura de Carnaíba.
A associação mantém uma pequena indústria de beneficiamento de frutas e aguarda a chegada da safra, prevista para os meses de outubro a novembro, para poder trabalhar com o caju, segundo o presidente Manoel Laurindo Rodrigues, 53 anos.
A polpa da fruta beneficiada serve, inclusive, para a merenda escolar do município.
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