Notícias

‘Não cabe ao TSE resolver crise política’, diz Gilmar Mendes

Por Nill Júnior

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, afirmou nesta segunda-feira (29), em São Paulo, que não cabe ao TSE “resolver crise política” em referência ao julgamento que pode vir a cassar a chapa Dilma-Temer.

O caso será retomado no tribunal na próxima terça-feira (6), mas existe a possibilidade de ser interrompido caso algum dos ministros peça vista (mais tempo para analisar o caso). Para Mendes, fazer isso em um julgamento “complexo” é “absolutamente normal”.

“Há muita especulação na mídia se haverá pedido de vista. Se houver pedido de vista, é algo absolutamente normal, ninguém fará por combinação com esse ou aquele”, disse ele durante congresso jurídico da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Em reação à especulação de que os ministros poderiam pedir vista para dar sobrevida ao presidente Michel Temer, alvo de inquérito no STF e de pedidos de impeachment no Congresso, Mendes disse que a corte eleitoral não é “joguete de ninguém”.

“Não cabe ao TSE resolver crise política. O julgamento será jurídico e judicial”, afirmou.

Questionado se a nomeação de Torquato Jardim como ministro da Justiça facilita uma conversa entre Executivo e Judiciário por sua suposta boa relação com os tribunais superiores, Mendes afirmou que “a questão não é essa”.

“A escolha de ministro de estado é competência do presidente da República. Eu conheço o ministro Serraglio e reconheço ele como um homem competente. Conheço também o ministro Torquato Jardim, foi nosso colega na Justiça Eleitoral, é muito reconhecido, está há muitos anos em Brasília e certamente desempenhará muito bem essa função”, disse.

Outras Notícias

Prefeito Petebista declara apoio a Paulo Câmara em Gravatá

Na noite dessa terça-feira (23) durante comício em Gravatá, no Agreste, o prefeito Bruno Martiniano, deixou as questões partidárias de lado e declaraou apoio a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco. O gesto do petebista foi destacado por Paulo Câmara como exemplo de que a política, quando bem exercida, promove a melhoria da vida das […]

5422bff101ffa.image3.face

Na noite dessa terça-feira (23) durante comício em Gravatá, no Agreste, o prefeito Bruno Martiniano, deixou as questões partidárias de lado e declaraou apoio a chapa majoritária da Frente Popular de Pernambuco.

O gesto do petebista foi destacado por Paulo Câmara como exemplo de que a política, quando bem exercida, promove a melhoria da vida das pessoas. “É assim que atuamos. Foi assim que eu aprendi com Eduardo Campos quando pude ajudá-lo em seu governo. Aprendi a fazer e a entregar bem feito”, afirmou Paulo Câmara, sendo muito aplaudido pela multidão que acompanhou o comício em praça pública.

O prefeito Bruno Martiniano lembrou que a capacidade exibida por Paulo durante suas passagens pelas secretarias de Administração, Turismo e Fazenda o deram a confiança necessária para apoiar o socialista desde o primeiro momento. “Estou com você, Paulo, desde o início. Desde quando as pesquisas não eram as mais favoráveis. Agora, que já ‘podemos’ chamá-lo de governador pelos últimos levantamentos, tenho a certeza de que tomei a melhor decisão”, ponderou.

O gestor municipal pontuou que o Governo Eduardo Campos dispensou um olhar muito atencioso para Gravatá, com a destinação de recursos para a construção de obras importantes, a exemplo da PE-75. “E Paulo, como secretário, foi o responsável pela criação do FEM (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal), que nos ajudou a fazer muito pelo município”, frisou Martiniano.

Outro lado – Paulo Câmara aproveitou a sua passagem por Gravatá para visitar o vice-prefeito Rafael Prequé (PSB), que disputa cadeira na Câmara Federal nestas eleições. Na residência do aliado, o candidato da Frente Popular ao Governo do Estado recordou que os diferentes palanques municipais marcham juntos na sucessão estadual, deixando em segundo plano as aspirações locais.

“Isso mostra que Pernambuco inteiro quer seguir no caminho das transformações. As eleições de 2016 serão discutidas apenas daqui a dois anos”, disse Paulo.

Paulo Câmara inaugura ampliação da emergência do Hospital Getúlio Vargas

O governador Paulo Câmara, ao lado do secretário estadual de Saúde, André Longo, entregou à população, nesta terça-feira (02), a segunda fase da ampliação da emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A nova etapa da reforma acrescenta mais 28 leitos de urgência e emergência, com a instalação […]

Foto: Helia Scheppa/SEI

O governador Paulo Câmara, ao lado do secretário estadual de Saúde, André Longo, entregou à população, nesta terça-feira (02), a segunda fase da ampliação da emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife.

A nova etapa da reforma acrescenta mais 28 leitos de urgência e emergência, com a instalação das salas vermelha e amarela para o atendimento aos pacientes mais graves – sendo 14 em cada uma delas. A primeira fase da reforma foi concluída e entregue ainda no final de setembro de 2018. Foi realizada também a modernização da subestação de energia, que vai promover um aumento de 50% em sua capacidade elétrica.

Desde o ano passado, foram instalados 22 novos leitos para ampliação da sala verde, que atualmente conta com 72 vagas. A conclusão total das obras permitiu uma expansão total de 275%, saindo de 825 m² para 2.268 m², e a duplicação da capacidade de leitos, de 50 para 100. “Tivemos uma preocupação de aumentar essa área. O espaço físico hoje é três vezes maior que o original. Onde puder haver ampliações e melhoria do serviço, como estamos fazendo aqui no Hospital Getúlio Vargas, nós vamos continuar a fazer nos outros hospitais de Pernambuco”, assegurou o governador.

PSTU oficializa Cláudia Ribeiro como pré-candidata ao Governo de Pernambuco

O PSTU oficializou o nome de Cláudia Ribeiro como pré-candidata ao governo de Pernambuco, neste sábado (7). Apesar do lançamento, o nome da pré-candidata ainda vai ser levado à convenção do partido. As informações são da TV Globo. O anúncio ocorreu em um imóvel na Rua Paru, em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, […]

O PSTU oficializou o nome de Cláudia Ribeiro como pré-candidata ao governo de Pernambuco, neste sábado (7). Apesar do lançamento, o nome da pré-candidata ainda vai ser levado à convenção do partido. As informações são da TV Globo.

O anúncio ocorreu em um imóvel na Rua Paru, em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, durante evento do partido.

O partido ainda não definiu os nomes dos pré-candidatos a vice-governador e senador. A presidente do PSTU em Pernambuco, Simone Fontana, participou do lançamento da pré-candidatura.

“Nós vamos ser uma voz pelo socialismo tanto aqui no estado, como no Brasil, porque a classe trabalhadora precisa ter alternativas para sair dessas mazelas que esses governos criaram. Vai ser uma voz contra o capitalismo e pelo socialismo”, declarou Simone Fontana.

Cláudia Ribeiro tem 50 anos. Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 1972, e se mudou ainda criança para Pernambuco. Ele é formada em pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e professora da rede municipal do Recife. Foi dirigente do Sindicato dos Professores do Recife (Simpere).

“O PSTU lança a minha pré-candidatura para a gente se apresentar como oposição aos 16 anos do governo do PSB, junto com o PC do B e apoio do PT, que a gente está vendo como retrato o Hospital da Restauração e, agora, o incêndio nas palafitas. E também sendo oposição e contra a direita tradicional. O PSTU apresenta a candidatura para ser uma alternativa socialista para a classe trabalhadora”, afirmou Cláudia.

Histórico na política

Cláudia Ribeiro foi candidata a prefeita do Recife em 2020. Ela teve 1.190 votos. Antes, havia disputado uma vaga de vereadora do Recife, em 2008, e de deputada estadual, em 2006. Em todas as eleições, disputou pelo PSTU. Nunca foi eleita.

Bloco dos lisos monta estratégia para sair na avenida

Este blogueiro acompanhou por alguns instantes o nascimento de um bloco que tem futuro. Em seu primeiro ano, o Bloco dos Lisos levou para a avenida a estratégia de fazer um carnaval com poucos recursos e muitas dificuldades. Ainda assim, garantem os fundadores, o bloco reserva um futuro promissor. Este blogueiro – na condição de […]

Este blogueiro acompanhou por alguns instantes o nascimento de um bloco que tem futuro. Em seu primeiro ano, o Bloco dos Lisos levou para a avenida a estratégia de fazer um carnaval com poucos recursos e muitas dificuldades.

Alessandro Palmeira recebeu carterinha vip para ir no bloco mas não foi. Vergonha de ser liso...
Antes, Alessandro Palmeira recebeu carterinha vip para ir no bloco mas não foi. Vergonha de ser liso…
Foliões pousam para foto. Risco é torar o cordão de isolamento
Foliões pousam para foto. Risco é torar o cordão de isolamento

Ainda assim, garantem os fundadores, o bloco reserva um futuro promissor. Este blogueiro – na condição de responsável pela Divisão de Patrimônio do Bloco dos Lisos – promete investir o mínimo possível para que o bloco cresça.

Foliões se espremem no cordão de isolamento
Foliões se espremem no cordão de isolamento

Para participar, não precisa de abadá, camisa, chinelo ou fantasia. Com os recursos que a natureza oferece ou principalmente descarta, toda a logística estrutural inovadora do bloco é montada.

Várias especiarias de nossa culinária são servidas no bloco dos liso. Ao fundo, um ovinho de
Várias especiarias de nossa culinária são servidas no bloco dos lisos. Ao fundo, um ovinho de “cadorna”. Liso adoooora…

Veja mais imagens incríveis de um nascimento tão épico quanto apertado.

A cerveja Bossa Nova (R$ 1,32 a lata) acabou logo. Enquanto não chegou perto da barraca de Zé Negão, ficou todo mundo com sede no bloco...
A cerveja Bossa Nova (R$ 1,32 a lata) acabou logo. Enquanto não chegou perto da barraca de Zé Negão, ficou todo mundo com sede no bloco…
Os cordeiros não são contratados. Entre os lisos, há um revezamento solidário. Eles evitam que a corda se tore e que alguém que pagou por abadá ou camisa estilizada tente invadir o bloco com inveja...
Os cordeiros não são contratados. Entre os lisos, há um revezamento solidário. Eles evitam que a corda se tore e que alguém que pagou por abadá ou camisa estilizada tente invadir o bloco com inveja…

foto 4

CCJ do Senado aprova reeleição de Rodrigo Janot por 26 votos a 1

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) indicação para a recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao cargo. Janot foi aprovado por 26 votos a favor e 1 contra. Agora, a indicação de Janot será votada pelo Plenário do Senado. Para ter a indicação aprovada, o procurador precisa […]

2
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) indicação para a recondução

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) indicação para a recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao cargo. Janot foi aprovado por 26 votos a favor e 1 contra. Agora, a indicação de Janot será votada pelo Plenário do Senado. Para ter a indicação aprovada, o procurador precisa do voto favorável de 41 dos 81 senadores.

A sabatina de Rodrigo Janot foi marcada por um clima de aparente tranquilidade quebrada apenas pela participação do senador Fernando Collor (PTB-AL), desafeto de Janot. Ao longo da sabatina, o principal tema foi a operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos da Petrobras.

Janot negou a existência de um “acordão” com o governo para proteger políticos suspeitos de envolvimento no esquema da Lava Jato. Entre os supostos protegidos estaria o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por seu possível envolvimento na Lava Jato.

“Eu nego veementemente a possibilidade de qualquer acordo que possa interferir nas investigações”, afirmou Janot.

O procurador-geral também foi questionado sobre a validade das delações premiadas que servem de base para parte das investigações da operação Lava Jato.

Ele disse que as delações, por si só, precisam ser acompanhadas de evidências dos crimes denunciados. Janot defendeu as delações e disse que os delatores, entre eles os doleiros Alberto Youssef, não são “X-9”.

“O colaborador não é um dedo-duro. Não é um X-9”, disse Janot.

O embate com o senador Fernando Collor foi o momento mais tenso da sabatina. Na última segunda-feira (24), Collor usou a tribuna do Senado para criticar Janot e chama-lo de “fascista”. Na semana passada, a PGE denunciou o senador ao STF por seu suposto envolvimento no esquema da Lava Jato.

Collor questionou Janot sobre contratos firmados pela PGR com empresas de mídia e sobre a suposta proteção que Janot deu a seu irmão nos anos 1990, procurado à época pela Interpol, e o acusou de ser um “catedrático” em promover vazamentos de informações das investigações da operação Lava Jato.

Janot chegou a levantar a voz contra Collor quando o senador tentou lhe interromper. “Queria ter meu direito de manifestação assegurado”, disse Janot sobre os vazamentos.

Ao falar dos contratos com a empresa de mídia Oficina da Palavra, que segundo Collor, seriam irregulares, Janot negou que a contratação seja ilegal.

Ao falar sobre o irmão procurado pela Interpol, Janot se mostrou irritado. “Eu não vou me referir a esse episódio em respeito aos mortos. Não participarei dessa exumação pública que se quer fazer de um homem quem nem sequer pode se defender”, afirmou.

Outro investigado pela operação Lava Jato, Lindbergh Farias (PT-RJ), questionou o procurador-geral da República sobre os motivos que, segundo ele, investigações contra o PSDB não tinham o mesmo tratamento que aquelas contra o PT.

Janot refutou a tese de Lindbergh. “Não temos nenhum preconceito ou ideia pré-ordenada de investigar um e não investigar outro. O que se procura aqui é o saneamento da corrupção no Brasil”, disse Janot. (Do Uol)