Na era Temer, Brasil se torna um dos países com a gasolina mais cara do mundo, denuncia Humberto
Por Nill Júnior
Foto: Roberto Stuckert Filho
Foto: Roberto Stuckert Filho
O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), criticou a política de preços dos combustíveis adotada por Michel Temer (PMDB).
Segundo o senador, a mudança no cálculo do reajuste da gasolina, promovida pela gestão peemedebista, teve um grande impacto para o consumidor final. Só no ano de 2017, o valor do combustível sofreu um incremento de 30%.
“O resultado dessa política de preços completamente irresponsável é que, hoje, ostentamos uma das gasolinas mais caras do mundo. Algo completamente impensável e que tem um efeito devastador na economia, já que o aumento no preço do combustível provoca um efeito cascata em vários outros setores. Mais uma vez quem paga o pato nesse governo é o povo brasileiro”, afirmou.
Pesquisa da consultoria Air-Inc, que analisa o custo de vida e mobilidade, mostra que a gasolina vendida nos postos brasileiros é a segunda mais cara do mundo dentre os países que mais produzem petróleo. Com o combustível sendo vendido em média a R$ 4,28 (US$ 1,30 o litro), o Brasil perde apenas para a Noruega, no ranking.
“Lembro que, no governo Dilma Rousseff, muita gente bateu panela criticando o preço da gasolina. Agora, está aí o resultado. A gasolina aumentou 300% mais que a inflação no ano passado e o País passou a figurar entre os que cobram mais caro pelo preço do combustível no mundo. Já as panelas dos ‘manifestoches’, voltaram para a cozinha”, ironizou Humberto.
O município de Salgueiro foi destaque no discurso do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), na tarde desta terça-feira (30). O parlamentar parabenizou a cidade pelos 155 anos de emancipação política e fez um apelo para que seja mantida a Agência da Receita Federal instalada no local. “Quero parabenizar minha querida Salgueiro que hoje completa 155 […]
O município de Salgueiro foi destaque no discurso do deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), na tarde desta terça-feira (30).
O parlamentar parabenizou a cidade pelos 155 anos de emancipação política e fez um apelo para que seja mantida a Agência da Receita Federal instalada no local.
“Quero parabenizar minha querida Salgueiro que hoje completa 155 anos de história. Quero também fazer um apelo em nome do povo de Salgueiro, ao Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, ao Secretário da Receita Federal e ao Comitê de Governança Institucional da Receita Federal do Brasil, para manterem a Agência da Receita Federal de Salgueiro ou, transformá-la, pelo menos, em Posto da Receita Federal e não extingui-la. Vamos lutar para manter a nossa cinquentenária Receita Federal, Zé Popô, em Salgueiro”, comentou.
O socialista ainda fez alguns questionamentos: “No caso de fechamento da Agência da Receita Federal de Salgueiro, que atende o contador que tem entendimentos e, apesar dos serviços on-line, alguns de solução presencial, qual é a Agência que vai atender? Serra Talhada? Ou Salgueiro vai ficar subordinado à Ouricuri?, 100 quilômetros de distância, cada uma dessas cidades e, o usuário da zona rural? Totalmente leigo, com dificuldade em resolver questões relacionadas ao CPF e ITR, dentre outros, vai ter que se deslocar para esses municípios distantes, isso só atrasa as dificuldades dessa gente, não é humano nem moderno”, falou.
O Comitê de Governança Institucional – CGI da Receita Federal do Brasil deliberou uma nova reestruturação do órgão, estabelecendo que Delegacias com até 100 servidores sejam transformadas em Agências; Agências com até 05 Servidores serão extintas ou transformadas em Postos de Atendimento. A estrutura da nova Receita Federal Nordeste pretende extinguir dentre outras, a Agência de Salgueiro. A Coletoria Federal Zé Popô, de Salgueiro, inaugurada nos anos sessenta, quando Salgueiro começou a disparar como a Capital do Sertão.
Após a apuração das urnas no último domingo, o advogado Flávio Marques (PT) comemorou nas principais ruas do município e em suas redes sociais as expressivas votações de seus candidatos. José Patriota, Carlos Veras, Teresa Leitão, Danilo Cabral e Lula, candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente, respectivamente, foram majoritários em Tabira. José […]
Após a apuração das urnas no último domingo, o advogado Flávio Marques (PT) comemorou nas principais ruas do município e em suas redes sociais as expressivas votações de seus candidatos.
José Patriota, Carlos Veras, Teresa Leitão, Danilo Cabral e Lula, candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e presidente, respectivamente, foram majoritários em Tabira.
José Patriota terminou a eleição com 4.100 votos, enquanto Carlos Veras atingiu a marca de 7.041 votos. Ambos foram os mais votados no município, atingindo imensa diferença para os candidatos da atual prefeita, Nicinha Brandino.
“Essa votação expressiva que não seria possível sem o apoio do nosso grupo político, vereadores, lideranças; e de cada tabirense, que confiando em nosso projeto, depositou um voto de confiança nos nossos candidatos”, afirmou Flávio Marques.
As fortes chuvas que caíram nos últimos dias na bacia do São Francisco garantiram aos ribeirinhos um alívio diante dos efeitos de uma estiagem considerada a pior em 100 anos, abastecendo rios e riachos que se encontravam secos há muito tempo. Apesar da alegria gerada, as chuvas não alteraram, porém, os procedimentos de controle da vazão, tanto […]
As fortes chuvas que caíram nos últimos dias na bacia do São Francisco garantiram aos ribeirinhos um alívio diante dos efeitos de uma estiagem considerada a pior em 100 anos, abastecendo rios e riachos que se encontravam secos há muito tempo. Apesar da alegria gerada, as chuvas não alteraram, porém, os procedimentos de controle da vazão, tanto do lago de Sobradinho, na Bahia, quanto no de Três Marias, em Minas Gerais, que permanecerão adotando, respectivamente, 800 e 150 metros cúbicos por segundo.
“O nível estava muito baixo e, mesmo com as chuvas, o reservatório chegou a pouco mais de 5% da sua capacidade, o que ainda é muito pouco. As previsões meteorológicas não são animadoras e nada garante que esse regime de chuva irá perdurar. Por isso, o momento é de cautela e de acompanhamento diário antes de qualquer alteração de procedimento”, explica o superintendente de Operação e Contrato de Transmissão de Energia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Ruy Pinto.
Em Minas Gerais, a cachoeira da Casca D’Anta, primeira queda d´água do rio São Francisco após a nascente, elevou o seu volume de água em 200% devido às chuvas. “Até o dia 20 de janeiro, tivemos 330 milímetros de chuva acima da média, contra 109,6 milímetros para o mesmo período em 2015. Todas as nascentes estão jorrando água”, assegura Luiz Castanheira, chefe do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde está a nascente principal do Velho Chico. A alta pluviosidade resultou positivamente também no centro-oeste do Estado, entorno do reservatório de Três Marias. A represa teve o seu volume útil duplicado na última semana, passando de 8,7% para 17,5%.
Já no nordeste do país, próxima às cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), a usina de Sobradinho aumentou a sua capacidade hídrica, chegando a 5,5% no seu armazenamento. Número animador em relação ao 1% registrado no final de 2015. “Muitos rios e riachos que estavam sem água voltaram a contribuir para o São Francisco, como o Itapicuru, Ouro, Salitre, Algodões e Tatuí. Eles são responsáveis por abastecer as principais cidades do lago de Sobradinho, a exemplo de Pilão Arcado, Casa Nova, Sento Sé”, conta Ivan Aquino, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Sobradinho.
Situação inversa – O trecho são-franciscano do oeste da Bahia alcançou uma média pluviométrica de 120 milímetros por dia, recuperando boa parte dos estoques pesqueiros da região, além de aumentar o desempenho nas atividades de agricultura e agropecuária. “Os institutos meteorológicos indicavam 2016 como um ano crítico, mas o que se aponta neste início de ano é o contrário; e isso é muito bom”, afirma Cláudio Pereira, coordenador da Câmara Consultiva Regional do Médio São Francisco, que integra o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
As chuvas reverteram ainda o quadro desolador do Baixo São Francisco, entre os estados de Alagoas e Sergipe. “As lagoas marginais, antes secas, voltaram a ficar submersas. Isso devido às fortes pancadas que caem em toda a bacia, em especial na barragem de Sobradinho, extremamente necessário para a regularização das vazões na região. Um fato raro nesses últimos anos, e muito bom para todos nós, sobretudo para os peixes”, diz Antônio Jackson, morador de Pão de Açúcar (AL) e membro do CBHSF. O ambientalista alerta, porém, que as chuvas, por serem momentâneas, não serão suficientes para sanar os grandes problemas do rio São Francisco, “que continua ameaçado e com sérias dificuldades”, pontua.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, que tem por finalidade realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. A diversidade de representações e interesses torna o CBHSF uma das mais importantes experiências de gestão colegiada envolvendo Estado e sociedade no Brasil.
A disputa nacional por espaço, aliada ao cálculo presidencial de 2030, alimenta desconfianças dentro do PT e eleva o peso das decisões locais. Por Igor Maciel – JC On-line Aconteceu em 2022 um movimento do PSB de João Campos que impediu o PT de lançar Humberto Costa para o governo de Pernambuco. A história é […]
A disputa nacional por espaço, aliada ao cálculo presidencial de 2030, alimenta desconfianças dentro do PT e eleva o peso das decisões locais.
Por Igor Maciel – JC On-line
Aconteceu em 2022 um movimento do PSB de João Campos que impediu o PT de lançar Humberto Costa para o governo de Pernambuco. A história é bem conhecida, mas não custa lembrar: Lula (PT) precisava de um partido de centro-esquerda para acomodar Geraldo Alckmin que saia do PSDB e seria seu vice. O encaixe possível, por questões regionais e de acomodação no espectro da esquerda, era na sigla dominada por Campos.
O líder petista precisava de Alckmin, que era um ex-adversário, para reforçar a narrativa de união do país contra Bolsonaro (PL). O relato de um petista que acompanhou a conversa na época dá conta que o prefeito do Recife estava pouco se importando com a estratégia de Lula para derrotar Bolsonaro e que a prioridade dele era “montar um ambiente em Pernambuco que lhe desse vantagem estratégica para o futuro no estado”.
Disputa em 2022
A questão é que Humberto liderava as pesquisas e tinha chance real de vencer aquela eleição. Mas se isso acontecesse, Campos só poderia disputar o governo de Pernambuco em 2030, para não enfrentar Lula regionalmente.
“Campos quer ser candidato a presidente em 2030 e no planejamento dele precisa ser candidato a governador já em 2026”, explica essa fonte ligada ao PT. O prefeito então deu sua cartada e disse que aceitava Alckmin no PSB, desde que Lula impedisse Humberto de ser candidato ao governo.Lula, pressionado para vencer Bolsonaro, aceitou.
Divisões internas
Mas os petistas nunca esqueceram. E nem ignoram que João pretende ser candidato a presidente num futuro muito próximo, mesmo que precise enfrentar o próprio PT. Em Pernambuco há dois grupos dentro do PT. Existem os que dormem no sofá socialista e não querem se afastar do PSB, mas também existem os que desejam retomar algum protagonismo no estado, perdido para os Campos-Arraes há quase 20 anos. É essa divisão que dá base à disputa interna dos petistas locais, mas a preocupação com um protagonismo nacional do filho de Eduardo Campos influencia muito os ânimos do PT nacional.
O fator Dirceu
E tem outra coisa, que tem a ver com José Dirceu. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu estava preso por causa do Mensalão quando João Campos disputou a prefeitura do Recife pela primeira vez. Na época, o socialista precisava derrotar Marília Arraes, que estava no PT, e não poupou o verbo. Buscando eleitores antipetistas para vencer, atacou a corrupção do partido, citou as prisões dos petistas e fez discursos, alguns diretos e outros indiretos, contra Lula, Dirceu e companhia.
Influência permanente
Dirceu, que foi liberado para ser candidato em 2026 e deve disputar uma cadeira na Câmara, é conhecido por ser pragmático, objetivo e direto, mas é exatamente por ser objetivo e pragmático que não costuma demonstrar muita confiança na lealdade do presidente nacional do PSB. E isso terá força nas decisões que serão impostas aos petistas pernambucanos. Porque estando preso ou em liberdade, Dirceu nunca perdeu a influência que tem sobre o partido nacionalmente.
O TCE realizou análise das contas de governo do ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque , relativas ao exercício financeiro de 2017, para efeito de emissão de parecer prévio por parte da Corte de Contas. A Segunda Câmara do TCE esteve reunida na última quinta (18), e emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de […]
O TCE realizou análise das contas de governo do ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque , relativas ao exercício financeiro de 2017, para efeito de emissão de parecer prévio por parte da Corte de Contas.
A Segunda Câmara do TCE esteve reunida na última quinta (18), e emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de Serra Talhada a rejeição das referidas contas do ex-prefeito, relativas ao exercício financeiro de 2017.
“Cumpre destacar, inicialmente, que as contas de governo são o instrumento através do qual o Chefe do Poder Executivo de qualquer dos entes da federação expressa os resultados da atuação governamental no exercício financeiro respectivo. Trata-se de contas globais que refletem a situação das finanças da unidade federativa, revelando o planejamento governamental, a gestão fiscal e previdenciária; demonstram os níveis de endividamento, o atendimento ou não aos limites de gasto mínimo e máximo previstos para a saúde, educação e com pessoal”, diz o TCE na decisão, reproduzida pelo Afogados On Line.
Sendo assim, o presente processo não abrange todos os atos do gestor, mas apenas aqueles relativos à atuação governamental do Chefe do Executivo Municipal, essenciais à emissão de Parecer Prévio pelo Tribunal de Contas, opinativo técnico-jurídico que irá subsidiar o julgamento político a cargo do Legislativo.
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