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Mulheres são maioria entre eleitorado de Pernambuco

Por André Luis

Ao todo, são 3.760.500 eleitoras, o que equivale a 53,58% do total. Confira os detalhes do eleitorado de Pernambuco para as Eleições 2022

Pernambuco possui 7.018.098 eleitores aptos a votar nas Eleições 2022. Houve um aumento de 4,24% se comparado com as Eleições de 2020, quando foram registrados 6.732.607 eleitores. 

Com isso, o Estado é o 7º maior colégio eleitoral do Brasil (2º do Nordeste), atrás apenas de São Paulo (34.667.793), Minas Gerais (16.290.870), Rio de Janeiro (12.827.296), Bahia (11.291.528), Rio Grande do Sul (8.593.469) e Paraná (8.475.632).

Os dados do eleitorado foram divulgados, na última sexta-feira (15), pelo Tribunal Superior Eleitoral. O cadastro eleitoral de 2022 mostra que a maior parte do eleitorado pernambucano é composto por mulheres. São 3.760.500 eleitoras, o que equivale a 53,58% do total. Já os homens são 3.256.842, sendo 46,41% do eleitorado.

Faixa Etária

A maioria do eleitorado Pernambucano, aproximadamente 42% do total tem entre 25 e 44 anos de idade (confira o ranking completo no final deste texto). Neste grupo, o maior contingente está nos que têm entre 35 e 39 anos: são 735.673 eleitores nessa faixa etária, equivalente a 10,48% do total, número ligeiramente superior à segunda maior parcela mais representativa, a dos que tem entre 25 e 29 anos: 735.641 (também 10,48%). Na sequência vem os eleitores que têm entre 40 e 44 anos, que são 720.489 no total (10,27%), seguidos por eleitores entre 30 e 34 anos, com 718.128 inscritos (10,24%).

Na sequência estão aqueles entre 45 e 49 anos, com 640.823 eleitores (9,13%), precedendo aqueles de 21 a 24 anos, com 586.379 pessoas (8,36%).

Voto facultativo

No Brasil, o voto é facultativo para os jovens de 16 e 17 anos, para pessoas acima dos 70 anos e para os analfabetos. Nas eleições deste ano, Pernambuco possui 118.185 jovens com idade entre 16 e 17 anos aptos a votar. Em 2020 esse número era de 96.252 jovens, o que corresponde a um aumento de 21.933 jovens aptos a votar.

O eleitorado acima de 70 anos também cresceu. Este ano, estão aptos a votar 629.533 pessoas nessa faixa etária. Nas Eleições de 2020, Pernambuco possuía 535.454 eleitores com 70 anos ou mais, o que representa um aumento de 94.079 eleitores.

Colégios Eleitorais

O município do Recife continua sendo o maior colégio eleitoral de Pernambuco com 1.215.546 eleitores, seguido por Jaboatão dos Guararapes (478.789) e Olinda (297.800). Logo após vem Caruaru (239.299), Petrolina (229.925), Paulista (228.366), Cabo de Santo Agostinho (160.540), Camaragibe (120.503), Vitória de Santo Antão (99.320) e, em 10º lugar, Garanhuns (95.768).

Já os 10 menores colégios eleitorais são Fernando de Noronha (3.362), Ingazeira (4.074), Itacuruba (4.351), Solidão (5.584), Quixaba (6.117), Calumbi (6.598), Terezinha (6.645), Palmeirina (6.651), Granito (6.732) e Ibirajuba (6.930).

Nome social

Pela terceira eleição consecutiva, a Justiça Eleitoral garante que pessoas transgêneros, transexuais e travestis tenham o nome social – aquele pelo qual o eleitor prefere ser designado – impresso no título de eleitor e no caderno de votação. E houve um aumento expressivo pelo uso do nome social nas eleições deste ano.

Em Pernambuco, 1.689 eleitores farão uso do nome social. Em 2020 esse número foi de 458 pessoas, ou seja, houve um aumento de quase quatro vezes em relação à eleição anterior, que equivale a 1.231 pessoas a mais que optaram pelo nome social ao se registrarem ou atualizarem os dados na Justiça Eleitoral. Na divisão por gênero dentro deste grupo, são 895 eleitoras e 794 eleitores que utilizarão o nome social.

Pessoas com deficiência

Para as eleições deste ano, Pernambuco tem 36.136 eleitores que declararam algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, um aumento de 5.425 eleitores em relação a 2020, quando 30.711 pessoas informaram a condição diferenciada.

Esses eleitores poderão votar em seções acessíveis, considerando o atendimento das necessidades apresentadas. De acordo com o Calendário Eleitoral, a partir do dia 18 de julho, os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que deixaram de informar a condição ao cadastro eleitoral, poderão solicitar transferência temporária para uma seção mais acessível. Basta ir ao cartório de sua zona eleitoral e efetuar seu requerimento presencialmente. O prazo para apresentação do requerimento é até 18 de agosto.

Escolaridade do Eleitorado

Quanto ao grau de instrução, os dados do cadastro eleitoral mostram que a maior parcela do eleitorado se concentra entre aqueles que declararam possuir o ensino médio completo. São 1.789.346, o equivalente a 25,5% do total. Os que disseram contar apenas com o ensino fundamental incompleto alcançaram a marca de 1.691.013, correspondente a 24,1% de todo o eleitorado, sendo o segundo grupo mais representativo.

Na sequência, 1.092.652 de eleitores afirmaram ter o ensino médio incompleto (15,57%). 765.469 eleitores afirmaram saber ler e escrever (10,91%) e outros 558.882 declararam ter o ensino superior completo (7,96%). Os eleitores que se autodeclararam analfabetos são 467.774, o que corresponde a 6,67% – para este grupo, o voto é facultativo.

Em seguida vêm os eleitores com ensino fundamental completo, 335.220, que corresponde a 4,78%. Aqueles com ensino superior incompleto são 316.897, o que equivale a 4,52%. Os que não informaram foram 845, ou seja, apenas 0,01% do total.

Confira mais estatísticas eleitorais neste link

Outras Notícias

Real Time Big Data: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos; há empate técnico

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de quatro pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. No cenário de votos totais, […]

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 48% de Lula (PT). Apesar da diferença numérica de quatro pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45%. Brancos e nulos somam 5%, e outros 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Os votos válidos desconsideram brancos e nulos e correspondem ao critério utilizado pela Justiça Eleitoral para calcular o resultado das eleições.

O levantamento ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 15 e 19 de outubro, em todas as regiões do país. As entrevistas foram realizadas por telefone.

O período de campo incluiu o debate entre Lula e Flávio realizado pela Band no domingo (18), com entrevistas coletadas antes e depois do primeiro confronto direto entre os candidatos no segundo turno.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada pela Real Time Big Data com recursos próprios da Real Time Mídia Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02952/2026.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo (25).

Fonte: UOL e Real Time Big Data
Foto: Miguel Schincariol/AFP e Ricardo Stuckert/Campanha Lula

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PP e União Brasil devem retirar apoio a Alcolumbre na disputa pelo comando do Senado

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve deixar de apoiar a tentativa de Davi Alcolumbre (União-AP) de permanecer na presidência do Senado a partir de 2027. A movimentação ocorre em meio ao alinhamento das cúpulas das duas legendas com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada inicialmente […]

A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, deve deixar de apoiar a tentativa de Davi Alcolumbre (União-AP) de permanecer na presidência do Senado a partir de 2027. A movimentação ocorre em meio ao alinhamento das cúpulas das duas legendas com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

A informação foi publicada inicialmente pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles. Até o momento, a retirada do apoio não foi formalizada pelas direções partidárias, mas integrantes da federação indicam que Alcolumbre não deverá contar com o respaldo conjunto de PP e União Brasil na disputa.

O movimento representa uma mudança em relação às articulações realizadas antes do segundo turno. Em setembro, dirigentes da federação chegaram a discutir a manutenção de Alcolumbre no comando do Senado como parte das negociações envolvendo eventual apoio a Flávio Bolsonaro.

Nas últimas semanas, porém, o presidente do Senado manteve uma aproximação política com Lula (PT), enquanto as direções de PP e União Brasil passaram a se alinhar à candidatura de Flávio.

Alcolumbre também tem procurado senadores que tomarão posse em 2027 para construir apoio à sua permanência na presidência da Casa. Segundo a apuração publicada pelo Metrópoles, as conversas envolvem negociações sobre espaços em gabinetes e presidências de comissões.

A União Progressista deverá iniciar a próxima legislatura com 12 senadores, sendo seis do PP e seis do União Brasil, considerando os parlamentares com mandato até 2031. A ausência do apoio formal da federação não impede uma candidatura de Alcolumbre, mas reduz uma das bases partidárias disponíveis para a disputa.

O cenário também é influenciado pelas decisões recentes tomadas no Senado. Alcolumbre colocou em votação a proposta que encerra gradualmente a escala de trabalho 6×1 e retirou da pauta a PEC da Segurança Pública, que enfrentava divergências em torno de temas como a redução da maioridade penal.

A eleição para a presidência do Senado ocorrerá no início de 2027, após a posse dos parlamentares eleitos neste ano. As articulações ainda estão em andamento e outras candidaturas podem surgir até a definição da nova composição da Casa.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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PGR não vê abuso de André Mendonça em pedido de investigação contra Alexandre de Moraes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido para investigar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto abuso de autoridade. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (19) ao presidente da Corte, Edson Fachin. O caso teve início depois que Alexandre de Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por ter […]

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido para investigar o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suposto abuso de autoridade. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (19) ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O caso teve início depois que Alexandre de Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por ter solicitado a abertura de uma apuração envolvendo o próprio Moraes. A solicitação estava relacionada às investigações do caso Master e às conversas atribuídas ao ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Diante do pedido de Moraes, Fachin encaminhou a questão à PGR para manifestação.

No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou não identificar elementos que permitam enquadrar a atuação de André Mendonça como crime previsto na Lei de Abuso de Autoridade.

Segundo Gonet, o fato de Mendonça ter representado pela investigação de outro ministro não é, por si só, suficiente para caracterizar uma conduta criminosa.

A PGR também analisou relatórios que haviam sido solicitados por Mendonça à Polícia Federal para fundamentar o pedido de investigação contra Moraes. Para Gonet, esses documentos não possuem valor probatório e, portanto, também não podem ser classificados como provas ilícitas.

A crise entre os ministros ganhou força depois que Mendonça, relator das investigações do caso Master, retirou o sigilo de parte dos autos e encaminhou informações ao presidente do Supremo.

A investigação da Polícia Federal apontou que Daniel Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Alexandre de Moraes antes da prisão do ex-banqueiro, ocorrida em novembro de 2025.

Moraes acusou Mendonça de agir de forma parcial na condução das investigações com o objetivo de incriminá-lo. A manifestação da PGR desta segunda-feira trata especificamente da possibilidade de enquadramento da atuação de Mendonça como abuso de autoridade e não representa decisão definitiva do STF sobre o caso.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Gustavo Moreno/STF

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Em Porto Alegre, Lula destaca propostas para MEIs e trabalhadores durante agenda de campanha

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) participou, nessa segunda-feira (19), de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico da capital gaúcha. A agenda ocorreu na última semana antes do segundo […]

O presidente e candidato à reeleição Lula (PT) participou, nessa segunda-feira (19), de uma caminhada de campanha no centro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu no Largo dos Açorianos, entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico da capital gaúcha.

A agenda ocorreu na última semana antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Lula enfrenta Flávio Bolsonaro (PL).

Durante a passagem por Porto Alegre, o presidente também voltou a falar sobre o desafio lançado ao adversário durante o debate da Band para que ambos autorizem o acesso aos próprios sigilos e aos de familiares.

Lula afirmou que enviaria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para abertura de seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, além dos dados dos filhos, e cobrou que Flávio adote a mesma medida.

“A única coisa que eu estou pedindo é que ele [Flávio Bolsonaro] tenha a coragem de provar que é honesto”, declarou.

O presidente afirmou ainda que espera que as informações sejam analisadas pela Justiça e posteriormente tornadas públicas. O assunto já havia sido levantado por Lula durante o confronto entre os candidatos realizado no domingo (18).

Ainda nessa segunda-feira, Lula concedeu uma entrevista gravada ao SBT, na qual tratou de temas como MEIs, fim da escala 6×1, segurança pública e saúde.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

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No Pará, Flávio promete ampliar regularização fundiária e defende mudanças em regras ambientais

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha nesta segunda-feira (19) em Marabá, no Pará, onde participou de uma motociata e apresentou propostas relacionadas à regularização fundiária, propriedade privada e segurança pública. Durante o ato, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende promover o que chamou de “maior regularização fundiária que o […]

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda de campanha nesta segunda-feira (19) em Marabá, no Pará, onde participou de uma motociata e apresentou propostas relacionadas à regularização fundiária, propriedade privada e segurança pública.

Durante o ato, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende promover o que chamou de “maior regularização fundiária que o Pará já viu”. O candidato, porém, não detalhou como a proposta seria executada.

Ao abordar o uso das propriedades rurais, Flávio disse que pretende reduzir restrições que classificou como entraves ambientais motivados por questões ideológicas.

“Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar”, declarou.

O candidato também incluiu a segurança pública entre as prioridades apresentadas durante a passagem pelo Pará. Flávio voltou a utilizar o termo “narcoterroristas” para se referir a integrantes de organizações criminosas e afirmou que pretende endurecer o enfrentamento a esses grupos.

“Eu vou a partir de janeiro do ano que vem, pegar em guerra aos narcoterroristas. Vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade”, disse.

Na mesma fala, o candidato afirmou que pretende propor a castração química de pessoas condenadas por estupro.

Flávio também defendeu a realização de obras estruturantes na região Amazônica e mencionou a saúde entre as áreas que, em sua avaliação, precisam de investimentos.

Após a agenda em Marabá, o candidato seguiu para Manaus, no Amazonas, onde participou de um ato com apoiadores na noite desta segunda-feira.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Vittor Sales

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