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Mulher de 22 anos que só tomou uma dose da vacina e bebê de sete meses são novas vítimas da Covid em Serra

Por Nill Júnior

A Secretaria de Saúde de Serra Talhada confirmou os óbitos de dois pacientes no Boletim Epidemiológico desta terça-feira (23). Agora, o município soma 206 mortes por Covid-19.

O óbito de número 205 é de uma mulher de 28 anos, moradora do bairro Bom Jesus. Ela era portadora de linfoma hodgkin e tomou apenas a primeira dose contra a Covid-19. A paciente faleceu no dia 22 de julho no IMIP, em Recife.

O óbito de número 206 é de um bebê de sete meses, sexo masculino, morador do Sítio Luanda. A criança não tinha comorbidades e faleceu no dia 15 de agosto no Hospital Martagão Gesteira, em Salvador (BA).

São 16.929 casos confirmados, dois casos em investigação, 71.941 casos descartados, nove pessoas em isolamento domiciliar. Recuperados são 16.714. Nas últimas 24 horas foram três casos positivos.

Outras Notícias

CNT divulga pesquisa eleitoral na quarta-feira

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga na próxima quarta-feira (27), às 10h30, o resultado de mais uma pesquisa CNT/MDA com a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. A 120ª pesquisa CNT/MDA aborda ainda os cenários para a eleição presidencial deste ano, que já inclui o nome de […]

pesquisa_eleitoral_09A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga na próxima quarta-feira (27), às 10h30, o resultado de mais uma pesquisa CNT/MDA com a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff.

A 120ª pesquisa CNT/MDA aborda ainda os cenários para a eleição presidencial deste ano, que já inclui o nome de Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República.

A pesquisa apresenta também a opinião da população a respeito de seu interesse nas eleições, sobre quais setores do país ela deseja mudanças e o impacto das redes sociais nas eleições.

Avalia ainda questões relativas ao medo de viajar de avião e sobre assédio sexual, temas de economia e poder de compra. Nessa rodada, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades federativas das cinco regiões. As entrevistas foram feitas entre os dias 21 e 24 de agosto.

São José do Egito sedia 2ª Caminhada da Inclusão

Nesta sexta-feira, 28 de agosto, a Diretoria Municipal de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizará a 2ª Caminhada da Inclusão em São José do Egito.  A partir das 7h30 na Igreja São Judas Tadeu. Está sendo realizada até a 28 de agosto mais uma Semana da Pessoa com Deficiência. As atividades acontecem nas escolas […]

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Nesta sexta-feira, 28 de agosto, a Diretoria Municipal de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizará a 2ª Caminhada da Inclusão em São José do Egito.  A partir das 7h30 na Igreja São Judas Tadeu.

Está sendo realizada até a 28 de agosto mais uma Semana da Pessoa com Deficiência. As atividades acontecem nas escolas municipais e estaduais de São José do Egito.

Vereador tabirense é acusado de, com sinais de embriaguês, causar confusão em Hospital

O vereador tabirense Aderval  Santos, 40 anos, o Val do Bar, é acusado de causar desordem no Hospital Municipal da cidade. Segundo nota da PM, a Guarnição Ordinária foi acionada pela Central da 2ªCPM, para atender a uma ocorrência de desacato. Chegando ao local a vítima Maria Marques de Melo, 25 anos,  Enfermeira Chefe do Hospital, […]

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O vereador Val do Bar

O vereador tabirense Aderval  Santos, 40 anos, o Val do Bar, é acusado de causar desordem no Hospital Municipal da cidade. Segundo nota da PM, a Guarnição Ordinária foi acionada pela Central da 2ªCPM, para atender a uma ocorrência de desacato.

Chegando ao local a vítima Maria Marques de Melo, 25 anos,  Enfermeira Chefe do Hospital, informou que Val  havia chegado à recepção bastante alterado, com visíveis sintomas de embriaguez alcoólica querendo o prontuário dos pacientes.

“Como a mesma não lhe forneceu, Val passou a chamá-la de vagabunda e irresponsável e lhe agrediu fisicamente com um soco na mão”. Segundo a enfermeira, ele  só não agrediu mais porque a mesma chamou o guarda da unidade. A guarnição conduziu Val e a enfermeira  na Delegacia local, para as providências cabíveis.

Ao blogueiro Júnior Alves, o vereador relatou que recebeu uma denúncia de que não tinha médicos atendendo no hospital. “Eu fui verificar fazendo a minha parte como vereador que é de fiscalizar. Quando cheguei lá que indaguei uma enfermeira sobre o médico ela me disse que tinha e eu pedi para chamá-lo e ela recusou-se. Eu insisti que chamasse o médico ou me desse alguma prova que ele estava atendendo, foi então que a profissional foi grosseira comigo, falando alto e colocando o dedo no meu rosto”. Ele garante que não agrediu ninguém.

Histórico de episódios : Não é a primeira vez que relatos de vereadores supostamente com sintomas de embriaguês repercute na imprensa. A prática já foi registrada até em sessões da casa. Já houve quem sugerisse ao presidente Zé de Bira que adquirisse um bafômetro para aferir o teor etílico dos parlamentares. Coisa mais feia…

Câmara de Arcoverde realiza sessão solene pelos 60 anos da GRE

A Câmara de Vereadores de Arcoverde promoveu, na noite da última sexta-feira (31), uma sessão solene em homenagem aos 60 anos da Gerência Regional de Educação (GRE). A cerimônia reuniu representantes da educação, autoridades políticas e moradores da cidade para celebrar as seis décadas de atuação da instituição. Durante o evento, foram prestadas homenagens a […]

A Câmara de Vereadores de Arcoverde promoveu, na noite da última sexta-feira (31), uma sessão solene em homenagem aos 60 anos da Gerência Regional de Educação (GRE). A cerimônia reuniu representantes da educação, autoridades políticas e moradores da cidade para celebrar as seis décadas de atuação da instituição.

Durante o evento, foram prestadas homenagens a ex-gestores, professores e servidores que contribuíram para o desenvolvimento da rede pública de ensino na região. O atual gestor da GRE, José Antunes, destacou em seu pronunciamento as conquistas obtidas ao longo dos anos e o compromisso permanente da instituição com a melhoria da educação pública.

“Essas seis décadas representam o esforço coletivo de todos que fizeram e fazem parte da GRE. Nosso foco continua sendo garantir educação de qualidade aos estudantes da rede pública”, afirmou Antunes.

O presidente da Câmara, Luciano Pacheco, ressaltou a relevância da solenidade. “A GRE tem um papel fundamental na formação de gerações e na valorização da educação em Arcoverde e em toda a região”, disse.

A sessão contou com a presença de vereadores de Arcoverde e municípios vizinhos, além de representantes do Poder Executivo e da comunidade local, que ocuparam o plenário para acompanhar as homenagens.

Carta para Marina

Por Heitor Scalambrini* Minhas cordiais saudações, senhora ministra. Parabenizo por mais uma vez estar com o povo brasileiro, emprestando à sua história, sua credibilidade, e experiência a um projeto nacional democrático, transparente, sustentável, na defesa do meio ambiente, e no encontro de soluções para enfrentar as desigualdades, inclusive socioambientais, que tanto nos envergonham. No passado […]

Por Heitor Scalambrini*

Minhas cordiais saudações, senhora ministra. Parabenizo por mais uma vez estar com o povo brasileiro, emprestando à sua história, sua credibilidade, e experiência a um projeto nacional democrático, transparente, sustentável, na defesa do meio ambiente, e no encontro de soluções para enfrentar as desigualdades, inclusive socioambientais, que tanto nos envergonham.

No passado recente fiz uma dura crítica, muito indignado pela aliança que estabeleceu com um ex-colega de ministério (1ª gestão do governo Lula), que ocupou o cargo de ministro de Ciência e Tecnologia, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Esta aliança definiu a chapa para as eleições presidenciais de 2014, Eduardo Campos para presidente, e a senhora para vice-presidente.

Naquele breve texto (https://sul21.com.br/opiniao/2014/03/ate-tu-marina-por-heitor-scalambrini-costa-2/) interpretei esta aliança como oportunismo político, e desrespeito a seus apoiadores, que viriam consagra-la com 20 milhões de votos. Como personagens públicos, políticos de renome nacional e internacional, divergiam e tinham posições antagônicas e aparentemente irreconciliáveis, em inúmeras questões, por ex.: na questão dos transgênicos, sobre o desenvolvimento sustentável, na opção de reativar o Programa Nuclear Brasileiro. Uma aliança entre personagens tão diferentes em seus posicionamentos e ideias, trouxe sem dúvida decepção, indignação pela decisão equivocada, desta aliança eleitoral. E que a meu ver, em nada contribuiu na elevação do patamar da educação e compreensão política do povo brasileiro, ao contrário.

A história tomou rumos inesperados. Um desastre fatal com o avião em que estava Eduardo Campos e colaboradores, tirou sua vida. A senhora se tornou a candidata presidencial.

Muita coisa aconteceu, nos últimos 10 anos, desde o fatídico golpe parlamentar e de aliados civis e militares, que usurparam o poder da presidente legitimamente reeleita, Dilma Rousseff. O golpe acabou favorecendo em 2019, a eleição pelo voto popular de um desastroso governo de extrema direita, que acabou derrotado por uma grande frente política da sociedade brasileira que resgatou a democracia, na eleição de outubro de 2022.

Quero aqui, neste início de 2023, desejar sucesso nessa árdua, grandiosa e gloriosa missão de voltar a chefiar o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), agora rebatizado. Conforme anunciado, terá a tarefa de comandar a (re)construção de todo aparato organizacional do Ministério,  fazendo-o funcionar em prol da defesa e da preservação dos biomas, transformando o Brasil, em exemplo de políticas públicas para o efetivo enfrentamento das mudanças climáticas. Sabes que encontrarás um cenário de guerra e destruição na área ambiental, mas a confiança na senhora é muito grande, como demonstrado no ato de sua posse.

Neste contexto, o assunto que gostaria de tratar nestas breves linhas, diz respeito a transversalidade das ações ambientais sobre os diversos ministérios e órgão de governo, inclusive sobre o Ministério de Minas e Energia que conduz a atual política energética nacional voltada para a construção de novas usinas nucleares em território nacional. Este é um assunto de interesse, que envolve todo brasileiro e brasileira, diante das repercussões sociais, políticas, econômicas, ambientais e geopolíticas, que decisões agora tomadas terão no presente e no futuro do país.

Uma parte significativa da sociedade brasileira é contra as instalações de usinas nucleares, em território nacional; justificadas como necessárias para produzir energia elétrica, e assim diversificar a matriz elétrica, e garantir a segurança no fornecimento elétrico.

Do outro lado existem grupos de interesse, como empresas, consultores, acadêmicos, políticos, entidades patronais, militares, empresas de comunicação, que estão organizados, defendendo e promovendo a energia nuclear. Os “negócios nucleares” são poderosos, atuam, agem e influenciam as decisões governamentais, em benefícios apenas dos negócios, representados por bilhões de dólares.

O que se constata é a ignorância da maioria da população em relação ao tema energia nuclear. Além da escandalosa falta de transparência nas decisões governamentais. Informações falsas difundidas, análises equivocadas e tendenciosas sobre a geração elétrica a partir da energia nuclear, acabam gerando “ruído”, incompreensões, dúvidas nos reais riscos de tornarmos uma nação nuclearizada, militarizada colaborando com a proliferação nuclear.

A construção de uma usina nuclear, implica em vultuosos investimentos (US$ 5 bilhões de dólares para 1.300 MW), constituindo em uma grandiosa e dispendiosa obra de engenharia para a produção de energia elétrica a partir de reações nucleares controladas. Mas para chegar à produção de energia um conjunto de empresas/indústrias estão envolvidas em todo processo de conversão núcleo-elétrica; desde a mineração, o enriquecimento do combustível, a produção do combustível final, o descarte dos resíduos e o descomissionamento da usina, após o término de sua vida útil. Nestas distintas etapas é desmistificado a afirmativa de que a energia nuclear é limpa, não agride o meio ambiente, e nem produz gases de efeito estufa.

Existem sim emissões, e não são nada desprezíveis. E os resíduos nucleares (mais conhecidos como ‘lixo nuclear’)? O que fazer com os elementos químicos de alta radioatividade, que continuam emitindo radiação por milhares de anos? E os gases cancerígenos produzidos na mineração?

A nuclearização do Brasil, tem implicado gastos fabulosos do dinheiro público na construção de submarinos atômicos, na mineração de urânio em jazidas inexploradas, na construção e previsão de novas usinas nucleares, no domínio do enriquecimento do urânio, e assim poder produzir armamentos. Seria uma prioridade para o país, apoiar uma tecnologia associada a morte, a um estado autoritário, e a contaminação radioativa?

Não é com bons olhos que nossos vizinhos fronteiriços, e de outros países latinos veem o Brasil incentivar a construção de usinas nucleares, e os outros usos desta tecnologia, como para fins militares. Como resposta estes países começam promover a proliferação nuclear estabelecendo acordos, compromissos com os “players” desta área, para também em seus respectivos territórios, desenvolverem a indústria nuclear.

Não se tem argumentos sólidos que justifiquem perante a nação que os “negócios” do nuclear se desenvolvam e sejam apoiados com dinheiro público. A atual tecnologia das usinas nucleares é:

– Cara. Contribuirá para tarifas de energia cada vez mais abusivamente caras. O custo da energia produzida é um dos mais elevados, comparados às diversas tecnologias renováveis de produzir energia elétrica.

– Perigosa. Produção de materiais radioativos na mineração, por ex.: o gás radônio altamente cancerígeno.  No interior do reator da usina nuclear são produzidos artificialmente elementos químicos radioativos que emitem radiação por milhares de anos. Com o domínio da tecnologia de enriquecimento isotópico, se poderá produzir combustível para armamentos de guerra, como a bomba atômica.

– Suja. Na cadeia produtiva envolvida na conversão núcleo-elétrica, gases de efeito estufa são produzidos, além dos resíduos nucleares (conhecido como “lixo nuclear”). Desastres em usinas nucleares liberando materiais radioativos ao meio ambiente são catastróficos. E mesmo na mineração, verifica-se a liberação de gases tóxicos que contaminam o ar e lençóis freáticos.

Espero que a senhora, junto ao Presidente da República, e o ministro de Minas e Energia, promovam um amplo debate democrático, sincero, transparente, focado nos interesses do povo brasileiro sobre a continuidade do Programa Nuclear Brasileiro. Em seus discursos o presidente Lula tem afirmado, e repetido, que vai democratizar os processos decisórios, com maior participação popular. O tema energético e suas consequências socioambientais não devem ser excluídos do debate democrático.

No caso da opção por usinas nucleares, tal decisão passou ao largo da participação popular. É imperioso, que como ocorreu com o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que retomou a estrutura e funcionamento original; tenhamos fóruns regionais que permitam a discussão sobre a questão energética. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve ser reestruturado, modificado, garantindo um colegiado consultivo e deliberativo com maior participação da sociedade civil nas decisões sobre política energética.

Vou finalizar por aqui, pois acredito que tenha muito trabalho pela frente. E não serei eu com esta carta, que irá atrapalhar seus inúmeros afazeres e obrigações que o cargo exige. Seu discurso de transmissão de cargo (https://www.gov.br/pt-br/noticias/meio-ambiente-e-clima/2023/01/discurso-da-ministra-do-meio-ambiente-e-mudanca-do-clima-marina-silva) e outras declarações feitas pela senhora durante a campanha eleitoral, são indicações que o tempo de esperançar chegou ao povo brasileiro.

Sucesso. Lembrando o dito pelo poeta “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer …”, me despeço.

*Heitor Scalambrini Costa é Doutor em Energética, professor aposentado Universidade Federal de Pernambuco