Mesmo numa segunda feira uma multidão prestigiou o encerramento das festividades de Reis na Terra da Poesia.
Por Nill Júnior
Já esperada em todo início de ano, a Festa de Santos Reis da cidade de São José do Egito, prometeu ser o grande evento deste fim de semana na região do Sertão do Pajeú. Repleto de atrações de nível nacional e regional, o evento teve como objetivo agradar a todos os públicos com os mais diversos ritmos.
Uma das mais tradicionais da região, a festa é organizada a quase 150 anos pela Igreja matriz de São José, e a cada ano consegue atrair um número expressivo de expectadores.
No Sábado (4) uma multidão assistiu aos shows, e no domingo (5) não foi diferente, os turistas que se deslocaram das cidades circunvizinhas prestigiaram os shows em praça pública.
A segunda (06), o último dia de festividades, foi marcada com as procissões, missa e apresentações culturais de pastoris, declamadores e Bandas, o Poeta cantador e romântico Val Patriota deu um show com sua banda.
O prefeito Romério Guimarães (PT) também participou do encerramento do evento religioso mais tradicional da Terra da Poesia que teve Procissão pelas ruas e adjacências neste feriado de 6 de janeiro. Romério e sua equipe, prestigiaram a festa no meio do povo, desde que assumiu a gestão o prefeito aboliu os camarotes.
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) votou pela aprovação, em seu parecer como relator, do Projeto de Lei 4.254/2025, que reconhece a Poesia do Pajeú como manifestação da cultura nacional. A proposta, de autoria do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), já recebeu o aval da Comissão de Cultura (CCULT). O texto deve seguir para votação em […]
O deputado federal Carlos Veras (PT-PE) votou pela aprovação, em seu parecer como relator, do Projeto de Lei 4.254/2025, que reconhece a Poesia do Pajeú como manifestação da cultura nacional. A proposta, de autoria do deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE), já recebeu o aval da Comissão de Cultura (CCULT).
O texto deve seguir para votação em plenário nesta terça-feira (3).
Em seu relatório, Veras enfatiza que o reconhecimento oficial corrige uma lacuna histórica e institucional. Para o parlamentar, a medida eleva a tradição sertaneja ao patamar das grandes artes brasileiras. “Trata-se de uma expressão cultural singular, de inequívoca relevância histórica, que resiste à massificação e ao esquecimento, mantendo-se viva e vibrante nas feiras, nas calçadas e nos festivais”, defende o relator.
Além do peso cultural, o deputado destaca o papel pedagógico da poesia regional. Segundo Veras, o rigor gramatical e a riqueza vocabular dos poetas de bancada e repentistas servem como um sistema de transmissão de conhecimento cotidiano para as novas gerações.
O texto aponta que crianças da região aprendem a contar sílabas poéticas de forma lúdica, facilitando o domínio da Língua Portuguesa por meio da métrica e das rimas. “Do ponto de vista educacional, a Poesia do Pajeú realmente funciona como um sistema de transmissão de conhecimento cotidiano. Crianças aprendem a contar sílabas poéticas e, por meio delas, perfazem ludicamente o caminho de acesso à Língua Portuguesa. O rigor gramatical e a riqueza vocabular presentes nos versos de poetas de bancada ou de repentistas são ferramentas pedagógicas vivas.”
Embora o Repente tenha sido reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2021, e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) tenha concedido recentemente ao município de São José do Egito o título de Capital Pernambucana da Poesia, a iniciativa deste Projeto de Lei tem relevância ainda maior, porque se reveste de um caráter de coroamento nacional. Enquanto os títulos anteriores focam no gênero Repente ou na localidade de São José do Egito, o PL em questão reconhece a Poesia do Pajeú, contemplando a região como um todo e as diversas formas de manifestação artística — como a glosa, o cordel, a bancada e o repente — enquanto expressão cultural de caráter nacional.
Após aprovado na Câmara dos Deputados, o PL 4.254/2025 segue para apreciação pelo Senado Federal. “Essa é a chancela definitiva que o Congresso Nacional oferece a uma das mais ricas manifestações culturais do nosso país”, conclui Veras.
No meu comentário para o Jornal Itapuama desta terça-feira (03.03), faço um alerta direto: em tempos de emergência, é preciso escolher prioridades. Enquanto famílias enfrentam alagamentos, perdas e insegurança, a destinação de recursos públicos revela muito sobre o compromisso real dos gestores com a população. Entre o socorro a quem precisa e a manutenção da […]
No meu comentário para o Jornal Itapuama desta terça-feira (03.03), faço um alerta direto: em tempos de emergência, é preciso escolher prioridades.
Enquanto famílias enfrentam alagamentos, perdas e insegurança, a destinação de recursos públicos revela muito sobre o compromisso real dos gestores com a população.
Entre o socorro a quem precisa e a manutenção da agenda festiva, qual deve ser a prioridade? Gestão pública exige responsabilidade, planejamento e, sobretudo, sensibilidade.
O dinheiro público tem que servir ao povo — principalmente nos momentos mais difíceis. Veja minha análise no comentário de hoje:
Vereadora do PT no Recife e professora de Direito da UFPE pede aplicação de multa. A vereadora do Recife e professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Liana Cirne Lins (PT), protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral solicitando a apuração de possível campanha eleitoral antecipada por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O […]
Vereadora do PT no Recife e professora de Direito da UFPE pede aplicação de multa.
A vereadora do Recife e professora de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Liana Cirne Lins (PT), protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral Eleitoral solicitando a apuração de possível campanha eleitoral antecipada por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O documento foi encaminhado ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet Branco, e pede que o Ministério Público Eleitoral investigue declarações feitas durante um ato político realizado no dia 1º de março, na Avenida Paulista, em São Paulo.
Segundo a representação, o evento reuniu cerca de 20 mil pessoas e contou com a participação de diversas lideranças políticas ligadas à direita brasileira, entre elas o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado federal Sóstenes Cavalcante e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
Declarações citadas na representação
No documento, Liana Cirne sustenta que as falas realizadas durante o ato extrapolaram os limites da manifestação política permitida antes do período oficial de campanha. A peça cita discursos que associariam diretamente o nome de Flávio Bolsonaro a uma futura candidatura à Presidência da República.
Entre os exemplos mencionados está uma fala do próprio senador, que afirmou: “Até a vitória porque Deus vai abrir esse mar pra gente atravessar, e do outro lado a gente vai cantar o hino da vitória”.
Também são citadas declarações de aliados que projetariam o senador como futuro presidente, além de uma manifestação em vídeo do deputado federal Eduardo Bolsonaro, mencionando a possibilidade de anistia política com uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro.
Possível propaganda eleitoral antecipada
Na avaliação da vereadora, as declarações feitas durante o ato público configurariam indícios de propaganda eleitoral antecipada. Pela legislação brasileira, a propaganda com pedido explícito de voto só é permitida a partir de 15 de agosto do ano eleitoral.
A representação argumenta que a jurisprudência da Tribunal Superior Eleitoral admite a caracterização de campanha antecipada mesmo sem o uso literal da expressão “vote em”, quando o contexto e as declarações indicam convocação ao eleitorado ou promoção eleitoral direta.
Para Liana Cirne, a extrema-direita vive desrespeitando às regras eleitorais e afirma que elas são essenciais para garantir igualdade entre os candidatos.
“O cumprimento da legislação eleitoral é fundamental para assegurar a igualdade de condições entre os concorrentes e preservar a normalidade do processo democrático, palavra que não existe no dicionário da extrema-direita”, afirmou a jurista.
Pedido ao Ministério Público Eleitoral
No documento, Liana Cirne solicita que o Ministério Público Eleitoral analise os fatos e, caso entenda haver irregularidade, apresente representação formal contra Flávio Bolsonaro.
A eventual punição prevista na legislação eleitoral inclui multa que pode variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, ou valor equivalente ao custo da propaganda, caso seja maior. A vereadora também pede medidas para evitar a repetição de possíveis práticas semelhantes durante o processo eleitoral. Leia aqui a íntegra da representação.
O presidente da Câmara do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB), decidiu pelo arquivamento do pedido de CPI contra o prefeito João Campos (PSB), protocolado ontem (2) na casa. O documento foi publicado no Diário Oficial de hoje. Ontem, um grupo de vereadores havia protocolado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar […]
O presidente da Câmara do Recife, vereador Romerinho Jatobá (PSB), decidiu pelo arquivamento do pedido de CPI contra o prefeito João Campos (PSB), protocolado ontem (2) na casa. O documento foi publicado no Diário Oficial de hoje.
Ontem, um grupo de vereadores havia protocolado a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito do Recife, João Campos (PSB), por suposto tráfico de influência e nepotismo após a alteração do resultado de um concurso público para procurador do município.
Segundo a denúncia, um advogado aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD) deixou de ser nomeado e, no lugar dele, foi convocada outra pessoa, filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz que arquivou um processo envolvendo a prefeitura por suspeita de corrupção.
A votação chamou atenção pelo voto favorável de Osmar Ricardo, do PT. Como consequência, João Campos devolveu à Câmara exonerou um secretário municipal para poder afastar da Câmara o vereador do PT que assinou um pedido de CPI contra a gestão municipal. A assinatura do petista ocorreu mesmo com o partido estando na base do governo.
Procedimento foi aberto após representação de vereadores que apontam despesas enquanto há pendências em serviços públicos essenciais O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para apurar supostos gastos realizados pelo Município de Joaquim Nabuco com festividades em meio a pendências na prestação de serviços públicos essenciais. A portaria de instauração do Inquérito Civil […]
Procedimento foi aberto após representação de vereadores que apontam despesas enquanto há pendências em serviços públicos essenciais
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou inquérito civil para apurar supostos gastos realizados pelo Município de Joaquim Nabuco com festividades em meio a pendências na prestação de serviços públicos essenciais.
A portaria de instauração do Inquérito Civil nº 02308.000.467/2025 foi assinada pela promotora de Justiça Regina Wanderley Leite de Almeida, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Palmares, com atuação na defesa do Patrimônio Público.
De acordo com o documento, o procedimento teve origem em Notícia de Fato instaurada a partir de representação apresentada por vereadores do município. A denúncia aponta a realização de despesas com eventos festivos enquanto haveria demandas pendentes em áreas consideradas essenciais.
Na portaria, o MPPE destaca que cabe ao órgão a defesa do patrimônio público e social, bem como a fiscalização do cumprimento dos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na administração pública, conforme previsto nos artigos 127, 129 e 37 da Constituição Federal.
Com a instauração do inquérito civil, o Ministério Público poderá requisitar informações, documentos, certidões, depoimentos e realizar outras diligências necessárias para apurar os fatos. Ao final da investigação, o procedimento poderá resultar no ajuizamento de ação civil pública ou no arquivamento do caso, a depender das conclusões obtidas.
Entre as providências determinadas, estão o envio da portaria para publicação no Diário Oficial do Estado, a comunicação ao Conselho Superior do Ministério Público, à Corregedoria-Geral e ao Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa do Patrimônio Público e Terceiro Setor, além da reiteração de notificação à Câmara de Vereadores, com advertência.