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Marina diz que Nordeste brasileiro não é problema, é solução

Por Nill Júnior

Marina_Silva_2007

da Folha de Pernambuco

A candidata à Presidência da República Marina Silva visitou, no início da tarde deste domingo (24), o Centro de Tradições Nordestinas, na zona norte da capital paulista, um local para difusão da cultura e da gastronomia do Nordeste brasileiro. No local, Marina conversou com eleitores e posou para muitas fotos, além de falar sobre seu projeto para a região.

“O desenvolvimento econômico do Nordeste precisa de uma compreensão de que o Nordeste não é problema, mas solução. A maior parte dessas soluções já estão colocadas e precisam ganhar escala como, por exemplo, os programas que façam as pessoas terem acesso à água em relação à transposição do São Francisco, que ajudará, em muito, o desenvolvimento econômico no Semiárido nordestino”, disse ela, destacando também que o desenvolvimento do Nordeste passa pela utilização de fontes de energia alternativas, como a energia solar, além da agricultura familiar e da valorização da cultura e do artesanato local.

Durante a visita ao centro, Marina assumiu como seu compromisso de campanha manter e aprimorar o Programa Bolsa Família. “Nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção desse programa, entendendo que ele é uma conquista brasileira e que deve ter continuidade em qualquer governo brasileiro”, disse ela.

Indagada sobre o seu programa de governo, que deve ampliar os canais de democracia direta, tais como plebiscitos e consultas populares, além de controlar as atividades dos políticos por meio de conselhos sociais, Marina respondeu que a versão que saiu nos jornais ainda não é oficial e que, portanto, não iria comentar sobre isso. “Foi entregue uma versão preliminar. O documento a que tiveram acesso não é o que Eduardo [Campos, morto no dia 13 de agosto] e eu revisamos”, disse ela. No entanto, Marina ressaltou que seu programa deve sim “aprofundar a democracia, o que significa a valorização das instituições”.

Ela também comentou sobre a inflação, criticando a forma como ela é controlada hoje pelo governo. “O controle da inflação não se dá apenas pela elevação de juros, mas também pela eficiência do gasto público”, disse ela, ressaltando que é preciso enxugar os ministérios e também acabar com a corrupção para controlar a inflação.

No evento, Marina evitou comentar a notícia publicada hoje pela Folha de S.Paulo de que a Polícia Federal vai investigar se a aeronave em que estava Eduardo Campos – e que caiu em Santos (SP), provocando a morte do candidato – foi comprada com dinheiro de caixa 2 do PSB. Ao ser questionada sobre o tema, Marina deixou que o seu vice, Beto Albuquerque, respondesse à pergunta dos jornalistas. “Continuamos querendo explicações das causas do acidente, como ele caiu e porque a caixa-preta não tinha gravado [a conversa no avião]. Não sei o que a Polícia Federal está falando, mas se ela está falando, ela precisa apurar antes de falar. O partido prestará informações a todos sobre as condições daquele contrato”, falou ele, acrescentando que o PSB deve se pronunciar durante a semana sobre o assunto.

Outras Notícias

Depois de um ano, Barragem de Brotas volta a “sangrar”

  Vídeo: André Luis A expectativa de que a Barragem de Brotas sangraria neste sábado se confirmou. Praticamente um ano depois – o último registro foi em nove de abril do ano passado – Brotas voltou a verter, ou a “sangrar”, expressão usada pelos sertanejos. Atraindo curiosos a barragem com capacidade de quase 20 milhões […]

 

Vídeo: André Luis

A expectativa de que a Barragem de Brotas sangraria neste sábado se confirmou. Praticamente um ano depois – o último registro foi em nove de abril do ano passado – Brotas voltou a verter, ou a “sangrar”, expressão usada pelos sertanejos.

Atraindo curiosos a barragem com capacidade de quase 20 milhões de metros cúbicos está transbordando desde o início da manhã de hoje.

A Prefeitura está, como no ano passado,  disciplinando o acesso dos visitantes ao paredão da barragem devido aos riscos de acidentes. A Guarda Municipal irá controlar esse fluxo, permitindo apenas um determinado número de visitantes por vez.

Na região barragens maiores como Rosário em Iguaracy e a Barragem de Ingazeira estão recebendo muita água.

Na zona rural de Afogados já transbordaram barragens e açudes em Carnaúba dos Vaqueiros, Covoadas, Pintada, Varzinha, Pajeú Mirim e Olho D’água na Carapuça.

Pregão vai escolher nova empresa para operar Aeroporto de ST. “Até a DIX pode voltar”, diz Secretário

O Secretário de Transportes do Estado, Antonio Júnior, disse ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que questões burocráticas e uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado dificultaram os repasses à empresa Dix Empreendimentos, que vinha operando o Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada a anunciou o fim das atividades e aviso prévio dos funcionários. […]

O Secretário de Transportes do Estado, Antonio Júnior, disse ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que questões burocráticas e uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado dificultaram os repasses à empresa Dix Empreendimentos, que vinha operando o Aeroporto Santa Magalhães, em Serra Talhada a anunciou o fim das atividades e aviso prévio dos funcionários.

“Não há polêmica. Aconteceu um problema de ordem burocrática. Tivemos que atender uma recomendação da  Procuradoria Geral do Estado.  Tivemos que resolver essas questões. Acredito que nos próximos dias estaremos pagando a DIX”.

O Secretário garantiu que não haverá problemas na gestão do Aeroporto. “Não teremos problemas no cronograma dos voos comerciais para Serra Talhada. Tivemos que encerrar esse contrato. Enquanto isso, funcionários do DER irão assumir a operação no Aeroporto,  se necessário, com assistência da Infraero, compromisso assumido com o então Secretário Sebastião Oliveira quando Secretário de Transportes”.

O Secretário disse que a busca é para o início de voos fretados, os voos charter, antes da operação regular, prevista para o fim de outubro. “O esforço do governo Paulo Câmara é para que antes dos voos normais já possamos fazer voos charters, que foram autorizados pela ANAC”.

Nesse período, diz o Secretário, haverá pregão para escolha de nova empresa para operar o terminal.”O prazo é bem menor que na licitação convencional. Isso agilizará a nova operadora. A própria DIX poderá voltar se ganhar a licitação. Não existe nenhum mal estar com a empresa”, garantiu.

Rodrigo Maia diz que decidirá sobre CPI do óleo até 2ª feira

Poder 360 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu declarações à imprensa em São Paulo após palestra no SindiMais, que discute o futuro do trabalho. O cacique falou sobre reforma tributária e o pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o vazamento de óleo nas praias nordestinas. Sinteticamente, Maia disse: Reforma […]

Poder 360

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu declarações à imprensa em São Paulo após palestra no SindiMais, que discute o futuro do trabalho. O cacique falou sobre reforma tributária e o pedido de criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o vazamento de óleo nas praias nordestinas. Sinteticamente, Maia disse:

Reforma tributária – “Tenho certeza que nós vamos chegar num texto até o final do ano, para debater com senadores e deputados”

Apoio de empresários – “Não é possível que o setor privado não colabore agora [para a reforma tributária]. Na Previdência, que eles são pouco atingidos, todos foram colaborativos”

CPI do Óleo – “O que não pode é transformar uma CPI numa disputa do governo federal com seus adversários no NE. Até segunda-feira vou decidir sobre esse tema”

Segundo o presidente da Câmara, é função da reforma tributária destravar a economia. “Nós temos um miolo de proposta que tem muito consenso na Federação. Temos alguns conflitos com alguns setores da economia”.

Após cobrar maior engajamento do setor empresarial para o avanço nas mudanças do sistema de impostos, o presidente da Câmara fez um aceno: “Não é para ficar reticente, precisa sentar à mesa e a gente encontrar uma solução”.

Sobre o pedido de CPI do óleo, vindo do deputado João Campos (PSB-PE), o presidente da Câmara disse que pode ser 1 bom instrumento para pensar em ações futuras.

“Será que essa estrutura do Ministério do Meio Ambiente é suficiente?”, colocou como uma questão para a possível CPI. Ele mostra preocupação, porém, com a animosidade que provavelmente haveria na comissão.

Totonho sai em defesa de Daniel. “Não abro mão da vice”

Uma das lideranças políticas mais expressivas do Sertão, prefeito de Afogados da Ingazeira por dois mandatos e ex-secretário de Agricultura no Governo Arraes, o empresário Totonho Valadares manteve a tradição de abrir a porteira da sua fazenda no primeiro dia do ano. Reuniu um grande grupo de correligionários e amigos ao longo do dia de […]

Uma das lideranças políticas mais expressivas do Sertão, prefeito de Afogados da Ingazeira por dois mandatos e ex-secretário de Agricultura no Governo Arraes, o empresário Totonho Valadares manteve a tradição de abrir a porteira da sua fazenda no primeiro dia do ano.

Reuniu um grande grupo de correligionários e amigos ao longo do dia de ontem num churrasco.

A pauta foi a sucessão municipal. O prefeito Sandrinho Palmeira (PSB) disputa a reeleição em Afogados da Ingazeira. Daniel, filho de Totonho, é o seu vice, mas há especulações na cidade de que o deputado estadual José Patriota, que elegeu Sandrinho, está querendo a vaga na vice para a sua esposa.

“Não abro mão da vice e não creio que o deputado esteja pensando nisso, porque seria uma forma de nos dividir, mexer em time que está dando certo”, alertou Totonho, falando ao Blog do Magno.

O Blog e a História: quando André Mendonça virou Ministro da Justiça de Bolsonaro

Em 20 de abril de 2020 O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira (27/4) o advogado-geral da União, André Mendonça, para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O cargo era ocupado por Sergio Moro, ex-juiz da “lava jato”, que anunciou sua renúncia na última sexta-feira (24/4). No lugar de Mendonça, o AGU passa […]

Em 20 de abril de 2020

O presidente Jair Bolsonaro nomeou nesta segunda-feira (27/4) o advogado-geral da União, André Mendonça, para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O cargo era ocupado por Sergio Moro, ex-juiz da “lava jato”, que anunciou sua renúncia na última sexta-feira (24/4).

No lugar de Mendonça, o AGU passa a ser José Levi Mello do Amaral Junior. Para a chefia da Polícia Federal, que também estava vaga após a exoneração de Maurício Valeixo, Bolsonaro nomeou Alexandre Ramagem Rodrigues.

André Mendonça, o novo ministro da Justiça, nasceu em Santos (SP). Antes de virar advogado da União, foi advogado da Petrobras Distribuidora, também concursado.

Além do curso de Direito, formou-se em Teologia, em Londrina (PR), e é pastor. Em 2005, foi transferido para Brasília, onde atuou na corregedoria da AGU e participou de investigações que resultaram na demissão de advogados da União e procuradores da Fazenda.

Alexandre Ramagem era diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), e comandou a segurança de Bolsonaro quando ele era candidato à presidência.

A saída de Moro do Ministério da Justiça foi impulsionada pela exoneração do diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União nesta madrugada. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Moro pediu demissão na quinta (23/4) após Bolsonaro ter-lhe comunicado a decisão de tirar Valeixo. Neste momento, Moro anunciou ao presidente que não ficaria no cargo se houvesse a saída do diretor-geral.

Em seu discurso de renúncia, Moro afirmou que entende indicações coletivas, mas elencou intervenções de Bolsonaro no funcionamento das instituições. “Quando se começa a preencher cargos técnicos de polícia com questões político-partidárias, o resultado não é bom para a corporação. (…) O problema não quem é entra [na PF], mas por que entra. O problema é trocar o comando e permitir que seja feita a interferência política no âmbito da PF”, afirmou.

De acordo com Moro, Bolsonaro queria ter alguém do “contato pessoal dele [na PF] para poder ligar e colher relatórios de inteligência”.

Após denúncia da PGR, o ministro Celso de Mello, do Supremo, autorizou abertura de inquérito para investigar as declarações de Moro e a conduta de Bolsonaro.