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Maluf é único deputado da comissão do impeachment que faltou às 8 reuniões

Por Nill Júnior

Paula-MalufUol

Foram oito reuniões desde o início dos trabalhos da comissão da Câmara que analisa o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Apenas um deputado do grupo faltou a todas elas, segundo consta no site da Câmara: o ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP-SP).

Os registros também mostram que, até terça-feira (5), ele não justificou nenhuma de suas ausências. A comissão do impeachment é a única de que Maluf participa neste ano, até agora.

Em entrevista, ele confirmou as ausências. “Eu não fui porque não tinha votação nem tinha obrigação de ir. Para ir para falar para a televisão, eu acho que eu não preciso”, disse Maluf.

Em pelo menos três dias com reuniões, 17/3, 29/3 (nessa data foram duas reuniões) e 30/3, Maluf registrou presença em sessões extraordinárias da Câmara, sinalizando que esteve no Congresso, mas não foi à sessão da comissão do impeachment.

Seu suplente na comissão, deputado Macedo (PP-CE), esteve em quatro das oito reuniões, segundo os registros.

Na oitava reunião, realizada na última segunda-feira (5), o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, apresentou a defesa da presidente Dilma Rousseff. Maluf disse que assistiu pela TV e considerou a apresentação “brilhante”.

Ele afirma, porém, que estará presente quando a comissão for tomar a decisão sobre o parecer final, o que deve acontecer na segunda-feira (11). O relator Jovair Arantes (PTB-GO) deve apresentar seu parecer sobre a questão nesta quarta-feira (6).

Depois de aprovado pela comissão, o documento vai à votação no plenário da Câmara dos Deputados, que, em caso de aprovação, é encaminhado para o Senado.

Inicialmente um deputado contrário ao impeachment da presidente, Maluf disse que votará a favor do impedimento, caso o governo esteja oferecendo cargos em troca de apoio.

“Eu vou verificar se isso é verdade ou não. Porque, se for verdade, a minha posição é contrária à dos líderes do partido. Eu voto pelo impeachment”, disse o deputado.

Outras Notícias

Tabira recebe equipe da Fundação Altino Ventura para cirurgias de catarata

Há pouco mais de um mês, os profissionais da Fundação Altino Ventura estiveram em Tabira, realizando triagens para cirurgias de catarata. Esta semana, a equipe retornou para realizar a etapa principal que são os procedimentos cirúrgicos. O ônibus cirúrgico está instalado no Hospital Luiz José da Silva Neto desde a segunda-feira, 28 e ficará até esta sexta-feira, dia […]

Há pouco mais de um mês, os profissionais da Fundação Altino Ventura estiveram em Tabira, realizando triagens para cirurgias de catarata. Esta semana, a equipe retornou para realizar a etapa principal que são os procedimentos cirúrgicos.

O ônibus cirúrgico está instalado no Hospital Luiz José da Silva Neto desde a segunda-feira, 28 e ficará até esta sexta-feira, dia 1º. Durante essa semana serão realizadas 90 cirurgias.

Antes do procedimento, os pacientes passam por três salas de anexo onde são realizadas entrevistas para verificar os que possuem alergia a algum tipo de medicamento e também é verificada a pressão arterial. A cirurgia dura em torno de 30 minutos e após isso o paciente tem todo o acompanhamento pós cirúrgico.

“Essa ação tem o intuito de diagnosticar e identificar pessoas que tenham possibilidade de realizar cirurgias na unidade cirúrgica, onde tem um bloco cirúrgico adaptado e que diminui assim o desgaste desses pacientes irem até a capital para que possam realizar”, disse Emanuel Marcelo, enfermeiro da Fundação Altino Ventura.

Marquinhos Melo critica atuação da procuradora municipal em entrevista

Em entrevista ao podcast ElesPod, o vice-prefeito de Iguaracy, Marquinhos Melo, abordou temas ligados à política local, à relação com a atual gestão municipal e aos seus posicionamentos para o cenário político estadual. A conversa foi conduzida pelos apresentadores Júnior Campos e Marina Ferraz. Marquinhos relatou sua trajetória no serviço público, iniciada em 2008 no […]

Em entrevista ao podcast ElesPod, o vice-prefeito de Iguaracy, Marquinhos Melo, abordou temas ligados à política local, à relação com a atual gestão municipal e aos seus posicionamentos para o cenário político estadual. A conversa foi conduzida pelos apresentadores Júnior Campos e Marina Ferraz.

Marquinhos relatou sua trajetória no serviço público, iniciada em 2008 no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), onde atuou como servidor de carreira e coordenador regional. Segundo ele, a entrada na política partidária ocorreu a convite do ex-prefeito Zeinha Torres, após uma primeira tentativa sem êxito de eleição para vereador. Posteriormente, assumiu a Secretaria de Administração, função que exerceu por oito anos.

O vice-prefeito afirmou que sua indicação para compor a chapa com o atual prefeito, Pedro Alves, ocorreu de forma consensual dentro do grupo político. Disse que, no início da gestão, acumulou a vice-prefeitura com a secretaria, mas que decidiu deixar o cargo no Executivo e permanecer apenas como vice.

Durante a entrevista, Marquinhos criticou a atuação da procuradora do município, Cinara Maranhão, a quem atribuiu interferência excessiva em decisões administrativas. 

Segundo ele, a condução adotada teria provocado conflitos internos, burocratização de serviços e desgaste político. O vice-prefeito afirmou que o ambiente contribuiu para problemas de saúde, incluindo exaustão física e mental, o que o levou a se afastar da secretaria.

Apesar das divergências, Marquinhos declarou manter uma relação pessoal respeitosa com o prefeito Dr. Pedro Alves, a quem descreveu como alguém que precisa “ouvir mais a população” e rever a forma de condução política da gestão. Ele também mencionou a existência de insatisfação entre vereadores da base governista, apontando falta de diálogo interno.

No campo dos alinhamentos políticos, o vice-prefeito reafirmou apoio à governadora Raquel Lyra, citando investimentos estaduais em Iguaracy, como obras de infraestrutura, creches e aquisição de ônibus escolares. Também confirmou o apoio do grupo político aos deputados Renildo Calheiros e Caio Maniçoba.

Ao comentar nomes do cenário político, Marquinhos avaliou João Campos como uma liderança jovem, mas afirmou que há “verdades a serem ditas” sobre sua atuação regional. Sobre Zeinha Torres, destacou reconhecimento e gratidão, atribuindo ao ex-prefeito sua formação política. Já em relação à procuradora Cinara Maranhão, fez críticas diretas, afirmando discordar de suas posições e decisões dentro da gestão.

Para o futuro, Marquinhos disse que sua prioridade é manter a saúde física e mental. Informou ainda que passou a atuar como consultor em gestão pública no município de Sertânia, a convite da prefeita Pollyana, ressaltando que segue exercendo o mandato de vice-prefeito e mantendo atuação política em Iguaracy.

Deputados cobram regulamentação de lei que garante distribuição gratuita de remédios de cannabis 

A regulamentação e comercialização do cânhamo industrial, planta da espécie Cannabis Sativa, que pode ser aproveitada em diversos produtos, foi o tema central do sexto encontro da  Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Alepe, realizado na manhã desta segunda (7). A necessidade de regulamentar a legislação que prevê a distribuição gratuita […]

A regulamentação e comercialização do cânhamo industrial, planta da espécie Cannabis Sativa, que pode ser aproveitada em diversos produtos, foi o tema central do sexto encontro da  Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial da Alepe, realizado na manhã desta segunda (7). A necessidade de regulamentar a legislação que prevê a distribuição gratuita de medicamentos derivados da cannabis também foi lembrada.

A reunião contou com a presença de Bruno Pegoraro, presidente do Instituto Ficus, organização criada para impulsionar políticas públicas e inovação para produtos naturais com valor terapêutico e econômico. O pesquisador enfatizou as múltiplas possibilidades de aproveitamento do cânhamo, como a produção de tecidos, cordas, fibras e produtos cosméticos.

Pegoraro também chamou atenção para a necessidade de aprimorar a legislação sobre o cultivo, a importação e a exportação da planta. “É muito importante discutir na Alepe o cânhamo e outras commodities do futuro, avaliando incertezas, a regulamentação apropriada e o melhor tipo de aproveitamento da planta no Brasil”, frisou.

Entrou em vigor, no último sábado (5), a Lei nº 18.757/2024, de autoria dos deputados Luciano Duque (Solidariedade) e João Paulo (PT), que institui a Política Estadual de Fornecimento de Remédios e Produtos Derivados de Cannabis. O texto garante a distribuição gratuita dos medicamentos, desde que prescritos por profissional de saúde legalmente habilitado, e dentro de regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Entretanto, para que a distribuição comece efetivamente, é necessário que o Executivo estadual regulamente a matéria, o que não foi feito dentro do prazo de 120 dias, previsto no texto. Relator da Frente, o deputado Luciano Duque (Solidariedade), sugeriu uma ação conjunta junto ao Governo do Estado pela efetivação da norma. “A gente tem que criar uma comissão com vários órgãos para discutir com a Secretaria de Saúde do Estado e propor a regulamentação do uso de medicamentos [derivados de cannabis]. Compreender o que está sendo feito em outros estados, para propormos à secretária ”, afirmou.

Coordenador do grupo, o deputado João Paulo (PT) avaliou que o acesso à cannabis medicinal só vai progredir com a criação de políticas públicas de saúde e o fim do preconceito por parte de grupos conservadores. “Tem sido uma luta muito grande. Aqui na assembleia, tivemos a sanção da primeira lei no último dia do prazo. Só teremos uma conquista maior com pressão politica”, concluiu. 

Já o fundador e presidente da Associação para Pesquisa e Desenvolvimento da Cannabis Medicinal no Brasil (CANNAB), Leandro Stelitano, sugeriu que estados e municípios avancem com mais autonomia em todas as etapas relativas a esses medicamentos, “desde o cultivo até a fabricação”.

“Leis municipais e estaduais são importantes. Quem precisa não espera. Aqui em Pernambuco, temos órgãos públicos importantes e que podem ter toda essa capacidade, não só o LAFEPE, mais as demais universidades”, avaliou.

Confusão terminou com um ferido em Iguaraci

Em Iguaraci, uma ocorrência envolvendo o irmão da vereadora Odete Baião repercutiu por todo o dia. Ele teria esfaqueado um militante da Frente Popular na noite, em meio a grande movimentação de militantes de um lado e do outro. A informação é de que os grupos fiscalizavam um ao outro contra compra de votos e doação […]

Em Iguaraci, uma ocorrência envolvendo o irmão da vereadora Odete Baião repercutiu por todo o dia. Ele teria esfaqueado um militante da Frente Popular na noite, em meio a grande movimentação de militantes de um lado e do outro.

A informação é de que os grupos fiscalizavam um ao outro contra compra de votos e doação de cestas básicas. Chegou a haver perseguição entre os grupos.

Durante o dia, a Coligação oposicionista chegou a compartilhar textos condenando o episódio nas redes sociais e tentando vincular o discurso à votação. O grupo governista, ao contrário, tratou o caso como fato isolado sem nenhuma participação.

 Disputam o pleito, tido como equilibrado, Dessoles Monteiro e Zeinha Torres.

João de Maria minimiza notícias sobre perda de apoio. “Caneta nas minhas mãos”

Vereador disse que continua sendo da base de Evandro,  mas não apoiará o que é errado. E avisou : “não tenho medo de pressão”. O presidente da Câmara de São José do Egito,  João de Maria, do PSB, comentou nota do blog sob o título “João de Maria perde base de apoio e ameaça romper […]

Vereador disse que continua sendo da base de Evandro,  mas não apoiará o que é errado. E avisou : “não tenho medo de pressão”.

O presidente da Câmara de São José do Egito,  João de Maria, do PSB, comentou nota do blog sob o título “João de Maria perde base de apoio e ameaça romper com Evandro “.

O blog teve acesso a informações de que parte da base que o elegeu em janeiro estaria migrando de novo para o alinhamento com o bloco governista de Evandro Valadares, que tinha fechado em novembro apoio a Beto de Marreco.

Na conta de bastidores, oito vereadores estariam alinhados com Evandro e cinco isolados no grupo que articulou a eleição de João. A movimentação,  pelo que o blog apurou, incomodou João,  que ameaçou a interlocutores romper com o prefeito caso a movimentação prosperasse.

O vereador comentou a publicação.  “Eu não tenho essa conversa de base de apoio. Fui eleito com apoio de colegas presidente da Câmara em uma votação que venci por 8×4. Quem precisa ter base é o governo e eu sou um vereador da base do governo, assim como Patrícia de Bacana, Maurício e Gerson Souza”.

“Quero dizer que o que interessa pra mim são os interesses  do povo de São José do Egito.  Quero um hospital funcionando bem onde as pessoas são bem assistidas, quero PSFs com médicos,  com medicamentos,  com dentistas, quero uma escola pública municipal de qualidade,  que o direito de professores, pensionistas e aposentados  seja assegurado. Eu quero que o funcionário público seja bem tratado, eu quero a cidade limpa, um bom saneamento, a zona rural ser assistida pelo governo municipal, os distritos em suas necessidades, o melhor para São José do Egito “.

João de Maria volta a dizer que é da base de Evandro mas que seu compromisso é zelar pelo bem comum. “Não é porque eu sou do partido de nosso querido Evandro que se ele não fizer o que for bom para São José do Egito eu tenha que apoiá-lo”.

João diz que não só ele, mas todos os pares tem obrigações com São José do Egito.  “Agora o que não se pode acontecer é apoiar o que está errado”. E lembra: “continuo presidente da Câmara de Vereadores. A caneta de presidente de vereadores está nas minhas mãos. Eu sei da responsabilidade disso. Vereasores são livres para escolher quem acompanhar. Só que nesse caso não precisa essa escolha, vir materia dizendo a volta dos que não foram. E não foram mesmo. Votaram em mim para presidente da Câmara. Do jeito que não estão engessados pra fazer o que desejam o presidente da Câmara também não está.  Eu tenho a liberdade de fazer minhas escolhas e eu vou fazê-las sempre preservando o que for melhor para São José do Egito”.

Ao final avisou: “não tenho medo de críticas,  não tenho medo de pressão. Se enganam os que pensam que eu tenho. Eu fui eleito para fazer a diferença na Câmara de Vereadores de São José do Egito e vou fazer seguindo minhas convicções, consultando meus colegas”.

Registre-se,  o blog procurou João de Maria sobre essa informação.  Ontem, às 11h07, antes da publicação,  solicitou a posição do presidente da Casa. Não obteve resposta.