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Maioria do STJ define que Lula pode ser preso após condenado em 2ª instância

Por Nill Júnior
Reprodução: G1/STJ

 

Por unanimidade (5 votos a 0), a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou em julgamento nesta terça-feira (6) a concessão de um habeas corpus preventivo pedido pela defesa para evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da  Silva.

Félix Fischer, Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik tiveram o mesmo entendimento.

O objetivo do julgamento era decidir se o petista pode começar a cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região depois de esgotados os recursos ao próprio TRF-4.

Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá (SP). Após proferir a sentença condenatória, os desembargadores do TRF-4 determinaram a prisão logo após a conclusão da tramitação, no próprio tribunal, dos recursos da defesa. A decisão tem por base entendimento do STF , de outubro de 2016, segundo a qual a pena pode começar a ser cumprida após condenação em segunda instância da Justiça (caso do TRF). O habeas corpus preventivo impetrado pela defesa de Lula tem por objetivo evitar essa prisão.

Citando decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitem a condenação após segunda instância, o relator, ministro Félix Fischer, foi o primerio a votar.

Ele destacou que, nos recursos que Lula vier a apresentar nas instâncias superiores, não será mais possível reexaminar os fatos e provas do processo, no qual o ex-presidente foi considerado culpado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Encerrada a análise de fatos e provas, que assentam a culpa do condenado, legitimada está a execução provisória. Não são dotados os recursos extremos [apresentados ao STJ e ao STF contra a condenação] de efeito suspensivo”, afirmou Fischer.

O ministro, no entanto, considerou que, na análise de cada caso concreto, é possível suspender a execução da pena. No caso de Lula, porém, Fischer considerou que o processo do ex-presidente ainda não foi finalizado no TRF-4. Por isso, não caberia analisar neste momento a pertinência de deixar Lula recorrer em liberdade.

Pelo mesmo motivo, o relator disse que não poderia atender, na atual fase do processo, pedido da defesa que permita a Lula se candidatar à Presidência da República. Pela Lei da Ficha Limpa, a condenação pelo TRF-4 o torna inelegível. Para Fischer, no entanto, suspender essa proibição implicaria “indevida supressão de instância”, já que o processo ainda não encerrou sua tramitação na segunda instância.

Segundo a votar no julgamento do habeas corpus preventivo, o ministro Jorge Mussi também se manifestou em favor da possibilidade de prisão de Lula após o julgamento de recurso em segunda instância.

Ele considerou que ainda não foi demonstrada qualquer ilegalidade ou abuso no processo ao qual Lula responde e a ordem de prisão sequer foi expedida.

O ministro Reynaldo Soares da Fonseca diz que o STJ tem exercido sim seu papel de corte nacional de uniformização da lei federal, e mesmo de tema de natureza constitucional, não tem escapado de se pronunciar. Seguiu o relator.

Autor do quarto voto contra Lula, o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas refutou todos os argumentos da defesa.

Disse que várias questões alegadas pelos advogados – como a incompetência de Sergio Moro para julgar o caso, o aumento da pena pelo TRF-4 e a suposta inexistência de lavagem de dinheiro – não poderiam ser levadas em conta no habeas corpus.

O julgamento começou pela leitura do relatório do caso, pelo relator, ministro Félix Fischer. Em seguida, falou o advogado de Lula, José Paulo Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sepúlveda Pertence afirmou que a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que mandou prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não apresentou os motivos sobre a necessidade da medida após a condenação.

Pertence falou em defesa do petista no julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de um habeas corpus preventivo com o objetivo de evitar a prisão, que poderá ser decretada logo após o julgamento de um recurso no TRF-4. A decisão é da Quinta Turma do STJ e depende da maioria de três votos entre os cinco magistrados da turma.

Em nome do Ministério Público, o subprocurador subprocurador da República Francisco Sanseverino citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para defender a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o julgamento de seu recurso contra a condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), de segunda instância.

Em sua manifestação no julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de habeas corpus que visa evitar a prisão de Lula, Sanseverino disse que o entendimento do STF que permite a prisão após condenação em segunda instância já foi incorporada pela jurisprudência do próprio STJ e também pelo TRF-4.

Outras Notícias

Shopping Serra Talhada pronto para funcionar com novas regras, diz administração

O Shopping Serra Talhada, que deve gerar cerca de 1000 mil empregos, sendo ao menos 400 destes, empregos diretos amplia os preparativos para sua inauguração ,  segundo nota. Ainda sem data para inaugurar, o estabelecimento terá 75 operações, sendo 2 âncoras, uma ampla área de lazer e três salas de cinema. O Shopping Serra Talhada […]

O Shopping Serra Talhada, que deve gerar cerca de 1000 mil empregos, sendo ao menos 400 destes, empregos diretos amplia os preparativos para sua inauguração ,  segundo nota.

Ainda sem data para inaugurar, o estabelecimento terá 75 operações, sendo 2 âncoras, uma ampla área de lazer e três salas de cinema. O Shopping Serra Talhada é a primeira investida do grupo JDS, neste segmento, e conta com a administração da IMalls Gestão de Shopping Centers.

Idealizado em 2011, o empreendimento dispõe de mais de 22 mil metros quadrados de área construída, dividida em lojas, áreas de lazer e gastronômica.

De acordo com João Graciliano, administrador do equipamento, tudo começou com uma pesquisa sobre cidades do nordeste com capacidade para receber shopping centers.

“Após a análise de dados econômicos e sociodemográficos de Serra Talhada, constatamos o seu grande potencial para comportar um equipamento deste tipo. Em seguida, escolhemos um local estratégico e buscamos um investidor. O Grupo JDS se mostrou muito interessado em embarcar na ideia conosco, e a partir daí, iniciou-se uma forte parceria e o fruto dela é o que estamos concretizando agora, o Shopping Serra Talhada, o primeiro shopping center do município e adjacências”, conta.

Preparado para iniciar o seu funcionamento, o Shopping Serra Talhada está seguindo à risca todos os protocolos de biossegurança para receber as pessoas com os cuidados necessários.

Entre as ações adotadas pelo centro de compras, estão: tapete de higienização para os calçados; uso de máscaras obrigatório; aferição da temperatura de visitantes e funcionários; controle de fluxo; distribuição de totens com álcool em gel, bem como dispensers em todas as áreas do estabelecimento e limpeza do local mais frequente e rigorosa.

De acordo com a administração do Shopping Serra Talhada, o empreendimento está finalizando os detalhes de biossegurança para que o cliente tenha a melhor experiência em compras com a tranquilidade de estar em um ambiente higienizado e prevenido contra a proliferação da Covid-19.

Para a direção o Shopping Serra Talhada, o equipamento será um grande “divisor de águas” na geração de empregos e na geração de impostos para o município, aquecendo a economia de toda região do Pajeú.

“Os shoppings se tornam vitrines para as comunidades em que estão instalados, fomentando negócios e atraindo investimentos, trazendo um impacto socioeconômico bastante significativo para a cidade”, disse Nathalia.

Além das lojas e área de lazer, o Shopping Serra Talhada vai contar com um espaço de coworking, um centro médico e estacionamento para mais de 600 vagas.

Tony se diz tranquilo com derrota em Caruaru

O ex-candidato a prefeito de Caruaru pelo PMDB, Tony Gel, afirmou,  em entrevista ao Blog do Magno, que está tranquilo em relação a sua derrota no município. “Magno, estamos participando de um grande banquete. O banquete da democracia. A única coisa triste que aconteceu, foi que, ao partir o bolo, eu fiquei com a menor […]

tonyO ex-candidato a prefeito de Caruaru pelo PMDB, Tony Gel, afirmou,  em entrevista ao Blog do Magno, que está tranquilo em relação a sua derrota no município.

“Magno, estamos participando de um grande banquete. O banquete da democracia. A única coisa triste que aconteceu, foi que, ao partir o bolo, eu fiquei com a menor parte. A maior parte ficou com minha adversária. Confesso que estou surpreso com o resultado, mas, mesmo assim, estamos satisfeitos porque contribuímos com a democracia”, disse.

Questionado sobre a comemoração nas ruas, Tony afirmou que pediu aos seus militantes que saíssem das ruas para dar espaço a comemoração de Raquel Lyra (PSDB) e seus militantes.

“Eu desejo que Raquel seja uma governante justa. Agora, mais uma vez, serei oposição e vou cobrar todas as promessas feitas pela minha adversária na época da campanha. Que Deus a ilumine e que ela faça um grande governo, concluiu.

A pedido deste blogueiro, Tony encerrou a entrevista fazendo versos, de forma descontraída. O vídeo da entrevista na íntegra pode ser conferido no Facebook (https://www.facebook.com/magno.martinsfonseca?fref=ts).

Guerra de narrativas

Por André Luis Esta semana o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú entrevistou os dois principais personagens que vivem uma guerra de narrativas em Afogados da Ingazeira com relação ao MDB no município. O ex-vereador Zé Negão e o vice-prefeito Daniel Valadares. Tudo começou quando Zé Negão e o seu filho, o vereador […]

Por André Luis

Esta semana o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú entrevistou os dois principais personagens que vivem uma guerra de narrativas em Afogados da Ingazeira com relação ao MDB no município. O ex-vereador Zé Negão e o vice-prefeito Daniel Valadares.

Tudo começou quando Zé Negão e o seu filho, o vereador Edson Henrique anunciaram um evento do MDB em Afogados com a presença da deputada Iza Arruda (MDB), que esteve visitando a cidade para formar comissões do partido. Acontece que o presidente do MDB municipal, Daniel Valadares, não estava sabendo de nada e nem foi convidado para o evento, assim como o presidente estadual do partido, Raul Henry.

Na última terça-feira (3), Zé Negão garantiu durante a entrevista que o MDB está no campo da oposição de Afogados. “Não tenho um pingo de dúvidas de que o MDB estará conosco em 2024”, garantiu. Lembrando que apesar de Zé ter encabeçado o evento, na sexta-feira (29), um dia após o evento, o ex-vereador se filiou ao PP de Dudu da Fonte.

Já o presidente do partido no município, Daniel Valadares, afirmou durante a sua entrevista ao programa na última quinta-feira (5), que o evento foi falso. Mais ainda, disse que falou com o presidente estadual do MDB, Raul Henry e que o mesmo garantiu que não estava sabendo de nada.

Valadares argumentou que essa movimentação da oposição seria uma tentativa de desviar a atenção da população. “Eu vejo essas movimentações como uma cortina de fumaça, uma tentativa de chamar a atenção do eleitor, para distrair a população e desviar o foco”, destacou Valadares.

Ele também revelou a garantia que recebeu de Raul Henry para esclarecer a situação. De acordo com Valadares, Henry afirmou que: “Neste momento, não existe nenhuma previsão de alteração da direção municipal em Afogados da Ingazeira.”

No entanto, o vice-prefeito evitou cravar que continuará no controle do partido em 2024. “Quem tem que dizer isso é o presidente da legenda no estado, Raul Henry”, afirmou.

Cenas do próximo capítulo – Esta semana o programa A Tarde é Sua apresenta mais um capítulo da novela. O presidente estadual do MDB, Raul Henry, concederá entrevista. Mais uma oportunidade de tentar desvendar os mistérios que circulam o MDB de Afogados da Ingazeira. A produção do programa está acertando o melhor dia com Henry.

Diretor de empresa levou R$ 300 mil a Aécio

Da Folha de S.Paulo – Rubens Valente Em delação premiada homologada pelo STF, Carlos Alexandre de Souza Rocha, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria ao senador […]

Da Folha de S.Paulo – Rubens Valente

15363357 Em delação premiada homologada pelo STF, Carlos Alexandre de Souza Rocha, entregador de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, afirmou que levou R$ 300 mil no segundo semestre de 2013 a um diretor da UTC Engenharia no Rio de Janeiro, que lhe disse que a soma iria ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Rocha, conhecido como Ceará, diz que conheceu Youssef em 2000 e, a partir de 2008, passou a fazer entregas de R$ 150 mil ou R$ 300 mil a vários políticos.

Ele disse que fez em 2013 “umas quatro entregas de dinheiro” a um diretor da UTC chamado Miranda, no Rio.

Também em depoimento, o diretor financeiro da UTC, Walmir Pinheiro Santana, confirmou que o diretor comercial da empreiteira no Rio chamava-se Antonio Carlos D’Agosto Miranda e que “guardava e entregava valores em dinheiro a pedido” dele ou de Ricardo Pessoa, dono da UTC.

ac3a9cioNem Pessoa, também delator na Lava Jato, nem Santana mencionaram repasses a Aécio em seus depoimentos. A assessoria do senador chamou a citação de Rocha de “absurda” (leia abaixo).

Em uma das entregas, que teria ocorrido entre setembro e outubro daquele ano, Rocha disse que Miranda “estava bastante ansioso” pelos R$ 300 mil. Rocha afirmou ter estranhado a ansiedade de Miranda e indagou o motivo.

O diretor teria reclamado que “não aguentava mais a pessoa” lhe “cobrando tanto”. Rocha disse que perguntou quem seria, e Miranda teria respondido “Aécio Neves”, sempre segundo o depoimento do delator.

“E o Aécio Neves não é da oposição?”, teria dito Rocha. O diretor da UTC teria respondido, na versão do delator: “Aqui a gente dá dinheiro pra todo mundo: situação, oposição, […] todo mundo”.

O comitê da campanha presidencial do tucano em 2014 recebeu R$ 4,5 milhões da UTC em doações declaradas à Justiça. A campanha de Dilma recebeu R$ 7,5 milhões.

Rocha disse ter manifestado estranheza sobre o local da entrega ser o Rio de Janeiro, já que Aécio “mora em Minas”. Miranda teria respondido que o político “tem um apartamento” e “vive muito no Rio de Janeiro”.

O delator disse que não presenciou a entrega do dinheiro ao senador e que ficou “surpreso” com a citação.

Rocha prestou o depoimento em 1º de julho. Em 4 de agosto, foi a vez de Santana também dar declarações.

Embora tenha dito que Miranda não tinha “nenhuma participação no levantamento do dinheiro para formar o caixa dois” da construtora UTC, Santana observou que “pode ter acontecido algum episódio em que o declarante ou Pessoa informaram a Miranda quem seriam os destinatários finais da entrega”.

BB promete a Armando analisar manutenção da agência em Escada

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, prometeu analisar “com carinho”, conforme salientou ao senador Armando Monteiro (PTB-PE) e ao prefeito de Escada, Lucrécio Gomes (PSB), a possibilidade de rever a decisão de fechar a agência do banco na cidade. Por questões de segurança, o BB planeja encerrar as atividades no município no próximo […]

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, prometeu analisar “com carinho”, conforme salientou ao senador Armando Monteiro (PTB-PE) e ao prefeito de Escada, Lucrécio Gomes (PSB), a possibilidade de rever a decisão de fechar a agência do banco na cidade. Por questões de segurança, o BB planeja encerrar as atividades no município no próximo dia 21 de novembro.

Armando, Lucrécio e os deputados Jorge Corte Real (PTB-PE) e Augusto Coutinho (SD-PE), que também participaram da audiência com Caffarelli, solicitada pelo senador petebista, afirmaram que a população do município e a atividade econômica local serão fortemente prejudicadas com o fechamento. Argumentaram ao presidente do banco que, além de ser a maior cidade da Zona da Mata Sul, com 70 mil habitantes, Escada tem grande potencial para sediar empreendimentos industriais de porte, por se situar na área de influência do Porto de Suape.

Estiveram também na audiência com o presidente do Banco do Brasil o vice-prefeito Ivanildo Bezerra, o presidente da Câmara Municipal, vereador Elias de Carvalho (SD), e o secretário do Desenvolvimento Institucional de Escada, Klaustterman dos Santos Lima.

O prefeito Lucrécio Gomes informou a Caffarelli que a Previdência do município movimenta uma conta de R$ 11 milhões na agência, que possui 10 mil correntistas. Ofereceu para sua realocação um prédio da prefeitura e a garantia de que a nova localização abrigará a guarda municipal, um fator de segurança para evitar que volte a ser arrombada, como aconteceu.

O presidente do Banco do Brasil explicou que a decisão de fechamento de agências no País não é uma estratégia comercial, mas forçada por prejuízos causados por assaltos e explosões. Segundo Caffarelli, a destruição dos imóveis leva seis meses, em média, para a reconstrução, devido ao processo de licitação, e muitas vezes voltam a ser arrombados. Informou haver 330 agências do BB paralisadas atualmente em todo o País, por assaltos violentos, deixando mais de mil funcionários sem atividade.