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Lula fala em “país governado por malucos” e diz que não troca dignidade por liberdade em entrevista na cadeia

Por André Luis
Foto: Reprodução/YouTube

Congresso em Foco

Preso há um ano e 19 dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista pela primeira vez, nesta sexta-feira (26). Ele falou com os jornalistas Florestan Fernandes, do El País, e Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, por duas horas e 10 minutos.

“Fico preso mais cem anos. Mas não troco minha dignidade pela minha liberdade”, afirmou o petista ao reafirmar sua inocência. Questionado sobre a possibilidade de nunca mais sair da prisão, respondeu: “Não tem problema”, e completou: “Eu tenho certeza de que durmo todo dia com a minha consciência tranquila. E tenho certeza de que o [procurador Deltan] Dallagnol não dorme, que o [ministro da Justiça e ex-juiz Sergio] Moro não dorme.” Veja vídeo postado no YouTube do El País:

Embora atacando diretamente e várias vezes seus condenadores, não foi tão enfático ao falar do presidente Jair Bolsonaro, embora já o tenha criticado em outras ocasiões.

“Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso”.

Ponderou também sobre o tratamento da imprensa. “Imagine se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família?”, questionou, referindo-se ao fato de o filho do presidente, Flávio Bolsonaro, ter empregado familiares de um miliciano foragido da Justiça em seu gabinete quando era deputado estadual pelo Rio.

Lula chorou quando falou da morte do neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, que morreu em março deste ano, e do irmão Vavá, dois meses antes. “Esses dois momentos foram os mais graves. O Vavá é como se fosse um pai pra família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente não, não, não… [pausa e chora]. Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver.”

A entrevista conjunta ocorreu após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli derrubar, na semana passada, liminares que haviam impedido o ex-presidente de falar à imprensa no ano passado.

Outras Notícias

Serra Talhada comemora alta no número de empregos

Segundo a Prefeitura, pelo oitavo mês consecutivo, o município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, obteve saldo positivo na geração de empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged, divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, são 676 novos postos de trabalho […]

Segundo a Prefeitura, pelo oitavo mês consecutivo, o município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, obteve saldo positivo na geração de empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged, divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, são 676 novos postos de trabalho gerados em Serra Talhada, gerando um estoque de 11.209 empregos formais. 

O resultado foi puxado, principalmente, pela setor de Serviços (679), seguido por Industria (37), e Agropecuária (7). Comércio (-10) e Construção (-37)  tiveram leve retração. 

O mês com maior saldo de vagas foi agosto, com 184 novos postos de trabalho gerados. Setembro também apresentou bom desempenho, gerando 68 empregos formais.

A prefeita Márcia Conrado comemorou o resultado de mais um mês consecutivo na geração de empregos formais na cidade. “Isso significa que estamos no caminho certo, no caminho do desenvolvimento e a tendência, com a chegada de novos investimentos na nossa cidade e também do final de ano, é que esses números sejam ainda melhores daqui pra frente. Temos trabalhado intensamente para garantir uma cidade próspera, desenvolvida e que ofereça oportunidades para nosso povo. Estamos muito felizes em saber que estamos há oito meses seguidos com alta na geração de empregos”, destacou a gestora. 

NOVO CAGED – O Novo Caged é um método de geração de estatísticas do emprego formal que capta informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e do sistema Empregador Web. A partir dos dados reunidos, é possível calcular a subtração entre o número de admissões e o de demissões ocorridas em um determinado período, obtendo-se o saldo (positivo ou negativo) de postos de trabalho formal.

Debate LGBT marcado por confusão. Paulo Rubem queria representar Armando, mas organização não aceitou

Paulo Câmara (PSB) apresentou, nesta sexta-feira (19),  propostas para  a comunidade LGBT, promovido pela ONG Leões do Norte, na Boate Metrópole, no Recife. O candidato da Frente Popular se comprometeu em criar o melhor conjunto de políticas de enfrentamento a qualquer tipo de discriminação motivada pela orientação sexual. Paulo ouviu sugestões de militantes do segmento e […]

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Paulo Câmara (PSB) apresentou, nesta sexta-feira (19),  propostas para  a comunidade LGBT, promovido pela ONG Leões do Norte, na Boate Metrópole, no Recife. O candidato da Frente Popular se comprometeu em criar o melhor conjunto de políticas de enfrentamento a qualquer tipo de discriminação motivada pela orientação sexual.

Paulo ouviu sugestões de militantes do segmento e destacou ações que implementará.

“Estou aqui porque acredito em vocês. Estou aqui porque respeito vocês. E me comprometo a fazer a melhor política de combate à homofobia do País, com ações nas áreas de saúde, educação, segurança e capacitação profissional”, pontuou Paulo Câmara, indignado com a indisponibilidade de seu opositor em discutir com o segmento. “É reincidente. Não veio em 2010 e, agora, quis mandar um representante”, destacou. Além do socialista, comparecem José Gomes (PSOL) e Jair Pedro (PSTU).

Afirmativo, Paulo Câmara destacou que trabalhará fortemente para incluir o segmento LGBT no processo de qualificação profissional que já vem apresentando excelentes resultados no Estado e que será reforçado, a partir de 2015, no seu governo.

Ausência de Armando  e barrada em Paulo Rubem gerra confusão:  Antes de começar o debate entre os candidatos, na Boate Metrópole, aconteceu um pequeno princípio de tumulto, segundo o blog de Jamildo.

O candidato a vice na chapa PT/PTB, Paulo Rubem Santiago, reclamava que estava ali representando Armando Monteiro e que gostaria de participar das discussões. A produção do evento não permitiu. Os aliados de Paulo Rubem Santiago presentes começaram a vaiar a mesa. Os mais exaltados diziam que não era democrática a orientação.

A dona da casa de espetáculos Maria do Céu precisou interromper e se posicionar de forma firme. “Aqui não tem política de campanha. Se tiver gente paga aqui, que se retire. Armando não aparece em um debate aqui pela segunda vez”, justificou, referindo-se à campanha para reeleição de Eduardo, quando Humberto Costa tomou parte nos debates, mas o petebista não.

 

Escolha de Carlos Siqueira no PSB deve precipitar a saída de Marina da sigla

A escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar a saída de Marina Silva da sigla. Os dois não se falam desde 21 de agosto, quando ele a acusou de tratá-lo de modo “grosseiro” e deixou a campanha presidencial. A informação é do jornalista Bernardo Mello Franco, na coluna Painel. Segundo aliados, […]

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A escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar a saída de Marina Silva da sigla. Os dois não se falam desde 21 de agosto, quando ele a acusou de tratá-lo de modo “grosseiro” e deixou a campanha presidencial. A informação é do jornalista Bernardo Mello Franco, na coluna Painel.

Segundo aliados, Marina só espera o fim da eleição para retomar a coleta de assinaturas pela criação da Rede. O objetivo dos marineiros é registrar o novo partido nos primeiros meses de 2015 e disputar as eleições municipais do ano seguinte.

Quando ainda concorria ao Planalto, Marina sinalizou que ficaria mais quatro anos no PSB, caso eleita. A derrota no primeiro turno sepultou a ideia.

Sandrinho Palmeira leva Tribuna 40 à Pintada

Nesta segunda-feira (9), o prefeito e candidato à reeleição Sandrinho Palmeira e seu vice, Daniel Valadares, realizaram uma carreata até a comunidade rural da Pintada, onde foi realizada mais uma Tribuna 40. A carreata percorreu as ruas centrais da cidade. Na Pintada, após as falas dos candidatos a vereador, o vice-prefeito Daniel Valadares destacou as […]

Nesta segunda-feira (9), o prefeito e candidato à reeleição Sandrinho Palmeira e seu vice, Daniel Valadares, realizaram uma carreata até a comunidade rural da Pintada, onde foi realizada mais uma Tribuna 40.

A carreata percorreu as ruas centrais da cidade. Na Pintada, após as falas dos candidatos a vereador, o vice-prefeito Daniel Valadares destacou as ações voltadas à zona rural. “Já construímos 15 passagens molhadas, reformamos unidades de saúde, recuperamos estradas e iluminamos mais de 70% dos terreiros nas nossas comunidades. No próximo mandato, faremos ainda mais pelo homem e mulher do campo”, disse Daniel.

Sandrinho homenageou o deputado José Patriota, que está em tratamento de saúde. “Quero mandar o meu carinho ao nosso Patriota, um dos maiores líderes de Afogados da Ingazeira. Líderes são forjados nas dificuldades, apostando nas pessoas e acreditando que é possível construir um mundo melhor”, declarou.

O prefeito também destacou melhorias, que segundo ele, foram realizadas na Pintada, como a reforma da unidade de saúde, a pavimentação do pátio da igreja e a instalação de uma academia da saúde. “Vamos pavimentar o trecho principal da entrada da comunidade, trazendo ainda mais qualidade de vida para a Pintada”, concluiu.

Jovens, negras e pobres são as mais atingidas por violência íntima

Foto: Meghan Hessler / Unsplash Mulheres jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, negras, com baixa escolaridade e renda e da região Nordeste são o maior alvo da violência praticada pelos próprios parceiros. É o que mostra levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado na segunda (13) na Revista […]

Foto: Meghan Hessler / Unsplash

Mulheres jovens, na faixa etária de 18 a 24 anos, negras, com baixa escolaridade e renda e da região Nordeste são o maior alvo da violência praticada pelos próprios parceiros.

É o que mostra levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado na segunda (13) na Revista Brasileira de Epidemiologia.

O estudo traz o perfil da prevalência e dos fatores associados à violência contra a mulher no Brasil, a partir de análise da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019. Feita pelo IBGE, a PNS traz respostas de mais de 34 mil mulheres com mais de 15 anos de todo o país sobre violência. 

Algumas perguntas do questionário ajudam a identificar qual tipo de violência elas mais sofrem do parceiro íntimo, seja sexual, física ou psicológica.

Segundo os dados, 8% das mulheres brasileiras declararam sofrer violência íntima de parceiros, sendo a violência psicológica a mais frequente, declarada por 7%. A maior prevalência deste tipo de violência em mulheres jovens, com menor escolaridade e da região Nordeste dão indícios do seu recorte social. 

“A violência por parceiro íntimo está associada a iniquidades sociais, um problema crônico em nossa sociedade e que se agrava quanto maior for a desigualdade social”, destaca a pesquisadora Deborah Malta, co-autora do estudo.

Estimativas da OMS revelam que 30% das mulheres acima de 15 anos já foram vítimas de violência física e sexual ao menos uma vez na vida. 

No Brasil, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2019, 16,7% de mulheres entre 15 e 49 anos já sofreram algum tipo de violência do próprio parceiro e aproximadamente 33% das vítimas relatam recorrência de violência sofrida.

Segundo Malta, a violência por parceiro íntimo revela as relações de poder entre mulheres e homens a partir dos papéis impostos a cada um. 

“A Pesquisa Nacional de Saúde inova ao trazer esse tema para o inquérito, inaugurando a possibilidade de analisarmos os subtipos de violência por parceiro íntimo com amostras representativas da população brasileira”, comenta a pesquisadora. 

Os dados podem servir como guia para a formulação de programas e políticas públicas para combater esses tipos de violência. As informações são da Agência Bori