O pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), levou sua caravana Pernambuco Mais Forte do Sertão ao Cais a Brejinho, no Alto Pajeú.
Ao lado da secretária de Educação de Serra Talhada, Marta Cristina, que é filha de Brejinho, Duque esteve conversando com populares e lideranças políticas da cidade buscando fortalecer o seu projeto para 2022.
Em vídeo postado em suas redes sociais, Luciano diz que sua visita busca discutir os problemas de Pernambuco, de Brejinho, do homem do interior, da Educação e da Saúde.
“A partir da escuta das pessoas, vamos buscar um projeto em defesa do povo pernambucano”, diz Duque no vídeo.
“Quem apoia nosso projeto para o futuro do Estado, apoia, consequentemente, as melhorias para o nosso sertão. Esse é o nosso principal objetivo”, destaca Luciano na legenda do vídeo.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, participa, nesta quarta-feira (17/10), às 8h, da Cerimônia de Carga e Lacre das Urnas do Recife, uma das fases mais importantes no processo de organização das Eleições. Ele convida para solenidade partidos políticos, entidades de classe, associações, universidades e a sociedade em geral. O […]
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), desembargador Luiz Carlos Figueirêdo, participa, nesta quarta-feira (17/10), às 8h, da Cerimônia de Carga e Lacre das Urnas do Recife, uma das fases mais importantes no processo de organização das Eleições.
Ele convida para solenidade partidos políticos, entidades de classe, associações, universidades e a sociedade em geral. O evento acontece no Local de Armazenamento de Urnas do Recife (Avenida Camarão, 220, Iputinga) e é uma grande oportunidade para que eleitores, instituições públicas e entidades privadas conheçam e fiscalizem o funcionamento das urnas eletrônicas. Em nome da transparência, todo processo é aberto ao público.
Por meio da operação de Carga e Lacre, os técnicos inserem, urna por urna, todas as informações necessárias à realização do pleito: os programas de votação, a relação de eleitores da respectiva seção eleitoral, os dados de partidos, coligações e os nomes e fotos de todos os concorrentes aptos a disputar a eleição, inclusive os que têm registros indeferidos e aguardam julgamento de recursos.
Depois de inseridas todas essas informações, as urnas eletrônicas são lacradas e estão prontas para serem utilizadas nas Eleições – a máquina lacrada só realiza operações em dia e horário predeterminados. O 2º turno das Eleições ocorre no próximo dia 28 de outubro.
Também conhecido com QG das Urnas, o Local de Armazenamento de Urnas do Recife tem uma área de 5 mil metros quadrados (m²). O galpão de armazenamento conta com 2.500 m². Neste ambiente, cerca de 130 pessoas vão preparar 5.210 urnas que serão usadas em 17 Zonas Eleitorais (ZEs) do Recife, Olinda, Camaragibe e São Lourenço da Mata. A preparação das urnas para o 1º turno, no Recife, começou em 25 de setembro (foto).
Durante o Radar das Treze, dentro do programa A Tarde é Sua desta quinta-feira (09), o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, fez duras críticas a parte das recentes pesquisas sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco. O gestor chamou atenção para divergências entre os levantamentos divulgados e afirmou ter ficado “abismado” com dados […]
Durante o Radar das Treze, dentro do programa A Tarde é Sua desta quinta-feira (09), o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, fez duras críticas a parte das recentes pesquisas sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco.
O gestor chamou atenção para divergências entre os levantamentos divulgados e afirmou ter ficado “abismado” com dados que apontam empate ou vantagem da governadora. Para ele, esse tipo de resultado não condiz com o histórico político de Pernambuco e levanta dúvidas sobre a metodologia aplicada.
Sandrinho também questionou a mudança brusca nos números, já que pesquisas anteriores indicavam vantagem de até 20 pontos para João Campos, enquanto levantamentos mais recentes apontam empate técnico. Segundo o prefeito, não houve fato novo que justifique essa alteração significativa. A exceção foi o Real Time Big Data que apontou 17% de vantagem pró Campos.
Apesar das críticas, ele ressaltou que as pesquisas são indicadores importantes, mas defendeu uma análise mais criteriosa e sem paixões políticas na interpretação dos dados.
Sandrinho foi convidado para falar da agenda de João Campos, que estará no Pajeú a partir dessa sexta-feira.
O Padre Luis Marques Ferreira, o Padre Luisinho, disse hoje ao Debate das Dez da Rádio Pajeú que o dia 5 de agosto será lembrado por um ano da assinatura da ordem de serviço da estrada de Ibitiranga, a PE 380. Recentemente, ouvintes da Rádio Pajeú procuraram a emissora para reclamar de nova paralisação das […]
O Padre Luis Marques Ferreira, o Padre Luisinho, disse hoje ao Debate das Dez da Rádio Pajeú que o dia 5 de agosto será lembrado por um ano da assinatura da ordem de serviço da estrada de Ibitiranga, a PE 380.
Recentemente, ouvintes da Rádio Pajeú procuraram a emissora para reclamar de nova paralisação das obras da PE 380. Segundo relatos, o cenário é de trabalhadores e maquinário parados. “Não há maquinário suficiente. O povo está indignado e quer protestar. Nós como igreja também vamos nos posicionar. Foi dada esperança ao povo pelo governador de que em praticamente um ano a estrada estaria pronta”, disse.
A PE 380 é um dos maiores imbróglios da gestão Câmara na região. Primeiro, uma empresa sublocada pela ESSE, a Construpav, foi acusada de acumular débitos e não dar celeridade à obra. A Secretária Fernandha Batista informou em março que uma reunião teria zerado os problemas.
Em fevereiro, a promessa foi de mais celeridade à obra. Quando esteve aqui, em março, o governador Paulo Câmara foi cobrado pelo blog sobre a obra. “Fizemos reuniões técnicas com a secretária Fernandha Batista e pelo que ela me passou já foi solucionado. Tá difícil também porque o aumento do preço da pavimentação está sendo muito grande em virtude da questão do petróleo, que é essa questão mundial, mas a gente vai regularizar o andamento da obra. Já conversamos com o prefeito Anchieta Patriota”, informou o governador.
A obra foi anunciada pelo governador Paulo Câmara em 5 de agosto de 2021, quando esteve em Ibitiranga. Na oportunidade, Câmara disse que em um ano queria voltar para inaugurar a obra em setembro.
Semana passada, o Governador Paulo Câmara falou ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú.Questionado pela paralisação das obras da PE 380, a Estrada de Ibitiranga, disse que o Estado está acionando a empresa. “Já notificamos empresa responsável para que ela coloque máquinas e funcionários pra trabalhar. Estamos totalmente em dia. Cabe a ela fazer”.
“O sentimento é de frustração. Uma tragédia como esta terminar assim, com as autoridades competentes concluindo pela falta de subsídios, sem apontar o que de fato houve. Foram 5 anos de expectativa. É uma frustração não só por parte da família, mas de todos os pernambucanos e brasileiros por tratar-se de um assunto público. Esperamos […]
“O sentimento é de frustração. Uma tragédia como esta terminar assim, com as autoridades competentes concluindo pela falta de subsídios, sem apontar o que de fato houve. Foram 5 anos de expectativa. É uma frustração não só por parte da família, mas de todos os pernambucanos e brasileiros por tratar-se de um assunto público.
Esperamos que as recomendações feitas pelas autoridades sejam acatadas para que outros acidentes sejam evitados ou, se necessário, que possam ser investigados com maior precisão.
Por fim, vamos receber o documento, encaminhar aos nossos advogados e peritos para que eles possam analisar, com responsabilidade e prudência.”
Da Folha de São Paulo Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao […]
Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016. O Estado de São Paulo, com população quatro vezes maior, contabilizou 622 assassinatos nesses meses.
O índice alto acendeu um sinal amarelo nas autoridades pernambucanas, que estão recontratando até policiais aposentados para tentar investigar os crimes. Recife também sofre com assaltos a ônibus. Levantamento do sindicato dos motoristas e do “Jornal do Commércio” aponta mais de mil roubos neste ano -o governo Paulo Câmara (PSB) contesta e diz que não passam de 500.
De fato, Pernambuco vive um retrocesso: desde 2007 não se registram tantos assassinatos. Naquele ano, o primeiro de Eduardo Campos (PSB) como governador, o Estado implantou um programa de redução de mortes que foi premiado: Pacto Pela Vida. O projeto tinha como meta reduzir os homicídios em 12% ao ano. Para isso, apostava na integração das polícias para melhorar a investigação, bônus a policiais que resolvessem mais crimes e participação popular na criação de políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade.
Em 2007, foi criada a primeira delegacia especializada na resolução de homicídios. O Estado foi dividido em 26 áreas, e os responsáveis eram cobrados em reuniões semanais com o governador. Nos anos seguintes, as mortes violentas caíram. Em 2013, Pernambuco teve 3.100 assassinatos, o menor número desde que começou a contabilizar esses crimes. “Havia grupos de extermínio responsáveis por grande parte dos homicídios”, diz José Luiz Ratton, professor de sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos idealizadores do Pacto Pela Vida. “Quando você investiga e prende esse pessoal, você manda um recado às ruas de que matar não está compensando mais.”
Ratton foi assessor de Eduardo Campos na área de segurança pública até 2012. Na avaliação dele, o Pacto perdeu força por não conseguir manter a integração das polícias, melhorar o precário sistema prisional nem fomentar projetos de prevenção duradouros. Muitos dos avanços, como os bônus para policiais, não têm força de lei.
EXTERMÍNIO
Autoridades e pesquisadores pernambucanos dizem acreditar que a maioria das mortes tem relação com o tráfico, mas não há notícia da atuação significativa de grandes facções criminosas. Existem, porém, guerras pelo domínio de pequenos territórios. Quando há um assassinato em um grupo, liga-se um sistema de vingança que parece não ter fim.
Um morador da Várzea, periferia do Recife, explica o motivo dos sete assassinatos nos últimos dois meses no bairro: “Aqui tem dois grupos [de traficantes]. É uma diferença de duas ruas entre um e outro. Um cabra chamado ‘Cabelo’ falou que mataria todos que entrassem no ponto dele para vender. Matou um, matou dois. Aí foram lá e revidaram. Já são sete mortos”.
O tráfico também mata quem não paga. Ratton, que pesquisa o mercado de drogas no Recife, diz que usuários de crack, por exemplo, vendem a pedra para pagar dívidas. Viciados, usam a mercadoria que deveriam repassar e acabam mortos por traficantes. O próprio governo aponta outro fator: os grupos de extermínio ligados a ex-policiais. As quadrilhas fazem segurança particular, cobram taxas de comerciantes e “prestam serviços” de pistolagem.
Um deles, o Thundercats, foi desmantelado em 2008, mas um de seus líderes continua solto. Ex-soldado da Polícia Militar, Marcos Antônio da Silva responde à Justiça por 25 assassinatos. “Nós temos, sim, milícias armadas atuando no Estado, isso não é novidade”, reconhece Angelo Gioia, secretário de Defesa Social (segurança pública).
Desde dezembro, a PM faz operação padrão, diminuindo o número de homens nas ruas. Os policiais reivindicam que seus salários sejam equiparados aos dos policiais civis -cerca de R$ 6.000. Para aumentar os agentes nas ruas, o Estado paga uma remuneração extra para que trabalhem durante as folgas. Agora, durante a operação padrão, os policiais se recusam a fazer esse “bico” oficial.
Também não deixam os quartéis se houver problemas de estrutura. “O PM não pode sair às ruas com coletes e munições vencidos, armamento que trava na hora de atirar, nem viaturas sem condições de rodar”, diz Nadelson Leite, vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados. O governo afirma que a operação padrão é um dos fatores que contribuem para o aumento dos crimes. O governador tem se recusado a negociar salários com a associação -diz que só negocia com os comandantes da tropa.
A Polícia Civil também reclama da falta de efetivo e precariedade. Uma portaria do governo previa que o Estado deveria ter 10 mil agentes em 2015: dois anos depois, há cerca de 5.000. Algumas delegacias foram interditadas pela Justiça por falta de estrutura. Com a explosão das mortes, a gestão Câmara anunciou a recontratação de 800 policiais aposentados para atuarem em serviços internos e liberar agentes efetivos para investigações. O salário é de R$ 1.800 por 40 horas semanais.
OUTRO LADO
Angelo Gioia, secretário de Defesa Social de PE, culpa operações padrão das polícias Civil e Militar como uma das principais causas do aumento de crimes no Estado. O secretário, ex-delegado da Polícia Federal, assumiu o cargo em outubro do ano passado, a convite do governador Paulo Câmara (PSB). “Tivemos paralisações brancas da Polícia Civil, da Científica e, depois, da Polícia Militar. Evidentemente, isso traz um custo operacional.”
Gioia critica a forma como são negociados reajustes salariais das polícias. Para ele, governos estaduais não devem negociar diretamente com associações de policiais, e sim com comandantes. “Essa negociação com associações trouxe um grande prejuízo para a tropa, porque você tira o comando dos oficiais. Isso enfraquece a relação hierárquica e de disciplina.”
Eduardo Campos (PSB), que governou PE entre 2007 e 2014, costumava se sentar à mesa com associações de PMs para negociar reajustes. Sobre o aumento dos homicídios, Gioia afirma que os dados “preocupam Pernambuco”. “Estamos num trabalho intenso, seja a Polícia Civil como a Militar, focados na redução desses números. Nós precisamos focar as investigações em grupos de extermínio e quadrilhas de tráfico de drogas, de maneira a reduzir a criminalidade, prendendo essas pessoas”.
O secretário afirma que 89 pessoas envolvidas com tráfico e com grupos de extermínio foram presas -mais de 20 operações da Polícia Civil foram realizadas neste ano. Ele diz que a PM vai aumentar o policiamento em áreas com alto índice de assassinatos. Gioia alega que cerca de 16% dos assassinatos são esclarecidos em Pernambuco. “Ainda é pouco, mas estamos acima da média nacional”.
O secretário diz que o programa Pacto Pela Vida segue valendo como forma de reduzir os homicídios. “Ele existe e avança, mas ele permite também ajustes e correções. É isso que está sendo feito.” Na quarta-feira (12), o governo anunciou um investimento de R$ 280 milhões em segurança pública nos próximos dois anos. Também informou que 4.800 novos PMs serão incorporados até 2018.
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