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Luciano Duque diz que agiu em defesa da médica e confirma teor de mensagens

Por Nill Júnior

O Deputado Estadual Luciano Duque,  do Solidariedade,  confirmou o teor das declarações em uma conversa com a médica Klenya Mourato. O diálogo foi revelado em primeira mão pelo blog e caiu como uma bomba em Serra Talhada.

Pivô de uma polêmica com a Secretária de Saúde Lisbeth Rosa, ela criticou as condições de uma UBS do bairro Borborema e ocupou espaços na imprensa e suas redes sociais para criticar a secretária.

Dada a polêmica, Luciano Duque manteve contato com a médica. No diálogo, elogia sua atuação no episódio e critica a gestão Márcia.

Em nota, Duque disse que não permitiria que uma injustiça fosse praticada contra uma profissional de saúde.  Também que não teria receio de expor sua opinião como fez, pois sabe que os textos ficam registrados.  Leia a nota na íntegra:

Jamais, em hipótese alguma, permitirei que uma injustiça seja perpetrada contra uma profissional de saúde, ou, ainda mais importante, contra a população que sofre com um atendimento de saúde precário em um posto de saúde.

Desde sempre, tenho sido um defensor fervoroso do meu compromisso político, que é com o bem-estar do povo. 

Se eu tivesse qualquer receio ou estivesse dizendo algo que não fosse a verdade, não teria coragem de expressá-lo através de mensagens ou qualquer outro meio de comunicação, sabendo muito bem que cada palavra no WhatsApp fica registrada.

Como figura pública, minha vida é como um livro aberto, e esse princípio se estende ao meu relacionamento com as pessoas. Eu nunca poderia agir de forma diferente, vendo o modelo de desenvolvimento que construímos para Serra Talhada e todas as conquistas que alcançamos, não só na saúde, mas em todas as áreas, serem descontinuadas.

Reforço aqui meu compromisso com minha terra e meu povo, doa a quem doer.”

Luciano Duque – Deputado estadual

Outras Notícias

Serra-pau, papai, o Ferroviário e o tempo

Por Magno Martins  Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola. Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos  jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua […]

Por Magno Martins 

Quando garoto em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, adorava futebol. Não jogava bem, mas admirava quem tinha o domínio e a arte da bola.

Ferroviário, Guarany e Bac eram times da elite do futebol do Sertão, celeiros de craques. Muitos  jogadores já fizeram a última viagem. Outros, continuam cumprindo a sua missão, resistindo a pegar o último pau-de-arara.

Serra-pau, que reencontrei na última vez que estive em Afogados, vivendo de um pequeno comércio na praça ao lado da Catedral, pertenceu à galáxia dos craques. Era zagueiro, beque central como a gente dizia na linguagem amatutada. Duro na queda, daqueles que praticavam a filosofia “do joelho para baixo, tudo é canela”.

Pertencia ao Ferroviário, contemporâneo de Colher de Pau, Clóvis de Dóia, Surrão, Biu de Zeca, Lulu Pantera e Antônio Martins. Além de bom atleta, Serra-pau jogava com paixão. Era tanto amor ao time que chorava diante de uma derrota. Bom caráter, leal, amigo e sem nenhum atributo contaminado pelo estrelismo.

Cansei de ver vê-lo chorar nos ombros do meu pai quando o Ferroviário perdia para o Guarany. Papai era presidente do time e as tertúlias do choro se davam na calçada de nossa casa onde hoje funciona o Banco do Brasil. Um casarão, tinha até um vasto salão para a equipe usar como espaço de concentração e vestuário.

Tempos bons. Nas vitórias do Ferroviário, papai agradava aos jogadores dando uns trocados, dinheiro que tirava do apurado da sua loja comercial sem prestar contas a mamãe, cuja firma estava registrada no seu nome. Papai enrolava, mas se dava mal. Quando ela descobria o “rombo” no caixa, braba como um leão, mamãe esbravejava, enquanto ele negava na maior cara de pau.

Papai era um comerciante de miudezas em geral muito bem sucedido em Afogados da Ingazeira. Mas jogou muito dinheiro pela janela na política  – foi vereador por quatro mandatos e vice-prefeito – e no futebol. Seu “sócio” no poço sem fundo do Ferroviário era o juiz Virgílio Amaral, igualmente doente pelo time.

Serra de Pau é um símbolo de um passado impregnado nas memórias dos meus anos dourados. No espelho da vida, revejo mil rostos, alguns velhos, outros cansados, perdidos em passados distantes. Chego à conclusão que são pedaços de mim que flutuam no tempo, pássaros sem rumo e sem pouso, a buscar seus ninhos no céu da memória.

O jornalismo é feito de histórias e histórias são retratos do passado. Enquanto existir recordações fotográficas sentimentais, o tempo passado, para mim, não morrerá jamais. Hoje, posso dizer que a vida não pode ser rebobinada como uma fita. Cada personagem e cena têm o seu lugar na história. É só não descartar as emoções sentidas nem menosprezar as atitudes escolhidas. O tempo não cura as feridas. Elas ficam ali para que a gente sempre se lembre do que passou.

 

Campanha de Sandrinho é retomada com falas de Patriota

Já a campanha de Sandrinho Palmeira foi retomada no Guia Eleitoral e nas inserções com falas do Deputado Estadual José Patriota. Em uma delas, ele faz elogios a Sandrinho, citando qualidades do gestor. Em uma segunda inserção, é feito o convite da missa de sétimo dia do Deputado. Patriota morreu na última terça, aos 63 […]

Já a campanha de Sandrinho Palmeira foi retomada no Guia Eleitoral e nas inserções com falas do Deputado Estadual José Patriota.

Em uma delas, ele faz elogios a Sandrinho, citando qualidades do gestor. Em uma segunda inserção, é feito o convite da missa de sétimo dia do Deputado.

Patriota morreu na última terça, aos 63 anos, após seis anos de tratamento contra um câncer. Em decorrência, a prefeitura de Afogados, Governo de Pernambuco e Alepe decretaram oficial.

Uma emocionante homenagem foi feita ao parlamentar em sua cidade natal.

O corpo do parlamentar foi velado pela manhã na sede do Poder Legislativo e, à tarde, seguiu para velório em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.

Na cidade, uma das perguntas mais feitas ultimamente é qual o impacto da sua morte no resultado final da campanha. Patriota defendia a reeleição de Sandrinho.

Prefeitura de Afogados realiza ampliação do sistema de abastecimento da Encruzilhada

A Prefeitura de Afogados realizou esta semana obras de melhorias e ampliação do sistema de abastecimento de água da comunidade rural da Encruzilhada. A Prefeitura escavou os terrenos e instalou mil metros de nova tubulação, trazendo água de um novo poço, e interligando-o ao sistema de distribuição existente, ampliando a oferta de água, para atender […]

A Prefeitura de Afogados realizou esta semana obras de melhorias e ampliação do sistema de abastecimento de água da comunidade rural da Encruzilhada.

A Prefeitura escavou os terrenos e instalou mil metros de nova tubulação, trazendo água de um novo poço, e interligando-o ao sistema de distribuição existente, ampliando a oferta de água, para atender a mais de cem famílias, com água nas torneiras.

“Esse foi mais um compromisso assumido pela gestão municipal e que nós estamos colocando em prática, cumprindo o que dissemos, garantindo mais água para as famílias que residem na Encruzilhada,” destacou o Secretário de Agricultura de Afogados, Valberto Amaral.

Vicentinho diz que queria pesquisa para escolha de nome da oposição e afirma não votar em Emídio

O Vereador Vicente Zuza, o Vicentinho, justificou em entrevista ao programa Manhã Total, na Rádio Pajeú porque não será mais candidato pelo bloco de oposição que tem participação de PT, PDT e PROS. Ele explicou que ao final das discussões, restaram os nomes dele e do petista Emídio Vasconcelos, quando, na sua visão, começaram os problemas […]

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O Vereador Vicente Zuza, o Vicentinho, justificou em entrevista ao programa Manhã Total, na Rádio Pajeú porque não será mais candidato pelo bloco de oposição que tem participação de PT, PDT e PROS. Ele explicou que ao final das discussões, restaram os nomes dele e do petista Emídio Vasconcelos, quando, na sua visão, começaram os problemas na definição dos critérios.

“A gente vinha batendo que o melhor era uma pesquisa de opinião para escolher o nome. Até escolher entre o menos rejeitado eu propus”, alegou. Depois de ser procurado por Emídio Vasconcelos, Jair Almeida e Maviael, Vicentinho diz ter tomado a decisão de sair do processo. “Cuidem, eu tô fora. Nem pra vereador eu vou. Mas também não vou votar em Emídio”, decretou.

Vicentinho alegou que tinha 80% de chance de ser reeleito vereador, mas colocou o nome para a oposição não acabar. Quando a Emídio, disse não ter nada pessoal contra o pré candidato, mas ele tinha dificuldades. “Um cara que a população não conhece sua esposa, filhos, a não ser Braz Emidio. Não se faz política por brincadeira”, afirmou, ao justificar que o petista não teria capilaridade para a disputa.

O vereador disse que não se isolaria politicamente. “Vou participar, tentar colaborar”. Também afirmou que não fecharia questão sobre nenhuma possibilidade. Perguntado se poderia apoiar José Patriota, não confirmou ou descartou. Só disse não poder integrar uma chapa majoritária na base governista por ser do PTB. “É mais fácil votar num Patriota que votar em Emídio”.

Desequilíbrio financeiro do Estado compromete os serviços prestados à população, diz Silvio

O desequilíbrio financeiro está paralisando o Estado de Pernambuco. Os exemplos são variados: obras não concluídas, promessas não cumpridas, desabastecimento nos hospitais e postos de saúde e até falta de insumos básicos – como medicamentos, gaze e esparadrapo. Desde 2015, a administração estadual vem utilizando a rolagem de despesas de um ano para o outro […]

O desequilíbrio financeiro está paralisando o Estado de Pernambuco. Os exemplos são variados: obras não concluídas, promessas não cumpridas, desabastecimento nos hospitais e postos de saúde e até falta de insumos básicos – como medicamentos, gaze e esparadrapo.

Desde 2015, a administração estadual vem utilizando a rolagem de despesas de um ano para o outro como forma de se financiar. Assim, depois de começar 2015 com R$ 440 milhões de restos a pagar deixados pela gestão anterior, da qual foi secretário da Fazenda, o governador Paulo Câmara aumentou, em três anos, essa conta em mais de R$ 1 bilhão, fechando 2017 com um saldo de R$ 1,49 rolado para 2018.

De acordo com o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o relatório fiscal de execução orçamentária, divulgado pelo Governo no Diário Oficial, joga luz sobre essa realidade, que a gestão Paulo Câmara vem tentando esconder do povo de Pernambuco. “Os dados do balanço do primeiro quadrimestre de 2018 revelam que a situação fiscal de Pernambuco está, a cada dia, mais deteriorada. Além de se manter acima do limite prudencial de gastos com a folha de pagamentos, o Estado encerrou o primeiro quadrimestre de 2018 com um saldo de restos a pagar de R$ 590 milhões. É o maior nível de todo o governo e quase cinco vezes mais que os R$ 120 milhões contabilizados nos quatro primeiros meses de 2015 – primeiro ano do governo Paulo Câmara”, detalhou o parlamentar.

Segundo Silvio, esse artifício vem comprometendo os investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação e, além disso, este ano, por causa das restrições fiscais em virtude das eleições, o Governo não poderá lançar mão dos restos a pagar para fechar as suas contas.

“Isso significa que o Governo precisará cortar R$ 1 bilhão em suas despesas ou terá que reduzir, ainda mais, os investimentos nas áreas essenciais para a população. Infelizmente, no final das contas, sabemos que desde 2015 quem vem pagando a conta é a população, quando não encontra atendimento de qualidade nas unidades de saúde, é obrigado a pagar 29% de ICMS sobre o litro da gasolina, sente o corte de R$ 60 milhões em programas sociais ou deixa de receber obras e projetos de mobilidade”, reforçou.

O deputado cobra que o governo Paulo Câmara faça o ajuste fiscal que realmente interessa à sociedade. “É preciso reduzir os gastos com publicidade, que em 2017 somaram mais de R$ 65 milhões; cortar os mais de R$ 120 milhões gastos com a Arena Pernambuco (R$ 20 milhões só em 2017); além de reduzir as despesas com cargos comissionados e consultorias. É preciso gastar menos com a máquina e mais com o povo, priorizando os investimentos na saúde, educação, segurança e programas sociais”, defendeu.