José Yunes, amigo e ex-assessor de Temer, depôs por duas horas

G1
O amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer José Yunes e o presidente do grupo Rodrimar, Antônio Celso Crecco, também prestaram depoimentos.
O depoimento de José Yunes durou cerca de duas horas na quinta-feira (29), na Polícia Federal em São Paulo.
O ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, ao concordar com as prisãos pedidas por dodoge, citou argumento das autoridades policiais para ouvir Yunes novamente.
Eles afirmam que, no primeiro depoimento, “o investigado teria se utilizado de subterfúgios para não responder claramente aos questionamentos, em especial os relacionados a transferência de bens para os investigados e pessoas próximas”.
Na quinta-feira (29), o ex-assessor da presidência e amigo do presidente Michel Temer negou qualquer relação com o decreto dos portos e com a empresa Rodrimar.
Yunes reiterou aos investigadores o que disse nos três depoimentos dados ao Ministério Público Federal, em 2017. No dia 30 de novembro, Yunes contou que realizou apenas uma operação de venda de imóvel para o presidente Michel Temer.
Questionado na época pelo delegado Ricardo Ishida sobre quais negócios realizou com Temer e se já havia vendido algum imóvel ou repassado algum valor ao presidente, Yunes respondeu “que nunca vendeu nenhum imóvel para ele como pessoa física; que há cerca de 20 anos, quando o declarante tinha uma incorporadora, Michel Temer comprou um andar em um prédio comercial da incorporadora do declarante à época; que o andar adquirido é o da Rua Pedroso Alvarenga 900, 10º andar, sendo tudo contabilizado e informado nas declarações de Imposto de Renda do declarante e de Michel Temer; que não se recorda de nenhum outro negócio envolvendo o presidente Temer; que nunca fez repasses de valores para presidente Temer ou para qualquer emissário dele ou do partido PMDB”.
No andar vendido a Temer funciona hoje o escritório político do presidente em São Paulo.




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