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José Pimentel: “É desse Ariano que eu gostaria de falar, o Ariano humano, simples”

Por Nill Júnior

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por Bruna Verlene

Na tarde desta sexta (25) o Blog foi recebido por um dos mestres do teatro Pernambucano, José Pimentel. Em entrevista exclusiva, Pimentel falou sobre os desafios e o convite para dirigir “O Massacre de Angicos, a morte de Lampião”, ele falou ainda sobre sua demissão de Nova Jerusalém e sua amizade com Ariano Suassuna.

Pimentel como você recebeu o convite de Anildomá Williams e Cleonice para dirigir “O Massacre de Angicos” ?

Faz tempo, eu tinha vindo aqui a convite deles também para participar de um festival de teatro para ser jurado e ia dar uma oficina também, então meu conhecimento em Serra Talhada começou por aí. Um ano depois, dois anos, não me lembro mais, Domá me procura para dirigir um espetáculo dele, no começo ainda fiquei meio assim, porque eu não gosto de dirigir teatro ao ar livre, eu gosto de dirigir um texto que eu faço, porque eu já fico imaginando cenário, como vai ser isso aquilo, então era um desafio, um texto alheio, mas vim embora para cá.

Peguei um texto, fiz uma ligeira adaptação para servir, porque eu tinha que fazer um espetáculo, eu digo sempre que texto de teatro enquanto não é montado é literatura. Então, vim para cá e comecei a cuidar do espetáculo, e graças a Deus deu certo, hoje a gente já tá no terceiro ano é um sucesso e que ninguém pode negar.

Qual foi o seu maior desafio no espetáculo?

Primeiro atores que eu não conhecia, mesmo alguns atores do Recife que estavam no elenco, o elenco também já tinha sido mais ou menos arranjado aqui. Eu tive que ajeitar esse elenco, a experiência de alguns, como a Maria Bonita, a Roberta Aureliano, e outros que vinheram do Recife, mas o restante era um pessoal daqui que não conhecia esse tipo de teatro, que é um teatro dublado, um teatro ao ar livre, e a dublagem nem todo ator consegui fazer a dublagem, é um problema de ritmo, se o ator não tem o ritmo interno dele, ele dificilmente vai conseguir dublar. Mas eu tive sorte nisso, os atores daqui conseguiram.

Aí eu vim, teve um cronograma complicado, vim uma primeira vez para ensaiá-los e depois ir para o estúdio e gravar, depois tive que colocar trilha sonoras, músicas, acordes e tudo que compõe um espetáculo. E depois disso eu voltei aqui para ensaiar as marcas, já tinha as vozes, e aí eles tomaram um susto, porque quem dava o ritmo era eu, há essa pausa tá muito grande, e ia lá no computador e cortava ou aumentava, agora eu estava pensando  no espetáculo, na concepção do espetáculo.

Quando voltei foi uma surpresa, porque eles dublaram bem, e aí comecei a fazer as marcas. Os cenários eu já tinha uma ideia do que precisava, depois uma iluminação boa, porque em um espetáculo desse você tem que se agarrar a profissionais, você tem que usar equipamentos bons, um espetáculo desse é complicado, e era a primeira vez, e havia uma responsabilidade sobre os meus ombros, e dar vida há um texto de Anildomá, eu acredito que correu tudo bem, consegui ajustar as equipes, tanto de atores e atrizes, quanto a de infraestrutura, mas até nisso eu tive sorte.

A primeira vez que eu vim eu fui entrevistado em rádio, eu disse até um coisa presunçosa, a gente vai estar fazendo o melhor espetáculo do sertão Pernambucano, mas eu fui além, e eu não conheço outro espetáculo parecido, então eu disse dos sertões. Aí a profecia se cumpriu e hoje a gente está fazendo o melhor e maior espetáculo.

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Ao acrescentar a última cena, onde Lampião “ressuscita”, houve toda uma polêmica, qual foi a mensagem que vocês quiserem passar?

Eu acho que por eu ter feito a Paixão de Cristo e ter um elevador, as pessoas ligaram isso a ressurreição, só que não tem nada haver com isso. O texto no final diz, “o homem morreu, mas o mito se eternizou”, Ariano morreu mas a sua memória e as suas obras vão ser lembradas, Lampião vai ser lembrado pelas coisas más e boas que ele fez.

A polêmica eu acho que existe, ela ficou, era um desejo de Domá, e eu disse a ele você tem criar uma polêmica no seu texto, e eu como diretor não podia ir além, aí você mexe com a base do texto. A música de Amelinha por exemplo, eu não poderia colocar só porque era mais sertaneja, antes era uma música Francesa, e que todos já sabiam o que ia acontecer, então eu peguei só a parte que fala de Lampião, e criei uma cena em cima disso.

A cena final o elenco entra todo em cena, uma coisa meio louca, que eu misturo realidade, com fantasias, e depois eu disponho todos eles de uma ponta a outra do cenário, até para o publico ter ideia da grandiosidade do que a gente está fazendo.

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 O porque de deixar Nova Jerusalém?

Eu não deixei Nova Jerusalém, eu fui demitido. É uma história que eu ainda conto um dia antes de morre, ainda espero ter tempo e paciência para escrever um livro sobre isso, porque ninguém sabe direito a história. Eu não sair porque quis, eu fazia parte da sociedade, era o diretor do espetáculo, fazia Cristo, fiz Pilatos, fiz demônios.

Fiz Cristo por uma necessidade, porque o ator Carlos Reis não queria mais fazer. Um ano implorei para ele fazer o Cristo, e isso foi na minha casa. No ano seguinte eu disse Plínio, Carlos é muito interesseiro diz aí um valor para oferecer a ele, e foi na minha casa de novo, e era um cachê jamais pago em Nova Jerusalém, e Carlos aceitou.

No outro ano, Carlos Reis chega no primeiro ensaio com um rapaz dizendo, “está aqui o Cristo, já ensaiei e ele está prontinho”, eu parei e disse como é rapaz? Devia ter falado comigo primeiro, e aí foi um ano terrível, todo grupo ficou contra a mim, mas como eu sou brigador eu fui lá e fiz o Cristo, e nesse ano quando terminou o espetáculo eu chorei feito um “bezerro desmamado”.

A minha saída foi terrível também, era uma sexta, todo mundo reunido em Nova Jerusalém. Eu disse olhe, vocês tão brigando tanto, e eu faço parte da sociedade, então vou dirigir os atores que vocês querem, aí ficou acertado que eu iria viajar para o Rio de Janeiro para ensaiar os atores. Quando foi na segunda liguei para Nova Jerusalém, e quem atendeu foi o filho de Plínio, e ele perguntou o que eu queria, e eu disse eu quero acertar com ele a minha viajem pro Rio, e o filho de Plínio respondeu que ele não estava.

Quando foi meio dia, Tibi, que cuida dos cenários daqui de Serra Talhada e de Nova Jerusalém, me liga dizendo que eu não era mais o diretor do espetáculo, e eu disse que a ele não estava tudo certo, e Tibi disse que Plínio falou que eu ia causar problemas.

Um jornalista depois foi e publicou que eu ia pedir demissão, e Plínio depois me enviou uma carta dizendo que aceitava o meu pedido de demissão, querendo mudar toda história.

Ariano Suassuna – Ao ser perguntado sobre a importância de Ariano Suassuna na sua vida José Pimentel, foi  enfático ao recordar da sua história de guando saiu de Sertânia, e que devido a morte do seu pai ter ido para o Recife, e ao chegar lá foi estudar na Escola Comércio Prático, onde o seu professor de Português era Ariano Suassuna.

“Ariano soube da minha história, e me colocou para fazer a chamada nos dias das aulas dele, e com isso ele me dava um dinheiro para me ajudar”.

Pimentel relata que antes de terminar os estudos na Escola de Comércio, Ariano lhe disse que tinha um emprego, com três engenheiros amigos dele, “eu fazia de tudo nessa empresa de construção”, declarou Pimentel.

Após um certo tempo distante de Ariano, aparece a oportunidade para estrear “O Auto da Compadecida”, peça montada pelo Teatro Adolescente do Recife, onde houve a reaproximação dos dois.

“Quando eu escrevi meu primeiro poema, eu levei para Ariano, e aí o professor de estética, uma aula do que era poesia. Eu disse Ariano e teatro, ele disse, está aqui esse conto de Balzac teatralize, aí inventei umas coisas para solucionar, levei para ele e ele disse é por aí”, declarou Pimentel.

Qualquer livro de peça de teatro de Ariano que você pegar vai está o meu nome, como o criador de Benedito, João Grilo.

“Ninguém conhece o homem Ariano como eu conheço. O meu primeiro dicionário quem me deu foi ele, com uma dedicatória “arretada”, e é desse Ariano que eu gostaria de falar, o Ariano humano, simples”.

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Governo Raquel Lyra demite presidente do DER, diz blog

O blog do Ricardo Antunes divulgou, com exclusividade, que a governadora Raquel Lyra (PSD) decidiu mudar o comando do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O diretor Rivaldo Melo será exonerado do cargo, e a oficialização deve sair nas próximas horas. Segundo o blog, a troca é vista como um gesto claro de fortalecimento do secretário […]

O blog do Ricardo Antunes divulgou, com exclusividade, que a governadora Raquel Lyra (PSD) decidiu mudar o comando do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O diretor Rivaldo Melo será exonerado do cargo, e a oficialização deve sair nas próximas horas.

Segundo o blog, a troca é vista como um gesto claro de fortalecimento do secretário de Infraestrutura, André Teixeira, que assumiu a pasta com “carta branca” da governadora para reestruturar o setor. Ele terá à disposição, até o fim de 2026, um orçamento de mais de R$ 5,6 bilhões para tocar obras e investimentos estratégicos no estado, com foco no programa PE na Estrada.

O blog diz ainda que a saída de Rivaldo Melo também alimenta movimentações políticas nos bastidores. O DER é responsável pela manutenção e recuperação da malha viária de Pernambuco, mas também é considerado um espaço de influência. Agora, todas as atenções se voltam para quem será o novo nome indicado por Raquel Lyra para conduzir o órgão.

Ainda segundo o blog do Ricardo Antunes: Existe até a possibilidade de que André Teixeira acumule o departamento.

Betânia: União Brasil cria Diretório Municipal e elege presidente

Nesta quarta-feira (22), membros do partido União Brasil (UB) de Betânia, que fazem oposição a atual gestão do prefeito Mário Flor, definiram em eleição partidária o novo diretório municipal, elegendo Val Araújo como presidente e Pedro Araújo e Marcos Argemiro, como secretários. Durante o encontro, se fizeram presentes Heron Lima, atual secretário do Republicanos, Adriano […]

Nesta quarta-feira (22), membros do partido União Brasil (UB) de Betânia, que fazem oposição a atual gestão do prefeito Mário Flor, definiram em eleição partidária o novo diretório municipal, elegendo Val Araújo como presidente e Pedro Araújo e Marcos Argemiro, como secretários.

Durante o encontro, se fizeram presentes Heron Lima, atual secretário do Republicanos, Adriano de Deda e o vereador Ratinho, ambos do mesmo partido.

O PSB também se fez presente, o presidente municipal Anael Lima, alguns empresários e lideranças regionais que fazem oposição ao atual governo, como Dão de Danta, Dejailson, Pastor Geraldo, Gilvan e Mané de Liontina.

Nesse início de definições de partidos, ficou aberto o diálogo, para que juntos a outras forças oposicionistas possam chegar a um consenso e definir os candidatos e partidos que irão disputar as eleições para prefeito e vereadores no município em 2024. As informações são do Blog do Silva Lima.

Programa de governo Lula-Alckmin recebe 5,5 mil propostas em uma semana

A plataforma de participação popular do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, “Juntos pelo Brasil”, recebeu 5,5 mil propostas na primeira semana de funcionamento. Isso significa uma sugestão a cada dois minutos. Além disso, houve 145 mil visualizações das propostas que foram publicadas. Ainda, 32,5 mil pessoas visitaram a ferramenta e 8,5 mil baixaram as […]

A plataforma de participação popular do programa de governo da chapa Lula-Alckmin, “Juntos pelo Brasil”, recebeu 5,5 mil propostas na primeira semana de funcionamento. Isso significa uma sugestão a cada dois minutos.

Além disso, houve 145 mil visualizações das propostas que foram publicadas. Ainda, 32,5 mil pessoas visitaram a ferramenta e 8,5 mil baixaram as diretrizes do Programa de Governo. A plataforma pode ser acessada no site: programajuntospelobrasil.com.br

Juntos pelo Brasil – A plataforma “Juntos pelo Brasil” permite o envio de sugestões e a realização  de debates, fóruns, discussões e consultas. Possui ainda um canal de organização para a participação dos comitês populares e organizações dos movimentos populares.

A expectativa é que a ferramenta amplie o engajamento para que a  base social da coligação se aproprie das propostas contempladas no programa de governo e se envolva de fato na construção coletiva do projeto. 

Em paralelo a isso, serão abertas mesas de diálogo para avançar no debate com entidades nacionais que já se articularam para encaminhar propostas ao plano de governo e aprofundar as formulações.

Ao final desse processo participativo, a candidatura Lula-Alckmin espera entregar um programa de governo inovador, portador de futuro, sintético e compreensível – com tem feito as principais candidaturas presidenciais contemporâneas. O programa de governo também contemplará as principais propostas de impacto da candidatura.

Entre as principais diretrizes acordadas entre os partidos que formam o movimento Juntos Pelo Brasil (PT, PSB, PCdoB, PV, Rede, Psol e Solidariedade), destacam-se:

Urgência no combate à fome e à pobreza;

Retomada do investimento, público e privado, para alavancar crescimento e gerar emprego com Estado forte, fim do teto de gastos e retomada do investimento;

Combate à inflação e redução do custo de vida, com fortalecimento da Petrobras, retomada das políticas de incentivo à agricultura e estoques reguladores, para reduzir o preço dos alimentos e colocar comida nos pratos dos brasileiros;

Defesa da Amazônia, combate ao desmatamento, respeito às leis ambientais e proteção dos povos indígenas, aliado ao enfrentamento das mudanças climáticas;

Democracia, justiça, paz, soberania e reinserção do Brasil no mundo.

Sávio Pessoa leva pleitos de Tuparetama a Anchieta Patriota

O vereador de Tuparetama, Sávio Pessoa esteve no Recife. Ele cumpriu agenda nas secretarias estaduais de Agricultura e Cultura. Sávio Pessoa também teve audiência com o Secretário Executivo de Relações Institucionais  Anchieta Patriota. Entregou cópias dos projetos para o município. Os pleitos entregues e protocolados pelo vereador  visam por exemplo a aquisição de equipamentos e mobiliário […]

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O vereador de Tuparetama, Sávio Pessoa esteve no Recife. Ele cumpriu agenda nas secretarias estaduais de Agricultura e Cultura. Sávio Pessoa também teve audiência com o Secretário Executivo de Relações Institucionais  Anchieta Patriota. Entregou cópias dos projetos para o município.

Os pleitos entregues e protocolados pelo vereador  visam por exemplo a aquisição de equipamentos e mobiliário para o Teatro Municipal e a Casa da Cultura.  Esses prédios públicos estão em reforma e deverão ser entregues à comunidade até o final do primeiro semestre, como confirma Tárcio Oliveira ao blog.

“O Governo do Estado vive um momento de contenção de despesas, mas tenho certeza que aquilo que estiver ao alcance do Dr. Anchieta será realizado de modo efetivo.” disse Sávio Pessoa.