Joana D’Arc assume interinamente Secretaria de Justiça de Pernambuco
Por André Luis
Nesta sexta-feira (8), o governo de Pernambuco anunciou uma mudança na gestão da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, com a designação da secretária executiva de Promoção da Equidade Social, Joana D’Arc da Silva Figueiredo, para responder interinamente pela pasta. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado.
Joana D’Arc já integrava o governo desde 2023, atuando como Superintendente de Promoção da Equidade Social na Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção à Violência e às Drogas. Com o desmembramento da secretaria no início de 2024, ela assumiu a mesma função na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência.
Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Joana D’Arc possui pós-graduações em Psicopedagogia Clínica e Institucional e em Violência, Gênero e Direitos Humanos. Sua trajetória profissional inclui experiência na gestão da política de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos em Caruaru, além de significativa atuação em conselhos de direitos.
A nova secretária também é reconhecida como estudiosa dos direitos humanos, com pesquisas publicadas sobre o tema. Sua nomeação para assumir interinamente a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência reflete o compromisso do governo de Pernambuco em fortalecer a promoção da equidade social e a defesa dos direitos humanos em todo o estado.
A gestão de Joana D’Arc na pasta será acompanhada com expectativa pela sociedade civil e por órgãos ligados à defesa dos direitos humanos, diante de sua vasta experiência e expertise no campo.
por Juliana Lima Para festejar os seus vinte anos de atuação no Semiárido pernambucano, o Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR) realizou uma programação festiva na última sexta-feira, dia 21 de novembro, na sede da instituição, em Serra Talhada. A festa começou com um café da manhã agroecológico, onde agricultores e agricultoras puderam desfrutar juntamente […]
Para festejar os seus vinte anos de atuação no Semiárido pernambucano, o Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR) realizou uma programação festiva na última sexta-feira, dia 21 de novembro, na sede da instituição, em Serra Talhada.
A festa começou com um café da manhã agroecológico, onde agricultores e agricultoras puderam desfrutar juntamente com a equipe do Cecor e demais convidados/as, de uma rica diversidade de frutas e produtos agroecológicos, oriundos da agricultura familiar.
Em seguida aconteceu a mística de abertura, dramatizada por jovens do Projeto Escola das Águas, sobre a temática da vida no Semiárido. Após a mística, foram dadas as boas vindas pelo presidente do Cecor, João Laércio Ferreira, e iniciou-se a primeira mesa de debates, com o tema: 20 anos Transformando Vidas no Semiárido – Uma história contada pelos agricultores(as) familiares. Foram convidados/as da mesa o coordenador geral do Cecor, Espedito Brito, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Serra Talhada, Flaviano Marques, e os agricultores João Joaquim do Nascimento (Mirandiba) e Maria Alexandrina da Silva (Serra Talhada).
Para Espedito Brito, o maior resultado do Cecor nessas duas décadas é a desconstrução da ideia de que não é possível viver no Semiárido. “Centenas de famílias passam a acreditar que é possível sim permanecer no campo, ter renda e viver bem no Semiárido, com dignidade”, afirmou.
Um dos fundadores do Cecor, o agricultor João Joaquim do Nascimento resgatou o difícil processo de construção da ONG. “A história há vinte anos era de dificuldades e muito sofrimento, sem ter auxílio nem um local pra trabalhar só nos restava a vontade que as coisas andassem, então fomos discutindo as possibilidades e surgiu a ideia de criar uma organização que nos ajudasse no Sertão Central. Na época era um grupo pequeno, tinha pessoas analfabetas como eu, mas tínhamos a cara, a coragem e a boa vontade, e assim fundamos o Cecor”, lembrou Seu Joaquim.
Acompanhada pelo Cecor na Feira Agroecológica de Serra Talhada, Dona Alexandrina destacou a importância de conhecer a agroecologia. “Hoje temos coisas valiosas em nossas vidas, que são os produtos orgânicos, sem veneno, e agradeço ao Cecor por nos acompanhar nessa luta”, disse a agricultora.
A segunda mesa debateu as perspectivas das organizações da sociedade civil do Semiárido na atual conjuntura brasileira, sendo palestrantes o professor e advogado Antônio Filho, que discutiu o cenário político e econômico a partir de 2015, o representante da coordenação executiva da ASA-PE e coordenador político do Cecor, Manoel dos Anjos, e o professor de agronomia da UAST/UFRPE, Genival Barros, que destacou o papel da universidade na construção do novo Semiárido.
“Temos ainda uma democracia frágil, não totalmente consolidada, demonstrada no último processo eleitoral, quando foi pregado o ódio contra os nordestinos, pregada a divisão do país, uma prova de que a luta permanece. Quanto a nível da agricultura familiar, houve certo avanço político neste pleito, com a eleição de deputados representantes da categoria, o que amplia as nossas perspectivas”, disse Antônio Filho.
Manoel dos Anjos falou sobre o surgimento das organizações sem fins lucrativos, como o CECOR. “As organizações surgiram da necessidade de uma vida melhor para as famílias do Semiárido e, embora exista muito ainda a ser feito, um grande avanço foi o marco legal do Programa Cisternas, pautado pela ASA, que possibilitou às organizações a efetiva construção de cisternas de placas de captação e acúmulo de água de chuva para as famílias”, enfatizou.
“Hoje existem filhos e filhas de agricultores na universidade, e este é o papel destas, interagir e cuidar do saber da nação em todas as áreas, e aqui tem contribuído no desenvolvimento de pensamentos e estudos, no sentido de que a educação e a informação fazem a diferença”, disse Genival Barros.
Durante o dia houve apresentação de xaxado, exibição de um vídeo comemorativo pelos vinte anos da instituição, além de uma homenagem póstuma aos ex-funcionários Maria Vanete Almeida (Dona Netinha) e Assuetone Rodrigues Barbosa, que faleceram em 2012. A festividade foi encerrada com o corte do bolo e parabéns, e uma confraternização animada ao som da banda de forró pé de serra, Xililique, de Triunfo.
O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota, foi um dos palestrantes do Congresso Estadual de Vereadores, promovido pela União dos Vereadores de Pernambuco, que vai até esse dia 23 de novembro, no município de Itamaracá. A palestra ocorreu nesta quinta (21), e teve como tema “a contribuição do vereador na qualificação […]
O Prefeito de Afogados da Ingazeira e Presidente da AMUPE, José Patriota, foi um dos palestrantes do Congresso Estadual de Vereadores, promovido pela União dos Vereadores de Pernambuco, que vai até esse dia 23 de novembro, no município de Itamaracá.
A palestra ocorreu nesta quinta (21), e teve como tema “a contribuição do vereador na qualificação da gestão pública.”
Patriota destacou a importância de uma atuação pública responsável, sem medo de ferir interesses corporativos e cujo principal foco de ação deve ser o planejamento de políticas estruturantes, que tragam benefícios ao povo e que possam perdurar para além de qualquer mandato.
Foto: Divulgação/Polícia Federal Até o momento, 11 pessoas foram presas na Operação Capitá. Operação realizada na Bahia, em São Paulo e em Petrolina, no Sertão pernambucano. G1 Petrolina A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar, deflagraram na manhã desta quarta-feira (5) a ‘Operação Capitá’, que tem o objetivo de desarticular um grupo criminoso […]
Até o momento, 11 pessoas foram presas na Operação Capitá. Operação realizada na Bahia, em São Paulo e em Petrolina, no Sertão pernambucano.
G1 Petrolina
A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar, deflagraram na manhã desta quarta-feira (5) a ‘Operação Capitá’, que tem o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido em assaltos a bancos e também a carros-fortes. A Operação realizada na Bahia, em São Paulo e em Petrolina, no Sertão pernambucano.
Por volta das 11 horas da manhã Policiais Federais e Militares cercaram uma casa na Rua Maurício de Nassau, no bairro Gercino Coelho, em Petrolina. Também tinham policiais em todo o quarteirão. A porta da casa foi quebrada para a entrada da polícia. Um dos presos que estavam nesta residência foi localizado nas proximidades da rodoviária quando tentava fugir. A polícia estava a procura de outros dois suspeitos que conseguiram escapar por casas vizinhas.
A população relatou que ouviu muitos gritos e tiros. Os policiais utilizaram drones para monitorar a área e tentar encontrar os fugitivos. A vizinhança informou que as pessoas que estavam na casa da Rua Maurício de Nassau tinham chegado há menos de um mês. Eles teriam vindo de São Paulo-SP e apresentavam-se como corretores de imóveis. No local foram encontrados objetos usados nos crimes como armas de grosso calibre, munição, explosivos, escudos e coletes balísticos, celulares e veículos roubados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação foi iniciada em março deste ano após a morte do ex-líder de uma quadrilha que atuava no Nordeste, Varnei Xavier dos Santos. O caso ocorreu no estado de Goiás em confronto com a polícia. Isso teria ajudado a identificar novas lideranças de organizações criminosas.
A Polícia Federal informou ainda que o grupo preso nesta quarta-feira planejava realizar um assalto a carro-forte nos próximos dias em rodovias entre Juazeiro-BA e Petrolina. Até o momento, 11 pessoas foram presas na ‘Operação Capitá’.
Dados da Federação das Indústrias do Rio através do conhecido Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) revela que somente 15 municípios do estado foram eficientes nos critérios adotados. Já 62,6% das prefeituras pernambucanas apresentaram situação crítica de gestão fiscal, além de outras 29,1% que exibiram dificuldades na gestão dos recursos públicos. O IFGF é composto […]
Dados da Federação das Indústrias do Rio através do conhecido Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) revela que somente 15 municípios do estado foram eficientes nos critérios adotados.
Já 62,6% das prefeituras pernambucanas apresentaram situação crítica de gestão fiscal, além de outras 29,1% que exibiram dificuldades na gestão dos recursos públicos.
O IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Liquidez e Investimentos. Após a análise de cada um deles, cada município é classificado em um dos conceitos do estudo: gestão crítica (resultados inferiores a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (resultados entre 0,4 e 0,6 ponto), boa gestão (resultados entre 0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).
Sertânia lidera o ranking pela primeira vez, seguida de Goiana, Vitória de Santo Antão, Paulista, Petrolina, Orobó, Quixaba, Recife, Vertentes e Caruaru. São as dez cidades mais bem colocadas.
Já os piores resultados no estado da Pernambuco correspondem a municípios que gastaram mais de 60% da Receita Corrente Líquida com a folha de pagamento do funcionalismo público, encerraram o ano sem recursos em caixa suficientes para quitar seus compromissos postergados para o próximo ano, e ainda apresentaram custos com a estrutura administrativa que superam as receitas oriundas da atividade econômica local. São as cidades de Altinho, Catende, Barreiros, Palmeirinha e Bezerros, que amargaram nota zero em três das quatro vertentes do IFGF, com exceção do indicador de investimentos, onde todas apresentaram desempenho crítico.
No estudo, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foram avaliados 182 dos 184 municípios do estado, que, na média, atingiram 0,3502 ponto, a terceira pior média entre os estados brasileiros, ficando à frente apenas de Sergipe e Maranhão. O índice varia de zero a um, sendo que, quanto mais próximo de um, melhor a gestão fiscal.
Por Érico Costa* No ano de 1988 meu pai disputou sua segunda eleição para prefeito de Brejinho. Perdeu para Agenor Ferreira por 23 votos. Como era partidário do governador da época, Miguel Arraes, ficou como uma liderança do governo do estado no município de Brejinho. Indicou várias pessoas para os cargos do estado e sempre […]
No ano de 1988 meu pai disputou sua segunda eleição para prefeito de Brejinho. Perdeu para Agenor Ferreira por 23 votos.
Como era partidário do governador da época, Miguel Arraes, ficou como uma liderança do governo do estado no município de Brejinho. Indicou várias pessoas para os cargos do estado e sempre lutou para arranjar benefícios para o município.
Os benefícios vinham de várias formas, em ações diretas do governo como foi nos casos da eletrificação rural e na construção de cisternas em todo município.
Muitas ações eram direcionadas as Associações Rurais e Brejinho não tinha nenhuma. Foi quando Seu Louro falou que precisávamos fundar as ditas Associações. Procurei orientação com advogados e presidentes dessas entidades em outros municípios. Preparamos os estatutos, compramos livros de atas e começamos a fazer as reuniões de fundação das diversas associações no município. Primeiro foi a Associação Rural da Lagoinha, depois vieram as seguintes: Video, Fechado, Degredo, Vila de Fátima, Caldeirão, etc.
Logo em seguida foram elaborados projetos para captação de recursos junto ao PRORURAL, visando obter benefícios como construção de açudes no Degredo e no Caldeirão, Carros de boi, inclusive os bois, e implementos agrícolas.
Muitas outras ações foram conseguidas com o incansável trabalho de Seu Louro.
Já no fim do governo de Miguel Arraes, meu pai pediu uma audiência com o governador e foi prontamente atendido. Quando meu pai entrou no gabinete, Miguel Arraes foi logo perguntando:
— Como vai Lourival, o que o traz aqui? O que Deseja?
— Governador, vim só agradecer pelo muito que o seu governo já fez por Brejinho.
— Mais alguma coisa Lourival?
— Não Governador, vim só agradecer.
O governador deu uma tragada no boró, soltou uma baforada de fumaça e caiu na risada, chamou os acessores que estavam por perto e foi logo dizendo:
— Foi o primeiro que veio aqui só para agradecer.
Levantaram-se, abraçaram-se e assim se despediram.
Alguns anos depois, Agenor já não era mais o prefeito, se encontrou com meu pai e ficaram conversando. Disse que quando prefeito, ia a alguns órgãos do governo do estado pedir benefícios para o município, mas não conseguia, infelizmente, por ser adversário de Miguel Arraes. Os benefícios já vinham por conta de Lourival.
Meu pai logo perguntou por que ele não tinha falado e Agenor Ferreira, que sempre foi muito educado e respeitoso, disse que não o procurou por ser adversário. Seu Louro, que também respeitava muito Agenor, foi logo dizendo que isso não era o caso e que se o tivesse procurado para resolver essas questões do município, não haveria problema de um ajudar o outro.
Assim é Lourival, não guarda mágoas de ninguém e sempre está pronto a ajudar a quem precisa.
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