Isolado, Victor Oliveira se perde no discurso e vira alvo de críticas
Por André Luis
O pré-candidato a prefeito de Serra Talhada, Victor Oliveira (PR), se tornou alvo de críticas nas redes sociais, neste final de semana, após produzir um vídeo intitulado ‘Caminhos do Amanhã’, com duração de 57 segundos.
O Farol de Notícias diz que na peça publicitária, o pré-candidato faz criticas ao sistema de saúde municipal, tece elogios ao Hospital Regional Agamenon Magalhães (Hospam), que segundo ele, ‘está tirando leite de pedra, mas, na ânsia de atacar o governo petista, acaba cometendo uma enorme gafe.
“A gestão municipal está atrasando a entrega do hospital de campanha para combater uma das piores pandemias que o mundo já enfrentou, que é a do novo coronavírus, mas o que está acabando é a paciência da nossa população com esta gestão ineficaz”, dispara Oliveira.
Victor esqueceu que o hospital de campanha, que custou mais de R$ 1 milhão e ainda não funciona, tem o dedo do seu aliado, o governador Paulo Câmara (PSB).
O resultado é que o contra-ataque veio, também via redes sociais, tachando Victor Oliveira de ‘garoto desinformado’. O pré-candidato ainda não anunciou o leque de apoios à sua pré-candidatura em Serra Talhada.
A audiência de instrução que apura supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024 em Afogados da Ingazeira movimentou o debate público nesta terça-feira (9). Durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, os advogados Carlos Marques, procurador do município e representante da Frente Popular, e Edson Henrique, ex-candidato a vice-prefeito pela União pelo Povo […]
A audiência de instrução que apura supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024 em Afogados da Ingazeira movimentou o debate público nesta terça-feira (9). Durante entrevista ao programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú, os advogados Carlos Marques, procurador do município e representante da Frente Popular, e Edson Henrique, ex-candidato a vice-prefeito pela União pelo Povo e atual gerente de Articulação Regional da Casa Civil, apresentaram versões antagônicas sobre o caso e sobre o impacto da investigação no processo eleitoral.
A ação, movida pela coligação União pelo Povo, envolve a apreensão de notas fiscais, tíquetes de combustível e R$ 35 mil em espécie encontrados com o então secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique, na véspera da eleição. O material também foi alvo de relatório da Polícia Federal, que indiciou o ex-gestor por corrupção eleitoral, caixa dois e captação ilícita de sufrágio.
Frente Popular minimiza gravidade e acusa adversários de “criar tempestade”
No estúdio da emissora, o advogado Carlos Marques demonstrou confiança no desfecho favorável à chapa do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB) e do vice Daniel Valadares (MDB). Ele argumentou que a prestação de contas da coligação foi aprovada pela Justiça Eleitoral e que a oposição sequer apresentou impugnação no período legal.
Marques afirmou ainda que a apreensão não caracteriza prisão, como divulgou parte da oposição, e contestou pontos do relatório da Polícia Federal. Segundo ele, a PF teria somado despesas referentes a dois cartões de abastecimento distintos — da administração geral e do Fundo Municipal de Saúde — e considerado gastos fora do período investigado.
“Criaram uma tempestade que no final deve virar uma marolinha, como já aconteceu no caso da pasta vermelha”, disse, citando episódio jurídico da primeira campanha do ex-prefeito José Patriota. O procurador reforçou que, no seu entendimento, não há qualquer conduta atribuída ao prefeito ou ao vice que justifique cassação. “O que não está nos autos não existe”, afirmou.
União pelo Povo diz que caso é o maior escândalo eleitoral da história da cidade
Por telefone, Edson Henrique adotou tom oposto. Ele classificou o episódio como “o maior escândalo eleitoral de Afogados da Ingazeira” e ressaltou que o acervo de provas não foi produzido pela coligação adversária, mas apreendido pela Polícia Militar e analisado pela Polícia Federal.
Segundo ele, há “materialidade incontornável”, com notas, talões e ordens de abastecimento que somariam cerca de R$ 407 mil, valor muito acima dos R$ 68 mil declarados na prestação de contas. Para Edson, a investigação aponta descompasso evidente entre o que foi apreendido e o que foi declarado.
“Quem tem capacidade técnica de confrontar dados é a PF, não partidos políticos. Se a PF está equivocada, então não precisaria existir”, ironizou.
Henrique também negou que a coligação tenha a intenção de politizar o caso. “Não fomos nós que criamos nada. Quem se envolveu foi o secretário. O mal por si só se destrói”, afirmou.
O que acontece na audiência
Ambos os advogados explicaram a dinâmica da audiência desta terça, que não envolve julgamento, mas a oitiva de testemunhas. A coligação União pelo Povo indicou seis pessoas; a Frente Popular, quatro. Após essa fase, o juiz eleitoral poderá determinar alegações finais orais ou escritas. A sentença pode sair no mesmo dia, mas, segundo os advogados, é improvável devido à complexidade do caso.
Carlos Marques destacou que eventual cassação só teria efeito após esgotados todos os recursos — o que pode levar o processo até o Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. “O mandato só é interrompido com trânsito em julgado”, reiterou.
Edson, por sua vez, disse que a coligação aguarda a decisão com serenidade: “É vida que segue. Quem não tem nada a esconder não teme a investigação”.
Expectativa e tensão
A audiência ocorre em meio a forte mobilização política na cidade, com grupos das duas coligações acompanhando cada etapa do processo. A decisão do juiz eleitoral, quando proferida, terá impacto direto sobre a composição do Executivo municipal e pode redefinir o cenário político local.
Enquanto isso, Frente Popular e União pelo Povo ensaiam uma disputa narrativa que deve seguir até o desfecho final da ação, seja qual for o resultado.
Após liderar uma caminhada que arrastou quase de duas mil pessoas pelas principais ruas do bairro de Iputinga na manhã deste sábado (12), no Recife, Armando Monteiro (PTB), candidato a governador da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, participou de um almoço com o grupo político do vereador do Recife, Carlos Gueiros (PTB). O encontro, que […]
Após liderar uma caminhada que arrastou quase de duas mil pessoas pelas principais ruas do bairro de Iputinga na manhã deste sábado (12), no Recife, Armando Monteiro (PTB), candidato a governador da coligação Pernambuco Vai Mais Longe, participou de um almoço com o grupo político do vereador do Recife, Carlos Gueiros (PTB). O encontro, que reuniu mais de 150 aliados em um restaurante, serviu para que Gueiros apresentasse seus candidatos ao seu grupo político e reafirmar apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).
Além de Armando, Gueiros também confirmou apoio aos candidatos ao Senado, João Paulo (PT), à Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Limoeiro Ricardo Teobaldo (PTB), e à Assembleia Legislativa, o ex-deputado José Humberto Cavalcanti (PTB), atual secretário-geral do PTB do Estado.
“Esse é um time fixo que sempre vem me apoiando nos últimos anos. É um grupo formado por lideranças comunitárias, diretores de escolas, pastores e gente que atua no dia a dia da sociedade. Armando, é esse time que vai lhe ajudar a se eleger governador”, afirmou Gueiros.
O vereador do Recife afirmou que Pernambuco precisa continuar crescendo, mantendo a parceria com o governo da presidente Dilma. Carlos Gueiros ressaltou que, na gestão Lula na Presidência, a economia do Estado se expandiu. “Pernambuco cresceu muito, graças a essa parceria de sucesso com o governo federal. Foi Lula quem abriu as portas dos cofres para que o Estado pudesse utilizar os recursos e investir”, assinalou o petebista.
Em sua palavra, Armando Monteiro afirmou que Pernambuco protagoniza um crescimento exponencial, mas a desigualdade do Litoral ao Sertão também aumentou. O candidato a governador ressaltou que, apesar das melhorias, muitos setores ainda carecem de políticas públicas, como a saúde, segurança pública e a educação.
“Precisamos mudar. E mudar para melhor. Para a gente continuar crescendo, com o apoio do governo federal, precisamos ter uma educação de qualidade. Que permita que nosso desenvolvimento seja equilibrado. Portanto, meu compromisso é fazer da educação a prioridade das prioridades”, sublinhou Armando Monteiro.
O secretário de Governo de Flores, Marconi Santana, recebeu na manhã desta quarta-feira (16) a visita dos iguaracienses Bebé de Chico dos Bodes, Simão do Ônibus e Paulinho da Celpe. O encontro ocorreu no gabinete do secretário e integra uma agenda de articulações políticas que Marconi vem promovendo com lideranças de municípios do Sertão do […]
O secretário de Governo de Flores, Marconi Santana, recebeu na manhã desta quarta-feira (16) a visita dos iguaracienses Bebé de Chico dos Bodes, Simão do Ônibus e Paulinho da Celpe.
O encontro ocorreu no gabinete do secretário e integra uma agenda de articulações políticas que Marconi vem promovendo com lideranças de municípios do Sertão do Pajeú.
A visita reforça os vínculos entre Flores e Iguaracy e evidencia o trânsito político de Marconi na região. Segundo ele, a construção de alianças com base em valores comuns tem sido um dos pilares de sua atuação.
“É gratificante receber amigos que compartilham dos mesmos valores que nos movem: trabalho, lealdade e compromisso com o povo do Sertão. Agradeço de coração o apoio e a amizade”, declarou.
Marconi Santana tem participando de agendas políticas em diferentes municípios e ampliando sua rede de relações.
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) participou, na manhã desta terça-feira (10), do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao lado do presidente da entidade Paulo Ziulkoski; do primeiro secretário José Patriota e do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). O encontro reuniu os presidentes das entidades estaduais e municipais, prefeitos e […]
O deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) participou, na manhã desta terça-feira (10), do Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao lado do presidente da entidade Paulo Ziulkoski; do primeiro secretário José Patriota e do ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).
O encontro reuniu os presidentes das entidades estaduais e municipais, prefeitos e parlamentares para debater o andamento das pautas prioritárias municipalistas neste segundo semestre de 2021, entre elas, a PEC 15/2021, de autoria de Costa Filho em parceria com a CNM.
Na ocasião, Silvio Costa Filho falou sobre a importância de aprovar a PEC 15, que permite, em caráter excepcional, que os débitos previdenciários acumulados por municípios até 31 de dezembro de 2020 sejam parcelados em 2021 em até 240 prestações mensais (20 anos), com descontos de 60% em multas e encargos.
“Com a aprovação desta PEC, prefeitos da maioria dos municípios brasileiros terão mais fôlego para fazerem investimentos em áreas de interesse da população”, disse o parlamentar, que vem se destacando pelo seu trabalho a favor das pautas municipalistas.
Sobre a previdência, Ziulkoski também abordou sobre a PEC 15/2021. “Não é o ideal, porque nós tentamos inserir uma emenda para permitir que os municípios pudessem entrar na reforma da previdência, mas os parlamentares já disseram que não vai avançar. Então não resolve nosso problema, mas ameniza a situação. Por isso, vamos apoiar para aprovar o quanto antes”, justificou o presidente da CNM. Já José Patriota comentou sobre a importância do parcelamento da dívida. “Esse parcelamento é algo muito importante, não só para a vida do município, mas também para sua sustentação e sua sobrevivência”, ressaltou o primeiro secretário.
Com a presença do senador Davi Alcolumbre, também foi debatida, no encontro, uma pauta sobre a reforma tributária, de autoria do próprio senador. A PEC 110/ 2019 visa padronizar a tributação sobre consumo. A CNM entende que o caminho é um IVA único. A relatoria do projeto é do senador Roberto Rocha (PSDB).
Do blog do Geraldo Palmeira O juiz federal da 18ª Vara SJ/PE Felipe Mota Pimentel de Oliveira julgou procedente ação do Ministério Público Federal (PROCESSO Nº: 0800118-25.2016.4.05.8303) contra o prefeito de São José do Egito Evandro Perazzo Valadares e o condenou em 1ª Instância por ato de improbidade administrativa. Na ação, que trata da prestação […]
O juiz federal da 18ª Vara SJ/PE Felipe Mota Pimentel de Oliveira julgou procedente ação do Ministério Público Federal (PROCESSO Nº: 0800118-25.2016.4.05.8303) contra o prefeito de São José do Egito Evandro Perazzo Valadares e o condenou em 1ª Instância por ato de improbidade administrativa.
Na ação, que trata da prestação de contas da implantação do Centro de Inclusão Digital com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, aparecem ainda como réus os ex-secretários Chárliton Patriota Leite e Tarcízio José da Silva Leite. Os ex-gestores das pastas de Cultura e Finanças, respectivamente, foram, entretanto, inocentados e não tiveram condenação proferida.
De acordo com a sentença, em relação aos 3 réus, o juiz federal relatou:
“Concordo com a manifestação do MPF quanto ao réu CHARLITON PATRIOTA LEITE, Secretário de Cultura, Desporto e Turismo à época do Convênio, uma vez que o Projeto do Centro de inclusão digital, após a prorrogação do convênio, não fora executado durante a sua gestão como Secretário conforme se depreende da documentação acostada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
Em relação ao réu TARCÍZIO DA SILVA LEITE, estou convencido que, apesar de ser responsável pela efetuação dos pagamentos do mencionado convênio, conforme base argumentativa do MPF, uma vez que era secretário de finanças do Município, não atuou com dolo ou culpa, consubstanciado na omissão de prestar as informações do convênio n° 01.0093.00/2006, na qual causou prejuízo ao erário.
No presente caso, entendo que apenas o réu – EVANDRO PERAZZO VALADARES – de forma consciente e voluntária, deixou de prestar contas, no prazo convencionado, de recursos federais recebidos e gastos durante o mandato por ele exercido. Fato comprovado com as inúmeras notificações em seu nome para prestar todos os devidos esclarecimentos.”
No texto do documento o juiz ainda atesta que o prefeito Evandro Valadares “… possuía um corpo técnico especializado para auxiliá-lo em suas funções, de modo que sabia (ou deveria saber) que os atos praticados eram manifestamente contrários ao Ordenamento Jurídico”.
O juiz disse ainda que “Portanto, é possível concluir pela caracterização do ato ímprobo perpetrado pelo réu – EVANDRO PERAZZO VALADARES – , na modalidade de dano ao erário, valendo-se da condição de Prefeito do Município de São José do Egito/PE”.
Após análise de documentos o juiz federal Felipe Mota julgou improcedente a demanda em face dos réus Chárliton Patriota e Tarcízio Leite e procedentes os pedidos para condenar Evandro Valadares por ato de improbidade administrativa.
O magistrado, pela condenação de Valadares, aplica-lhe as seguintes sanções de natureza civil:
“a) ao ressarcimento integral do dano, no importe de R$ 226.215,10 (duzentos e vinte e seis mil e duzentos e quinze reais e dez centavos), devendo ser atualizado a partir de 22/06/2016, nos termos supra;
b) à perda da função pública atualmente exercida, se for o caso;
c) ao pagamento de multa civil no valor idêntico ao prejuízo devidamente atualizado, cujo importe deverá ser depositado em favor do Fundo de Defesa dos Processo Judicial Eletrônico:
d) à proibição de contratar como o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 05 (cinco) anos;
e) à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 05 (cinco) anos, a ser comunicada ao TRE, após o trânsito em julgado.
Condeno, ainda, o réu ao pagamento de custas processuais.
As sanções de perda da função pública e suspensão dos direitos políticos só terão eficácia após o trânsito em julgado da sentença (artigo 20, LIA).”
O prefeito Evandro Valadares tem direito a entrar com recurso.
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