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Instalação de CPMI sobre 8 de janeiro mobiliza debates no Plenário do Senado

Por André Luis

Senadores da oposição chegaram a tentar obstruir as votações

O debate sobre a criação de uma CPI mista para investigar as invasões ocorridas em 8 de janeiro predominou nesta quarta-feira (19) no Plenário do Senado. Em protesto contra a não realização da sessão do Congresso nesta semana, senadores da oposição chegaram a tentar obstruir as votações. 

Porém, foram vencidos na votação de um projeto (o PRS 46/2023, que autoriza um empréstimo para a cidade do Recife) e retiraram a orientação pela obstrução, o que garantiu a aprovação do texto por unanimidade. 

É que a instalação da CPI mista depende da leitura do requerimento em sessão conjunta, mas a sessão do Congresso em que isso seria feito foi adiada para a próxima quarta-feira (26), a pedido dos líderes da Maioria no Senado e na Câmara dos Deputados.

As discussões sobre o tema começaram depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “estarrecedoras” imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto divulgadas pelo canal de TV CNN que mostram a presença do ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, no dia dos ataques aos prédios dos três Poderes, em Brasília. 

“Mais do que nunca, nós temos que convencer os nossos pares aqui nesta Casa e na Câmara dos Deputados não só de não retirarem as suas assinaturas do requerimento de CPMI do dia 8, mas aqueles que ainda não assinaram, se querem de verdade fazer um ato em defesa da democracia, assinem o requerimento da CPMI”, disse Flávio.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apontou que Gonçalves Dias chegou ao Palácio no momento em que invasores eram retirados.

“É importante dizer que a invasão dos prédios ocorreu às 15h, e que aquele momento já era o momento de retirada das pessoas do andar de cima para o andar de baixo. Então, essas imagens são verdadeiras, mas podem estar sendo contadas de uma forma ou construindo uma versão mentirosa da realidade”, argumentou.

Com a escalada do debate, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) anunciou a obstrução do projeto e foi seguido por outros partidos: Novo, PP, Republicanos, PSDB e Podemos.

“Acho de suma relevância que os compromissos que são assumidos aqui no Senado, no Congresso, com a sociedade, sejam cumpridos. E acho de suma relevância que, no momento em que eles não são cumpridos por um posicionamento político, que não diz respeito a mérito de matéria alguma, mas ao posicionamento político”, disse.

Os líderes do governo no Senado e no Congresso – Jaques Wagner (PT-BA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), respectivamente – e outros parlamentares fizeram um apelo aos senadores da oposição para garantir ao menos a votação da autorização do empréstimo a Recife. Randolfe ainda apontou que o governo também quer ver a CPMI instalada:

“Obstruir em pautas e agendas do governo é razoável, é compreensível. Agora, prejudicar mais de 5 milhões de cidadãos de uma das principais metrópoles deste país, de uma cidade tão querida por tantos de nós. Aí a obstrução chega a ser um pouco de sandice. Já passa o limite da Oposição para a irresponsabilidade, para a lógica de prejudicar os cidadãos […] Estamos com desejo de ter essa investigação. Se estão obstruindo por essa CPMI, ouçam bem claramente: queremos a investigação […] Nós não fomos os algozes do 8 de janeiro, nós somos as vítimas”, disse.

Senador de oposição ao governo, Cleitinho (Republicanos-MG) criticou a obstrução justamente por se tratar de uma matéria que beneficia a população do Recife. Ele discordou do posicionamento dos colegas de partido e de bloco.

“Faz sentido votar contra o povo? Sou oposição, mas sou aliado do povo”, disse.

Após alcançar 41 votos, parlamentares desistiram da obstrução e reforçaram que a tentativa de adiar as votações não tem relação com o empréstimo a Recife, mas aos adiamentos da instalação da CPMI.

“Nenhum de nós votaria contra o Nordeste. O fato de adiarmos por uma semana não iria de forma alguma deixar de fazer os efeitos necessários”, ponderou o líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN). As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Santa Terezinha: Panfleto apócrifo acusou Hemerson Lustosa de improbidade por acúmulo de vínculos

Filho do ex-prefeito Delson disse que quando da publicação já não tinha os dois vínculos Um material impresso circulou em Santa Terezinha questionando o filho do ex-prefeito Delson Lustosa, Hemerson Lustosa, potencial candidato a prefeito caso o pai não possa disputar a prefeitura. E deu o que falar. O panfleto trazia acusações de improbidade administrativa […]

Panfleto acusou Hemerson Lustosa de dois vínculos

Filho do ex-prefeito Delson disse que quando da publicação já não tinha os dois vínculos

Um material impresso circulou em Santa Terezinha questionando o filho do ex-prefeito Delson Lustosa, Hemerson Lustosa, potencial candidato a prefeito caso o pai não possa disputar a prefeitura. E deu o que falar.

O panfleto trazia acusações de improbidade administrativa pelo suposto acúmulo de vínculos. O material na boca miúda teria partido do bloco de Vaninho de Danda e Teógenes Lustosa.

Hemerson é servidor da Câmara de Vereadores de Imaculada, efetivado em junho de 2017 como Diretor Financeiro. Recebe por isso o valor mensal de R$ 1.500,00 mês.

A acusação que circulou foi a de que ele também teria um vínculo com a Assembleia Legislativa de Pernambuco lotado no Gabinete do deputado Gustavo Correia. Mensalmente R$ 6.131,81, podendo chegar segundo o panfleto a 13.489,98.

A pergunta feita no panfleto é se Hemerson teria condições de cumprir os dois vínculos na Paraiía e no gabinete do Deputado. “Alguém de Santa Terezinha sabia desses vínculos ?” – pergunta om panfleto.

Mas, garante Hemerson , procurado pelo blog que o vínculo com a Alepe foi desfeito. “Não está mantido . Antes do acontecido (a circulação do panfleto) não existia mais”, garantiu. Perguntado se isso teria o dedo de Vaninho de Danda e Teógenes Lustosa ele apenas constatou: “os dois estão juntos hoje”.

CIMPAJEÚ ganha sede própria

O Secretário Executivo de Administração do Governo de Pernambuco, José Augusto Bichara Filho “autorizou a entrada do Cimpajeú em um imóvel estadual para que sejam realizadas as intervenções necessárias à instalação do Cimpajeú. “Os prefeitos ligados ao Cimpajeú – Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú já podem comemorar a conquista de uma sede própria. O imóvel fica […]

O Secretário Executivo de Administração do Governo de Pernambuco, José Augusto Bichara Filho “autorizou a entrada do Cimpajeú em um imóvel estadual para que sejam realizadas as intervenções necessárias à instalação do Cimpajeú.

“Os prefeitos ligados ao Cimpajeú – Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú já podem comemorar a conquista de uma sede própria. O imóvel fica localizado à Rua Roberto Nogueira, nº 191, no centro de Afogados da Ingazeira”, diz a nota. A informação foi confirmada ao presidente do órgão, Marconi Santana (PSB), nesta segunda-feira (02).

“É mais uma conquista que marca a nossa atuação à frente do Consórcio. Vamos sair do aluguel para uma sede própria, que terá um ato inaugural, com abertura de uma galeria dos presidentes que já passaram pelo Cimpajeú. Estamos trabalhando de forma efetiva para conquistarmos a usina de asfalto e uma patrulha mecanizada”, afirmou Marconi Santana.

Em nota, AESA responsabiliza gestão Wellington por demora para Curso de Medicina

A Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA) divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (2) esclarecendo a situação do processo de implantação do curso de Medicina. Segundo a instituição, a atual gestão identificou uma série de exigências técnicas, estruturais e acadêmicas que não teriam sido cumpridas pela administração anterior, comprometendo o avanço do projeto. A […]

A Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA) divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (2) esclarecendo a situação do processo de implantação do curso de Medicina. Segundo a instituição, a atual gestão identificou uma série de exigências técnicas, estruturais e acadêmicas que não teriam sido cumpridas pela administração anterior, comprometendo o avanço do projeto.

A nota faz referência à gestão Wellington Maciel e ao ex-presidente da AESA, Alexandre Lira.

De acordo com a nota, também foram encontradas inconsistências no projeto pedagógico originalmente aprovado, o que tornou necessária uma revisão para garantir a qualidade da formação e o atendimento às exigências dos órgãos competentes.

A AESA ainda afirmou que não há qualquer definição sobre valores de mensalidades do curso de Medicina ou de qualquer outro curso. Informações que circulam sobre possíveis preços, segundo a autarquia, são consideradas especulativas. A instituição informou que realiza uma ampla revisão de sua política de custos antes de qualquer definição sobre investimentos.

Outro ponto destacado pela gestão foi a situação financeira da autarquia. Segundo o comunicado, a AESA foi encontrada em cenário “extremamente delicado”, com elevado comprometimento da receita, estrutura física sucateada, passivos acumulados e irregularidades administrativas. Ainda conforme a nota, a arrecadação estava quase totalmente comprometida com a folha de pagamento.

A presidência da AESA afirmou que vem promovendo uma reestruturação administrativa, financeira e acadêmica, com ações voltadas à recuperação da infraestrutura e reorganização das contas da instituição.

Ao final, a autarquia reafirmou o compromisso com a implantação de novos cursos, desde que sejam respeitados todos os requisitos legais, técnicos e financeiros necessários para assegurar a sustentabilidade da instituição e a qualidade do ensino ofertado.

Governo Federal se compromete a socorrer a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

Até o final da primeira quinzena de abril, o Governo Federal deverá apresentar um plano emergencial para evitar o encerramento das atividades do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, uma das principais atrações turísticas do Brasil que vem enfrentando sérias dificuldades após o cancelamento das temporadas de 2020 e 2021 em virtude da […]

Até o final da primeira quinzena de abril, o Governo Federal deverá apresentar um plano emergencial para evitar o encerramento das atividades do espetáculo da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, uma das principais atrações turísticas do Brasil que vem enfrentando sérias dificuldades após o cancelamento das temporadas de 2020 e 2021 em virtude da pandemia.

A informação é do presidente da Sociedade Teatral de Fazenda Nova, Robinson Pacheco, que foi à Brasília nesta quarta-feira (31) para audiências com o Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o Secretário Mário Frias e o presidente da Embratur, Carlos Brito, com o objetivo de discutir uma alternativa de apoio ao evento que é realizado em Pernambuco há mais de 50 anos no maior teatro ao ar livre do mundo e que já atraiu mais de 4 milhões de visitantes do Brasil e do mundo.

“O Secretário de Cultura, juntamente com o Ministro do Turismo, assumiu o compromisso conosco de socorrer a Sociedade Teatral de Fazenda Nova até meados de abril para que possamos superar o momento mais delicado que já vivemos nestes 52 anos de história deste megaevento”, disse Pacheco após a reunião.

Na sequência, o produtor cultural participou de um segundo encontro com o presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Carlos Brito, e com o diretor de Marketing, Inteligência e Comunicação, Silvio Nascimento.

Na ocasião, Carlos Brito ratificou o compromisso do Governo em trabalhar para evitar o encerramento do espetáculo. “A Embratur fará todos os esforços para ajudar a organização da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém a ter sucesso neste projeto importantíssimo para o estado de Pernambuco e para o Brasil”, disse o presidente da Embratur.

Sintepe pressiona Governo de Pernambuco por reajuste para toda carreira

Por André Luis Professores e professoras da rede estadual de Pernambuco realizaram protestos em Caruaru e Arcoverde nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22), respectivamente, durante agendas de Raquel Lyra nas duas cidades durante o Ouvir para Mudar, para cobrar do governo do estado o reajuste salarial de 14,95% para toda a carreira. Em Caruaru, a […]

Por André Luis

Professores e professoras da rede estadual de Pernambuco realizaram protestos em Caruaru e Arcoverde nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22), respectivamente, durante agendas de Raquel Lyra nas duas cidades durante o Ouvir para Mudar, para cobrar do governo do estado o reajuste salarial de 14,95% para toda a carreira.

Em Caruaru, a governadora Raquel Lyra esteve presente em uma visita a uma escola da rede estadual, mas foi recebida por protestos da categoria. A coordenadora do Núcleo Regional Agreste Setentrional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Robertta Medeiros, explicou que a categoria reivindica o reajuste para todos os servidores, inclusive os que já recebem o piso salarial.

“O governo fala na propaganda de R$ 5,5 bilhões em educação e então porque não pagou o reajuste na Carreira profissional de 52 mil trabalhadores em educação? Então, é a nossa pauta, é o Piso que está sendo pago para apenas as pessoas que recebem abaixo dele”, disse Medeiros.

Em Arcoverde, o protesto foi realizado pelo Núcleo Regional do Sertão Moxotó Ipanema,  também na presença da governadora. A categoria cobrou o pagamento do reajuste com repercussão na Carreira, o que significa que os servidores que já recebem o piso salarial também receberiam o aumento.

O Sintepe informou que os protestos continuarão até que o governo do estado atenda às reivindicações da categoria.

Os protestos dos professores e professoras da rede estadual de Pernambuco mostram o descontentamento da categoria com o governo do estado. O reajuste salarial é uma reivindicação antiga da categoria e o governo ainda não se manifestou sobre o assunto.

A pressão da categoria pode aumentar nos próximos dias, caso o governo não atenda às reivindicações.