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Iguaraci: debate sobre ocupação de área federal tem clima acirrado entre oposição e prefeito

Por Nill Júnior
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Famílias que construíram imóveis na área ocuparam Câmara

Ao final, MP apresentou encaminhamentos que busquem contemplar moradores e interesse público

Foi quente o debate sobre a ocupação da área da Rede Ferroviária por imóveis de forma desordenada no município de Iguaraci. A Audiência Pública envolveu vereadores, o prefeito Dessoles e o promotor Lúcio Luiz de Almeida Neto, além de pessoas que construíram na área.

Há vários projetos para o local, como de um Pátio de Eventos, mas em praticamente quinze dias famílias começaram a erguer imóveis na área. O movimento de ocupação está sendo questionado e debatido. Pelo MP, participou o vereador Lúcio Luiz de Almeida Neto.

Vereadores da oposição cobraram uma solução para o problema, como Fábio Torres, do PT. O legislador Francisco de Assis chegou a sugerir que a prefeitura desapropriasse a área. Várias alternativas foram debatidas. O debate também tratou da política habitacional do município e os loteamentos irregulares. Sempre que alguém falava em nome das famílias que ocuparam a área, era aplaudido efusivamente pelos ocupantes.

O vereador Fábio Torres (PT) disse que a prefeitura deveria negociar o terreno, mas que deixasse dentro da negociação parte do terreno para as famílias que ocuparam a área. O petista ainda acusou a gestão atual de se eximir de regulamentar a situação das famílias.

Mas o prefeito Dessoles foi direto: “Prefeito não só faz o que acha bom ou bonito, faz o que é legal, mesmo que não sejam medidas simpáticas. O vereador Francisco disse que o município poderia desapropriar, mas não existe essa facilidade de desapropriar área pública federal”.

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Ele acrescentou que a lei o obriga a fazer o que tem que fazer no caso, sob pena de cometer crime de improbidade ou prevaricar. “Não sou homem de falar enganações. Não conheço sucesso em invasão de terra pública”. Ele defendeu a formação de uma associação para pleitear áreas para construir casas. “Não vim arrancar aplauso fácil”, disse, em recado aos vereadores que segundo ele “jogavam para a plateia”.

Representante dos moradores da área, José Nogueira Filho afirmou saber que são terras da União. “Sabemos do interesse do município de pôr lá um Pátio de Eventos. Mas as casas não ficam no perímetro do Pátio de Eventos”, defendeu. Ele disse que um representante da RFFSA comunicou sobre a invasão. “Mas disse: se o prefeito quiser vocês vão construir”.

O promotor Lúcio Almeida disse que o MP formalmente não foi comunicado pela Rede Ferroviária ou União. “Fomos oficiados dessa situação pela Prefeitura e essa questão foi judicializada invocando a Legislação Municipal. Foi deferida uma liminar sobre o caso”.

Ele falou sobre o repasse para municípios em várias cidades dessas áreas, citando Carnaíba e Serra. “Em Afogados avançou essa discussão mas não concluiu o processo. Há uma discussão de um Pátio também.  Houve desapropriação, mas em contrapartida migraram para um residencial”.

Ele voltou a defender a volta do trem ao Pajeú para carga  e passageiros, aproveitando a rede ferroviária, que está sucateada. “Não há projeto no Governo Federal para reativar nas cidades o trem”

O promotor indicou que devem ser buscados os meios para uma solução razoável para o imbróglio. “Há uma pertinência em relação a não prescrever ocupação federal ou privada. Se não houver encaminhamento plausível, mesmo em 20 ou 30 anos ainda pode ter decisão de derrubar”, alertou, corroborando com o prefeito.

“Temos que buscar alternativa que dê um título de propriedade que depois que vocês tiverem possam dormir em paz”. Como encaminhamento, um grupo de trabalho vai buscar alternativas para tentar encaminhar  uma solução para as famílias. Solicitou uma posição federal mais atualizada. Se preciso, haverá intervenção do MP.

“Uma solução seria concluir a formalidade do processo, cedendo o espaço para o município e se no projeto original a área ocupada coincide com a anteriormente definida”. Outra possibilidade é encontrar outra área, como a da Fazenda Estadual, às margens da PE 292, pertencente ao GovPE.

Uma reunião esta tarde com Comissão da Prefeitura, moradores da área e Câmara discute  solução para o caso.

Outras Notícias

Carlos Evandro afirma que ele ou Socorro Brito vão concorrer em 2016

Em Serra Talhada, um bloco de vereadores da oposição esteve reunido com o Secretário Sebastião Oliveira (PR). Eles pregam a unidade da oposição, prometem fidelidade, garantem que não vão “pular” para o bloco governista, mas tem uma condição: não querem conversa com o ex-prefeito Carlos Evandro. O ex-prefeito já não havia apoiado Rogério Leão pelo […]

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Foto: Caderno 1

Em Serra Talhada, um bloco de vereadores da oposição esteve reunido com o Secretário Sebastião Oliveira (PR). Eles pregam a unidade da oposição, prometem fidelidade, garantem que não vão “pular” para o bloco governista, mas tem uma condição: não querem conversa com o ex-prefeito Carlos Evandro.

O ex-prefeito já não havia apoiado Rogério Leão pelo mesmo motivo em 2014. Ainda amargou uma votação baixa de Lucas Ramos.

Ao Caderno 1, demonstrou sua insatisfação com a condição imposta.  ” A opinião deles não me interessa, não procurei nenhum deles”. “Ou Socorro Brito (sua Esposa) ou eu seremos candidato”. Apesar de antecipar, ponderou em seguida dizendo que ainda é muito cedo para se discutir isso. A possibilidade da ex-secretária de saúde é maior no momento pelo numero de contas rejeitadas do ex-gestor.

O ex-prefeito disse que uma reaproximação com Luciano Duque é impossível. Duque o acusou de inúmeras irregularidades quando prefeito.

Teresa Leitão diz que resolução do PT define claramente oposição a Raquel Lyra

Senadora disse à Rádio Folha que quem segue o PT, reza pela resolução. “Uma coise é apoiar Raquel agora, outra coisa é apoiá-la como candidata em 2026” “O PT não vai dizer que apoia dois candidatos. Jamais. Nunca disse numa disputa estadual”, garantiu a senadora Teresa Leitão (PT), em entrevista à Rádio Folha nesta segunda-feira […]

Senadora disse à Rádio Folha que quem segue o PT, reza pela resolução. “Uma coise é apoiar Raquel agora, outra coisa é apoiá-la como candidata em 2026”

“O PT não vai dizer que apoia dois candidatos. Jamais. Nunca disse numa disputa estadual”, garantiu a senadora Teresa Leitão (PT), em entrevista à Rádio Folha nesta segunda-feira (28).

Seguindo reprodução do Blog da Folha, a petista foi direta ao rechaçar a possibilidade de um “duplo palanque” da legenda nas eleições estaduais de 2026. Ela reafirmou que o partido continuará na oposição ao governo de Raquel Lyra (PSD) e que o apoio petista deverá ser ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), em razão da aliança com o PSB e do apoio declarado ao presidente Lula.

Teresa também respondeu a uma pergunta de Jota Batista sobre petistas simpáticos à governadora. “Se você pegar as resoluções do PT, tá lá escrito: o PT é oposição ao governo de Raquel Lyra.  Isso foi aprovado. Se houve depois defecções de Deputados, de prefeitos, não foi pelo PT. É de petistas. Quem, segue o PT segue a resolução do PT. Quem acha que pode ter outras posturas, e que responda por esssas posturas, inclusive perante o eleitorado, perante a sociedade, tá fazendo apoio a Raquel. Uma coisa é apoiar esse governo de Raquel hoje. Outra coisa é apoiá-la como candidata em 2026”, disse.

No PT, há uma corrente simpática a Raquel com nomes como o Deputado Estadual João Paulo e o prefeito de Tabira, Flávio Marques, ligado ao presidente Estadual do PT, Carlos Veras.

Armando Monteiro lança plano para aumentar participação de empresas pernambucanas nas exportações

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, lança nesta sexta-feira, (2/10), às 10h, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pernambuco (Fiepe), em Recife, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). A ação é o braço regional do Plano Nacional de Exportações – lançado pelo Governo Federal em […]

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O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, lança nesta sexta-feira, (2/10), às 10h, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pernambuco (Fiepe), em Recife, o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE).

A ação é o braço regional do Plano Nacional de Exportações – lançado pelo Governo Federal em junho deste ano – e tem o objetivo de aumentar o número de empresas pernambucanas que operam no comércio exterior e, consequentemente, aumentar as exportações de produtos e serviços do Estado.

O programa vai trabalhar inicialmente com cerca de 500 empresas de micro, pequeno e médio portes. O lançamento do PNCE é realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Pernambuco (Fiepe) e com o Governo do Estado.

Razão da demora da PE-292 é o asfalto, diz empreiteiro

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PE-292-ENTRE-IGUARACYResponsável pela restauração da PE-292, que liga Albuquerque-né a Afogados da Ingazeira, o empreiteiro Paulo Sérgio explica que a demora na retomada das obras ocorre pela difícil logística de instalação da usina de asfalto.

“Isso leva pelo menos 30 dias”, adiantando que a obra, que foi paralisada, depende basicamente de asfalto. A informação e do Blog do Magno.

Datafolha: brasileiros confiam muito mais em Mandetta do que em Bolsonaro

A aprovação ao Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus disparou e já é duas vezes maior que a de Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (03.04). No levantamento anterior, de 18 a 20 de março, a pasta comandada por Luiz Henrique Mandetta tinha aprovação de 55%. Agora, o número […]

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A aprovação ao Ministério da Saúde em meio à pandemia do novo coronavírus disparou e já é duas vezes maior que a de Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (03.04).

No levantamento anterior, de 18 a 20 de março, a pasta comandada por Luiz Henrique Mandetta tinha aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%.

Bolsonaro, por sua vez, viu sua reprovação em meio à crise subir de 33% para 39%. A aprovação segue estável (33% contra 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

Aprovam a gestão de seus governadores 58% dos brasileiros, cotra 55% da pesquisa anterior. A reprovação continuou em 16% e a avaliação regular caiu de 28% para 23%. Já os prefeitos são avaliados com ótimo e bom por 50%, regular por 25% e ruim ou péssimo por 22%.

O Nordeste aparece como um centro de rejeição a Bolsonaro na pandemia, com a maior taxa de ruim e péssimo (42%). Também por lá, 57% acham que Bolsonaro mais atrapalha a gestão.

O Datafolha ainda avaliou a resposta popular à recomendação feita pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de que os brasileiros deveriam ignorar as orientações de Bolsonaro sobre o isolamento social: 57% dos entrevistados concordam com Doria, 32% discordam e 11% não sabem. A maior aprovação à frase do governador vem do Nordeste (65%), dos jovens de 16 a 24 anos (66%) e dos mais ricos e instruídos (64%).

O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.