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Ibope: Dilma (PT) abre vantagem e tem 54%; Aécio (PSDB), 46%

Por Nill Júnior

ibopeDo G1

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (23) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
– Dilma Rousseff (PT): 54%
– Aécio Neves (PSDB): 46%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

– Dilma Rousseff (PT): 49%
– Aécio Neves (PSDB): 41%
– Branco/nulo: 7%
– Não sabe/não respondeu: 3%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

Rejeição
O Ibope perguntou, independentemente da intenção de voto, em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:
Aécio – 42%
Dilma – 36%

Expectativa de vitória
O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo presidente da República, independentemente da intenção de voto. Para 51%, Dilma sairá vitoriosa; 38% acreditam que Aécio ganhará; 10% não sabem ou não responderam.

1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).

Outras Notícias

Raul Henry cumpre agenda em Palmares e recebe apoio de ex-prefeito

Enoelino Magalhães declarou apoio à pré-candidatura de Raul a deputado federal O vice-governador Raul Henry teve um dia intenso hoje, no município de Palmares, onde participou de uma série de encontros. Mestre em Gestão Pública com foco em educação, Henry foi convidado pelo prefeito de Palmares, Altair Júnior (MDB), para ministrar a palestra “Práticas Exitosas […]

Enoelino Magalhães declarou apoio à pré-candidatura de Raul a deputado federal

O vice-governador Raul Henry teve um dia intenso hoje, no município de Palmares, onde participou de uma série de encontros. Mestre em Gestão Pública com foco em educação, Henry foi convidado pelo prefeito de Palmares, Altair Júnior (MDB), para ministrar a palestra “Práticas Exitosas em Gestão Pública Educacional”. O vice-governador falou para cerca de 200 pessoas, entre professores e gestores da rede municipal, no Cine Teatro Apolo.

Durante sua apresentação, o vice-governador apresentou um diagnóstico da área em nosso país. “Temos um apartheid educacional no Brasil. Ou a gente faz uma escola pública de qualidade ou jamais vamos enfrentar o desafio da desigualdade social”, alertou.

Além do prefeito Altair Júnior, estiveram presentes no evento o deputado estadual Clodoaldo Magalhães (PSB) e o Secretário de Educação da cidade, Enoelino Junior.

No final da manhã, Henry esteve reunido com comissões de trabalhadores rurais de vários engenhos do município. À tarde, participou de um encontro com comerciantes de Serro Azul e visitou a Barragem Governador Eduardo Campos Serro Azul. Em seguida, reuniu-se com o Bispo da Diocese de Palmares, Dom Henrique Soares.

APOIO – Durante a visita a Palmares, Raul Henry recebeu declaração de apoio de mais um membro da família Magalhães à sua pré-candidatura a deputado federal: o ex-prefeito Enoelino Magalhães. Além dele, também apoiam Raul o prefeito de Xexéu, Eudo Magalhães, e o deputado estadual Clodoaldo Magalhães. O grupo se reuniu com Raul na casa de Enoelino, no início da noite.

Afogados: secretário de Saúde Artur Amorim detalha plano de vacinação

Secretário detalhou quantidade de pessoas que  serão imunizadas na primeira fase no município. Por André Luis A ansiedade pelo início da vacinação contra a Covid-19 cresce a cada dia. No cenário mais promissor, segundo informado pelo Ministério da Saúde, na próxima quarta-feira (20), todos os municípios brasileiros iniciarão as suas campanhas. Neste domingo (17), a […]

Secretário detalhou quantidade de pessoas que  serão imunizadas na primeira fase no município.

Por André Luis

A ansiedade pelo início da vacinação contra a Covid-19 cresce a cada dia. No cenário mais promissor, segundo informado pelo Ministério da Saúde, na próxima quarta-feira (20), todos os municípios brasileiros iniciarão as suas campanhas.

Neste domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve dar uma resposta sobre a aprovação emergencial para o uso de duas vacinas aqui no Brasil. 

Atualmente, a agência analisa dois pedidos para esse aval. O primeiro foi feito pelo Instituto Butantan, que mantém uma parceria com a empresa chinesa Sinovac. O laboratório busca autorização para uso de 6 milhões de doses da vacina Coronavac que foram importadas da China ainda no ano passado. 

Já o segundo pedido foi feito pela Fiocruz, que mantém uma parceria com a farmacêutica AstraZeneca e Universidade de Oxford. A fundação pede autorização para uso de 2 milhões de doses que devem ser importadas da Índia. ​

Em entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, nesta sexta-feira (15), o secretário de Saúde de Afogados da Ingazeira, Artur Amorim, se mostrou otimista quanto ao início da vacinação no município, ainda neste mês de janeiro.

Um dado importante lembrado por Artur durante a entrevista é com relação a algumas contraindicações de todas as vacinas que estão sendo fabricadas no mundo possuem. Além de já se saber que gestantes, pessoas que sentirem alguma reação alérgica após tomarem a primeira dose, não poderem tomar a segunda, (isto no caso de vacina que exija duas doses, como a CoronaVac) e quem tiver alergia a algum componente que venha expresso na bula da vacina, uma faixa etária importante também não poderá ser imunizada. Trata-se dos menores de 18 anos, o que levanta o debate em torno da volta das aulas presenciais.

Segundo Artur “deve aparecer em breve um imunizante para esse público, mas por enquanto será necessário se pensar em saídas para os estudantes”.

O secretário também detalhou o plano de vacinação no município para a primeira fase da campanha. Segundo ele, foi dividido em quatro momentos, que listamos abaixo:

No primeiro momento, o público-alvo são os trabalhadores da saúde. Artur informou que a estimativa do quantitativo desse público é de 1.220 profissionais; também no primeiro momento serão vacinadas 1.827 pessoas acima de 75 anos.

Para o segundo momento da campanha, estão previstas pessoas de 60 a 74 anos, institucionalizadas (pessoas que estão internadas em alguma instituição como lar de idosos), são 62 pessoas nestas condições em Afogados da Ingazeira; também estão inclusas no segundo momento, pessoas de 60 a 74 anos-não institucionalizadas. 

O terceiro momento, será para as pessoas que tenham morbidades, como diabetes melitus, hipertensão grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (geralmente acompanha os fumantes após um determinado período da vida), doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, transplantados, pessoas que possuem anemia falciforme, câncer e obesidade grave. Nesta relação o município possui em média 13.414 pessoas.

No quarto momento da primeira fase de vacinação, será a vez de pessoas de comunidades tradicionais, por exemplo, comunidades quilombolas, segundo o secretário, são 61 pessoas, trabalhadores da segurança, educação, de transporte coletivo, pessoas privadas de liberdade (atualmente 46) e funcionários do sistema prisional (10 profissionais). 

Artur informou que ainda não há previsão para pessoas que possuem doenças autoimunes, como o Lúpus, por exemplo. “Mas como eu disse, as informações mudam constantemente, todo dia, toda hora”, destacou o secretário, não descartando que estas pessoas possam ser incluídas no plano.

Artur informou que assim que o imunizante chegar, serão criados calendários de vacinação e que isto só possível fazer após ter acesso à bula das vacinas. Ele acredita que a primeira fase seja concluída no máximo em um mês após o início.

Serra Talhada recebe nova sede da Unidade Sebrae 

Com 24 anos de atuação no Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica no atendimento a pequenos negócios, produtores rurais e potenciais empreendedores, o Sebrae apresenta a sua nova sede da Unidade, localizada em Serra Talhada. A cerimônia de inauguração ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 22/02, às 19 horas, com descerramento de placa e apresentação das […]

Com 24 anos de atuação no Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica no atendimento a pequenos negócios, produtores rurais e potenciais empreendedores, o Sebrae apresenta a sua nova sede da Unidade, localizada em Serra Talhada. A cerimônia de inauguração ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 22/02, às 19 horas, com descerramento de placa e apresentação das ações do Sebrae para a região.

A apresentação da nova sede ao público objetiva mostrar a nova estrutura da unidade Sebrae que contará com conceito ágil de atendimento, no qual as ferramentas de interação híbridas já são uma realidade para quem já empreende ou deseja empreender. 

Para acompanhar o evento, não é necessário fazer inscrição, basta acessar o canal do Sebrae no Youtube, por meio do link: http://bit.ly/39GFNKQ

“O Sebrae chega com um espaço no shopping se conectando e chegando mais próximo do nosso cliente, trazendo dinâmicas engajadoras que serão feitas em um espaço diferente, um espaço colaborativo. Onde a gente vai conectar mais empresários, também para os empresários terem acesso a novos conteúdos”, destaca Adriana Côrte Real, diretora técnica do Sebrae em Pernambuco. 

“O próprio formato do escritório, todo o projeto arquitetônico foi pensado nisso: em fazer essa conexão dos empresários. Trazendo a arte e a cultura para ser exposta no nosso espaço físico permanentemente para que esses artistas exponham suas peças”, completou. 

A diretora também fala como será a nova forma de trabalho dessa unidade. “Em termos de abordagem, o Sebrae continua com uma proposta de trabalhar nos três eixos: dar uma condição de melhoria do ambiente de negócio, trabalhar a inovação e trabalhar o empreendedorismo. A inovação com foco na mudança desse mindset do empresário, uma perspectiva de reconectá-la ao cliente dele. E trabalhar o empreendedorismo também focado na educação empreendedora, levando conhecimento e trabalhando as habilidades empreendedoras nos jovens”, afirmou. 

“Esse já é o formato que a gente trabalha, que é a de identificar as vocações regionais, a partir daí, traçar um plano de atuação conjunto com todos os atores que interagem e atuam no território. Uma das primícias do Sebrae é a conexão e o trabalho em rede, então, mais do que nunca o Sebrae chega para se conectar a esses atores que são promotores do desenvolvimento”, disse Adriana Côrte Real.

Programação – Na terça-feira, 23/02, às 19h, a programação continua com palestra Ser Tão Mais Criativo, tendências e oportunidades na área da Economia Criativa, com o agitador cultural Roger de Renor. E, na quarta-feira, 24/02, às 19h, o superintendente do Sebrae em Pernambuco, Francisco Saboya, fará palestra com o tema Ser Tão Digital – Oportunidades para o Sertão pernambucano. 

Nos dois temas, ainda serão apresentados casos de empreendedorismo na região, nessas áreas. “Esta inauguração é uma oportunidade de mostrar aos empresários e instituições parceiras esse novo jeito de fazer negócio, de mãos dadas com o incentivo à inovação e ao empreendedorismo da região”, disse Henrique Malaquias, gerente da Unidade Sebrae Sertão Central, Moxotó, Pajeú e Itaparica.

Os eventos, que serão on-line e gratuitos, contarão ainda com a apresentação sobre alguns serviços do Sebrae na região, como: atendimento do Comércio e Serviços, Indústria em Desenvolvimento, Turismo Criativo no Sertão, Líderes do futuro, Apoio às Atividades Regionais, Atividade Rural, Apicultura, Caprinocultura e entre outros.

Bolsonaro assina nesta terça decreto sobre posse de armas

G1 A assessoria da Casa Civil da Presidência informou que o decreto que facilita posse de armas será assinado nesta terça-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto. A Casa Civil não divulgou o conteúdo do decreto, que após a assinatura será publicado no “Diário Oficial da União”. Flexibilizar os critérios […]

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

G1

A assessoria da Casa Civil da Presidência informou que o decreto que facilita posse de armas será assinado nesta terça-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto.

A Casa Civil não divulgou o conteúdo do decreto, que após a assinatura será publicado no “Diário Oficial da União”.

Flexibilizar os critérios para manter uma arma em casa é uma das promessas de campanha de Bolsonaro. Quando ainda era candidato, ele afirmou em seu plano de governo que pretendia reformular o Estatuto do Desarmamento.

O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa. Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 31 de dezembro, 61% consideram que a posse de armas de fogo deve ser proibida por representar ameaça à vida de outras pessoas.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, chegou a comparar a posse de arma em casa à posse de um carro.

Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação.

Debate na CDH aponta que violência política compromete a democracia

A violência política é uma ameaça à representatividade e à democracia. O alerta foi feito pelos debatedores da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na tarde desta quinta-feira (17). A audiência foi uma sugestão do presidente da CDH, senador Humberto Costa (PT-PE), que presidiu o encontro virtual. Conforme afirmou […]

A violência política é uma ameaça à representatividade e à democracia. O alerta foi feito pelos debatedores da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), na tarde desta quinta-feira (17). A audiência foi uma sugestão do presidente da CDH, senador Humberto Costa (PT-PE), que presidiu o encontro virtual.

Conforme afirmou Humberto Costa, a violência política pode ser entendida como um ato de violência com motivação política, que vitima principalmente mulheres, negros e a comunidade LGBTQIA+, tendo como consequência, além dos potenciais danos físicos e psicológicos às pessoas atingidas, uma ameaça real às instituições democráticas e à regularidade do processo eleitoral.

Com base em pesquisa realizada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, o presidente da CDH informou que, entre janeiro de 2016 e setembro de 2020, houve em média um ato de violência política a cada quatro horas no país. Os principais alvos foram mulheres, negros e comunidade LGBT.

“São ações que buscam silenciar aqueles que, depois de anos de luta, conquistaram um espaço com representação política”, destacou.

Humberto Costa afirmou que a desigualdade de gênero e a intolerância com os negros e com a comunidade LGBT terminam por fomentar a violência política. 

Segundo o senador, esse tipo de violência vem sendo alimentada pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem dado seguidas declarações contra minorias. Humberto destacou, no entanto, que há aqueles que lutam por uma representação política mais diversa e democrática.

De acordo com Humberto Costa, a violência política é misógina, racista e homofóbica. Ele disse que é importante publicizar e denunciar esses atos de violência. O senador informou que a CDH tem um canal específico para o recebimento de denúncias, pelo e-mail violenciapolí[email protected]. Ele sugeriu que as comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara de Deputados realizem diligências para acompanhar situações de violência política.

“É fundamental que o Congresso Nacional não fique em silêncio diante de tantas atrocidades vividas por representantes políticos no país”, declarou o senador.

Luta

Para o senador Fabiano Contarato (PT-ES), vice-presidente da CDH, é preciso sempre lembrar que a Constituição de 1988 registra que “todos são iguais”. Ele admitiu, no entanto, que a prática mostra uma realidade diversa e questionou se o Congresso tem representado, de fato, toda a diversidade da população brasileira. 

Contarato lembrou que, dos Três Poderes, o único que ainda não foi presidido por uma mulher é o Legislativo. Segundo o senador, o trabalho e a luta por uma maior representatividade precisam ser constantes.

“Infelizmente, o Congresso Nacional é preconceituoso, é racista, é homofóbico, é misógino. Isso também é uma violência política”, destacou Contarato.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) destacou a luta histórica de mulheres e negros pela representação política. Ela lamentou o “desmonte de políticas públicas” em favor da inclusão de minorias, como os indígenas e a comunidade LGBT. 

A senadora também disse que a flexibilização de normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – DL 5.242, de 1943) atingiu, em grande parte, as minorias do país.

“Não acredito em democracia com racismo e preconceito contra as minorias”, ressaltou a senadora.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Carlos Veras (PT-PE), a violência política precisa ser considerada inadmissível em um ambiente democrático. Ele lembrou que representantes políticos são legitimados pela lei e pelo povo. Veras lamentou o clima de ódio na política nos últimos anos e pediu união na luta pela democracia.

“Vamos seguir nessa luta permanente, contra todos preconceitos e contra toda a violência. Quando um representante político é agredido, é uma agressão ao povo”, registrou o deputado.

Minorias

A cientista política Rafa Ella Brites Matoso, representante do Movimento #VoteLGBT, relatou vários casos de violência contra políticos ligados aos direitos da comunidade LGBT. Para ela, é preciso destacar a diversidade sexual em um debate democrático. Rafa Ella lembrou que a expectativa de vida da população trans no Brasil é de apenas 35 anos e cobrou cuidado com essas populações.

“Debater a violência política contra essas populações minoritárias é urgente. É a urgência da vida, da proteção da vida”, declarou Rafa Ella.

Para a pedagoga Iêda Leal, representante Movimento Negro Unificado, os deputados e senadores precisam ter consciência da “oportunidade histórica” de atuar em defesa das minorias do país.

Iêda Leal afirmou que violência política tem a estratégia de eliminar representantes de minorias das instâncias representativas de poder. Ela ainda manifestou solidariedade a todos os brasileiros vítimas de violência e de racismo.

“Sabemos o que é lutar o tempo todo pelo direito de viver. Escravidão não é brincadeira, mas é motivo de muita dor”, apontou a pedagoga.

A jornalista Anielle Franco, irmã de Marielle Franco e fundadora do instituto que leva o nome da vereadora assassinada em março de 2018, lembrou que a morte da irmã é um exemplo claro do ponto a que pode chegar a violência política. 

Segundo Anielle Franco, a morte de Marielle não pode ser “colocada em um pedestal”, pois muitos outros assassinatos ocorrem no cotidiano do país. Ela ainda afirmou que nenhuma mulher pode ser assassinada por decidir entrar para a política.

“O que aconteceu com minha irmã e com muitas outras mulheres é inadmissível. Essa violência política assassinou Marielle e mostra que a democracia brasileira ainda é frágil”, lamentou a jornalista.

A coordenadora Nacional do Fórum Nacional de Mulheres de Instâncias de Partidos Políticos, Miguelina Vecchio, apontou que a violência política já começa nas instâncias partidárias e cobrou um marco legal mais efetivo sobre a participação feminina na política. 

A coordenadora de Incidência Política na organização de direitos humanos Terra de Direitos, Gisele Barbieri, disse que a violência política compromete a democracia brasileira, ao criar barreiras cotidianas para as minorias.

“Em um ano eleitoral, a violência política se torna um desafio para o Congresso e para toda a sociedade brasileira”, registrou.

Interativa

A audiência foi realizada em caráter interativo, com a possibilidade de participação popular. Humberto Costa destacou algumas mensagens que chegaram por meio do portal e-Cidadania. 

Joice Furtado, do Rio de Janeiro, comentou que as mulheres são tratadas como inferiores, mesmo ocupando os mesmos cargos que os homens. Samanta Aragão, também do Rio de Janeiro, pediu mais delegacias de mulheres. Rafael Matos, do Rio Grande do Sul, apontou a violência como um problema cultural e cobrou mais empatia de todos os brasileiros. As informações são da Agência Senado.