Ibama promete ações de revitalização do Rio Pajeú
Informação foi dada pelo superintendente do órgão durante Audiência Pública na manhã desta quarta (2).
Por André Luis – enviado especial
Na manhã desta quarta-feira (2), uma importante audiência Pública sobre Vulnerabilidades Ambientais e Sociais que envolvem os rios de Pernambuco, em especial o rio Pajeú, foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa dos Rios de Pernambuco.
A audiência aconteceu no auditório Senador Sérgio Guerra, anexo da Assembleia Legislativa de Pernambuco – Alepe e foi coordenada pelo deputado estadual Odacy Amorim (PT), presidente da Frente.
Segundo Odacy, o problema é bem maior do que se imagina. Em todo o estado inclusive em comunidades há 10 minutos do centro, tem problemas com esgoto, sendo um dos maiores problemas a falta de banheiros em residências, isso em pleno século XXI.
O vereador de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins, disse em sua apresentação dos problemas enfrentados em Afogados, que o rio é “terra de ninguém, a maioria das cidades deposita seus esgotos dentro do Rio Pajeú, do nascente ao foz”, disse Augusto que completou: “buscamos aqui fortalecimento e ações concretas para salvar o rio Pajeú”.
O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – Ibama, Cícero Barreto, chamou a atenção para a dificuldade enfrentada pela população, que sofre com a falta de chuva, mas que também sofre quando vêm as chuvas, pois com elas também vêm as calamidades.
Barreto destacou que há experiências exitantes e citou a do professor afogadense, Zé Artur que trabalha com o programa Base Zero, o que lhe garante água durante todo o ano.
Ainda informou que este ano Afogados da Ingazeira receberá pela primeira vez ações voltadas a revitalização do Rio Pajeú.
Disse que vai haver um programa de incentivo ao uso sustentável da Caatinga e para incentivar o agricultor a não desmatar de forma clandestina, tentando fazer com que o agricultor seja um parceiro do Ibama.
A representante da APAC, Cristiane Rosal, informou que existe um comitê formado pelo Órgão, que atua junto a população no Pajeú.
Sobre o Plano Hidroambiental, citado por Augusto Martins, Cristiane informou que a implantação esbarra na falta de recursos financeiros.
Cristiane também falou que a dificuldade na fiscalização, se dá por falta de denuncias localizadas e documentadas: “por exemplo, enviam a denuncia de que estão jogando lixo no rio Pajeú, mas o Pajeú é extenso, corta vários municípios…”
O deputado Zé Maurício, que preside a Comissão de Meio Ambiente na Alepe, também acompanhou a Audiência Pública, que ainda conta com representantes da Compesa, APAC, CPRH, Ibama, dentre outros.




A homologação do resultado das eleições de prefeitos em 12 municípios paraibanos ainda depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos eleitos estão com registros questionados.
















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