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HREC tem 100% de ocupação da UTI; 90% dos pacientes estão intubados

Por André Luis

Diretor da unidade informou que 18 funcionários contraíram a doença e tiveram que ser afastados

Por André Luis

O diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Sebastião Duque, informou, nesta quarta-feira (26), em entrevista ao repórter Marcony Pereira, para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, que a UTI da unidade está com 100% de ocupação.

Ainda segundo o diretor, 90% dos pacientes internados na UTI estão intubados.

“Então são pacientes relativamente graves. A nossa Ala Respiratória, tá com 125%, mas como pode? Tem paciente pelo corredor, em maca? Não, não tem tem. Nós adicionamos camas. Ontem à tarde a gente já fez alguma alteração na emergência porque você sabe que a nossa emergência ela está sendo dividida, a Ala Respiratória e Ala não respiratória”, explicou. 

Ainda segundo Sebastião Duque, a ampliação da Ala Respiratória foi necessária por conta do grande aumento pessoas com queixas respiratórias que procuraram a unidade na tarde desta terça-feira.

“Mas a gente também não deve esquecer que,  por exemplo, a nossa Sala Vermelha, sem ser respiratória, também tá cheia, esta manhã estávamos com 100%. A nossa Ala Amarela de pacientes não respiratório também está com o fluxo alto esses dias e pediatria e maternidade está com mais de 100% de ocupação”, informou Duque.

Sebastião Duque também comentou sobre o número de funcionários que são afastados por testarem positivo para a Covid-19. “O funcionário vem trabalhar na unidade. Chega aqui no dia do plantão e aí vai fazer o teste porque tá sintomático o teste dá positivo e ele é afastado, naquele dia fica mais difícil. Por exemplo, a gente encontrar um obstetra que esteja naquele dia disponível de encontrarmos, um clínico, então também tem esse gargalo. Estamos passando por esse problema que não passávamos por isso. Antes eu não tinha uma quantidade tão alta de profissionais contaminados”, informou o diretor da unidade.

Sebastião Duque também informou que na semana três médicos foram afastados no mesmo plantão. Para ele isso gera um transtorno porque gera diminuição do quadro. “Estamos hoje com 18 funcionários positivos para covid na unidade”, destacou. 

Para o diretor do HREC, as vacinas tem sido a grande salvação. Segundo ele, isso é perceptível diante do grande números de pessoas infectadas, mas do baixo grau de mortalidade.

“A gente percebe sim as pessoas positivando, mas o grau de morte é bem mais baixo. A gente não vê, eu pelo menos acho que da semana passada para essa nenhuma pessoa morreu na UTI”, afirmou.

Outras Notícias

Chuvas muito abaixo da média no Pajeú

A região do Sertão do Pajeú registrou um mês de fevereiro de poucas chuvas em 2025. De acordo com levantamento realizado pelo Blog Juliana Lima junto ao Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, a região somou na média apenas 24,17 milímetros de chuvas nas 17 cidades que integram a região sertaneja. O maior volume de […]

A região do Sertão do Pajeú registrou um mês de fevereiro de poucas chuvas em 2025.

De acordo com levantamento realizado pelo Blog Juliana Lima junto ao Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA, a região somou na média apenas 24,17 milímetros de chuvas nas 17 cidades que integram a região sertaneja.

O maior volume de chuvas foi registrado no município de Itapetim, com 76 milímetros, seguido de Triunfo, com 61 milímetros. Do outro lado, o IPA não registrou chuvas em Santa Cruz da Baixa Verde no último mês.

Confira o ranking pluviométrico do Pajeú em fevereiro: Itapetim (76.0), Triunfo (61.0), Brejinho (36.0), Santa Terezinha (29.5), Calumbi (28.7), Afogados (28.0), Quixaba (23.2), São José do Egito (23.0), Tabira (19.0), Ingazeira (18.0), Tuparetama (15.7), Solidão (15.0), Iguaracy (11.5), Serra Talhada (10.6), Carnaíba (8.5), Flores (7.3) e Santa Cruz da Baixa Verde (00).

Marcos Oliveira assume mandato nesta quarta

Ex-presidente da Asserpe, empresário e diretor das Rádios do Grupo Inocêncio Oliveira, com tempo para ainda apresentar o seu Show do Brega na Líder, Marcos Oliveira toma posse na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, hoje, a partir das 20h. O evento será prestigiado por governistas a começar pelo próprio prefeito Luciano Duque, que deverá estar […]

28898_601659173183648_1650747276_nEx-presidente da Asserpe, empresário e diretor das Rádios do Grupo Inocêncio Oliveira, com tempo para ainda apresentar o seu Show do Brega na Líder, Marcos Oliveira toma posse na Câmara de Vereadores de Serra Talhada, hoje, a partir das 20h.

O evento será prestigiado por governistas a começar pelo próprio prefeito Luciano Duque, que deverá estar presente. A posse de Marcos deve fortalecer seu bloco. O vereador, entretanto, fala em um mandato a serviço da sua base. Marcos tem base política no Distrito de Varzinha, mas sua atuação também lhe rendeu votos na sede.

Em 2012, ele foi candidato no grupo do candidato Sebastião Oliveira. Obteve 1.105 votos. Tinha poucas possibilidades de assumir, mas foi favorecido pela mudança de cenário político e outros episódios nesta legislatura.

Serra Talhada tem  a Câmara com maior número de mudanças em uma legislatura proporcionalmente no Estado. A morte de Cícero Fernandes (PRP) abriu vaga para Paulo Melo, no dia 16 de março.

Depois,  Márcio Oliveira  substituiu Célio Antunes, que foi para Secretaria de Serviços Públicos. Já Euclides Ferraz (PSB), que era suplente, assumiu e logo se licenciou, abrindo caminho para Barbosa Neto.

Marcos Oliveira assumirá vaga  deixada por José Raimundo (PTB), que assumiu a Secretaria de Esportes após articulação do prefeito Luciano Duque (PT).

Setor elétrico: refém dos lobistas

Por Heitor Scalambrini Costa* “Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder” Giordano Bruno (frade dominicano, teólogo, filósofo e matemático) Um dos aspectos mais sensíveis do setor elétrico nacional é à influência exercida pelos lobistas, que tem comprometido a gestão, a eficiência, a transparência e a modicidade tarifária. Esta situação chega a […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

“Que ingenuidade pedir a quem tem poder para mudar o poder”

Giordano Bruno (frade dominicano, teólogo, filósofo e matemático)

Um dos aspectos mais sensíveis do setor elétrico nacional é à influência exercida pelos lobistas, que tem comprometido a gestão, a eficiência, a transparência e a modicidade tarifária. Esta situação chega a níveis intoleráveis provocando desarranjos importantes na governança do setor. Por tais abusos quem tem pagado a conta, literalmente, é o consumidor.

O atual Congresso Nacional (legislatura 2023-2027) é reconhecido como um dos piores dos últimos tempos, tanto do ponto de vista, moral, ético, político, o de mais “baixo nível” em décadas, com parlamentares concentrados no partido de extrema direita, o PL, com o maior número de representantes na Câmara Federal, e um número expressivo de senadores. Ao se aliar ao Centrão (aglomerado de parlamentares fisiológicos de vários partidos), formam uma maioria que tem sabotado pautas progressistas e de interesse nacional. Ao mesmo tempo frentes e grupos parlamentares têm agido, juntamente com os lobistas, aprovando matérias de interesses específicos, em detrimento daquelas de interesse da maioria da população.

A situação chegou a tal ponto que o próprio ministro de Minas e Energia, logo após a votação da medida provisória 1304/2025 (PEC do setor elétrico), cujo objetivo principal, segundo o governo federal, seria promover a modernização e a eficiência do setor elétrico brasileiro, tornando-o mais competitivo e com regras mais claras para os consumidores, declarou “os lobbies venceram o interesse público”. Uma afirmativa que deixa claro que o Estado brasileiro perdeu sua capacidade de planejar, formular e executar políticas públicas para a gestão sustentável dos recursos energéticos.

Sem dúvida o ministro Alexandre Silveira (o das “boas ideias”) se referiu aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão mineral”, o “lobby do gás natural”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, o da “abertura do mercado”, o “lobby nuclear”, entre outros. Nenhum outro ramo da economia tem atualmente um lobby tão pulverizado na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional.

Em julho deste ano o ministro já havia declarado “se os lobbies continuarem prevalecendo e não tiver uma compreensão mais generosa da visão do todo, nós vamos, de alguma forma, colapsar o setor elétrico brasileiro”.

A multiplicidade de lobbies infiltrados, cuja busca por benefícios pontuais contribuem para a desorganização do arcabouço regulatório do setor elétrico e de sua governança, tem dificultado o planejamento coerente e transparente. A incerteza sobre como as decisões são tomadas e quais interesses estão sendo atendidos, alimenta a percepção de que o setor é “refém” desses grupos, que tem parlamentares inescrupulosos e oportunistas agindo contra os interesses nacionais, como verdadeiros inimigos do povo. 

A situação é tão grave que a falta de planejamento contribuiu para que o país conviva com um paradoxo dentro do Sistema Interligado Nacional (SIN). Ao mesmo tempo que avança a produção de energia de fontes renováveis altamente desejáveis, especialmente solar e eólica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), tem decidido cortar a geração destas fontes, impedindo que sejam injetadas na rede, devido a problemas de infraestrutura (na transmissão) e na demanda, não permitindo o escoamento dessa geração. Essas operações são conhecidas como curtailment. Nesse cenário, as usinas termelétricas poluentes são acionadas para cobrir a demanda em horários de pico, justificando assim a oneração das tarifas.

Os cortes promovidos pela ONS na geração das fontes renováveis, ultrapassam as fronteiras nacionais. As empresas geradoras alegam prejuízos e exigem ressarcimento. Em defesa das empresas o presidente francês Emmanuel Macron, segundo noticiado quando de sua vinda para participar da COP30, chegou a fazer um pedido ao presidente Lula para que não vetasse a cláusula no Projeto de Lei de Conversão no 10 (PEC 1304/2025, aprovada com modificações) que prevê o ressarcimento às empresas afetadas pelos cortes.

Mesmo com uma participação de mais de 85% na matriz elétrica por fontes renováveis (solar, eólica, biomassa e hidrelétricas) que são as mais baratas, segundo os diversos leilões realizados, o consumidor acaba pagando uma das tarifas mais caras do mundo. Obviamente quem perde é o consumidor, mas também é facilmente identificado quem ganha, e muito. Não somente as empresas que têm em seus demonstrativos econômico-financeiros a “confissão” de tais ganhos exorbitantes, diante da situação econômica do país; mas também lobistas parlamentares ou não.

Infelizmente esta situação não está restrita ao setor elétrico, pois situação análoga é verificada nos assuntos do agronegócio, com a atuação da poderosa Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com muito dinheiro este setor tem eleito e “convencido” parlamentares a votarem em propostas que beneficiam o setor agropecuário extremamente ganancioso e predatório, prejudicando em vários aspectos, a população brasileira. O setor juntamente com o desmatamento são os maiores emissores de gases de efeito estufa no país, o que por si só é um grande problema tanto a nível nacional como mundial.

O que evidencia nas ações dos lobbies é que o setor elétrico brasileiro é “refém” de interesses privados, em detrimento de um planejamento energético de interesse público. O setor virou um balcão de negócios, legislado pelos lobistas.

*Heitor Scalambrini Costa é professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, físico, graduado na Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP, com mestrado em Ciências e Tecnologia Nuclear na UFPE, e doutor em Energética pela Universidade de Marselha/Centro de Estudos de Cadarache-Comissariado de Energia Atômica-França.

Sebastião Oliveira recebeu convite às 11h20 para evento com Raquel às 14h

O blogueiro Júnior Finfa acabou de conversar com um assessor do ex-deputado Sebastião Oliveira. Ele confirmou que Sebastião está muito chateado porque não foi convidado a tempo para a passagem da governadora Raquel Lyra na sua terra natal, Serra Talhada agora à tarde. “É absurdo a falta de consideração e desrespeito por parte da assessoria […]

O blogueiro Júnior Finfa acabou de conversar com um assessor do ex-deputado Sebastião Oliveira.

Ele confirmou que Sebastião está muito chateado porque não foi convidado a tempo para a passagem da governadora Raquel Lyra na sua terra natal, Serra Talhada agora à tarde.

“É absurdo a falta de consideração e desrespeito por parte da assessoria da governadora. O Secretário Túlio Vilaça ligou para Sebá ontem as 19h11 horas”, reclama.

“Mas o convite oficial chegou para Sebastião agora as 11h21 horas, disse o assessor. Foi orquestrado pra ser um evento privativo de Luciano e Miguel Duque”, reclamou.

De fato, o evento está valorizando as presenças de Luciano e Miguel Duque,  atual presidente do IPA. O assessor de Sebá diz que o gesto é intencional.

Câmara cancela agenda no Sertão de Itaparica

Foi cancelada a agenda do  governador Paulo Câmara no  Sertão de Itaparica, neste domingo (12). O gestor estadual iria anunciar a transformação da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Maria Emília Cantarelli em Escola Técnica Estadual. Também  dar por inaugurada a cobertura da quadra poliesportiva da Escola Maria Emília Cantarelli, realizada através do Programa Quadra […]

Foto: André Luiz

Foi cancelada a agenda do  governador Paulo Câmara no  Sertão de Itaparica, neste domingo (12). O gestor estadual iria anunciar a transformação da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Maria Emília Cantarelli em Escola Técnica Estadual.

Também  dar por inaugurada a cobertura da quadra poliesportiva da Escola Maria Emília Cantarelli, realizada através do Programa Quadra Viva.  Ainda na região, Paulo iria à barragem do Muquém – Eixo Leste da Transposição do rio São Francisco – em direção à barragem da Barra do Juá.

Mas há pouco a Assessoria da Secretaria de Imprensa confirmou que o governador Paulo Câmara não terá agenda pública neste domingo. A informação foi confirmada ao blog por Gilberto Prazeres, Gerente de Relações com a Imprensa. A motivação do canelamento não foi informada.