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‘Governo atual é retrocesso’, rebate Marina

Por Nill Júnior

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do Diário de Pernambuco

Antes de participar de um ato político em Florianópolis, a candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, rebateu ontem as críticas da presidente Dilma Rousseff à sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. Sem precisar ser questionada pelos jornalistas que participavam da entrevista coletiva, a ex-titular da pasta no governo Luiz Inácio Lula da Silva lamentou os ataques da adversária e o fato de a petista não ter assinado um dos protocolos em discussão no evento promovido pela Organização das Nações Unidas em Nova York.

“A presidente Dilma fez uma fala se reportando tão somente ao passado. Não sinalizou nenhum compromisso para o futuro e ainda não assinou o acordo sobre proteção das florestas”, criticou Marina. “Dos países relevantes que têm florestas o Brasil é um dos maiores e foi um dos únicos que não assinou a carta. O que é lamentável. O Brasil não precisa dar uma sinalização trocada como essa.”

Para Marina, o governo adota “políticas erráticas” na proteção ao meio ambiente. “Quando o governo retrocede em relação a processos que vêm sendo encaminhados de muito tempo para que se tenha uma agenda de desmatamento zero, isso é um grande retrocesso”, disse. “São retrocessos sobre retrocessos.”

Outras Notícias

IF Sertão-PE abre inscrições com 280 vagas no campus Serra Talhada

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) divulgou, nesta sexta-feira (18), os editais n° 63, 64 e 65/2019, referentes ao Processo Seletivo para ingresso nos cursos técnicos presenciais. Este ano, o campus Serra Talhada dispõe de 280 vagas, todas gratuitas, para os cursos de Ensino Médio Integrado, Subsequente ao Ensino Médio e Proeja. Na […]

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE) divulgou, nesta sexta-feira (18), os editais n° 63, 64 e 65/2019, referentes ao Processo Seletivo para ingresso nos cursos técnicos presenciais. Este ano, o campus Serra Talhada dispõe de 280 vagas, todas gratuitas, para os cursos de Ensino Médio Integrado, Subsequente ao Ensino Médio e Proeja.

Na modalidade Integrado ao Médio, para concluintes do 9º ano, há vagas para Edificações e Logística. Para o Técnico Subsequente, destinado a quem concluiu o Ensino Médio, as vagas são para Logística e Refrigeração e Climatização. Já para Proeja a quem concluiu ou está concluindo o 9º ano ou a 4ª fase da Educação de Jovens e Adultos e tem no mínimo 18 anos, há vagas para Edificações.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas entre os dias 18 de outubro e 18 de novembro, pelo endereço https://aluno.ifsertao-pe.edu.br. A novidade da seleção é que não haverá prova. O processo seletivo se dará por meio da análise das notas do estudante, constantes em seu histórico escolar (ficha 18, para estudantes do Nível Fundamental; ficha 19, para Nível Médio). No momento da inscrição, o candidato deverá cadastrar suas notas no sistema, bem como anexar o histórico escolar (ou documento equivalente) digitalizado para conferência.

Quem se inscrever para os cursos do Ensino Médio Integrado ao Técnico, deverá inserir notas das disciplinas de Português, Matemática, História e Geografia do 6º, 7º e 8º ano do Ensino Fundamental. Já quem concorrer a uma vaga nos cursos Técnicos Subsequentes, deverá apresentar as notas das disciplinas de Português e Matemática, relativas ao 1º e 2º anos no Ensino Médio, ou ainda a nota do Enem. Para o Proeja, as notas necessárias serão as de Português e Matemática do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental ou 3ª fase da Educação de Jovens e Adultos ou equivalente. Em todos os cursos e modalidades será necessário anexar o histórico escolar ou documento equivalente.

É válido ressaltar que há vagas também para os campi Petrolina, Petrolina Zona Rural, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista e Ouricuri. Por isso, o candidato interessado em estudar no campus de Serra Talhada, deve ficar atento na hora que realizar sua inscrição.

Modelos de declaração:  caso o candidato não tenha acesso ao histórico escolar ou documento equivalente para anexar no sistema no momento da inscrição, poderá utilizar uma declaração emitida pela sua escola, em que constem suas informações pessoais e as notas necessárias ao Processo Seletivo. O IF Sertão-PE disponibilizou modelos de declaração para os candidatos que não tenham acesso aos seus históricos escolares, que podem ser acessados aqui.

É obrigatório que a declaração contenha a identificação do candidato, identificação da escola com carimbo, além da assinatura e carimbo do responsável pela escola. Caso a declaração esteja incompleta, a inscrição será invalidada. Se o candidato não possuir o histórico escolar, é altamente recomendável que já se antecipe e solicite esta declaração na escola onde estuda ou estudou, pois a unidade poderá solicitar prazo para entrega do documento.

Após aprovação no Processo Seletivo 2020, no momento da matrícula, o candidato também deverá apresentar para verificação o histórico escolar ou documento equivalente, como certidão de conclusão. Os documentos deverão ser originais e cópias para serem autenticadas no campus. A previsão é que a lista preliminar de inscritos seja divulgada no dia 20 de novembro e o resultado preliminar no dia 18 de dezembro.

Outras informações, como cronograma completo, orientações sobre documentação e demais dados estão disponíveis nos editais. Caso o candidato tenha dúvidas, poderá enviar um e-mail para [email protected], ou procurar o IF Sertão-PE nas redes sociais.   Clique aqui para acessar o sistema de inscrição.

Barroso volta atrás e dá aval para piso salarial nacional da enfermagem

G1 O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta segunda-feira (15) a suspensão do piso salarial da enfermagem – aprovado em lei pelo Congresso Nacional no ano passado. Com isso, fica liberado o pagamento do valor. A decisão de Barroso será analisada pelos demais ministros no plenário virtual, em sessão que começa no […]

G1

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta segunda-feira (15) a suspensão do piso salarial da enfermagem – aprovado em lei pelo Congresso Nacional no ano passado. Com isso, fica liberado o pagamento do valor.

A decisão de Barroso será analisada pelos demais ministros no plenário virtual, em sessão que começa no dia 19 de maio.

No caso de estados e municípios, a remuneração deve ser feita dentro dos limites da verba repassada pela União. Já no caso das unidades particulares, o ministro previu a possibilidade de negociação coletiva, mantendo suspenso o trecho da lei que impedia o procedimento.

Barroso considerou que é possível liberar o pagamento da remuneração mínima porque o governo e o Congresso viabilizaram a transferência dos recursos. “A situação aqui analisada torna-se mais próxima à de outros pisos salariais nacionais aplicáveis a servidores públicos que tiveram a sua constitucionalidade reconhecida por este Supremo Tribunal Federal”, escreveu.

O ministro ponderou, contudo, que o montante reservado para a medida não parece ser suficiente para o custeio do piso. Informações apresentadas no processo por instituições do setor estimam impacto financeiro, no primeiro ano, de R$ 10,5 bilhões somente para os municípios.

Barroso ressaltou que uma lei federal não pode impor a gestões locais o piso sem prever, de forma integral, a verba para cobrir os novos custos. Isso poderia comprometer a autonomia financeira de estados e municípios, violando o princípio federativo, que é cláusula pétrea da Constituição.

O ministro também pontuou que, para o setor privado, “subsistem os riscos dos efeitos nocivos mencionados na medida cautelar; quais sejam, a probabilidade de demissões em massa de profissionais da enfermagem, notadamente no setor privado e o prejuízo à manutenção da oferta de leitos e demais serviços hospitalares”.

Mas concluiu que não contemplar os profissionais dessa área poderia gerar questionamentos com base no princípio da igualdade. Por isso, para este setor permitiu as negociações coletivas e deu prazo para a implementação da decisão, com efeitos a partir de 1o de julho deste ano.

O desafio de não repetir os erros do passado

Sem dinheiro no cofre, restou a Temer investir no tema sensível da segurança Por: Ulysses Gadêlha / Blog da Folha Enfrentando uma impopularidade recorde e vendo o fim iminente da sua maior bandeira, a Reforma da Previdência, o presidente Michel Temer (MDB) já esperava ser escanteado do jogo. Contudo, bastou o chefe do Executivo anunciar […]

Foto: Beto Barata / PR

Sem dinheiro no cofre, restou a Temer investir no tema sensível da segurança

Por: Ulysses Gadêlha / Blog da Folha

Enfrentando uma impopularidade recorde e vendo o fim iminente da sua maior bandeira, a Reforma da Previdência, o presidente Michel Temer (MDB) já esperava ser escanteado do jogo. Contudo, bastou o chefe do Executivo anunciar a intervenção federal no Rio de Janeiro e as medidas bilionárias para criação de um programa nacional de segurança pública, para provocar uma verdadeira reviravolta na narrativa política do País.

Diante de imensa dificuldade financeira para trabalhar outras áreas do Governo, restou a Temer investir no tema sensível da segurança, adotando um tom de emergência e combate para justificar “ações drásticas”. Uma missão que, para ser concretizada, precisará ir além do alarde feito no anúncio das medidas feito pelo Governo. Isso porque não se trata de um tema novo para na gestão pública. Todos os presidentes desde a redemocratização lançaram planos ou programas de segurança pública que, apesar de seguirem as recomendações e as boas práticas aplicadas em países desenvolvidos, não sobreviveram ao governo de plantão – mesmo quando o sucessor era do mesmo partido, como no caso de Lula e Dilma Rousseff.

O pacote anunciado pelo presidente Michel Temer enfrentará o desafio de não cair no mesmo vão dos seus antecessores. Segundo o professor Frederico Normanha Ribeiro de Almeida, do Departamento de Ciência Política da Unicamp, a criação do Ministério da Segurança Pública e a proposta de um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) não são novidade alguma. “Já havia um órgão responsável por pensar essa área no Ministério da Justiça. O debate sobre a nacionalização da segurança, inclusive, já existiu em condições políticas melhores, com gente muito melhor pensando e executando os projetos. A gente não está vendo nenhum planejamento por parte do governo”.

A adoção do fundo de R$ 42 bilhões para reequipar as polícias nos Estados e a criação do Ministério da Segurança responde aos questionamentos feitos pelos especialistas sobre uma política estruturante para o setor. Para Normanha, foi uma forma fácil de liberar recursos sem receber críticas. “Temos aqui a capacidade de liberar dinheiro num contexto de crise e num ano eleitoral, tendo fracassado na aprovação da Reforma da Previdência. Acredito que Temer é o que menos se beneficia, mas seus aliados poderão retirar frutos dessa manobra”, avalia.

Já a intervenção feita no Rio ainda peca pela falta de informação e transparência. O Governo ainda não definiu o orçamento da operação no Rio de Janeiro, avaliando remanejar receitas de outras áreas. “O governo ainda não explicou no que a intervenção se diferencia da Garantia de Lei e Ordem (GLO), que estava vigente no Rio”,disse. Na sua visão, as medidas tomadas por Temer soam como um “arremedo de uma situação já muito ruim, fruto da desarticulação de todo histórico de políticas mal sucedidas”. Claramente, há um apelo eleitoral que faz parte do cálculo das medidas e da propaganda em cima delas.

Rondônia também vive colapso

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), disse que vai transferir para outros estados os pacientes com Covid-19 que estão na fila de espera por um leito de UTI. A declaração foi feita durante uma live no Facebook na noite do sábado (23). Ainda não foi anunciada data para o início da transferência. […]

O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha (Sem Partido), disse que vai transferir para outros estados os pacientes com Covid-19 que estão na fila de espera por um leito de UTI.

A declaração foi feita durante uma live no Facebook na noite do sábado (23). Ainda não foi anunciada data para o início da transferência. Há 40 pessoas esperando uma vaga de internação, segundo secretário de saúde.

Conforme o governador, durante o sábado ele e equipe passaram o dia em tratativas com o Ministério da Saúde para garantir a mudança desses pacientes de Rondônia para outros hospitais federais do país.

“Nós mandamos o documento [para o Ministério da Saúde], todo trabalho está sendo desenvolvido para que isso aconteça [transferência] e para que nós possamos salvar vidas”, disse Marcos Rocha durante a live.

A partir disso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) deve se encarregar dos trâmites necessários para o início do processo de transferência.

O governo informou que há poucos leitos de UTI disponíveis, e o estado não dispõe de médicos para que eles possam ser utilizados. Por isso, o governador diz que já pediu que o Ministério da Saúde envie profissionais ao estado.

Raúl Castro diz que relação com os EUA não mudará sistema de Cuba

Da Folhapress Em discurso na Assembleia Nacional de Cuba, o presidente Raúl Castro afirmou que a reaproximação com os Estados Unidos não mudará o sistema político do país e, em gesto ao aliado Nicolás Maduro, criticou as sanções de Washington contra a Venezuela. “Não se deve pretender que, para melhorar as relações com os Estados […]

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Da Folhapress

Em discurso na Assembleia Nacional de Cuba, o presidente Raúl Castro afirmou que a reaproximação com os Estados Unidos não mudará o sistema político do país e, em gesto ao aliado Nicolás Maduro, criticou as sanções de Washington contra a Venezuela.

“Não se deve pretender que, para melhorar as relações com os Estados Unidos, Cuba renuncie às ideias pelas quais lutou por mais de um século”, disse Raúl.

“É necessário entender que Cuba é um Estado soberano, cujo povo, em livre referendo para aprovar a Constituição, decidiu um rumo socialista”, completou, seguido por fortes aplausos.

Raúl celebrou o restabelecimento das relações com os EUA, mas afirmou que o embargo econômico imposto pelo Congresso americano continua sendo o principal obstáculo para a aproximação entre os dois países e exortou os países latino americanos a continuarem ajudando Cuba a derrubá-lo.

Ele confirmou a participação de Cuba na Cúpula das Américas, no Panamá, no ano que vem. Cuba não participava há décadas da cúpula e os países da Alba haviam ameaçado boicotar o encontro, caso os EUA continuassem se opondo à participação de Cuba – isso tudo antes do anúncio da aproximação bilateral.

Por outro lado, criticou as tentativas dos EUA de “desestabilizar o governo legítimo de Nicolás Maduro”, em relação as sanções contra funcionários do governo venezuelano com bens nos EUA.

No final, de improviso disse que o regime cubano completa 57 anos “e, com esse povo podemos chegar ao ano 570 da revolução. Viva Fidel. Pátria ou morte. Venceremos!”