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Gilmar Mendes manda de volta à PGR segundo pedido de inquérito contra Aécio

Por Nill Júnior

a76e0e5aa84d6fa140515ba05ba9c83eEstadão Conteúdo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou novamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Diferentemente do que fez no inquérito que apura a relação de Aécio com o esquema de corrupção em Furnas, desta vez Gilmar enviou os autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sem nem ao menos autorizar a abertura das investigações.

O segundo pedido está relacionado a uma investigação sobre a suspeita de manipulação de dados do Banco Rural, prática que teria sido adotada para esconder o mensalão mineiro durante a CPI dos Correios.

Para o ministro do STF, após a manifestação da defesa do senador e de outras partes envolvidas, é preciso que Janot se manifeste sobre a real necessidade da instauração do inquérito sobre os dados do Banco Rural.

Os dois pedidos de investigação foram feitos pela PGR a partir da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido – MS). O inquérito sobre a CPI dos Correios também envolve o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

No caso de Furnas, Gilmar suspendeu a execução das diligências um dia depois de autorizar a abertura do inquérito. O ministro justificou a decisão dizendo que o caso precisava ser reavaliado por Janot diante da manifestação da defesa de Aécio, que alegou não haver elementos novos para a abertura do inquérito.

Outro lado

Quando o pedido de abertura do segundo inquérito veio à tona, Aécio afirmou, por meio de sua assessoria, que as informações da delação de Delcídio em relação a sua atuação na CPI dos Correios eram “improcedentes, caluniosas e sem qualquer tipo de comprovação na realidade”.

Ele apontou incongruências nas informações contidas no acordo de colaboração, como a data em que Aécio e Delcídio tiveram uma reunião para falar sobre a CPI dos Correios, da qual o ex-senador era presidente. “Informamos que a reunião mencionada por Delcídio, em Belo Horizonte, em que o assunto teria sido tratado, ocorreu em 7 de junho de 2006. Ou seja, dois meses depois de encerrados os trabalhos da CPMI dos Correios”.

O senador tucano também nega que tenha apresentado requerimento para aumentar o prazo para apresentação de informações pelo Banco Rural e afirma que o relatório final “foi feito com base em dados fornecidos também pelo Banco Central”, e não apenas pela instituição.

O deputado Carlos Sampaio disse que procurou a PGR para apresentar esclarecimentos e documentações sobre o assunto. O deputado sustenta que não há motivos para ele ser investigado. Em nota, Eduardo Paes afirmou estar “à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos sobre o episódio”.

Outras Notícias

Em carta aos EUA, Brasil manifesta ‘indignação’ com tarifa

O governo Lula informou nesta quarta-feira (16) que enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos na qual manifestou “indignação” com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, informou estar disposto a negociar e cobrou uma resposta a uma outra carta sobre comércio bilateral, enviada em maio. A carta é assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, […]

O governo Lula informou nesta quarta-feira (16) que enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos na qual manifestou “indignação” com a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, informou estar disposto a negociar e cobrou uma resposta a uma outra carta sobre comércio bilateral, enviada em maio.

A carta é assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

O documento foi enviado nesta terça (15) é endereçado ao secretário de Comercio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante de Comércio do país, Jamieson Greer.

Desde que Trump anunciou no início do ano uma série de tarifas a produtos importados vendidos no mercado americano, Alckmin e Vieira conversaram com autoridades americanas, incluindo Lutnik e Greer.

“O governo brasileiro manifesta sua indignação com o anúncio, feito em 9 de julho, da imposição de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, a partir de 1° de agosto”, diz um trecho da carta.

“A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, completa o documento.

As autoridades brasileiras afirmam que estão prontas para dialogar com os norte-americanos e negociar uma solução “mutuamente aceitável” sobre o comércio bilateral entre os dois países.

“[Dialogar] com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, acrescenta o documento.

Conforme o g1 noticiou, membros do governo Lula afirmaram nesta quarta-feira à GloboNews que o governo Trump ainda não procurou o Brasil formalmente para negociar a tarifa de 50% anunciada pelo presidente americano.

Na semana passada, quando anunciou a tarifa, o presidente americano endereçou uma carta a Lula na qual disse erroneamente que os Estados Unidos têm relação comercial desfavorável com o Brasil, enquanto, na verdade, os números demonstram que os EUA mais vendem que compram do Brasil em valor agregado.

Na carta enviada a Howard Lutnik e a Jamieson Greer, Geraldo Alckmin e Mauro Vieira afirmam às autoridades americanas que o Brasil acumula com os Estados Unidos “grandes déficits comerciais” em bens e em serviços.

Acrescentam que, nos últimos 15 anos, esse saldo negativo para o Brasil chegou a quase US$ 410 bilhões, segundo dados do próprio governo dos Estados Unidos.

“Para fazer avançar essas negociações, o Brasil solicitou, em diversas ocasiões, que os EUA identificassem áreas específicas de preocupação para o governo norte-americano”, diz a carta

Facebook exclui páginas ligadas ao MBL por Fake News

G1 O Facebook informou nesta quarta que excluiu páginas que afirma ser de uma “rede de desinformação”. A rede social não especificou quais eram os perfis envolvidos, mas o Movimento Brasil Livre (MBL) informou que diversos dos seus coordenadores foram afetados. A notícia foi primeiramente divulgada pela agência de notícias Reuters. Segundo o Facebook, a […]

G1

O Facebook informou nesta quarta que excluiu páginas que afirma ser de uma “rede de desinformação”. A rede social não especificou quais eram os perfis envolvidos, mas o Movimento Brasil Livre (MBL) informou que diversos dos seus coordenadores foram afetados.

A notícia foi primeiramente divulgada pela agência de notícias Reuters. Segundo o Facebook, a iniciativa é parte dos esforços para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro.

O Facebook disse em um comunicado que desativou 196 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em “uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

O comunicado não identifica as páginas ou usuários envolvidos. A página Brasil 200 também foi retirada do ar pelo Facebook.

As fontes da agência Reuters, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a rede era administrada por membros importantes do MBL. O grupo ganhou destaque ao liderar protestos em 2016 pelo impeachment da então presidente Dilma Roussefff.

Representantes do MBL publicaram um comunicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (25). “Na manhã de hoje, 25/07/2018, diversos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL) tiveram suas contas arbitrariamente retiradas do ar pelo Facebook. A alegação dada pela rede social é a de que se tratava de coibir contas falsas destinadas a divulgação de ‘fake news'”, comentou o MBL.

Comissão de Justiça da Alepe aprova 30 projetos de pacote do Governo

A Comissão de Justiça (CCLJ)  da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), aprovou, na manhã desta terça-feira (5), 30 projetos de lei (PL) do pacote encaminhado pelo Governo neste fim de ano. Propostas que tratam de temas como estrutura do Poder Executivo e políticas sociais receberam aval do colegiado. No total, foram 34 propostas apresentadas pela […]

A Comissão de Justiça (CCLJ)  da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), aprovou, na manhã desta terça-feira (5), 30 projetos de lei (PL) do pacote encaminhado pelo Governo neste fim de ano. Propostas que tratam de temas como estrutura do Poder Executivo e políticas sociais receberam aval do colegiado.

No total, foram 34 propostas apresentadas pela governadora Raquel Lyra no fim deste ano. Um dos projetos, relativo à reestruturação do Sassepe, teve a tramitação adiantada na semana passada. Outras três proposições tiveram a discussão adiada.

Gratificações

Entre as proposições aprovadas está o Projeto de Lei (PL) nº 1491/2023, que concede gratificações a servidores efetivos que ocuparem cargos de gestão em hospitais regionais, de grande porte e no Hospital do Servidor de Pernambuco. Os valores variam de R$ 1,2 mil a R$ 8,5 mil. Os parlamentares foram a favor da iniciativa, mas discordaram sobre a viabilidade da proposta.

Para o presidente da Comissão, deputado Antônio Moraes (PP), a medida deveria ser estendida a funcionários que não sejam efetivos. “Acredito que haverá dificuldade para encontrar quem ocupe esses cargos. Quem faz política no interior sabe como é difícil conseguir diretores administrativos em hospitais como os de Serra Talhada, Goiana e Limoeiro”, observou.

Luciano Duque (Solidariedade) apresentou a mesma visão. “A proposta corrige distorções, mas sabemos que não há número suficiente de servidores de carreira nas unidades de saúde para ocupar essas funções”, pontuou.

O relator, deputado Sileno Guedes(PSB), entende que a ocupação dos cargos não será um problema. “Há servidores suficientes, o que não há é gratificação atraente para que surja interesse em desempenhar funções de grande responsabilidade. Esse é um passo importante para melhorar o funcionamento dos grandes hospitais”, destacou o relator.

Renato Antunes(PL), João Paulo (PT) e Débora Almeida (PSDB) defenderam a proposta e acrescentaram que, caso se comprove a necessidade, um novo projeto poderá ampliar a medida. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Programas sociais

Também avançaram proposições que instituem programas sociais como Pernambuco Sem Fome e Família Extensa. O primeiro, apresentado no PL nº 1513/2023, reúne os subprogramas Mães de Pernambuco, Bom Parto e Programa Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PEAAAF). O objetivo é combater a insegurança alimentar e a vulnerabilidade socioeconômica, por meio de distribuição de renda, acesso a refeições gratuitas ou de baixo custo e fortalecimento da agricultura familiar.

Já o Programa de Cuidados em Família Extensa ( PL nº 1497/2023) prevê o pagamento de auxílio no valor de um salário mínimo a quem receber a guarda de criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade. O benefício é destinado a menores que tenham sido afastados de genitores ou responsáveis por decisão judicial e colocados sob os cuidados da família extensa ou ampliada, como parentes próximos.

Outro projeto aprovado na CCLJ ( PL nº 1494/2023) amplia os municípios incluídos no programa Chapéu de Palha. Moradores de Feira Nova (Agreste Setentrional), Itapissuma (Região Metropolitana) e Ibimirim (Sertão do Moxotó) poderão receber o auxílio, voltado a trabalhadores da cana-de-açúcar, fruticultura irrigada e pesca artesanal em períodos de entressafra.

Discussões adiadas

Entre os três projetos que foram retirados de pauta, um deles foi  o PL nº 1506/2023, que propõe a redistribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) entre os municípios. 

Segundo a proposição, o objetivo é garantir recursos para políticas públicas voltadas ao combate das desigualdades sociais e econômicas, assegurando uma repartição mais equânime do tributo. O deputado Waldemar Borges (PSB) pediu um prazo maior para analisar o cálculo proposto pelo Governo.

As outras iniciativas que não foram votadas tratam da reforma administrativa do Poder Executivo ( PL nº 1503/2023) e da implantação do Bônus Livro para servidores da Secretaria de Educação ( PL nº 1487/2023). Borges, que preside a Comissão de Educação da Alepe, informou que a última proposta passa por análise. “Está em andamento uma discussão muito interessante sobre esse projeto. Peço vistas para otimizar a tramitação, evitando assim que ele precise retornar para a CCLJ caso tenha alguma alteração no colegiado de Educação”, solicitou o deputado.

Antônio Moraes afirmou que as propostas devem ser votadas pela Comissão de Justiça na próxima semana. “Temos um prazo curto para votar esses projetos. Hoje demos um grande passo para a aprovação dessas medidas, que são muito importantes tanto na área fiscal quanto na área social”, avaliou. “O PL do ICMS é importante sobretudo para pequenas cidades do interior, que vão ter melhoria de renda com a redistribuição do imposto”, comentou o presidente da CCLJ.

Barragem de Ingazeira: reunião tenta destravar construção de estradas

Nesta quinta-feira (26), aconteceu na base do DNOCS nas obras da construção da barragem de Ingazeira, uma reunião entre DNOCS, comissão de vereadores, representantes de secretarias, agentes de saúde e comunidades vizinhas a barragem dos quatro municípios beneficiados. A reunião teve por objetivo ouvir a comunidade a respeito das dificuldades para início da construção das […]

Nesta quinta-feira (26), aconteceu na base do DNOCS nas obras da construção da barragem de Ingazeira, uma reunião entre DNOCS, comissão de vereadores, representantes de secretarias, agentes de saúde e comunidades vizinhas a barragem dos quatro municípios beneficiados.

A reunião teve por objetivo ouvir a comunidade a respeito das dificuldades para início da construção das estradas, diante de relatos de moradores que estão sendo prejudicados, como: estudantes sem acesso as aulas há mais de 30 dias, crianças atravessando rio com água chegando ao pescoço, universitário que foi obrigado a desistir do curso e comunidades que não estão recebendo mais a visita do ACS.

Diante da cobrança, o Sr. José Ângelo Sobrinho informou que só permitiria fazer a estrada em suas terras se o DNOCS se responsabilizar pela construção de cerca na parte que segundo ele pertence ao DNOCS, foi acordado que o órgão construirá esta cerca e o proprietário na sua parcela de terra, podendo assim já iniciar a construção das estradas.

O DNOCS informou que os 49 km de estradas que serão construídos poderiam ser reduzidos caso os proprietários permitam alguns acessos em terras que não pertencem ao DNOCS.

Os vereadores de cada município decidiram que, em até 15 dias reunirão Prefeitura, Câmara e proprietários das terras onde as estradas serão construídas na tentativa de conseguirem a permissão dos mesmo para encurtar a distância e as curvas que estão no projeto das estradas. “Os 49 km poderiam ser reduzidos para 15 km caso o DENOCS consiga a permissão dos proprietários” disse o presidente da Câmara de Tuparetama, Danilo Augusto.

O padre Luisinho chegou ao final da reunião mais repassou informações importantes aos vereadores e populares presentes.

Participaram da reunião: o Presidente da Câmara de Tuparetama Danilo Augusto, vereadores Orlando Ferreira, Idelbrando Valdevino, Professor Claudevan (Câmara de São José do Egito), vereador Argemiro (Ingazeira) e Djalma das Almofadas (Tabira), Vinicius Torres representando o Prefeito Sávio Torres (Tuparetama), representantes da Secretaria de educação (Ingazeira), Agentes de Saúde, sindicato dos trabalhadores rurais da Ingazeira e comunidades vizinhas a barragem dos 4 municípios beneficiados.

O DNOC esteve representado pelo Sr. Dionísio Lima, Manuel Roberto e o engenheiro da obra.

Danilo liga modo ataque e questiona atraso em entrega de parque solar. “R$ 3 milhões e sem funcionar”

O candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira e líder da oposição, Danilo Simões (PSD), visitou a usina de geração de energia solar, localizada às margens da VPE 380, a Estrada de Ibitiranga, para verificar o andamento de uma obra prometida pela gestão Sandrinho. A usina deveria abastecer os prédios públicos da cidade. Em um […]

O candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira e líder da oposição, Danilo Simões (PSD), visitou a usina de geração de energia solar, localizada às margens da VPE 380, a Estrada de Ibitiranga, para verificar o andamento de uma obra prometida pela gestão Sandrinho.

A usina deveria abastecer os prédios públicos da cidade. Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (23), em suas redes sociais, Danilo expôs o abandono da obra e a falta de resultados esperados. Há duas  semanas do pleito, o candidato ligou o que se pode chamar de “modo ataque”. Nas inserções, Danilo questiona a compra de uma caçamba “de um amigo do prefeito” e diz que ele não respondeu no debate.

Sobre o parque de enrgia solar,diz: “Estamos aqui em frente à usina de geração de energia solar, prometida pela Prefeitura para abastecer os prédios públicos de Afogados da Ingazeira. Até agora, não foi gerada nenhuma energia, e já se gastaram praticamente R$ 3 milhões nessa obra. Só este ano, em 2024, a prefeitura já pagou 1 milhão e meio de reais à Celpe pela energia dos prédios públicos. Ou seja, a obra, que estava prometida para ser entregue em junho de 2024, não foi concluída, está abandonada e sem gerar nenhuma energia, causando prejuízo aos cofres do município. Este é um governo lento, que não entrega o que promete”, destacou Danilo no vídeo.

“A obra, iniciada com a promessa de reduzir custos com eletricidade nos prédios municipais, deveria ter sido entregue no primeiro semestre de 2024, mas permanece inacabada, gerando gastos adicionais aos cofres públicos. A crítica de Danilo Simões se soma a outras cobranças feitas à atual administração, reforçando seu compromisso com a fiscalização de promessas não cumpridas e a necessidade de mudanças na gestão”, diz a nota.