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Gilmar Mendes diz que Lava Jato está canonizada

Por Nill Júnior

Célia Froufe – Estadão – Correpondente em Londres

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, defendeu nesta sexta-feira, 6, em Londres, decisões em que revogou prisões ordenadas por juízes de primeira instância da Lava Jato e afirmou que houve um momento de “canonização” da operação no País, em que qualquer questionamento a ela era considerado “antirrepublicano”. Gilmar disse ainda que a lei de abuso de autoridade é uma das coisas nas quais o Brasil precisa “pensar” para os próximos anos.

“Em um momento houve a canonização da Lava Jato. Então, qualquer decisão contra a ação do (juiz Sérgio) Moro era considerada antirrepublicana, antipatriótica ou ‘antiqualquercoisa’, o que é uma bobagem”, disse Gilmar. O ministro concedeu entrevista ao Estadão/Broadcast em um hotel na capital inglesa, onde participa de um seminário na Universidade de Londres e no qual falou sobre os 30 anos da Constituição brasileira.

 “A Lava Jato começou a pensar que era uma entidade, quis legislar, mudar habeas corpus e outras coisas. Depois se viu que eles eram suscetíveis a problemas sérios e que a corrupção estava ali perto, como o caso (do ex-procurador Marcello) Miller”, afirmou Gilmar, em referência ao ex-procurador da República que, na semana passada, se tornou réu por supostamente atuar como advogado do Grupo J&F quando ainda integrava o Ministério Público Federal.

O ministro criticou procedimentos adotados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal não só na Lava Jato como também na Carne Fraca e Satiagraha – operações em que foi questionado por ter revogado decisões expedidas pela primeira instância. Sobre isso, Gilmar disse estar “muito tranquilo”. “Nunca houve uma decisão minha que não fosse confirmada pela turma ou pelo pleno.”

Ele citou que, no caso da Operação Satiagraha, em que revogou por duas vezes ordens de prisão expedidas contra o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity, houve a mesma discussão. “Dei uma liminar (soltando o empresário). Em seguida, o juiz mandou prender novamente e eu dei uma nova liminar para que ele ficasse livre. O processo prosseguiu, e ele foi absolvido.”

Para o ministro, há uma confusão, “às vezes até proposital”, em relação ao instituto da prisão preventiva. “Muitos a idealizam como uma punição imediata, mas não é. A Constituição não quer assim, a lei também não”, disse Gilmar.

Na entrevista, o ministro defendeu a reformulação da lei que trata de abuso de autoridade no País. Neste caso, fez referência ao trabalho do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, responsável pela negociação e assinatura de acordos de colaboração premiada dos ex-executivos do Grupo J&F. Este material fundamentou duas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer – barradas pelo plenário da Câmara dos Deputados.

“O doutor Janot, de fato, queria derrubar o presidente para isso? Então foi a primeira tentativa de golpe que se fez em 30 anos vinda não de militares”, disse Gilmar. Em seguida, ainda defendeu a discussões sobre os limites dos poderes das instituições de investigação, como o Ministério Público Federal.

 “Nenhuma operação dessas pode ser feita em menos de seis meses. Eles comprimiram para menos de três meses, pois o timing tinha a ver com a interferência do presidente na sucessão. Se foi esse o móvel, podemos falar que houve uma tentativa de golpe, e gestada no Ministério Púbico. É algo pensável e precisa ser esclarecido. Passadas as eleições, o Congresso vai reagir a isso”, afirmou, sobre o procedimento que resultou nas denúncias contra Temer.

Abuso de autoridade. “Não estou falando que não é para investigar, não. Agora, faça direito”, disse o ministro. “Isso é também uma coisa na qual precisamos pensar para os próximos 30 anos: lei de abuso de autoridade, responsabilidade”, afirmou. As alterações à lei de abuso de autoridade, de 1965, foram aprovadas no Senado no ano passado e atualmente tramitam na Câmara dos Deputados, para revisão.

No evento na capital britânica, o ministro foi questionado sobre o rumo político do Brasil após as eleições de outubro. “Todos estão muito fechados em seus próprios problemas, mas fui questionado sobre a possibilidade de a direita vencer”, afirmou Gilmar.

Ele voltou a falar sobre financiamento de campanhas. Para o ministro, impedir o uso de recursos de empresas para campanhas não significa que está tudo resolvido. “Sobre a questão de financiamento via igreja, disse que temos alguns sintomas: das 730 mil doações feitas para e eleição de 2016, pelo menos 300 mil tinham problemas. Temos que ter preocupação também com o crime organizado.”

Outras Notícias

São José do Egito recebe retroescavadeira adquirida com emenda do senador Fernando Dueire

A Prefeitura de São José do Egito recebeu uma retroescavadeira adquirida com recursos de emenda parlamentar do senador Fernando Dueire. Segundo a administração municipal, o equipamento será destinado a serviços de infraestrutura nas zonas urbana e rural. De acordo com a prefeitura, a máquina deverá ser utilizada em atividades como manutenção de vias públicas, abertura […]

A Prefeitura de São José do Egito recebeu uma retroescavadeira adquirida com recursos de emenda parlamentar do senador Fernando Dueire. Segundo a administração municipal, o equipamento será destinado a serviços de infraestrutura nas zonas urbana e rural.

De acordo com a prefeitura, a máquina deverá ser utilizada em atividades como manutenção de vias públicas, abertura e limpeza de valas, terraplenagem, apoio a obras de pavimentação e conservação de estradas vicinais.

O prefeito Fredson Brito anunciou a chegada do equipamento e agradeceu ao senador pela destinação dos recursos. A retroescavadeira deverá integrar a estrutura utilizada pelo município na execução de serviços de manutenção e obras públicas.

A aquisição foi divulgada pela gestão municipal como parte das ações voltadas à infraestrutura. A utilização do equipamento deverá atender tanto à sede de São José do Egito quanto às comunidades rurais.

Foto: Divulgação

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Prefeitura de Solidão anuncia pagamento de servidores e divulga prazo para contratados

A Prefeitura de Solidão, no Sertão de Pernambuco, anunciou o pagamento dos salários dos servidores efetivos e comissionados para este sábado (31). Já os profissionais contratados deverão receber até o dia 7 de novembro, conforme o calendário divulgado pela administração municipal. De acordo com a gestão, os vencimentos dos servidores efetivos e ocupantes de cargos […]

A Prefeitura de Solidão, no Sertão de Pernambuco, anunciou o pagamento dos salários dos servidores efetivos e comissionados para este sábado (31). Já os profissionais contratados deverão receber até o dia 7 de novembro, conforme o calendário divulgado pela administração municipal.

De acordo com a gestão, os vencimentos dos servidores efetivos e ocupantes de cargos comissionados serão disponibilizados neste sábado. Para os contratados, o cronograma estabelece prazo até o primeiro sábado de novembro.

O calendário divulgado pela prefeitura contempla profissionais de diferentes setores da administração municipal, com datas específicas de pagamento conforme o vínculo funcional.

Foto: Divulgação

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Filho de João Batista, ex-prefeito de Triunfo, morre em acidente no Sertão de Pernambuco

O jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo João Batista, morreu na madrugada deste sábado (31), após um acidente de trânsito nas proximidades do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente envolveu uma […]

O jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo João Batista, morreu na madrugada deste sábado (31), após um acidente de trânsito nas proximidades do distrito de Jatiúca, em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com informações da Polícia Militar, o acidente envolveu uma motocicleta e um Volkswagen Polo branco, com placa da Bahia. Os relatos preliminares apontam que os veículos teriam colidido frontalmente.

Ainda segundo a polícia, testemunhas relataram que o motorista do automóvel teria deixado o local sem prestar socorro à vítima. João Caio não resistiu aos ferimentos e morreu ainda na rodovia.

Conforme informações divulgadas por outro veículo de comunicação, o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz da Baixa Verde, que teria instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e identificar o condutor do carro.

A Prefeitura de Triunfo divulgou uma nota de pesar pela morte do jovem. Na publicação, a administração municipal confirmou que João Caio era filho do ex-prefeito João Batista Rodrigues e da ex-secretária municipal de Saúde Tarciane Pereira Melo.

Na nota, a Prefeitura manifestou solidariedade aos familiares e amigos, desejando força e conforto diante da perda.

O Blog do Nill Júnior também manifesta solidariedade a João Batista, Tarciane Pereira Melo e a todos os familiares e amigos de João Caio neste momento de dor.

Fonte: Blog Júnior Campos
Foto: Reprodução/Divulgação

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Moraes determina que minuta do golpe seja mantida como prova da trama golpista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O material foi encontrado na […]

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chamada minuta do golpe permaneça sob custódia da Polícia Federal (PF). A decisão, proferida nessa sexta-feira (30), considera o documento uma prova relevante no processo sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O material foi encontrado na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, durante uma operação realizada em janeiro de 2023. O documento previa a decretação de estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), medida que poderia ser utilizada para interferir no resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao analisar o destino dos objetos apreendidos durante as investigações, Moraes rejeitou a devolução da minuta e estabeleceu que materiais relevantes para o processo penal devem continuar preservados.

Na decisão, o ministro afirmou que o documento “constituiu elemento de prova relevante para a persecução penal”, justificando sua permanência nas dependências da Polícia Federal.

A defesa de Anderson Torres sustenta que a minuta não foi utilizada para planejar um golpe de Estado. O ex-ministro afirmou anteriormente que o documento chegou ao seu gabinete sem solicitação e foi levado para casa entre outros papéis destinados ao descarte. Os advogados negam que ele tenha discutido o conteúdo com Jair Bolsonaro ou comandantes militares.

Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por participação na trama golpista. Sua defesa apresentou um pedido de revisão criminal para tentar anular a condenação.

Além da preservação da minuta, Moraes determinou que passaportes apreendidos durante as investigações continuem retidos, por serem considerados relevantes para os processos.

O ministro também ordenou a destruição de armas, munições e carregadores recolhidos com Anderson Torres e com os ex-coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal Fábio Augusto Vieira e Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.

Entre os armamentos estão pistolas e um revólver, além de mais de 200 munições de diferentes calibres. A Polícia Federal recebeu prazo de 48 horas para encaminhar o material à destruição e comprovar o cumprimento da determinação judicial.

A medida acompanha o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou favoravelmente à destruição dos armamentos.

Os dois ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal foram condenados a 16 anos de prisão por omissão diante dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Com a decisão, os documentos considerados provas continuarão preservados, enquanto os objetos cuja destruição foi autorizada deverão receber a destinação determinada pelo Supremo.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Evaristo Sá/AFP

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Mais de 100 países reconhecem reeleição de Lula; Argentina e EUA não fizeram anúncio oficial

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30). O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reconhecida por 107 países e 11 organizações internacionais e blocos regionais. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Argentina e Estados Unidos não haviam feito manifestações oficiais de reconhecimento até essa sexta-feira (30).

O levantamento consta no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo TSE para registrar declarações de chefes de Estado, comunicados diplomáticos e manifestações de organismos internacionais sobre as eleições brasileiras.

Entre os países que parabenizaram Lula estão Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul, China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita. Também houve manifestações de organizações como a ONU, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia.

Na América do Sul, a Argentina foi o único país que não havia se manifestado oficialmente. Segundo o jornal argentino Clarín, o governo do presidente Javier Milei decidiu não divulgar uma mensagem de congratulação pela vitória de Lula.

A decisão foi confirmada pelo porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, que informou que o resultado eleitoral brasileiro havia sido registrado pelas autoridades do país, mas que não seria emitido um comunicado oficial.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump também evitou reconhecer publicamente a vitória do brasileiro. Questionado por jornalistas nessa quinta-feira (29), ele afirmou que pretende conversar com Lula, mas voltou a criticar a condução do processo eleitoral.

Trump classificou a eleição brasileira como uma “vergonha” e já havia levantado suspeitas de fraude na apuração, sem apresentar provas. O republicano também evitou responder diretamente quem considerava o vencedor legítimo da disputa presidencial.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

A ausência de manifestações oficiais da Argentina e dos Estados Unidos não altera a validade do resultado eleitoral brasileiro, cuja apuração e proclamação são de competência da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

O painel do tribunal também registra manifestações de apoio ao processo democrático brasileiro. Entre os organismos internacionais estão a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O levantamento divulgado pelo TSE considera as manifestações registradas até quinta-feira (29), número que permaneceu como referência nas reportagens publicadas nessa sexta-feira (30).

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Carlos Santiago/NurPhoto/AFP

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