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Gestão Sandrinho enfrenta desafio de retomar diálogo com comunidades em Afogados da Ingazeira

Por André Luis

A gestão do prefeito Sandro Palmeira, em Afogados da Ingazeira, enfrenta um novo desafio político e administrativo: retomar a interlocução com as comunidades do município. O tema ganhou destaque após o Debate das Dez, da Rádio Pajeú, que recebeu representantes comunitários para discutir a relação entre os bairros e o governo municipal.

Durante o programa, lideranças comunitárias relataram dificuldades de diálogo com a gestão e cobraram maior escuta por parte da prefeitura. Segundo os participantes do debate, a sensação em vários bairros é de que as demandas da população não estariam sendo devidamente consideradas.

A repercussão também se estendeu às redes sociais e aplicativos de mensagens. De acordo com manifestações registradas no WhatsApp durante e após o programa, diversos moradores relataram insatisfação semelhante, reforçando a percepção de que a administração municipal precisa ampliar os canais de escuta com a população.

A cobrança ganha peso porque, durante a campanha eleitoral, Sandrinho havia assumido o compromisso de fortalecer a interlocução com as comunidades e ampliar o diálogo com lideranças locais.

Outro ponto que gerou repercussão foi a reação de integrantes do governo municipal. Em vez de acolher as críticas apresentadas no debate, alguns membros da gestão teriam levado a discussão para o campo político, classificando as reclamações como “intrigas da oposição” em grupos de WhatsApp. A postura acabou gerando ainda mais desgaste, segundo relatos de participantes do debate e de moradores que acompanharam a discussão.

Para analistas locais, o episódio expõe a necessidade de a gestão municipal reforçar mecanismos de participação e diálogo com as comunidades, evitando que críticas e demandas da população sejam interpretadas apenas como disputa política.

Outras Notícias

Mototaxista clandestino com colete falso flagrado em Arcoverde

Durante ronda na Avenida Coronel Antônio Japiassu, no centro da cidade, agentes da Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde – Arcotrans se depararam, por volta das 20h15 da última sexta-feira (08/01), com uma motocicleta onde o condutor estava fazendo serviço mototaxista sem autorização do órgão. “Com o referido condutor, foi recolhido um colete sem […]

Durante ronda na Avenida Coronel Antônio Japiassu, no centro da cidade, agentes da Autarquia de Trânsito e Transportes de Arcoverde – Arcotrans se depararam, por volta das 20h15 da última sexta-feira (08/01), com uma motocicleta onde o condutor estava fazendo serviço mototaxista sem autorização do órgão.

“Com o referido condutor, foi recolhido um colete sem numeração. Durante a abordagem o condutor não estava com nenhuma autorização emitida pelo órgão que o autorizasse a prestar o serviço de mototáxi. O colete foi encaminhado à Arcotrans”, informou o diretor de Trânsito e Transporte da autarquia, Gleydson Carlos.

A fiscalização, que foi iniciada na cidade no último dia 06 de janeiro, tem por base identificar justamente condutores clandestinos de transporte remunerado de pessoas. O objetivo da fiscalização é garantir a segurança dos usuários destes serviços oferecido em Arcoverde.

Os condutores que estiverem realizado o serviço de forma clandestina e forem identificados pela fiscalização, serão autuados e sofrerão as medidas legais cabíveis.

“Nordestino não lê, só vive de ajeitado, gosta de ser submisso”, diz Gerente do INSS Tabira. Ouça:

“Sabe pegar um celular e só fazer fuxico pra dizer que está tomando cachaça nas redes sociais” O blog teve acesso à fala do Gerente do INSS, Agência Tabira, Berinaldo Leão, que generalizou e fez duras críticas ao perfil dos nordestinos falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM. Berinaldo declarou que a população “precisa […]

“Sabe pegar um celular e só fazer fuxico pra dizer que está tomando cachaça nas redes sociais”

O blog teve acesso à fala do Gerente do INSS, Agência Tabira, Berinaldo Leão, que generalizou e fez duras críticas ao perfil dos nordestinos falando a Anchieta Santos na Rádio Cidade FM.

Berinaldo declarou que a população “precisa se adequar aos novos tempos, pois hoje apenas o Auxílio Doença não precisa de agendamento no INSS”.

Irritado com as reclamações no Rádio e nas redes sociais quanto à qualidade de seu atendimento, Berinaldo se mostrou agressivo.

“A Diretoria do INSS resolveu e entendeu que na maioria dos nossos serviços o cidadão pode fazer via internet, redes sociais. Só que o Brasil, principalmente o Nordestino, que tem muita gente que tem medo de falar, tem orgulho de ir pra São Paulo chegar lá, copiar o paulista e chegar falando di manhê e paiê. Te que ir pra lá e falar pru qui e pru cá”.

E seguiu: “o Nordestino não lê, só vive de moleza, só vive de querer ajeitado, de jeitinho brasileiro. Tô generalizando que conheço todas as regiões do país”. Anchieta retruca: então nordestino é preguiçoso?  “Não, não é preguiçoso, ele gosta de ser submisso. Nordestino tem que levantar a cabeça. Temos vários doutores, várias pessoas inteligentes nesse país que  são nordestinos. Agora, nordestino gosta de ser submisso, principalmente a políticos”.

Foi além: “Nordestino sabe pegar um celular e só fazer fuxico. Porque não pega um celular e vai ver seus direitos na Internet? Mas não, Quando é um fuxico pra dizer que está tomado cachaça num sei onde e botando nas redes sociais só besteira, ele sabe fazer isso”. Pouco depois, disse que “alguns chegam agredindo, mal-humorados, trazendo problemas de casa”. E afirmou: “Comigo quem trata mal recebe na mesma moeda”. A declaração do gerente foi bastante contestada pelos ouvintes.

Ouça a fala de Berinaldo Leão:

 

Berinaldo ignora o fato de que muitos dos segurados ou interessados que procuram a agência sequer tem celular, conhecem a internet e redes sociais, como os especiais. A Assessoria do INSS ainda não respondeu ao blog.

Lula depõe nesta terça a juiz do DF para explicar suspeita de obstrução da Lava Jato

G1 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestará depoimento nesta terça-feira (14) ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, para explicar a suspeita de que tentou obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Lula é um dos sete réus da ação penal aberta em julho do ano passado para investigar se […]

G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestará depoimento nesta terça-feira (14) ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, para explicar a suspeita de que tentou obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

Lula é um dos sete réus da ação penal aberta em julho do ano passado para investigar se houve uma tentativa do grupo de convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada.

Segundo as investigações, Lula, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves – sócio do BTG Pactual –, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, teriam tentado impedir que Cerveró revelasse à Justiça detalhes do esquema de corrupção que atuava na Petrobras em troca de uma redução da pena.

O ex-presidente da República deveria ter sido ouvido pela Justiça Federal de Brasília em fevereiro. Mas o juiz responsável pelo caso adiou o depoimento para esta terça-feira a pedido da defesa de Lula. A mudança foi autorizada em razão da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Os depoimentos dos outros seis réus da ação penal estão marcados para esta sexta-feira (17), também em Brasília.

À época da abertura da ação penal, em julho do ano passado, a defesa do ex-presidente alegou, em nota, que Lula já esclareceu, em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), que “jamais interferiu ou tentou interferir em depoimentos relativos à Lava Jato”.

De acordo com a Justiça Federal do DF, o trânsito na via W2 Norte, na Asa Norte, ficará interditado entre as quadras 509 e 510, em razão do depoimento do ex-presidente. O edifício da 10ª Vara Federal de Brasília fica nessa região.

Ainda de acordo com a assessoria da Justiça Federal, a interdição do trânsito neste trecho foi recomendado pela Polícia Militar, para “evitar grandes manifestações contrárias ou a favor do interrogado”.

Barrado projeto que trata movimentos sociais como terroristas, diz Humberto

Aliados da Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, segundo nota, tentaram aprovar um projeto de lei que permite enquadrar ações de movimentos sociais como atos de terrorismo. Para o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que articulou o adiamento da votação da matéria, na manhã desta quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça […]

Aliados da Jair Bolsonaro (PSL) no Senado, segundo nota, tentaram aprovar um projeto de lei que permite enquadrar ações de movimentos sociais como atos de terrorismo.

Para o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que articulou o adiamento da votação da matéria, na manhã desta quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), “o presidente eleito e seus asseclas tentam criminalizar as livres e legítimas manifestações país afora”.

“Nossa preocupação é de que qualquer subjetividade no tratamento de um tema como esse pode permitir a criminalização das lutas sociais, dos movimentos sociais e a restrição à liberdade de expressão e de organização. Não podemos permitir que isso aconteça. Seria uma afronta à Constituição”, afirmou.

Com o intuito de evitar a aprovação da matéria nesta quarta e ampliar o debate para que a sociedade fique atenta à questão, a oposição apresentou um requerimento na CCJ para realizar uma audiência pública sobre o projeto que amplia a lista de condutas consideradas atos de terrorismo. O documento foi aprovado por 9 votos a 4, com uma abstenção.

De acordo com Humberto, as sociedades democráticas têm de saber conviver com protestos e o que exceder às chamadas “liberdades expressivas”, e eventualmente configurar crime. deve ser tratado no âmbito do direito penal. “A definição prevista no Código Penal é muito mais precisa e menos subjetiva”, ressaltou.

O parlamentar lembrou que Bolsonaro fez um discurso para os eleitores dele, no último dia 21, prometendo “uma faxina muito mais ampla e que esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria” e “se quiserem ficar aqui, vão ter que se colocar sob a lei de todos nós, ou vão para fora ou vão para a cadeia”.

Para o líder da Oposição, esse discurso de ódio e de intolerância jamais deveria permear as ações de um presidente da República e haverá forte resistência no Congresso Nacional para evitar o atropelo das garantias individuais e da Constituição Federal.

Opinião: do Sertão ao Cais, ninguém aguenta mais!

Por Jefferson Calaça Na próxima quinta-feira (19/11), vinte e um mil advogados estarão aptos para votar e eleger o novo presidente da OAB-PE para o próximo triênio. Esta é uma eleição atípica das demais realizadas em anos passados. Em dezembro de 2014, 72 advogados ousaram enfrentar o grupo dominante que está no poder da Ordem […]

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Por Jefferson Calaça

Na próxima quinta-feira (19/11), vinte e um mil advogados estarão aptos para votar e eleger o novo presidente da OAB-PE para o próximo triênio.

Esta é uma eleição atípica das demais realizadas em anos passados. Em dezembro de 2014, 72 advogados ousaram enfrentar o grupo dominante que está no poder da Ordem Estadual.

Fundamos o movimento a Ordem É Para Todos com o objetivo de criar uma pauta voltada para o advogado militante e edificar uma plataforma que incluísse temas do seu cotidiano.

Construímos uma carta aberta à advocacia pernambucana tendo como propostas centrais: a luta incessante contra a precarização da classe; a defesa profissionalizada das prerrogativas; a paridade de gênero; o fim do abandono da OAB ao advogado do interior; a redução das anuidades e a central de correspondentes, dentre outras.

Registramos essas propostas em cartório público e iniciamos uma caravana da cidadania jurídica, percorrendo região por região, findando por uma caminhada entre 70 cidades visitadas, onde debatemos com os advogados olho no olho, num trabalho de formiguinha e descobrimos que na maioria delas, os donos do poder na OAB-PE sequer passaram para pedir votos em épocas de eleição.

Foi uma experiência incrível. Passamos a conhecer advogados e lideranças por seus próprios nomes. Ouvimos histórias tristes e alegres. Descobrimos que na maioria delas, as prerrogativas são desrespeitadas cotidianamente e o sentimento de orfandade é tamanho que só ouvem falar na direção da Ordem, quando chegam os carnês de cobrança de suas anuidades.

Os verbos cobrar e punir são aplicados sem dó, nem piedade, com bloqueios de contas bancárias e penhora de bens de advogados que jamais tiveram qualquer benefício ou defesa de seu Conselho Estadual.

Em nove anos de gestão nos anos 2007 a 2015, o valor das anuidades foi reajustado de R$ 308,00 para R$ 695,00 na parcela única.

Esse reajuste alterou as 10 parcelas equivalentes a R$ 37,50 para 12 parcelas de R$ 57,92. Comparando-se esse aumento com diversos índices econômicos, verifica-se o tamanho da perversidade que a direção da OAB-PE praticou contra os advogados pernambucanos.

Em cálculo extraído do programa do Banco Central, disponível na internet, temos os seguintes índices para o mesmo período de 2007 a 2015:

IGP-M (FGV) 61,69% R$ 498,01
IGP-DI (FGV) 61,65% R$ 497,91
INPC (IBGE) 59,11% R$ 490,06
IPC-A (IBGE) 57,17% R$ 484,10
IPCA-E (IBGE) 56,39% R$ 481,70
IPC-BRASIL (FGV) 58,19% R$ 487,25
IPC-SP (FIPE) 50,97% R$ 465,01
Poupança 73,09% R$ 533,12

Ou seja, os advogados tiveram um reajuste em suas anuidades equivalente a 125,56%, um percentual muito maior que qualquer índice de correção monetária.

A classe está empobrecida. Em Pernambuco, inexiste piso salarial e grande parte dos advogados recebe entre 15 a 25 reais pelo pagamento da realização de uma audiência e ainda, um salário fixo mensal em média de 1.200 reais, tudo isso com o silêncio sepulcral de quem dirige a OAB-PE durante nove anos seguidos e ininterruptos.

Em respeito ao advogado militante de Pernambuco, nossa Chapa de oposição É Hora de Mudar propõe a redução da anuidade para a menor do país no valor de R$ 600,00 e para o jovem advogado, aquele com menos de cinco anos de inscrição nos quadros da Ordem, propomos a meia anuidade no valor de R$ 300,00, ambas congeladas por toda a gestão.

Andamos pelo Estado inteiro e o que mais ouvimos é o grito do advogado Sertão ao Cais, que ninguém agüenta mais tanto abandono, tanto desprezo, tanta soberba, tanta arrogância por parte daqueles que só enxergam a si mesmos e deixam a própria sorte milhares de advogados que estão cansados de servirem de escada para o trampolim político destes que se consideram proprietários da OAB-PE.

Jefferson Calaça é Candidato à presidência da OAB-PE