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Geddel nega que vá fazer delação premiada

Por Nill Júnior

O ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima chamou neste sábado (24) de “ridícula” a possibilidade de fazer uma delação premiada e negou ao blog de Andreia Sadi ainda exercer influência no governo.

Geddel deu a declaração após ser questionado sobre avaliação, feita nos bastidores por peemedebistas, de que ele poderia aderir à delação para evitar eventual prisão diante do avanço das investigações sobre ele e das revelações feitas pelo doleiro Lúcio Funaro.

Ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha, Funaro disse, em depoimento à Polícia Federal em 14 de junho, que estima ter pago a Geddel aproximadamente R$ 20 milhões em espécie, a título de comissão, decorrentes das operações de crédito que teria viabilizado junto à Caixa Econômica Federal.

Na época, Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa.

“Delação de que, meu Deus? Isso é ridículo. Estou quieto no meu canto. Não falo com Temer faz três meses e não tenho influência no governo. Delação não está na minha pauta. Estou cuidando dos meus filhos”, disse Geddel ao blog.O ex-ministro procurou o blog após a reportagem pedir ao irmão dele, o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), posicionamento sobre uma nomeação para um cargo na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na Bahia. A indicação teria sido feita pelos dois.Lúcio Vieira Lima confirmou a indicação de Ricardo Saback para o posto, que aconteceu há cerca de um mês e foi avalizada por Temer, mas disse que irmão não teve participação.

“Eu tenho luz própria, sou o deputado mais votado na Bahia. Quem tem voto na Câmara sou eu, Geddel está aposentado da política”, disse Lúcio Vieira Lima ao blog.Em seguida, Geddel telefonou para a reportagem. Ele afirmou que não fala com Temer há cerca de três meses e que falou com Eliseu Padilha (Casa Civil) recentemente por questões pessoais.Geddel disse que não responderia aos questionamentos do blog sobre o depoimento de Lúcio Funaro.

“Quem trata disso é o meu advogado”, disse Geddel.

Outras Notícias

Fim do DPVAT atinge empresa de Bivar, desafeto de Bolsonaro

Deputado e presidente estão em embate pelo controle do PSL Fabrício Lobel/Folha de São Paulo O fim do seguro obrigatório a veículos no país, o DPVAT, anunciado nesta terça-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), atinge diretamente os negócios de seu desafeto, o deputado Luciano Bivar (PE). Bivar é presidente nacional do PSL e entrou […]

Deputado e presidente estão em embate pelo controle do PSL

Fabrício Lobel/Folha de São Paulo

O fim do seguro obrigatório a veículos no país, o DPVAT, anunciado nesta terça-feira (11) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), atinge diretamente os negócios de seu desafeto, o deputado Luciano Bivar (PE).

Bivar é presidente nacional do PSL e entrou numa escalada de hostilidade com o Presidente da República pelo controle do partido.

Bivar é acionista e foi diretor presidente da Companhia Excelsior de Seguros, com sede em Recife e que tem 1% das ações da Seguradora Líder, que gerencia os recursos e administra o DPVAT. Na Junta Comercial de Pernambuco, a Excelsior é registrada com um capital de R$ 35 milhões.

A seguradora, portanto, será diretamente atingida com o fim do seguro obrigatório anunciado na terça por uma Medida Provisória.

Em dez anos, o seguro DPVAT foi responsável pela indenização de mais de 4,5 milhões de acidentados no trânsito brasileiro (485 mil desses casos foram fatais). Além de indenizações por mortes, o seguro também cobre gastos hospitalares e sequelas permanentes.

Bolsonaro justificou o fim do seguro mediante os altos índices de fraudes e os elevados custos operacionais do seguro.

A gerenciadora do DPVAT, a Seguradora Líder, é formada por um consórcio de 73 empresas do ramo, entre elas a Mapfre, a Porto Seguro e as seguradoras dos bancos Caixa e Bradesco, por exemplo.

O fim do DPVAT foi feito por Medida Provisória, ou seja, tem força de lei a partir de sua edição. A nova regra deve ser votada pelo Congresso, que pode modificá-la, em até 120 dias. Caso contrário, caduca; nesse caso, isso significa que voltaria a existir o DPVAT.

Recentemente Bolsonaro tornou pública uma disputa interna de poder com Bivar pelo controle do partido.

A divergência dentro do PSL ficou evidente após Bolsonaro comentar com um de seus apoiadores que o presidente do partido estava “queimado pra caramba”.

Na semana seguinte, a Polícia Federal deflagrou operação que teve o deputado federal como alvo e que buscava provas em um inquérito sobre candidaturas de laranjas no partido, em caso revelado pela Folha em fevereiro.

Serra: MPPE recomenda que Câmara interrompa processos licitatórios

O MP recomendou que o presidente da Câmara de Serra, Ronaldo de Dja, interrompa, no prazo de 48 horas, todos os processos licitatórios em andamento que não obedeceram aos prazos e publicações previstos em lei. Também que republicasse os editais dos processos licitatórios interrompidos. O promotor Vandeci Leite verificou que a Câmara deixou de observar as […]

O MP recomendou que o presidente da Câmara de Serra, Ronaldo de Dja, interrompa, no prazo de 48 horas, todos os processos licitatórios em andamento que não obedeceram aos prazos e publicações previstos em lei.

Também que republicasse os editais dos processos licitatórios interrompidos.

O promotor Vandeci Leite verificou que a Câmara deixou de observar as normas estabelecidas na Lei Ordinária Federal nº. 8.666/1993 (art. 21, inciso III) sobre a divulgação em jornais diários de grande circulação de avisos contendo os resumos dos editais das concorrências, das tomadas de preços, dos concursos e dos leilões.

Ainda descumpriu os prazos estabelecidos pela legislação, tendo em vista que as publicações de todos os processos licitatórios no site oficial da Casa Legislativa ocorreram no dia 12 de fevereiro (e não houve demonstração de publicação em qualquer outro meio de divulgação de grande circulação).

A republicação desses processos deverá ocorrer no Diário Oficial do Estado e em sites/jornais de grande circulação local, para que assim corra novo prazo entre a publicação e o julgamento, a partir da nova data de publicação do edital. 

O chefe do Poder Legislativo de Serra Talhada deverá ainda dar ampla publicidade aos procedimentos licitatórios, de dispensa e de inexigibilidade que forem lançados a partir do recebimento da recomendação, e publicar os editais de licitação no Mural de Licitações e no Portal da Transparência, concomitantemente com as publicações dos seus respectivos extratos (avisos resumidos) no Diário Oficial, bem como site oficial do órgão e meios de divulgação local de grande circulação (jornais e blogs).

Por fim, o MPPE recomendou ao gestor que faça constar nas publicações dos extratos de editais (avisos resumidos) itens obrigatórios.

São eles: número do processo; modalidade da licitação; síntese de seu objeto; regime de execução do objeto, se indireta (empreitado por preço global, empreitada por preço unitário, tarefa ou empreitada por preço integral); tipo de licitação (menor preço, melhor técnica, técnica e preço ou maior lance); data, o horário e o local da sessão de julgamento; indicação do local em que os interessados poderão obter o texto integral do edital e demais informações sobre o certame, com expressa referência ao Portal da Transparência e o Mural de Licitações.

A inobservância da recomendação, que foi firmada pelo 2º Promotor de Justiça de Serra Talhada, Vandeci Sousa Leite, e publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta quarta-feira (17), acarretará a adoção de todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis, inclusive o ajuizamento de Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa.

Prefeita anuncia acordo com professores em Serra

A prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado (PT) anunciou em suas redes sociais que “de forma pacífica” com SINTEST, SINPRO, APROST, Movimento Livre e Câmara o reajuste dos professores. O reajuste acordado foi de 25%. “É uma classe que sempre terá o meu respeito”, disse a gestora. O aumento ocorre na carreira, não mudando o  […]

A prefeita de Serra Talhada Márcia Conrado (PT) anunciou em suas redes sociais que “de forma pacífica” com SINTEST, SINPRO, APROST, Movimento Livre e Câmara o reajuste dos professores.

O reajuste acordado foi de 25%. “É uma classe que sempre terá o meu respeito”, disse a gestora.

O aumento ocorre na carreira, não mudando o  Plano de Cargos e Carreiras (PCCR), que os professores colocavam como ponto inegociável.  Não queriam alterações que prejudicassem esse direito.

O SINTEST,  um dos sindicatos envolvidos no debate,  diz ainda querer aumento de 15% para outras categorias e de pagamento do retroativo.

FBC firma parceria com prefeita de Pesqueira

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e a prefeita de Pesqueira, Maria José (PRP), oficializaram uma parceria na tarde deste sábado (28), em ato político realizado na residência da gestora. Também participaram da reunião o deputado estadual Antonio Coelho (DEM), o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Pesqueira, João Eudes (PP), secretários, vereadores e lideranças políticas […]

Foto: Ivaldo Reges

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e a prefeita de Pesqueira, Maria José (PRP), oficializaram uma parceria na tarde deste sábado (28), em ato político realizado na residência da gestora.

Também participaram da reunião o deputado estadual Antonio Coelho (DEM), o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Pesqueira, João Eudes (PP), secretários, vereadores e lideranças políticas do município.

Segunda a prefeita além de estar “fechada” com Fernando Bezerra Coelho, fecharam também com o deputado federal Fernando Filho (DEM), que deve visitar a cidade em breve para ouvir as reivindicações. Para o senador, a visita marca o início de uma parceria que “será muito proveitosa para Pesqueira”.

“Derrota acachapante”. Imprensa nacional repercute tombo de FBC

A imprensa nacional destaca a derrota de lavada de Fernando Bezerra Coelho à uma vaga no TCU. Ele teve apenas sete votos em uma disputa vencida por Antonio Anastasia com 52 votos e  Kátia Abreu com 19. Agora a pouco, a jornalista Vera Magalhães debateu o episódio em papo com Carlos Alberto Sadenberg no CBN Total. […]

A imprensa nacional destaca a derrota de lavada de Fernando Bezerra Coelho à uma vaga no TCU.

Ele teve apenas sete votos em uma disputa vencida por Antonio Anastasia com 52 votos e  Kátia Abreu com 19.

Agora a pouco, a jornalista Vera Magalhães debateu o episódio em papo com Carlos Alberto Sadenberg no CBN Total. Vera lembrou a ardorosa defesa de Fernando Bezerra Coelho ao governo Bolsonaro na CPI da Covid. “Ficava vermelho, chegou a defender Cloroquina”.

A jornalista disse que mesmo assim, nem o presidente, nem Flávio Bolsonaro ou o Ministro Ciro Nogueira se moveram para ajudar Bezerra Coelho.

Vera disse que,  registre-se,  Fernando Bezerra foi certamente o Senador mais beneficiado com o chamado orçamento secreto levando dinheiro à sua base, Petrolina,  governada por Miguel Coelho.  Foi nesse momento que ela e o jornalista âncora brincaram com o sobrenome afirmando que “Coelho se reproduz muito” e que o clã da família é grande, referência a Miguel, Antônio Coelho e Fernando Filho.

Ela também analisou Fernando como um político “Highlinder”, referência ao filme do guerreiro imortal, por se manter vivo politicamente e se manter ligado a governos da esquerda à direita. “Agora vendo o filho candidato e com a força do lulismo em Pernambuco,  já se afasta do Bolsonarismo”.

Já Merval Pereira destacou a derrota e votação pífia de Fernando,  mas lembrou que ele foi traído pelo presidente e filhos. “Lealdade não é uma qualidade dos Bolsonaro”.