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Flores: pesquisadores descobrem documento de 247 anos com informações de antiga capela e catolicismo no Pajeú

Por Nill Júnior

Por Aldo Braquinho, Hesdras Souto e Walter Rocha*

Os pesquisadores e historiadores do Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú (CPDoc-Pajeú) recentemente estiveram na Igreja Matriz de Flores (PE) para terminar um trabalho voluntário iniciado há mais de um ano.

Trata-se da digitalização dos Livros Paroquiais de nascimentos, óbitos e casamentos. O trabalho do CPDoc-Pajeú foi realizado em parceria com o Padre Aldo, Vigário de Flores, que tem enorme sensibilidade, quanto à pesquisa historiográfica e capricho quanto a preservação do patrimônio artístico-cultural do nosso Pajeú. A igreja é do século 18, tendo sido construída por volta de 1756 a 1760. A Freguesia foi criada em 11 de setembro de 1785. Mas ela foi construída onde havia a Igreja do Rosário dos Homens Pretos, feita por escravos.

Na última viagem que fizeram a Flores para dar continuidade aos trabalhos, os pesquisadores Aldo Branquinho, Hesdras Souto e Walter Rocha encontraram uma folha de papel solta (Figura 1, abaixo) dentro de um dos livros. A caligrafia presente nesta folha destoava das demais, mas também foi digitalizada. Ao término do trabalho, os pesquisadores debruçaram-se sobre a referida folha solta com o intuito de ler e interpretar o que estava escrito. O texto causou grande surpresa pela quantidade de informações inéditas nele contidas.

A primeira informação percebida é a de que o documento datava de 1776, e que o texto escrito referia-se a uma Irmandade Católica que reunia indivíduos em devoção a Santo Elesbão. O texto escrito à mão, com caligrafia típica do século XVIII (transcrição parcial disponível no Box 1, abaixo), leva a crer que esta Irmandade era sediada na famosa Capela de São Pedro, situada hoje, na zona rural de São José do Egito (PE), mas que na época pertencia, judicialmente, ao Julgado de Flores (PE), e eclesiasticamente à Freguesia de Cabrobó (PE).

Logo após, foi possível perceber que na folha continha uma Carta de Liberdade (também conhecida por Carta de Alforria) de uma criança do sexo feminino, chamada Anastácia, colocada em liberdade pela Irmandade, depois de ter sido doada como esmola pelo Sr. Estevão da Silva, proprietário de sua mãe, a crioula Ana. Dizia a carta, de 1776,  no que pôde ser transcrito:

Carta de liberdade (que?) (p__?) (escrava?) (???????)

São Elesbão (estando?) (todos?) isentos em (em___?)

A parda Anastácia (este?) (presente?) (Horacio?)

Saibam quantos este público instrumento de carta de liberdade virem que no ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus (xpº?) de mil setecentos e setenta e seis sendo nesta capela do Sr. S. Pedro ereta nesta (ribeiras?) do Pajahu estando (em__? em missa?) perante nós abaixo assinados apareceu Estevão da Sª e por ele nos foi dito que havia por bem dar de esmola do Sr. S. Elesbão uma molatinha fª de uma sua crioula por nome Ana e assim declarou mais a tinha prometido pela intimidade a que estava exposta e logo (por nolos votos?) a mandamos (avaliar?) pelos avaliadores eleitos Agostinho Nogueira e (Alexandre?) Gomes Nogueira e por eles foi dito e avaliada (em?) preço de dez mil por ser (endetente?, indecente?) demais valor os quais recebeu o (selo?) tirou(reis?) José Soares da Sª da mão de Inácio Vieira Pinto por esmola que fez a dª molatinha pª sua liberdade e por seu requerimento e a seu rogo (los) passamos a seguinte carta.

Dizemos nós abaixo assinados que entre os demais bens móveis que a nossa Irmandade do Sr. S. Elesbão possui e bem (a fim?) uma mulatinha por nome Anastácia a que houve por esmola que dela fez Estevão da Sª e a forramos e com efeito forrado temos por preço a quantia de dez mil réis por ser onde (serão?) demais valor (os quais recebemos?) em (missa?) (endrª? em dinheiro?) de então moeda corrente deste Brasil e para que (… ?) um tp°. se possa (demover) dúvida alguma havemos por bem lhe passar a presente carta a juramos que qualquer tribunal … Capela do Sr. São Pedro…

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a existência, na Fazenda São Pedro, de uma Irmandade em devoção a Santo Elesbão, informação que é corroborada por duas evidências levantadas em outra expedição/visita da equipe do CPDoc-Pajeú à fazenda.

A primeira, refere-se à existência de uma imagem de madeira (Figuras 2 e 3, abaixo) que se encontra, por precaução contra furtos, na casa sede da Fazenda São Pedro, mas pertencente à capela, desde tempos imemoriais, segundo relatos dos atuais proprietários da Fazenda. Os pesquisadores descobriram que dentro da imagem consta uma data, “nov. 1760”.

A segunda, trata-se dos nomes “Santo Elesbão” (Figura 4, abaixo), inscrito em uma das tesouras que dão sustentação ao telhado da Capela de São Pedro, pelo Mestre Carpina José Pereira da Silva, quando da reforma realizada em 1860. No emadeiramento do telhado da capela constam os nomes de todos os santos de devoção em homenagem dos quais a capela foi construída e dos benfeitores que financiaram a referida reforma.

Para compreendermos melhor essa história, precisamos saber quem foi Santo Elesbão e qual o sentido das Irmandades em torno do referido santo. Primeiramente, quem foi Santo Elesbão, também chamado de São Calebe? Seu nome em aramaico era Calebe. Já em grego era Elasboas, mas ficou conhecido no ocidente como Elesbão, o rei de Axum. O Reino de Axum foi um antigo reino localizado no continente africano que hoje abrange a Eritreia e a Etiópia. Ele teve seu auge entre os séculos II e VII d.C. e desempenhou um papel significativo no comércio do Mar Vermelho, nas rotas comerciais entre o Mediterrâneo e a Ásia.

O Rei Elesbão governou Axum entre os anos 493-531 d.C. Ele é particularmente conhecido por ter adotado o cristianismo como religião oficial do reino, tornando-se um dos primeiros líderes a fazer isso em todo o mundo. A conversão de ao cristianismo foi um marco importante na história da Etiópia e influenciou profundamente a cultura e a identidade religiosa do país. Apesar de se converter ao cristianismo, o Rei Elesbão descendia da Rainha de Sabá e do Rei Salomão.

O Rei Elesbão, em Axum, apoiou o imperador bizantino Justiniano I, que sonhava restaurar o esplendor do antigo Império Romano no Oriente, através da unificação do cristianismo. Enfrentou o rei dos hameritas, Dunaan, convertido ao judaísmo, que decretou o extermínio de todos os cristãos, promovendo um grande massacre. Recebendo os refugiados em suas terras, Elesbão liderou a reação e derrotou o vizinho. Em vez de saborear a aclamação popular, abdicou do trono em favor de seu filho e distribuiu seu tesouro pessoal entre seus súditos. Foi para Jerusalém, onde depositou sua coroa real na igreja do Santo Sepulcro, tornando-se um monge anacoreta, que viveu como eremita no deserto, até morrer no ano de 555.

Foi canonizado no século XVI. E nos anos de 1735 e 1738, o padre brasileiro José Pereira de Santana dedicou uma obra definitiva de dois volumes para Elesbão e Efigênia, respectivamente, publicadas em Lisboa.

O que eram as Irmandades de Santo Elesbão? As Irmandades de Santo Elesbão eram associações religiosas formadas por pessoas negras, especialmente escravizados, durante o período colonial brasileiro. João José Reis, em seu livro “Negros e irmãos: uma história da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da cidade de Salvador”, aborda as irmandades negras na Bahia e destaca sua importância para a comunidade negra.

De acordo com Reis, as irmandades negras proporcionavam um espaço de devoção religiosa, solidariedade e resistência cultural. Essas irmandades eram dedicadas ao culto de diferentes santos, incluindo Santo Elesbão. Reis ressalta que as irmandades eram centros de sociabilidade para os negros, onde podiam se reunir para celebrar rituais religiosos, organizar festas e manifestações culturais que mesclavam elementos das tradições africanas com o catolicismo imposto pelos colonizadores

Essas irmandades surgiram em diferentes regiões do Brasil, especialmente na Bahia, Pernambuco e no Rio de Janeiro, que eram áreas com uma grande concentração de escravizados africanos.]

As irmandades tinham múltiplas funções e desempenhavam diversos papéis na comunidade negra. Elas ofereciam suporte espiritual, social e econômico para seus membros, promovendo a devoção religiosa, realizando festas e cerimônias, além de oferecerem assistência mútua em casos de doença, morte e liberdade.

Uma das principais características das irmandades de Santo Elesbão era a preservação das tradições africanas no contexto brasileiro. Muitos dos rituais e práticas religiosas incorporavam elementos das culturas africanas, misturando-se com o catolicismo. Isso ocorria por conta da repressão à religiosidade africana imposta pelos colonizadores, que buscavam
impor a sua própria fé.

No entanto, é importante ressaltar que a participação nas irmandades nem sempre era livre. Muitos escravizados eram obrigados a se converter ao catolicismo e participar dessas associações como forma de controle social por parte dos senhores de escravos. Apesar disso, as irmandades também proporcionavam um espaço de resistência cultural e religiosa para os negros, permitindo a preservação de suas tradições e a construção de redes de apoio mútuo.

A primeira Irmandade de Santo Elesbão foi criada no Rio de Janeiro em 1740, posteriormente foi criada uma em Minas Gerais e outra no Recife, por volta de 1760. O mais interessante é que a Irmandade de São Elesbão, sediada na Capela de São Pedro é,
provavelmente, pelas datas limites (1760 e 1776) que se encontram nos indícios apresentados, a segunda criada em Pernambuco, o que demostra a importância da Capela de São Pedro para o interior de Pernambuco, que nesta época era filial da Matriz de Cabrobó.

Nosso Pajeú ainda tem muita história para ser contada!”

*Hesdras Souto, Aldo Branquinho e Walter Rocha são pesquisadores e historiadores do Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú (CPDoc-Pajeú)

Outras Notícias

Flávio diz que decidiu deixar o Brasil após conversa com a mulher e relata alerta de Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos. Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos.

Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e mantida em segredo para evitar que o plano fosse descoberto. Ele pediu aos apoiadores que não responsabilizassem integrantes de sua campanha ou aliados políticos pela saída do país.

O senador contou que começou a considerar a viagem após visitar Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), um dia depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Durante a visita, Flávio foi informado de que agentes da Polícia Federal aguardavam para comunicar uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de deixar o território nacional e estabelecia restrições aos seus documentos de viagem.

De acordo com o parlamentar, o ex-presidente pediu aos policiais que se afastassem para uma conversa reservada. Foi nesse momento que Jair Bolsonaro teria demonstrado preocupação com a situação do filho.

“Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?”, teria perguntado o ex-presidente, conforme o relato de Flávio.

O senador afirmou que voltou para casa e conversou com Fernanda, quando os dois decidiram que ele deixaria o Brasil. Flávio não afirmou que o pai tivesse conhecimento prévio do plano.

A ordem de Moraes foi determinada no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos financeiros entre Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador nega irregularidades.

Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal informou que os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados e que ele não cumpriu a determinação de entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades. A corporação investiga as circunstâncias da saída do parlamentar e esclareceu que as restrições, isoladamente, não autorizam sua prisão.

Na transmissão, Flávio alegou que poderia ser alvo de novas medidas judiciais e utilizado como instrumento de pressão em negociações envolvendo o pai. Sem apresentar elementos que comprovassem essa acusação acusou integrantes do Judiciário de perseguição política,

O senador voltou a questionar a eleição presidencial e levantou suspeitas de fraude, novamente sem apresentar provas.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio também declarou que pretende continuar participando das articulações políticas brasileiras a partir dos Estados Unidos. Disse estar disposto a disputar novamente a Presidência da República, inclusive antes de 2030, e anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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Reunião de emergência, roteiro abandonado e medo de prisão: os bastidores da derrota de Flávio Bolsonaro

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou reuniões de emergência, divergências entre aliados e preocupação com possíveis consequências judiciais. Os bastidores da noite de domingo (25) foram revelados em reportagem de Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, publicada pelo jornal O Globo. Antes mesmo de a […]

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou reuniões de emergência, divergências entre aliados e preocupação com possíveis consequências judiciais. Os bastidores da noite de domingo (25) foram revelados em reportagem de Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, publicada pelo jornal O Globo.

Antes mesmo de a apuração chegar à metade, Flávio deixou o ambiente onde políticos e convidados acompanhavam a contagem dos votos e se dirigiu a uma sala reservada com a esposa, Fernanda. Integrantes do núcleo da campanha se reuniram com o senador para discutir como reagir ao resultado que se desenhava.

Segundo a reportagem, Flávio demonstrou inconformismo com os números de Santa Catarina e Minas Gerais. A reação mobilizou assessores preocupados com a possibilidade de o candidato fazer acusações contra o sistema eleitoral sem apresentar provas.

Entre os que defenderam cautela estavam o senador Rogério Marinho, integrantes da equipe jurídica e o marqueteiro Duda Lima. O responsável pela comunicação teria alertado para as consequências de questionamentos infundados sobre as urnas, em referência à condenação de Jair Bolsonaro pela trama golpista e à multa aplicada ao PL por litigância de má-fé em 2022.

A posição encontrou resistência do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, que, conforme participantes ouvidos pelo jornal, defendeu a anulação da eleição e levantou acusações de irregularidades. A discussão envolveu principalmente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro momento relatado pela reportagem foi o temor manifestado por Flávio de ser preso. Em meio às discussões, o senador teria afirmado que o ministro Alexandre de Moraes determinaria sua prisão na semana seguinte.

O receio, segundo a publicação, estava relacionado a investigações da Polícia Federal envolvendo movimentações financeiras ligadas ao advogado Willer Tomaz e ao setor de apostas. A reportagem menciona documentos que levantariam suspeitas sobre uma possível ligação societária não declarada do senador com a Alcazar Holding. O relato sobre o temor de Flávio não significa que tenha sido expedida uma ordem judicial de prisão contra ele.

Uma segunda reunião reuniu outras lideranças políticas. De acordo com O Globo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a senadora Tereza Cristina e o deputado Guilherme Derrite defenderam uma reação moderada. Alfredo Gaspar e o deputado Nikolas Ferreira adotaram posições mais críticas à condução da eleição.

Diante das divergências, a equipe de comunicação preparou um pronunciamento que reconheceria a derrota, mas apresentaria críticas à atuação do governo durante a campanha e anunciaria possíveis medidas judiciais por suposto abuso de poder político e econômico.

O roteiro, entretanto, foi abandonado. Flávio decidiu falar de improviso aos jornalistas, anunciou que não reconheceria o resultado e prometeu solicitar a anulação da eleição.

A declaração contrariou a estratégia discutida com integrantes da campanha e expôs as divergências internas sobre como reagir à vitória de Lula.

De acordo com os dados oficiais do TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Davi Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança no Senado para terça-feira (3)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, considerada prioritária pelo governo Lula, estava fora da pauta desde meados de outubro, após divergências sobre a redução da maioridade penal. A PEC 18/2025 pretende reorganizar o sistema de segurança […]

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, considerada prioritária pelo governo Lula, estava fora da pauta desde meados de outubro, após divergências sobre a redução da maioridade penal.

A PEC 18/2025 pretende reorganizar o sistema de segurança pública brasileiro, ampliar a integração entre os órgãos de combate ao crime organizado e estabelecer novas competências para a União, os estados e os municípios. A sessão está prevista para começar às 16h.

Entre as medidas previstas estão regras penais mais rigorosas para integrantes e líderes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, além de restrições à progressão de regime e à concessão de benefícios. O texto também amplia as atribuições da Polícia Federal, permite novas áreas de atuação da Polícia Rodoviária Federal e abre a possibilidade de criação de polícias municipais.

A proposta ainda incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição e estabelece mecanismos de financiamento para o setor.

Um dos principais pontos de divergência entre parlamentares é a tentativa de incluir a redução da maioridade penal na proposta. O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma emenda que prevê a redução de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em crimes como homicídios hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.

Já o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa para reduzir a maioridade penal a 16 anos em casos de crimes hediondos. A proposta, porém, não obteve consenso entre os integrantes do PT.

O impasse levou Alcolumbre a retirar a PEC da pauta em 15 de outubro, quando o governo e a oposição ainda negociavam mudanças no texto.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a matéria em 14 de outubro. Na mesma data, os senadores autorizaram um calendário especial para acelerar sua tramitação.

Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação no Senado. Caso sofra alterações de conteúdo, deverá retornar à Câmara dos Deputados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a aprovação da proposta e anunciado a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública após a conclusão de sua tramitação no Congresso.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Número 1 de Trump e Ministro das Relações Exteriores de Lula se encontram e agendam nova reunião

A informação é da GloboNews: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se encontraram nesta sexta-feira (30). Os dois participam de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews, […]

A informação é da GloboNews: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se encontraram nesta sexta-feira (30). Os dois participam de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews, o chanceler brasileiro e o secretário de Estado norte-americano conversaram e acertaram um novo encontro antes da cúpula do G20, marcada para dezembro deste ano.

O encontro aconteceu durante a recepção de boas-vindas à Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G20. Data e local do novo encontro ainda serão definidos.

A agenda sinaliza que o governo americano mantém a disposição em não comprar a versão de golpe de Flávio Bolsonaro.

Prefeitura de Tabira cancela ornamentação natalina alegando R$ 3,1 milhões que vai pagar a Moura e Dinca

A Prefeitura de Tabira anunciou oficialmente o cancelamento de toda a ornamentação e da programação natalina do evento “Tabira Luz 2026”. A medida drástica foi comunicada por meio de uma nota oficial emitida pelo governo municipal. “A medida faz parte dos ajustes financeiros necessários diante da decisão judicial que determinou a retomada do pagamento de […]

A Prefeitura de Tabira anunciou oficialmente o cancelamento de toda a ornamentação e da programação natalina do evento “Tabira Luz 2026”.

A medida drástica foi comunicada por meio de uma nota oficial emitida pelo governo municipal.

“A medida faz parte dos ajustes financeiros necessários diante da decisão judicial que determinou a retomada do pagamento de mais de R$ 3 milhões em precatórios aos ex-prefeitos Dinca Brandino e José Edson de Moura”, diz.

E acrescenta: “embora seja uma decisão difícil, precisamos priorizar os serviços essenciais e manter o equilíbrio das contas públicas”.

O TJPE atendeu pedido de Dinca e Moura, determinando a retomada imediata do pagamento de precatórios que somam mais de R$ 3 milhões destinados aos ex-prefeitos. Numa entrevista, Dinca disse que a gestão “já devia ter pago isso a ele a muito tempo”, ironizou.