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Financiamentos para infraestrutura no Nordeste superam em 15% projeção semestral

Por Nill Júnior
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto

O total de recursos concedidos para projetos de infraestrutura por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) superou em 15% a projeção para o primeiro semestre deste ano. Os valores são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco do Nordeste (BNB).

O maior captador nos primeiros meses de 2019 foi o Rio Grande do Norte. O estado alcançou a marca de R$ 1,5 bilhão, valor 2,5 vezes superior ao projetado para o período. Isso representa ainda 27,1% do total captado na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que abrange os nove estados nordestinos, mais as regiões norte do Espírito Santo e de Minas Gerais.

Em Sergipe, o volume de recursos para infraestrutura ficou 138% acima do previsto, alcançando a marca de R$ 89,6 milhões. Minas Gerais também apresentou números expressivos, ao bater a projeção do início do ano em 135%, com um montante de R$ 889,8 milhões.

Com R$ 316,7 milhões contratados, a Paraíba superou a expectativa em 101%. Por sua vez, o Espírito Santo ficou com R$ 252 milhões, número 45% acima do projetado para a concessão de financiamentos. Já a Bahia bateu o total previsto para o primeiro semestre em 5%, ao alcançar a marca de R$ 1,3 bilhão.

“O FNE é um importante instrumento para aquecer a economia e impulsionar o crescimento do Nordeste. E investir em infraestrutura permite levar o desenvolvimento de forma mais rápida para todas as áreas, além de estimular a geração de emprego e renda na região”, afirma o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Alguns estados, embora não tenham apresentado projetos em valor suficiente à projeção para os seis primeiros meses do ano, contrataram um grande volume de recursos para infraestrutura. O Ceará, por exemplo, teve acesso a R$ 842,5 milhões, o equivalente a 90% do previsto. Pernambuco, com R$ 401,6 milhões (51%), e Piauí, com R$ 86,9 milhões (30%), também ficaram abaixo da meta estabelecida para o período.

Já Maranhão e Alagoas não tiveram contratos fechados por meio do FNE para o setor de infraestrutura durante o primeiro semestre de 2019.

Energia

A maior concentração de financiamentos se deu para projetos de geração de energia eólica. Foram cerca de R$ 3,8 bilhões, valor que representou 2/3 do total concedido. Os investimentos em transmissão e em usinas termelétricas ficaram em R$ 548,1 milhões e R$ 842,5 milhões, respectivamente. Também houve a efetivação de contratos para a fonte fotovoltaica, R$ 242,9 milhões; e para o ramo de distribuição, R$ 17,9 milhões.

Relevância

Desde o ano passado, ao menos 30% do montante distribuído pelo FNE é voltado ao financiamento de projetos na área de infraestrutura. Neste ano, o Fundo, como um todo, já disponibilizou R$ 13,4 bilhões. Dessa maneira, os R$ 5,7 bilhões para infraestrutura representam 42,9% desse total. Os recursos podem ser utilizados, por exemplo, em projetos de geração de energia elétrica por fontes renováveis ou na construção, ampliação e recuperação de estradas.

O FNE é um dos três fundos constitucionais criados para implementar a política de desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades entre as diferentes áreas do País – os outros são o do Centro-Oeste (FCO) e do Norte (FNO). Apesar de oferecer condições atrativas também a grandes investidores, os recursos são voltados, prioritariamente, a atividades de pequeno e médio porte. Para o setor rural, inclusive, as taxas de juros são as mais baixas de mercado e contemplam agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outras Notícias

Neste sábado: Paulo Matricó canta suas origens no Cine São José

O cantor sertanejo Paulo Matricó realiza grande show neste sábado no Cine São José a partir das 21h. Ele esteve hoje falando de seu show na Rádio Pajeú. O ingresso custa R$ 20,00 . Haverá participação de Greg Marinho. “A gente começou em uma participação de Greg no Canção na Moenda. Decidimos montar essa parceria […]

O cantor sertanejo Paulo Matricó realiza grande show neste sábado no Cine São José a partir das 21h. Ele esteve hoje falando de seu show na Rádio Pajeú. O ingresso custa R$ 20,00 .

Haverá participação de Greg Marinho. “A gente começou em uma participação de Greg no Canção na Moenda. Decidimos montar essa parceria para esse show”.

Paulo esteve no Debate das Dez falando da vida, carreira e influências musicais e poéticas. O artista disse que seu show terá influências “elomarianas”, como costuma brincar, em referência ao cantor Elomar, forte referência.

Nascido no município de Tabira, Matricó cresceu no campo. Neste período teve contato com repentistas, poetas e forrozeiros. Sua carreira artística começou em 1980 com a fundação do Grupo Matricó. Para suas obras, levou a riqueza da vida camponesa, a cultura popular nordestina e sertaneja.

Esteve por temporadas em Brasília, Europa e Recife. Diz estar voltando-se cada vez mais ao Pajeú, onde desenvolve projetos como o Canção na Moenda, no engenho em que foi criado, na zona rural de Tabira.

Capitão garante que tem apoio de ex-aliados de Patriota

Do Blog de Maciel Rodrigues O Capitão da Reserva, Sidney Cruz (PSL), pré-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira/PE, disse em entrevista a Rádio Líder do Vale FM nesta sexta-feira (29) que o seu grupo tem recebido apoios de pessoas ligadas a oposição,  liderado no passado pelo casal Orisvaldo Inácio e Giza Simões, mas não […]

Do Blog de Maciel Rodrigues

O Capitão da Reserva, Sidney Cruz (PSL), pré-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira/PE, disse em entrevista a Rádio Líder do Vale FM nesta sexta-feira (29) que o seu grupo tem recebido apoios de pessoas ligadas a oposição,  liderado no passado pelo casal Orisvaldo Inácio e Giza Simões, mas não apenas dessa corrente política.

Segundo ele, há também adesões daqueles que se decepcionaram com a gestão do atual prefeito José Patriota (PSB). De maneira moderada, Sidney criticou a administração socialista na cidade que caminha para 16 anos [8 anos de Totonho e 8 de Patriota], pois, de acordo com sua análise, não houveram avanços importantes como no caso da formação e inclusão de jovens no mercado de trabalho.

Ele também criticou a falta de apoio na fomentação das potencialidades locais. “Por falta de capacitação muitas associações e cooperativas não obtiveram sucesso e deixaram de cumprir o seu papel”, avaliou.

O capitão garantiu que nos encontros com os cidadãos afogadenses tem encontrado apoio. Negou que o fato de não ser natural da cidade seja um problema e disse não ouvir questionamentos a pecha de ser “forasteiro”.

Em 1988, Orisvaldo Inácio, natural de Alagoinha/PE, venceu as eleições municipais e imprimiu um modelo de administração referenciado até hoje em Afogados. Esse fato talvez explique o amadurecimento do eleitorado e a ausência do bairrismo quanto ao candidato não ser natural da cidade.

Calumbi realiza Audiência Pública sobre o Orçamento Participativo

Na manhã da última segunda-feira (6), a Prefeitura de Calumbi realizou a Audiência Pública sobre o Orçamento Participativo para o ano de 2023. O evento foi realizado na Câmara Municipal de Vereadores e contou com boa presença do público com os mais diversos setores da comunidade, inclusive, jovens estudantes. O prefeito Joelson falou sobre o […]

Na manhã da última segunda-feira (6), a Prefeitura de Calumbi realizou a Audiência Pública sobre o Orçamento Participativo para o ano de 2023.

O evento foi realizado na Câmara Municipal de Vereadores e contou com boa presença do público com os mais diversos setores da comunidade, inclusive, jovens estudantes.

O prefeito Joelson falou sobre o objetivo e os efeitos da audiência pública e sobre o Orçamento Participativo na vida cotidiana dos munícipes, mesmo tendo sido realizado a publicidade da mesma nas redes sociais e sites de notícias da região. 

O Governo de Calumbi tem buscado a participação do povo para juntos fazer uma administração e uma cidade melhor para todos.

Além do prefeito Joelson e da vice, Maria de Lourdes (Cuca do Riachão), estiverem presentes a secretária de Administração e Finanças, Aline Cordeiro, o procurador do município, Eugenio Rodrigues, a assessora jurídica, Marina Santana, a contadora, Eziuda Maria e o Vereador Edinaldo da Saúde.

Prefeitura de Tabira lança novo perfil no Instagram

O prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), anunciou neste sábado (4) o lançamento do novo perfil oficial da Prefeitura no Instagram, que passa a ser identificado como @govtabira. A iniciativa visa fortalecer a comunicação entre a gestão e os moradores do município, com atualizações diárias sobre ações do poder executivo. Nas redes sociais, Flávio convidou […]

O prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), anunciou neste sábado (4) o lançamento do novo perfil oficial da Prefeitura no Instagram, que passa a ser identificado como @govtabira. A iniciativa visa fortalecer a comunicação entre a gestão e os moradores do município, com atualizações diárias sobre ações do poder executivo.

Nas redes sociais, Flávio convidou os tabirenses a seguirem o novo canal:

“A Prefeitura de Tabira já está com novo perfil lá no Instagram, @govtabira. Eu inclusive já estou seguindo. Faça isso também para você acompanhar as nossas notícias diárias sobre o poder executivo do município de Tabira.”

A mudança de perfil ocorre em meio ao processo de transição da gestão municipal. Em entrevista recente ao blog, o prefeito revelou que a transição foi marcada por dificuldades.

O cenário é frequente em administrações onde o grupo que assume pertence à oposição ao anterior. Em muitos casos, como o de Tabira, isso resulta na necessidade de criação de novas páginas institucionais nas redes sociais.

ALEPE declara Valdir Teles como Patrono do Repente e da Cantoria

A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de […]

A história de Valdir Teles, encerrada de forma breve e incompreensível, se confunde com as linhas das inúmeras poesias que este menestrel cantou e decantou pelo Brasil e pelo mundo afora. Filho da Paraíba, mas legitimamente adotado por Pernambuco – São José do Egito, especificamente, Valdir fez parte de um seleto e refinado grupo de embaixadores que carregavam nas costas, além da viola, toda a cultura diversa e plural do Nordeste.

Nascido em Livramento, no Cariri da Paraíba, Valdir veio para o Pajeú de Pernambuco enquanto criança. Por esta ocasião, fez um verso para ilustrar este momento de sua vida: “Pai vinha de São José/Com uma bolsa na mão/ Minha mãe abria a bolsa/ Me dava a banda de um pão/ Porque se desse o pão todo/ Faltava pro meu irmão”.

Aos 11 anos de idade, ficou órfão de pai. Primogênito de 4 irmãos, Valdir tornou-se o provedor do lar, passando a empunhar a enxada em meio as lavouras para sustentar sua família. Aos 19 anos, optou por sair do sertão, e com destino a Bahia, tornou-se operário em regiões de usinas como Sobradinho, Itaparica e Paulo Afonso. Nas horas vagas, como forma de complementar a renda, também exerceu a função de fotógrafo, à época chamado de retratista.

No fim dos anos 70, voltou ao sertão pernambucano. Na ocasião, foi apresentado aos poetas Sebastião da Silva e Moacir Laurentino pelas mãos de outro mestre e gênio dos versos, o poeta Zé de Cazuza. Valdir logo expôs seu talento nato e foi convidado a apresentar um programa de rádio na cidade de Patos, quando aproveitou a oportunidade para fixar residência no município paraibano.

A partir de então, o talento de Valdir Teles deslanchou, revelando-se como um dos maiores representantes do seu gênero no Nordeste. Ao lado de Lucio Silva, companheiro de viola, gravou seu primeiro LP, e tornou-se figura popular não só nas rádios onde conduzia programas, mas também em grandes eventos de cantoria, congressos e festivais.

No ano de 1993, Valdir escolheu Tuparetama para residir. Já neste ano, reunia em seu leque um extenso elenco de confrades como Santana, Maciel Melo, Flávio José, Raimundo Fagner, e tantos outros cantadores genuinamente nordestinos. No microfone e na viola sempre dividia, seja no palco ou no alpendre, a cantoria com grandes nomes do universo da poesia popular, a exemplo de Louro do Pajeú, Ivanildo Vila Nova, Sebastião Dias, Sebastião da Silva, Zé Viola, Geraldo Amâncio e Zé Cardoso.

Detentor de mais de 500 troféus e tantas outras centenas de justas honrarias, Valdir levou a sua arte, carregada de sotaque e sentimento, para inúmeros países da Europa, da América Latina e as mais diversas regiões do Brasil.

Todo acontecimento, do mais simples ao mais relevante, era mote para o rico talento de Valdir florear. Seja o seu amado sertão e suas nuances; seja a natureza que reúne a beleza da vegetação nativa; seja a religiosidade, que une todos em torno da fé; seja todas as coisas que ao nosso enxergar parece diminuto, mas para a visão do poeta é gigante, tornando-se verso que emociona.

Tive o prazer pessoal de conhecer o pai, o amigo e o poeta Valdir Teles por ocasião de seu aniversário. Em uma comemoração que concentrou grandes astros da poesia, unindo Paraíba e Pernambuco no mesmo terreiro, fui testemunha da força de sua voz, do ritmo de sua viola e do talento de seus versos.

No fim do entardecer do dia 22 de março de 2020, aos 64 anos, Valdir Teles foi golpeado pelo destino. Enquanto se resguardava na Serrinha para prevenir o contágio do Covid-19, o poeta sofreu um infarto fulminante. E antes de desaparecer precocemente, fez seu derradeiro verso sobre o “vírus da morte”, como o mesmo denominou o coronavírus, emprestando seu talento e dando rimas bastante regionais as formas da prevenção desta pandemia.

A tecnologia, de certo modo, deixa público todo seu legado nas plataformas digitais, ficando acessível as futuras gerações. Mas seu legado maior, vivo e pulsante fica em forma de gente, com nome e sobrenome: Mariana Teles. A jovem advogada, além de militar no campo das leis, é militante da poesia popular. “Escritora escrava do verbo escreva”, como se autodenomina, Mariana herdou brilhantemente do seu pai toda a arte e a sensibilidade que se traduz em rimas bem metrificadas.

Além de Mariana, deixa também Edilsa , Glaubênio e Galderise, além de netos e a viúva, dona Elza. Os órfãos não se resumem apenas nestes citados aqui. Valdir deixa uma legião incontável de amigos, seguidores e admiradores, que aprendem sobre o poeta na escola. Hoje, ele se junta a um rol de artistas como Louro do Pajeú e João Paraibano, passando a cantar e improvisar com eles e tantos outros em novas dimensões do universo.