Na reta final da campanha, Flávio mira homens, Sudeste e eleitores de 2 a 5 salários

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu homens, eleitores do Sudeste e famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos como alguns dos principais públicos para os últimos dias antes do primeiro turno. Eleitores de 25 a 34 anos também aparecem entre os segmentos considerados prioritários em monitoramentos internos da candidatura.
A estratégia foi traçada a partir de documentos que circulam entre integrantes da campanha e combina a busca por novos votos com a tentativa de preservar a base já conquistada e reduzir a rejeição do senador em setores onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra desempenho superior.
A movimentação ocorre em meio a uma disputa nacional concentrada principalmente nos dois candidatos. Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28), Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio registra 34%.
Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem numericamente empatados, com 42% cada. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Segundo o planejamento da campanha, parte dos eleitores que atualmente não declara voto em Flávio também não rejeitaria o senador, sendo tratada internamente como um público que ainda poderia mudar de posição antes da votação.
Homens e eleitores mais jovens
Entre os homens, a avaliação da campanha é de que Flávio já apresenta desempenho acima de sua média nacional, mas ainda existe uma parcela considerada aberta à mudança de voto.
O cruzamento dos dados internos por faixa etária colocou especialmente os homens entre 25 e 34 anos entre os públicos considerados estratégicos.
A campanha pretende direcionar parte das agendas e da comunicação para esse segmento nos últimos dias, enquanto tenta preservar o eleitorado que já declara voto no senador.
Sudeste entra no centro da estratégia
O Sudeste também ocupa posição de destaque no planejamento. A leitura da equipe de Flávio é de que a região reúne grande número de eleitores que ainda poderiam ser conquistados, ao mesmo tempo em que o candidato apresenta ali desempenho superior à sua média nacional.
Uma lógica semelhante é aplicada às famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos. O segmento é considerado numeroso pela campanha e aparece entre aqueles nos quais a equipe acredita existir margem para crescimento.
Os documentos, no entanto, refletem avaliações internas da candidatura e não significam que esses eleitores efetivamente mudarão seus votos.
Quatro frentes na reta final
O planejamento da campanha trabalha com quatro movimentos simultâneos: buscar eleitores que desaprovam o governo Lula, mas ainda não escolheram Flávio; concentrar agenda e comunicação nos segmentos considerados mais acessíveis; preservar os votos já conquistados; e reduzir a rejeição em grupos onde Lula apresenta vantagem.
Mulheres, eleitores do Nordeste e famílias de menor renda aparecem entre os públicos em que a equipe identifica maior dificuldade para Flávio.
A campanha também monitora a possibilidade de mudança entre eleitores que atualmente declaram voto no senador. Mulheres, pessoas de 35 a 44 anos, eleitores sem religião e famílias com renda de um a dois salários mínimos aparecem entre os segmentos considerados menos consolidados dentro da própria base.
Busca pelo chamado voto útil
Outro objetivo é antecipar para o primeiro turno parte dos votos que, na avaliação da equipe, poderiam migrar para Flávio em um eventual segundo turno, quando outros candidatos do campo da direita já não estivessem na disputa.
A estratégia é tratada internamente como uma tentativa de estimular o chamado “voto útil”, sem deixar de atuar para evitar o movimento contrário: a saída de eleitores de Flávio em direção a outros candidatos nos últimos dias.
Redes sociais também entram no planejamento
A reta final da campanha também prevê acompanhamento intensificado das declarações de Lula e de episódios com potencial de repercussão nas redes sociais.
Nos últimos dias, aliados de Flávio exploraram episódios envolvendo o presidente, como a ligação para o ministro Flávio Dino e a declaração de Lula ao falar sobre exames de próstata e a realização de procedimentos médicos por mulheres.
Esses conteúdos passaram a integrar a comunicação política do senador nas redes, dentro da estratégia de confronto direto com o presidente na última semana antes da votação.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-06520/2026 na Justiça Eleitoral.
Fonte: O Globo
Foto: Sérgio Quintella
Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr







O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) finalmente iniciou a operação tapa buracos na PE 283, a Estrada de Ingazeira.


O repórter Marcony Pereira esteve na manhã desta sexta-feira (10) no Hospital Regional Emília Câmara, onde acompanhou para o programa 











Você precisa fazer login para comentar.