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Na reta final da campanha, Flávio mira homens, Sudeste e eleitores de 2 a 5 salários

Por Michael Andrade

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu homens, eleitores do Sudeste e famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos como alguns dos principais públicos para os últimos dias antes do primeiro turno. Eleitores de 25 a 34 anos também aparecem entre os segmentos considerados prioritários em monitoramentos internos da candidatura.

A estratégia foi traçada a partir de documentos que circulam entre integrantes da campanha e combina a busca por novos votos com a tentativa de preservar a base já conquistada e reduzir a rejeição do senador em setores onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra desempenho superior.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa nacional concentrada principalmente nos dois candidatos. Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28), Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio registra 34%.

Em uma simulação de segundo turno, os dois aparecem numericamente empatados, com 42% cada. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo o planejamento da campanha, parte dos eleitores que atualmente não declara voto em Flávio também não rejeitaria o senador, sendo tratada internamente como um público que ainda poderia mudar de posição antes da votação.

Homens e eleitores mais jovens

Entre os homens, a avaliação da campanha é de que Flávio já apresenta desempenho acima de sua média nacional, mas ainda existe uma parcela considerada aberta à mudança de voto.

O cruzamento dos dados internos por faixa etária colocou especialmente os homens entre 25 e 34 anos entre os públicos considerados estratégicos.

A campanha pretende direcionar parte das agendas e da comunicação para esse segmento nos últimos dias, enquanto tenta preservar o eleitorado que já declara voto no senador.

Sudeste entra no centro da estratégia

O Sudeste também ocupa posição de destaque no planejamento. A leitura da equipe de Flávio é de que a região reúne grande número de eleitores que ainda poderiam ser conquistados, ao mesmo tempo em que o candidato apresenta ali desempenho superior à sua média nacional.

Uma lógica semelhante é aplicada às famílias com renda entre dois e cinco salários mínimos. O segmento é considerado numeroso pela campanha e aparece entre aqueles nos quais a equipe acredita existir margem para crescimento.

Os documentos, no entanto, refletem avaliações internas da candidatura e não significam que esses eleitores efetivamente mudarão seus votos.

Quatro frentes na reta final

O planejamento da campanha trabalha com quatro movimentos simultâneos: buscar eleitores que desaprovam o governo Lula, mas ainda não escolheram Flávio; concentrar agenda e comunicação nos segmentos considerados mais acessíveis; preservar os votos já conquistados; e reduzir a rejeição em grupos onde Lula apresenta vantagem.

Mulheres, eleitores do Nordeste e famílias de menor renda aparecem entre os públicos em que a equipe identifica maior dificuldade para Flávio.

A campanha também monitora a possibilidade de mudança entre eleitores que atualmente declaram voto no senador. Mulheres, pessoas de 35 a 44 anos, eleitores sem religião e famílias com renda de um a dois salários mínimos aparecem entre os segmentos considerados menos consolidados dentro da própria base.

Busca pelo chamado voto útil

Outro objetivo é antecipar para o primeiro turno parte dos votos que, na avaliação da equipe, poderiam migrar para Flávio em um eventual segundo turno, quando outros candidatos do campo da direita já não estivessem na disputa.

A estratégia é tratada internamente como uma tentativa de estimular o chamado “voto útil”, sem deixar de atuar para evitar o movimento contrário: a saída de eleitores de Flávio em direção a outros candidatos nos últimos dias.

Redes sociais também entram no planejamento

A reta final da campanha também prevê acompanhamento intensificado das declarações de Lula e de episódios com potencial de repercussão nas redes sociais.

Nos últimos dias, aliados de Flávio exploraram episódios envolvendo o presidente, como a ligação para o ministro Flávio Dino e a declaração de Lula ao falar sobre exames de próstata e a realização de procedimentos médicos por mulheres.

Esses conteúdos passaram a integrar a comunicação política do senador nas redes, dentro da estratégia de confronto direto com o presidente na última semana antes da votação.

A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-06520/2026 na Justiça Eleitoral.

Fonte: O Globo
Foto: Sérgio Quintella

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Outras Notícias

Aprovação de Raquel Lyra é de 63%, diz Múltipla

O Múltipla avaliou também a gestão Raquel Lyra em Pernambuco. Um total de 63% dizem aprovar o governo, contra 30% que desaprovam. Já 7% não opinaram. Quando a população é chamada a classificar a gestão, 30% dizem ser boa, 11% afirmam ser ótima, 36% a tratam como regular, 7% a colocam como ruim e 12%, […]

O Múltipla avaliou também a gestão Raquel Lyra em Pernambuco. Um total de 63% dizem aprovar o governo, contra 30% que desaprovam. Já 7% não opinaram.

Quando a população é chamada a classificar a gestão, 30% dizem ser boa, 11% afirmam ser ótima, 36% a tratam como regular, 7% a colocam como ruim e 12%, péssima. Não opinaram 4%.

A pesquisa tem o número de identificação PE – 07611/2026 e BR – 00432/2026.

Contratada pelo blog, foi a campo entre 16 a 20 de maio, com 1.070 entrevistas distribuídas proporcionalmente de acordo com densidade demográfica em todas as regiões do estado. A margem de erro de 3% para mais ou para menos.

Nesta quarta, acaba mistério governista em Ingazeira

Chapa da Frente Popular será anunciada às dez horas na Pajeú e Cidade FM. Luciano Torres e Lino Morais anunciam o vice na composição com o ex-prefeito Acaba nesta quarta às dez horas o primeiro dos mistérios da política do Pajeú: o prefeito Lino Morais e o ex-prefeito Luciano Torres, ambos do PSB,  anunciam aos […]

Lino e Luciano, com os Deputados Diogo Morais e João Campos

Chapa da Frente Popular será anunciada às dez horas na Pajeú e Cidade FM. Luciano Torres e Lino Morais anunciam o vice na composição com o ex-prefeito

Acaba nesta quarta às dez horas o primeiro dos mistérios da política do Pajeú: o prefeito Lino Morais e o ex-prefeito Luciano Torres, ambos do PSB,  anunciam aos programas Manhã Total, da Rádio Pajeú e Cidade Alerta, da Cidade FM, os candidatos a prefeito a vice dos governistas para as eleições desse ano.

Como mediadores, os radialistas Anchieta Santos e este blogueiro, que ao vivo irão entrevistar os dois e tirar dúvidas dos ouvintes.

Na verdade, não restam dúvidas sobre o fato de que Luciano Torres disputará a prefeitura com apoio de Lino Morais, que tinha direito, mas abriu mão da reeleição. Qual o nome do vice, que deve sair da atual Câmara, gera a maior expectativa. Com o anúncio, o grupo promete encerrar especulações e reafirmar unidade. Eles deverão enfrentar o grupo do jornalista Mário Viana Filho, do PTB.

DER inicia tapa buracos na Estrada da Ingazeira

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) finalmente iniciou a operação tapa buracos na PE 283, a Estrada de Ingazeira. A ação já havia sido solicitada pelo prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, à governadora Raquel Lyra. Há também a situação da PE 320, que corta a região, a PE de Tabira a Água Branca, a […]

O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) finalmente iniciou a operação tapa buracos na PE 283, a Estrada de Ingazeira.

A ação já havia sido solicitada pelo prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, à governadora Raquel Lyra.

Há também a situação da PE 320, que corta a região, a PE de Tabira a Água Branca, a estrada do Brocotó, a rodovia de Triunfo à  PE 320, que exigem manutenção.

Ainda as rodovias no mapa de desenvolvimento da região, como a Estrada de Ibitiranga. Essa semana, o Padre Luis Marques Ferreira cobrou atenção às rodovias, criticando o ciclo Paulo Câmara e conclamando a gestão Raquel Lyra para uma atenção ao tema.

Deputada Teresa Leitão é nova membro do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) foi nomeada membro titular do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura para o biênio 2019/2021. A solenidade ocorreu na última quinta-feira (27) no auditório da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. O Comitê é composto por 10 membros titulares de órgãos governamentais (dos poderes Executivo, Legislativo e […]

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) foi nomeada membro titular do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura para o biênio 2019/2021. A solenidade ocorreu na última quinta-feira (27) no auditório da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.

O Comitê é composto por 10 membros titulares de órgãos governamentais (dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) e 10 membros indicados por entidades da sociedade civil organizada. Cada titular tem seu respectivo suplente, totalizando 40 membros. A deputada Teresa Leitão está representando a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

“Com um misto de alegria e tristeza que tomo posse nesse comitê. Tristeza porque a gente ainda precisa de um Comitê de Combate à Tortura em pleno Século XXI, em um país que já sofreu tanto com a tortura. Ao mesmo tempo, fico alegre porque a questão está sendo enfrentada. Sabemos que existe tortura em presídios, existe tortura psicológica e tantas outras formas e devemos lutar para acabar com esse flagelo”, comentou Teresa Leitão.

O Comitê foi criado em 2009 e tem como finalidade erradicar e prevenir a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes, de pessoas privadas de liberdade mediante qualquer forma de detenção.

Fazem parte representantes da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, do Conselho Regional de Medicina (CREMEPE), da Assembleia Legislativa de Pernambuco, do IML, da Defensoria Pública, da Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), da Secretaria de Defesa Social (SDS), do Movimento Negro Unificado (MNU), da Secretaria da Mulher, do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), da Casa Vovó Bibia, entre outras instituições governamentais e da sociedade civil.

Representante do SINDSAÚDE fala sobre paralisação dos profissionais da enfermagem

O repórter Marcony Pereira esteve na manhã desta sexta-feira (10) no Hospital Regional Emília Câmara, onde acompanhou para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú a paralisação de 24 horas de parte dos profissionais de enfermagem, que reivindicam o pagamento do Piso Nacional para categoria. O movimento é encabeçado pelo Fórum Nacional da […]

O repórter Marcony Pereira esteve na manhã desta sexta-feira (10) no Hospital Regional Emília Câmara, onde acompanhou para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú a paralisação de 24 horas de parte dos profissionais de enfermagem, que reivindicam o pagamento do Piso Nacional para categoria.

O movimento é encabeçado pelo Fórum Nacional da Enfermagem. A entidade liberou sindicatos e associações locais para decidirem individualmente sobre a adesão à manifestação. 

Marcony conversou com a técnica de enfermagem e representante do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Seguridade Social do Estado de Pernambuco (SINDSAÚDE), Elisa Cristina. 

Ela informou a paralisação está acontecendo de forma lenta e que sem prejudicar os pacientes. “Estamos reivindicando melhores salários, por que é desumano o que a gente ganhou até agora e também queremos reconhecimento do nosso trabalho”, disse Elisa.

Ainda segundo a técnica de enfermagem, a maioria dos técnicos, enfermeiros, auxiliares e analistas precisam, muitas vezes, se desdobrar em dois, três trabalhos para conseguir sobreviver

“Então, é de forma justa que a gente pede a compreensão de todos vocês com essa paralisação de 24 horas. Uma de nossas lutas é também para que os aposentados tenham o direito de entrar nessa reforma e aumentar o salarial, além do nosso plano de cargo de carreira que também tá passando por uma modificação”, explicou.

Elisa também explicou que as alas estão funcionando com 30% da capacidade e que houve uma redução de 50% no atendimento ambulatorial. “Nada que prejudique, pois estas remarcações acontecem de forma gradativa. A diretoria entendeu a nossa luta e estamos conseguindo de forma lenta, mas significativa sinalizar a nossa posição”, afirmou.

Elisa também disse que a paralisação é uma forma de chamar a atenção do Governo de Pernambuco e acredita que em breve terão boas notícias como resultado das reivindicações. 

A técnica em enfermagem chamou a atenção para outros sindicatos que querem uma greve geral. “Assim não pode ser, pois prejudicaria a população, os pacientes e eles não tem culpa dessa nossa luta, então a parada é por 24 horas e ela é mais do que justa”, destacou.

Elisa também destacou que a classe não está feliz e que todos trabalham com muito amor e envolvimento. “É merecido que tenhamos reconhecimento”, disse reafirmando que a paralisação não será total, mas que o ritmo será mais lento.

O impasse em torno do benefício se estende desde o ano passado, quando o Congresso Nacional avalizou a criação do piso salarial nacional para a categoria. À época das discussões ainda preliminares, senadores e deputados já questionavam de onde sairia a verba destinada a financiar a medida.

De acordo com a Lei nº 14.434, aprovada pelo Congresso Nacional, o valor do piso para enfermeiros é de R$ 4.750. Da quantia, 70% é destinado aos técnicos de enfermagem, e 50%, aos auxiliares de enfermagem e parteiras.

Apesar de regulamentado por lei, o piso foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento do ministro Roberto Barroso, autor da decisão, foi de que a criação do piso sem uma fonte de recursos garantida levaria a demissões no setor e colocaria em risco a prestação de serviços de saúde.

Diante disso, o Parlamento precisou apresentar à Corte alternativas financeiras para custeio do benefício. Só em dezembro, o Parlamento promulgou a Emenda Constitucional nº 127, de 2022.

Resumo da proposta do SINDSAÚDE enviada ao Governo de Pernambuco:

PISO SALARIAL:

Atual (no pccvs):

Prososta: Auxiliar em saúde = R$ 2.640,0 – Assistente em saúde = R$ 3.960,00 – Analista = R$ 5.728,00.

FAIXAS SALARIAIS:

Atual: de A a G. Compreende 7 faixas com tempo longo para mudança de classe. Acréscimo salarial de 2,5% anual, ainda assim, dependente da avaliação de desempenho.

Proposta: apenas 5 faixas de A a E. Redução de tempo para mudança de classe e aumento do percentual para 10%

CLASSES:

Atual: 4 classes de 1 a 4. Percentual de aumento na mudança de classe é de 5%. A soma do total de faixas, não corresponde ao tempo total da aposentadoria.

Proposta: 7 classes que corresponde a 35 anos de serviço. 7 classes vezes 5 faixas = 35 anos. O percentual de ganho na mudança de classe passa para 10%.

TITULAÇÃO:

Atual = limitada para todos os cargos e com percentual único de 10%

Proposta = sem limite para todos os cargos e com percentuais em ordem crescente de acordo com a ordem crescente da graduação.

A proposta contempla, ainda, reajuste para os aposentados e correção da função de Auxiliar de Laboratório e Atendente e Agente de Saúde que tenham exercido as funções.