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Fernando Bezerra Coelho é multado em R$ 5,7 milhões pelo TCE

Por Nill Júnior

O Pleno do Tribunal de Contas reformou nesta quarta-feira (08) o Acórdão TC nº 530/2013 para julgar irregular o objeto de uma Auditoria Especial realizada no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape), entre os exercícios de 2007 e 2009, para apurar a cessão de areia de aterros a pessoas jurídicas privadas na gestão do hoje senador Fernando Bezerra Coelho, imputando-lhe um débito no valor de R$ 5.711.910,00.

A Segunda Câmara, por maioria, vencido o voto do relator, julgou regular com ressalvas o objeto desta auditoria. Mas o Ministério Público de Contas, através da procuradora geral, Germana Laureano, entrou com Pedido de Rescisão, que foi parcialmente aceito pela relatora do recurso, conselheira substituta Alda Magalhães.

De acordo com o MPCO, a auditoria apurou a dragagem de 995 mil metros cúbicos de areia, dos quais 235 mil foram cedidos a empresas contratadas pela estatal, com compensação na planilha de custos, e 760 mil a empresas sem qualquer vínculo contratual com Suape. A areia foi destinada às seguintes empresas: Consórcio Terraplenagem (obra da Refinaria Abreu e Lima), Petroquímica Suape, Consórcio Tatuoca (obra do Estaleiro Atlântico Sul), Construtora Venâncio (obra da Campari), Odebrecht (construção da Ponte do Paiva), Enertec, Suata, Amarno e Fasal.

Para o Ministério Público de Contas, houve renúncia de receita por doação de areia no valor de R$ 5.711.910,00, sendo que só a partir de janeiro de 2009 a empresa Suape passou a comercializar o produto ao preço de R$ 7,50 o metro cúbico. Apenas a Petrobrás pagou pela areia retirada para a terraplenagem da obra da refinaria e, mesmo assim, a um preço bem inferior aos que eram praticados no mercado.

DEGRADAÇÃO – O recurso foi redistribuído para Alda Magalhães em 27/10/2016, seguindo-se pedido de vistas de alguns conselheiros. Ao relatar o processo nesta terça-feira, ela disse que “a doação a empresas privadas institucionalizou-se profundamente naquele estatal, contaminando-a”, caracterizando-se como “conduta endêmica em claro e preocupante sinal de degradação da própria dignidade da atividade administrativa, reduzida ao plano subalterno da liberalidade institucional”.

Afirmou ainda que foi criada em Suape, naquele período, uma “espécie de zona franca” em que reinou a “discricionaridade de conjuntura, desviante da ordem jurídica, em ultraje à própria instituição e ao sentimento de moralidade que deve sempre prevalecer no trato da coisa pública”.

Por fim, declara que não encontra abrigo no seu voto a “Teoria do Domínio da Posição do Comando” e que a responsabilidade do então diretor-presidente Fernando Bezerra se impõe, “não pela posição de chefe, mas pela ação de comandar ou pela omissão de impedir”.

“No caso concreto, não foi o agente responsabilizado por estar à frente do cargo máximo da estatal, mas por determinar as doações e a elas anuir, já que não alegou ignorância a respeito do assunto. Muito pelo contrário, empenhou-se em tentar demonstrar a regularidade do delito”, afirma o voto da relatora.

Outras Notícias

Número de reeducandos trabalhando em Pernambuco cresce 63%

Atualmente, 827 reeducandos que cumprem pena em liberdade exercem atividade remunerada através de parcerias entre o Patronato Penitenciário e organizações públicas e privadas Com o objetivo de reduzir a reincidência criminal, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), tem ampliado os convênios com empresas públicas e privadas que empregam […]

Atualmente, 827 reeducandos que cumprem pena em liberdade exercem atividade remunerada através de parcerias entre o Patronato Penitenciário e organizações públicas e privadas

Com o objetivo de reduzir a reincidência criminal, o Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), tem ampliado os convênios com empresas públicas e privadas que empregam reeducandos que cumprem pena em liberdade condicional ou no regime aberto. No comparativo de janeiro a dezembro de 2017 com 2018, o número de ex-detentos que estão trabalhando aumentou de 523 para 827. Um salto de 63%.

As parcerias são viabilizadas pelo Patronato Penitenciário, órgão ligado à SJDH que faz parte do Pacto Pela Vida, e é responsável por acompanhar os egressos do sistema prisional. Ao sair da prisão, os reeducandos passam por entrevista, cursos de qualificação e acompanhamento jurídico e psicológico.

Atualmente, 23 organizações públicas e privadas são aliadas ao Patronato. Os trabalhadores cumprem carga horária de oito horas e são remunerados com um salário mínimo. Entre as atividades, estão: limpeza, varrição e capinação de vias urbanas em municípios como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Petrolina; ajudantes de produção na Empresa Algo Bom, fabricante de flanelas e panos de chão,  e na Pórtico, produtora de esquadrias de alumínio.

“É inegável que o trabalho contribui para a ressocialização desses apenados. As parcerias possibilitam que eles tenham um trabalho honesto e não voltem a cometer novos crimes. A nossa expectativa é continuar ampliando o número de empresas parceiras e postos de trabalho”, aponta o superintendente do Patronato Penitenciário, Josafá Reis.

Em busca de uma oportunidade para ser reinserido ao mercado de trabalho, o reeducando José Osvaldo, 34, procurou o setor de empregabilidade de Patronato para realizar seu cadastro e concorrer a vagas de trabalho. “Vim em busca de cursos de qualificação e vaga de trabalho, é difícil recomeçar, mas no cárcere aprendi que o crime não é o caminho”, contou Osvaldo.

Com o convênio de empregabilidade, regulamentado pela Lei de Execução Penal, o empregador fica isento de encargos trabalhistas, como FGTS, 13º salário e férias. O que representa uma redução de aproximadamente 40% na despesa com o trabalhador. A iniciativa também põe como prática a responsabilidade social da empresa.

Paraibano de 6 anos entra em campo com o Brasil nesta sexta

G1 PB “Ele ficou muito feliz e já foi logo dizendo que queria entrar com o goleiro”. Essa é a explicação de Marília Soares, mãe do paraibano Aaron Soares, sobre a reação do garoto, fã do goleiro Alisson Becker, ao descobrir que havia sido sorteado para entrar em campo de mãos dadas com atletas da […]

G1 PB

“Ele ficou muito feliz e já foi logo dizendo que queria entrar com o goleiro”. Essa é a explicação de Marília Soares, mãe do paraibano Aaron Soares, sobre a reação do garoto, fã do goleiro Alisson Becker, ao descobrir que havia sido sorteado para entrar em campo de mãos dadas com atletas da Seleção Brasileira, durante a Copa do Mundo deste ano, na Rússia.

Aaron, de 6 anos, mora em João Pessoa e foi uma das crianças sorteadas para acompanhar a equipe do Brasil no início da partida contra a Costa Rica, que acontecerá às 9h desta sexta-feira (22). De acordo com sua mãe, a inscrição foi feita sem muitas expectativas.

E, mesmo após o resultado do sorteio ter sido divulgado, Marília demorou para acreditar que o sonho estava prestes a se tornar realidade. “Quando eu falei pra ele que ele tinha ganhado essa promoção, falei de uma forma, porque eu não estava acreditando. Depois que ele ficou sabendo que realmente era verdade aí ele ficou muito feliz”, comentou.

Além disso, Aaron treina duas vezes por semana no Esporte Clube Meninos da Paraíba, onde é conhecido como “Paredão”, e, para isso, busca inspiração no goleiro da Seleção Brasileira. “Eu gosto dele, porque eu sou goleiro”, contou.

Segundo sua tia e treinadora, Waleska Macedo, o garoto se esforça para dar o seu melhor. “O desempenho de Aaron está de vento em popa. Ele é super dedicado, sempre com garra nos jogos, em busca das vitórias”, contou.

O goleiro mirim chegou à Rússia na terça-feira (19) e, dentre as muitas possibilidades que a viagem pode oferecer, ele só não pareceu muito interessado em variar seu cardápio. “Eu quero comer muito. Hambúrguer com presunto, é o que eu gosto”, comentou.

XII FECAPRIO movimenta Ingazeira

O município de Ingazeira já vive XII FECAPRIO, que acontece até o dia 21 de junho, consolidando-se como um dos maiores eventos voltados à caprinovinocultura na região do Pajeú. Promovida pela gestão municipal, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Reforma Agrária, a feira reúne produtores, expositores, criadores e visitantes em uma programação […]

O município de Ingazeira já vive XII FECAPRIO, que acontece até o dia 21 de junho, consolidando-se como um dos maiores eventos voltados à caprinovinocultura na região do Pajeú.

Promovida pela gestão municipal, por meio da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Reforma Agrária, a feira reúne produtores, expositores, criadores e visitantes em uma programação diversificada que promete fortalecer o setor e impulsionar a economia local.

Exposições, julgamentos de animais, atrações culturais, transmissão do jogo do Brasil em telão, apresentações musicais e diversos serviços gratuitos oferecidos pelas secretarias municipais. Com mais de 130 baias comercializadas e esgotadas antecipadamente e R$ 30 mil em premiação, há ampla participação de criadores de várias cidades da região.

O prefeito Luciano Torres destacou que a FECAPRIO vai além de uma exposição agropecuária e representa geração de oportunidades para o município. “A FECAPRIO fortalece nossa economia, valoriza os produtores rurais e promove cultura, cidadania e desenvolvimento para Ingazeira e toda a região”, ressaltou.

Essa manhã, Luciano Torres, acompanhado de vereadores, secretários municipais, do deputado estadual Diogo Morais e da população, participou da inauguração dos novos vestiários do Estádio Iedo Ivo de Morais Veras Na ocasião, também foi realizada a entrega de uma caminhonete Strada 0 km, que passa a reforçar os serviços da área da saúde municipal.

Prestes a completar dez anos, Revista Conceito rompe barreiras e amplia mercado

Produção gráfica em empresa responsável por Caras e Quem, além de escritório em Recife são marcos dos dez anos Diretor Executivo da Revista Conceito, o sertanejo de Princesa Isabel Júnior Duarte informou falando ao Programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que a publicação está ganhando novos espaços graças ao processo de ampliação de mercado e […]

Produção gráfica em empresa responsável por Caras e Quem, além de escritório em Recife são marcos dos dez anos

Diretor Executivo da Revista Conceito, o sertanejo de Princesa Isabel Júnior Duarte informou falando ao Programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que a publicação está ganhando novos espaços graças ao processo de ampliação de mercado e crescimento da marca, com perspectiva de fazê-la a maior do gênero no Estado.

Depois de produzi-la com alguns parceiros de Campina Grande, ele disse que chegou um momento em que queria uma revista colada, a capa o nome com verniz localizado, dentre outros avanços gráficos. “Então partimos para uma nova gráfica. Descobrimos que a Gráfica Santa Marta, com sede em João Pessoa, roda a Veja, a Caras, Quem, IstoÉ, Exame e outras publicações. A logística dessa revista é feita aqui. Perseguimos essa qualidade” afirmou.

Para se ter uma ideia, hoje, cerca de 70% do faturamento fica com o investimento de gráfica. “Mas foi isso que nos deu competitividade no mercado e perspectiva de maior crescimento”.

Outro passo foi  ocupar um escritório para a Revista em Recife. “Estamos juntos com a Renor Office. Temos clientes em Recife, Petrolina, Caruaru, sem falar nas cotas nacionais que acreditam na revista”, disse, destacando um processo de fragmentação da Mídia.

“A Carmem Steffens começou a entender que só publicando na Caras e na Quem não vai atingir o publico de Pernambuco como um todo”, acrescenta. A revista se prepara para comemorar dez anos.

Na edição lançada esta semana, uma matéria sobre a história de dois empreendedores que fundaram a mais próspera farmácia de manipulação de Pernambuco.

Augusto César e Emanuel Lucena lançaram há 13 anos a Finnofarma. Hoje já são oito unidades, com perspectivas de ampliação para outras praças.

Vereador eleito denuncia anulação de edital cultural em Vicência

O vereador eleito de Vicência, Professor Pita (PSB), levantou uma denúncia contra o prefeito Guiga (PSB), acusando-o de agir arbitrariamente ao anular o resultado de um edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. Segundo o vereador eleito, a decisão ocorreu após a divulgação do resultado, em um movimento que ele classifica como […]

O vereador eleito de Vicência, Professor Pita (PSB), levantou uma denúncia contra o prefeito Guiga (PSB), acusando-o de agir arbitrariamente ao anular o resultado de um edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Segundo o vereador eleito, a decisão ocorreu após a divulgação do resultado, em um movimento que ele classifica como uma tentativa de manipular o processo seletivo.

“A gente tá reunido aqui com o pessoal da cultura de Vicência e saiu o resultado do edital. O prefeito botou essa portaria aí anulando o próprio edital que a prefeitura tinha publicado. Só porque o resultado final não foi como ele queria. É uma arbitrariedade enorme”, declarou Professor Pita ao blog.

Entenda o caso

O embate gira em torno da Portaria nº 359/2024, publicada pela Prefeitura de Vicência, que anulou o resultado final do edital voltado ao fomento cultural no município. A justificativa apresentada pela gestão municipal é a necessidade de ampliar a participação de agentes culturais locais, alegando que o prazo inicial foi insuficiente para contemplar todos os interessados.

Entre os argumentos apresentados na portaria, a prefeitura menciona a importância de assegurar transparência e isonomia no processo seletivo, além de ampliar o acesso aos recursos da Lei Aldir Blanc, que visa fomentar a cultura em âmbito nacional.

Contudo, o vereador eleito Professor Pita questiona a legitimidade da decisão, sugerindo que a medida foi tomada por insatisfação com os resultados previamente divulgados.

Trechos da portaria

A portaria publicada pelo prefeito Guiga estabelece, entre outras medidas, a anulação da lista de habilitados e a reabertura dos prazos de inscrição. No texto, o prefeito argumenta que a decisão busca assegurar o pleno exercício dos direitos culturais e atender aos princípios de democratização e diversidade cultural.

Apesar das justificativas, o caso gerou indignação entre representantes do setor cultural do município, que veem na medida uma tentativa de interferência no processo.