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Famílias são retiradas de área em Águas Belas por risco de rompimento de barragem

Por Nill Júnior

JC Online

A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seinfra) informou nesta sexta-feira (3) que a Barragem do Ipanema, localizada em Águas Belas, Agreste de Pernambuco, corre risco de rompimento. O nível do reservatório aumentou por causa das fortes chuvas registradas na cidade nos últimos dias. Por precaução, a prefeitura do município está retirando famílias que moram no entorno.

“Em vistoria realizada nesta sexta-feira (3), técnicos da Seinfra identificaram uma erosão de grande magnitude na barragem do Ipanema. Com isso, o sinal de alerta foi ligado para risco de rompimento da barragem. Como medida preventiva, a Prefeitura de Águas Belas e a Defesa Civil estão direcionando os esforços para a retirada imediata das famílias localizadas nas comunidades ribeirinhas que apresentam risco de serem afetadas com o possível rompimento”, disse a Prefeitura de Águas Belas em nota.

O texto diz também que termo de referência já foi estabelecido para restauração do reservatório. O serviço será iniciado assim que o nível da água baixar. A Defesa Civil do Estado foi acionada.

Na madrugada dessa segunda-feira (30), a barragem transbordou e causou inundações em ao menos três casas na Vila dos Pescadores.

Nota da prefeitura de Águas Belas: “Em vistoria realizada nesta sexta-feira (3), técnicos da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos identificaram uma erosão de grande magnitude na barragem do Ipanema. Com isso, o sinal de alerta foi ligado para risco de rompimento da barragem.

Como medida preventiva, a Prefeitura de Águas Belas e a Defesa Civil estão direcionando os esforços para a retirada imediata das famílias localizadas nas comunidades ribeirinhas que apresentam risco de serem afetadas com o possível rompimento.

A prefeitura também já acionou a Defesa Civil do estado para ajudar na operação e alertou a Prefeitura de Itaíba para que possa tomar as devidas providências sobre os ribeirinhos do outro lado do rio Ipanema.

O governo municipal pede a todos os águas-belenses para não irem à barragem e para não se aproximarem da margem do Ipanema. Todas as medidas preventivas estão sendo tomadas pelo município.

De acordo com os técnicos, um termo de referência já foi estabelecido para restauração da barragem. Agora, a autoridade do estado responsável aguarda apenas o nível da água baixar para realizar o processo de recuperação”, diz a nota da Prefeitura.

Se barragem romper, Alagoas também pode ser afetado: a Secretaria do Meio Ambiente dos Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh) foi informada pela Seinfra sobre o risco de rompimento da barragem, que pode vir a atingir as cidades de Santana do Ipanema, Poço das Trincheiras e Batalha, no estado vizinho.

Segundo a Semarh, se houver rompimento, á água deve atingir os municípios alagoanos dentro de 90 minutos. “Estamos em contato com a Defesa Civil do Estado para que em caso de rompimento o órgão possa retirar a população das margens do Rio Ipanema. Vamos nos manter em alerta com um monitoramento direto nesta barragem, para que em caso de rompimento, todos possam ser informados de forma imediata”, afirmou o secretário executivo da Semarh, Alex Gama.

Outras Notícias

Debate na Globo tem troca de acusações entre Lula e Flávio, pedido de desculpas e embates sobre propostas

O último debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições presidenciais foi marcado por acusações pessoais, cobranças sobre políticas sociais e discussões envolvendo o endividamento das famílias e o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo, teve como […]

O último debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno das eleições presidenciais foi marcado por acusações pessoais, cobranças sobre políticas sociais e discussões envolvendo o endividamento das famílias e o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, realizado na noite dessa sexta-feira (23), na TV Globo, teve como um dos principais episódios um pedido de desculpas do senador após fazer referência à deficiência física do presidente.

A discussão começou quando Flávio afirmou que Lula “dá com uma mão e tira com nove dedos”, em uma crítica à política econômica do governo. O presidente perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho, quando atuava como torneiro mecânico, aos 17 anos.

Lula reagiu à declaração, lembrou sua trajetória como trabalhador e relacionou o episódio aos acidentes que atingem empregados em diferentes atividades profissionais. O presidente também chamou o adversário de miliciano e exigiu uma retratação.

“Você vai ter que pedir desculpa”, cobrou Lula, argumentando que a referência atingia não apenas sua condição pessoal, mas também trabalhadores que sofreram acidentes.

Na sequência, Flávio pediu desculpas ao presidente, afirmando que não tinha a intenção de ofendê-lo.

“Peço desculpa de verdade”, declarou o senador.

Apesar da retratação, o candidato do PL questionou se Lula pediria desculpas à população em situação de rua, às mulheres vítimas de violência e aos brasileiros que enfrentam dificuldades financeiras. Flávio também repudiou o fato de ter sido chamado de miliciano.

Durante a discussão, o senador afirmou que o número de pessoas em situação de rua havia dobrado no atual governo. Entretanto, dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua apontam crescimento de 55% entre 2022 e dezembro de 2025, quando foram contabilizadas aproximadamente 365,8 mil pessoas nessa condição.

Pesquisadores ressaltam que a ampliação dos registros pode estar relacionada também a mudanças metodológicas, à busca ativa e à inclusão de pessoas vulneráveis nos cadastros sociais. Dessa forma, o aumento registrado não pode ser interpretado integralmente como crescimento de novos casos.

Outro momento do debate envolveu os direitos das mulheres. Lula cobrou explicações de Flávio sobre seu voto contrário à ampliação da licença-maternidade, quando exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro.

O senador reconheceu a decisão e afirmou que, na época, acreditava que a ampliação do período de afastamento poderia dificultar a contratação de mulheres pelas empresas.

“Eu estava errado”, admitiu Flávio, acrescentando que sua percepção mudou depois do casamento e do nascimento de suas duas filhas.

O candidato afirmou que atualmente votaria de maneira diferente e defendeu a importância da convivência entre mães e filhos, inclusive por períodos superiores a 180 dias.

Lula criticou a justificativa e argumentou que o adversário havia perdido a oportunidade de apoiar a mudança quando exerceu o mandato parlamentar.

Na mesma discussão, o presidente recuperou publicações antigas em que Flávio se referia ao Bolsa Família como “bolsa-farelo”. Lula considerou a expressão desrespeitosa com a população de baixa renda.

Flávio respondeu que pretende manter e ampliar os programas sociais caso seja eleito, incluindo o Bolsa Família. O senador também criticou a política de reajuste dos benefícios e questionou a atuação do governo federal no combate à pobreza.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS

O endividamento dos brasileiros também provocou divergências entre os candidatos. Flávio responsabilizou a condução da economia pelo aumento das dificuldades financeiras das famílias e citou a dívida pública, mencionando um valor próximo de R$ 11 trilhões.

O número apresentado pelo senador fazia referência à Dívida Bruta do Governo Geral, indicador acompanhado pelo Banco Central.

Flávio defendeu a criação de um mecanismo para permitir que a Caixa Econômica Federal compre dívidas de consumidores junto aos bancos e ofereça novas condições de refinanciamento.

O candidato afirmou que a proposta permitiria reduzir o peso dos juros e ampliar a capacidade de pagamento das famílias endividadas.

Lula respondeu que medidas de renegociação já haviam sido adotadas em seu governo e afirmou que uma nova iniciativa havia sido encaminhada ao Senado.

O presidente mencionou uma operação de aproximadamente R$ 15 bilhões, envolvendo 4,5 milhões de pessoas, e acusou o adversário de apresentar uma proposta semelhante àquela defendida por sua administração.

Lula também relacionou o endividamento à política de juros do Banco Central e defendeu o crescimento da economia como parte da solução para as dificuldades financeiras da população.

SUS E PANDEMIA

A saúde pública foi outro tema de confronto. Lula questionou declarações atribuídas a um integrante da equipe econômica de Flávio sobre o financiamento do Sistema Único de Saúde.

O presidente cobrou esclarecimentos sobre a disposição do adversário de ampliar os investimentos no SUS e retomou críticas à condução da pandemia de covid-19 durante o governo de Jair Bolsonaro.

Lula atribuiu ao comportamento do ex-presidente parte das dificuldades enfrentadas pelo país durante a crise sanitária e mencionou suas declarações sobre a vacinação.

Na avaliação do presidente, a atuação do SUS foi fundamental para evitar um número ainda maior de mortes durante a pandemia.

Flávio negou que pretenda reduzir os investimentos no sistema público e afirmou que sua proposta é ampliar os recursos destinados ao atendimento da população.

O senador também criticou as filas para consultas, exames e procedimentos, além da situação financeira das Santas Casas e das unidades conveniadas ao SUS.

Como proposta, Flávio defendeu a revisão dos valores pagos pelos procedimentos realizados na rede pública e conveniada.

O candidato afirmou ainda que pretende concentrar cortes de despesas na burocracia administrativa e no que classificou como irregularidades e desperdícios de recursos públicos, além de defender a redução de impostos.

O debate ocorreu a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25), quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Progresso confirma passe livre intermunicipal para o 2º turno em Pernambuco

Empresa esclareceu que Decreto anterior era mais restrito e que nova decisão do Estado amplia o passe livre. Empresa negou qualquer recusa e cumprirá decisão integralmente  A Auto Viação Progresso divulgou um comunicado oficial para esclarecer as diretrizes operacionais que adotará no segundo turno das Eleições 2026. A concessionária assegurou que fornecerá transporte gratuito em […]

Empresa esclareceu que Decreto anterior era mais restrito e que nova decisão do Estado amplia o passe livre. Empresa negou qualquer recusa e cumprirá decisão integralmente 

A Auto Viação Progresso divulgou um comunicado oficial para esclarecer as diretrizes operacionais que adotará no segundo turno das Eleições 2026.

A concessionária assegurou que fornecerá transporte gratuito em suas linhas intermunicipais, alinhando-se às regras estipuladas pelo Governo de Pernambuco.

Inicialmente, o Decreto Estadual nº 61.565, assinado em 21 de outubro e publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte (22/10), “previa critérios específicos restritos a linhas intermunicipais classificadas pela EPTI (Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal) como de natureza estritamente urbana ou semiurbana”.

Em edição extra publicada nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, o Governo do Estado editou o Decreto nº 61.587. O novo texto alterou a redação da norma anterior e passou a prever expressamente que o benefício do passe livre nas linhas intermunicipais independe do comprimento ou extensão da linha.

A Progresso enfatizou que suas orientações e comunicações iniciais seguiram estritamente os critérios vigentes no primeiro documento publicado.

A concessionária negou categoricamente qualquer recusa deliberada em cumprir as obrigações legais, ressaltando que estava apenas observando o texto original emitido pelas autoridades governamentais.

Com a publicação do novo decreto ampliando o alcance do benefício, a empresa declarou que já está adotando todas as providências operacionais necessárias para se adequar às determinações aplicáveis e garantir o direito ao voto dos passageiros de forma transparente.

Audiência do debate da Globo pode alcancar 100 milhões de eleitores

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipespe/Abrapel e divulgada nesta sexta-feira apontou que 70% dos eleitores pretendem assistir com certeza ao último debate presidencial do segundo turno. O confronto final entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ocorre hoje, a partir das 21h20, na TV Globo. Os dados […]

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipespe/Abrapel e divulgada nesta sexta-feira apontou que 70% dos eleitores pretendem assistir com certeza ao último debate presidencial do segundo turno.

O confronto final entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ocorre hoje, a partir das 21h20, na TV Globo.

Os dados detalhados do interesse dos eleitores mostram que 70% vão assistir com certeza. Já 15% talvez acompanhem o embate, e 13% afirmaram que não pretendem assistir.

Só 2% não sabem ou preferiram não responder.

O engajamento é ligeiramente maior do lado petista: 74% dos eleitores de Lula afirmaram que acompanharão a transmissão ao vivo, enquanto o índice é de 69% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.

A projeção de audiência aponta que o programa pode alcançar uma marca próxima de 100 milhões de telespectadores.

No meu comentário, os três cenários mais prováveis para eleição desde domingo

Na minha análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falo das projeções para as eleições deste ano. Por ordem de possibilidades,  vitória de Flávio com até 2% de frente, vitória de Lula até 2% de frente ou vitória de Flávio por mais de 2% de frente. Para Lula, […]

Na minha análise para o comentário das rádios Itapuama FM, Pajeú, Cultura FM e Monteiro FM, falo das projeções para as eleições deste ano.

Por ordem de possibilidades,  vitória de Flávio com até 2% de frente, vitória de Lula até 2% de frente ou vitória de Flávio por mais de 2% de frente. Para Lula, considero essa última possibilidade remotíssima.

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal ‘Exército do Lula’ sem aval do plenário

Do G1 O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte. Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da […]

Do G1

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte.

Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento.

Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial.

“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento.

Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.

 

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal ‘Exército do Lula’ sem aval do plenário

Floriano de Azevedo Marques afirmou haver risco de nova suspensão antes do segundo turno e determinou que eventual medida contra o canal seja tomada em processo judicial.

Por Márcio Falcão, Luiz Felipe Barbiéri, Mariana Laboissière, g1 e TV Globo — Brasília

 

23/10/2026 14h57 Atualizado há 5 minutos

 

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte.

 

 

Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento.

 

Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial (entenda mais abaixo).

 

“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento.

Nunes Marques determina pente-fino no canal ‘Exército do Lula’

Nunes Marques determina pente-fino no canal ‘Exército do Lula’

 

Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.

Floriano de Azevedo Marques concedeu parcialmente o pedido apresentado em mandado de segurança e suspendeu os efeitos de ordens da Presidência do TSE que possam resultar na suspensão, indisponibilização ou restrição do alcance ou das funcionalidades do “Exército do Lula”.

O ministro também determinou que a Presidência não use sua atribuição administrativa de fiscalização das plataformas digitais para adotar esse tipo de medida contra o canal.