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Famílias de Campos e Percol passaram madrugada no Palácio

Por Nill Júnior

velorio

Após a missa campal que será celebrada às dez horas, blocos culturais como Maracatu Rural devem se apresentar em frente ao Palácio.

“Não vamos desistir do Brasil” é a frase que estampa as camisetas amarelas em homenagem a Eduardo Campos. Foi uma das últimas frases ditas por Eduardo Campos em sua entrevista ao Jornal Nacional na última terça-feira (12).

As famílias de Eduardo Campos, Carlos Percol e Alexandre Severo passaram a madrugada no Palácio do Campo das Princesas. Mais de 150 mil pessoas devem comparecer ao velório.

“Com a leveza de uma flor é a maneira como Renata Campos trata essa catastrofe familiar”, afrimou Gustavo Krause, ex-mnistro da Fazenda.

Outras Notícias

Maioria no Pajeú é contra proibição de fogueiras no São João

A população do Pajeú, que em linhas gerais tem apoiado as medidas de combate ao coronavirus, bate o pé na hora de discutir a proibição de uma tradição junina: as fogueiras. Ao todo, 65% dos ouvintes que participaram do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, são contrários à proibição da tradição junina. Semana passada, o […]

A população do Pajeú, que em linhas gerais tem apoiado as medidas de combate ao coronavirus, bate o pé na hora de discutir a proibição de uma tradição junina: as fogueiras.

Ao todo, 65% dos ouvintes que participaram do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, são contrários à proibição da tradição junina.

Semana passada, o Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio do Gabinete de Acompanhamento da Pandemia do novo coronavírus, publicou na tarde de hoje, 4, a Recomendação PGJ n.º 29/2020, que versa sobre a proibição do acendimento de fogueiras, a queima e a comercialização de fogos de artifício, enquanto perdurar a situação de calamidade pública, decorrente da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“A tradição junina de acender fogueiras e queimar fogos de artifício, naturalmente, provoca três problemas que irá dificultar o combate à Covid-19, como  aglomerações, , produção de muita fumaça que irá elevar os riscos de problemas respiratórios e acidentes como queimaduras que pode agravar a superlotação da rede hospitalar.

“A medida, provavelmente, não será bem recepcionada, mas tenho consciência que em tempos de defesa da vida e saúde dos Pernambucanos, precisamos ter coragem para tomar atitudes extremamente impopulares, mas essenciais para conter o avanço da Covid-19 nas terras pernambucanas”, disse o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, no texto da Recomendação.

 A medida também tem amparo de ambientalistas que questionam a retirada de madeira ilegal de comunidades rurais, afetando o ecossistema.

Tradição cristã: para os católicos, a fogueira é símbolo de um acordo entre as primas Maria e Isabel. Numa tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora (Maria) e aproveitou para contar-lhe que, em breve, iria nascer seu filho. Ele se chamaria João Batista. Nossa Senhora queria ficar informada sobre o nascimento e perguntou: – Como poderei saber do nascimento do garoto?

“Acenderei uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele”.

A promessa foi cumprida e, um dia, Nossa Senhora viu uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho. Começou, assim, a ser festejado São João – com mastro, fogueira, foguetes, balões, danças, etc.

Uma morte e dois feridos em acidente no Sertão da PB

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um acidente no km 471 da BR-230, por volta das 7h40 da manhã deste sábado (14), no Sertão da Paraíba. A informação é do G1 PB. A colisão envolveu dois carros e um caminhão. A vítima que morreu estava sentada em uma barraca às margens da estrada […]

Uma pessoa morreu e três ficaram feridas em um acidente no km 471 da BR-230, por volta das 7h40 da manhã deste sábado (14), no Sertão da Paraíba. A informação é do G1 PB.

A colisão envolveu dois carros e um caminhão. A vítima que morreu estava sentada em uma barraca às margens da estrada quando foi atropelada por um dos veículos, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a PRF, o motorista de um dos carros estaria fazendo uma ultrapassagem, quando, no sentido contrário, vinha uma moto. Para não colidir, ele teria jogado o carro para o acostamento na contramão, onde havia um caminhão.

O veículo bateu na lateral do caminhão, na traseira de outro carro que estava estacionado próximo a uma barraca de lanches e, por fim, em uma mulher, de 43 anos, que estava sentada no estabelecimento. A vítima morreu no local.

O motorista do veículo e outros dois homens que estavam na barraca ficaram feridos e foram encaminhados para o Hospital Regional de Sousa. O corpo da mulher foi encaminhado ao Numol de Cajazeiras para realização de exame cadavérico.

Morre Moraes Moreira

O cantor e compositor Moraes Moreira morreu na manhã desta segunda-feira (13), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista e uma pessoa próxima, em conversa com a Fórum. Ainda não foi divulgada causa da morte, de acordo com familiares. “Ele estava bem, ninguém sabe […]

O cantor e compositor Moraes Moreira morreu na manhã desta segunda-feira (13), em sua casa no Rio de Janeiro, aos 72 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista e uma pessoa próxima, em conversa com a Fórum.

Ainda não foi divulgada causa da morte, de acordo com familiares. “Ele estava bem, ninguém sabe as causas”, informou um familiar do cantor.

Um dos mais importantes artistas da música brasileira, o autor de “Sintonia” e “Pombo Correio” morreu dormindo em sua casa na Gávea.

Moraes Moreira deixa uma história de muitos sucessos e atuação fundamental também no Carnaval de Salvador, onde é considerado o primeiro cantor de trio-elétrico.

Antônio Carlos Moraes Pires nasceu em Ituaçu, na Bahia, em 8 de julho de 1947 e se notabilizou com um dos fundadores do grupo Novos Baianos, que tinha em sua formação original Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão.

Moraes Moreira começou tocando sanfona de doze baixos em festas de São João em Ituaçu. Na adolescência aprendeu a tocar violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé, Bahia. Mudou-se para Salvador e lá conheceu Tom Zé. Nos Novos Baianos, Moreira ficou entre 1969 e 1975, antes de se lançar em carreira solo. O músico tem 40 discos gravados, entre Novos Baianos, Trio Elétrico Dodô e Osmar e ainda dois discos em parceria com o guitarrista Pepeu Gomes.

Quase 80% dos eleitores ainda não têm nome ao Senado, diz Datafolha

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, trouxe um dado interessante da pesquisa Datafolha para o Senado em Pernambuco. Segundo ela, na pesquisa espontânea, 78% não sabem citar sequer um nome ao Senado. Na estimulada, o recall dos nomes favorece mais a lembrança. “O engajamento do eleitorado ainda está muito distante. 78% não sabem dizer nem […]

A diretora do Datafolha, Luciana Chong, trouxe um dado interessante da pesquisa Datafolha para o Senado em Pernambuco.

Segundo ela, na pesquisa espontânea, 78% não sabem citar sequer um nome ao Senado. Na estimulada, o recall dos nomes favorece mais a lembrança.

“O engajamento do eleitorado ainda está muito distante. 78% não sabem dizer nem um nome espontaneamente. Na pesquisa anterior eram 80%. Isso mostra o quanto o eleitor ainda está distante da disputa”.

Para ela, o período eleitoral vai ser determinante para que os candidatos se apresentem e o eleitor conheça suas propostas para quando chegar no dia da eleição terem condições de escolha”.

A pesquisa Datafolha perdeu um pouco do seu sentido com o fechamento das chapas.

No cenário mais próximo do atual cenário, Marília aparece na frente com 18%. Em seguida surge Humberto com 14%. Na sequência estão Mendonça Filho, com 10%; Miguel Coelho, com 9%; Eduardo da Fonte, com 7%; Silvio Nascimento, com 4%; Túlio Gadêlha, com 3%; Carlos Sant’Anna (Novo) e Pastor Wellington Carneiro (Mobiliza), com 2%; e Paulo Rubem, com 1%. Na simulação, branco, nulo e nenhum registraram 21%. Não souberam responder totalizaram 9%.

Porque preservar o patrimônio arquitetônico

Da Coluna do Domingão  O Cariri Cangaço está até este domingo no Pajeú, refletindo a história dessa região com esse movimento histórico que foi um divisor de águas na nossa formação cultural e social. Se estão aqui, é porque ainda tem o que ver para discutir a história: na Serra da Colônia, hoje município de […]

Da Coluna do Domingão 

O Cariri Cangaço está até este domingo no Pajeú, refletindo a história dessa região com esse movimento histórico que foi um divisor de águas na nossa formação cultural e social.

Se estão aqui, é porque ainda tem o que ver para discutir a história: na Serra da Colônia, hoje município de Carnaíba, visitaram o local do nascimento do cangaceiro Antônio Silvino. Na Ingazeira, visitaram a matriz histórica e os caminhos de Silvino, bem como os remanescentes da família Moraes. E em Jabitacá, seguem os rastros do temido cangaceiro Adolfo Meia Noite.

São registros que remontam aos anos 1800. Antonio Silvino, por exemplo, nasceu em 2 de novembro de 1875. E Meia Noite, em 1870.

É fundamental aos gestores do Sertão, com a permanente vigilância dos historiadores, preservar os fragmentos dessa história. Isso vai inclusive muito além desse caminho trilhado pelo evento.

É triste ver que na maioria de nossas cidades, salvo exceções, o patrimônio arquitetônico foi em grande parte substituído, destruído sob o argumento da necessidade temporal, da ampliação das atividades comerciais, da “modernidade”.

As autoridades, que tinham a possibilidade de preservar com projetos de tombamento e outras iniciativas, ignoraram. Exemplos não faltam. Serra Talhada, Afogados, São José do Egito, Tabira. Em todas as nossas cidades, as áreas centrais, a partir de onde nasceram os municípios, foram se descaracterizando com o tempo.

Única exceção, Triunfo é de longe a cidade mais visitada e que mais atrai turistas porque soube combinar suas belezas naturais com sua arquitetura. São mais de 170 imóveis tombados pela Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe), incluindo o Cine Teatro Guarany, igrejas, ruas inteiras e antiga cadeia pública.

Mas nem isso garante a paz. Em 2014, a prefeitura interveio na descaracterização de um imóvel na 15 de novembro depois da pressão popular e luz sobre o caso. Em 2022, o município não fez nada para impedir que a pavimentação da PE-365, realizada pelo governo do estado, destruísse parte do calçamento histórico da cidade. O prefeito Luciano Bonfim jogou a culpa para a então secretária Fernandha Batista, mas poderia ter impedido e não o fez.

Em Santa Maria da Boa Vista, quem deveria ajudar a fiscalizar e preservar o casario histórico, contribuiu para destruir. Para achar no que gastar o dinheiro do duodécimo, o presidente Juninho, do PV, autorizou demolir a fachada da Câmara de Vereadores do município, prédio histórico tido como um marco da cidade.

Ao contrário, perto dali, Floresta, por exemplo, preserva e atrai turistas para seu casario do final do século XIX e início do século XX, predominando o estilo eclético, intercalados ao neoclássico e barroco. Ou seja, preservar gera receita.

Em Afogados da Ingazeira, da mesma forma nada foi feito. Em julho de 2021, repercutiu a demolição de um dos últimos prédios históricos do entorno da Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara: o antigo casarão que pertencia à família Goes. Virou farmácia. Nada pôde ser feito. Na cidade, registre-se, ao menos o esforço solitário do ex-vereador Augusto Martins deu algum resultado: salvaram-se o prédio dos Correios, da Cúria, do Cine São José. Igor Mariano assinou o projeto de tombamento do Museu da Rádio Pajeú. No Cariri Cangaço, Cine e Museu foram palco de parte da programação, com registros elogiosos pela manutenção por parte da mantendora, a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, mesma que gere a Rádio Pajeú.

O que ainda resta de nosso patrimônio arquitetônico deve ser valorizado, cuidado, zelado, em nome das futuras gerações. Feliz um povo que preserva a sua história.